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História Balance in Your Noxian Heart - Capítulo 2


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Capítulo 2 - "Coração Fervoroso" - Riven Pt. 2


 

              

                         – O que quer fazer comigo? – saiu sem ousadia alguma, não que Riven tencionasse.

               Irelia nada disse, a levando pelos corredores assim que deixaram a cela e as fileiras de guardas a seguiam com cautela. Mesmo acorrentada, parecia que eles enxergavam as armas de RIven e seu coração guerreiro em mãos, pronta para abate –los. Com ódio e intolerância, alguns pareciam enxergar a moça de cabelos alvos. Mesmo após o julgamento que seus pais presenciaram, Riven sentia –se uma culpada, de certa forma. Demoraria para que tal pensamento sumisse, essa era uma verdade.

                             Sabia seu lugar. E Irelia não estava para conversas. Muito menos, com uma prisioneira estrangeira. Ela só tinha um trabalho, e não era conversas amenas com ela. A Lamina Valente, fora dita que levou sangue de seus conterrâneos, e de mais vidas que Irelia podia suportar. Se alguém estava com ânimos intensos, era a dançarina das laminas. Ela so queria terminar o trabalho o mais rápido possível e seu rosto carrancudo era prova para fazer Riven não mais dizer nada.

             Tao cedo saíram das celas, o sol abateu o rosto da noxiana, que tapou seu rosto para admirar o horizonte. Mesmo fora de seu antigo lar, ela sabia admirar o que aquelas terras tinham de belo a oferecer.                      Horas no sol quente quase a fariam morrer de calor e cansaço. Mas sob gotas de suor, Riven não parecia nem um pouco exausta. Sua época como guerreira a havia provido resistência e força, e para uma mulher, era admirável como ate alguns homens já teriam desabado ou estariam implorando por água e comida. Riven, não abria o bico enquanto trabalhava no teto daquele casebre. Passou de um lado a outro, sob vigilância constante de Irelia, que observava de longe enquanto os donos da residência mal surgiam a vista.

                   Era claro que estrangeiros, especialmente dos que carregavam sotaque ur –noxiano consigo, seriam vistos como parias, monstros ou inimigos. Pois, de fato, o eram.

                  As marcas naquele pais eram provas suficiente de tal dizer.

                   – Seu nome... que nome disse que era? – foi a voz de Riven que cortou o silencio após marteladas intensas.

                 Irelia deixou uma maça de lado, a encarando com cautela.

                 – O que disse?

                  – Perdão. Mas seu nome – Riven limpou seu suor da testa. – que nome mencionou que era o seu? Irelia?

                 – A que quer saber? – Irelia resmungou com pouco caso.

                 Riven relaxou um pouco, martelando mais lentamente.

                 – Nada, é... curiosidade. Engraçado... Ouvi que uma mulher sob nome de Irelia parou e dizimou as tropas de Jericho Swain durante o conflito. – disse ela, com tom que Irelia não entendeu bem.

                  Admiração? Não. Diversão? De certa forma, sim. Havia um certo sorriso faceiro no rosto da noxiana. Ela não entendia bem, por que estaria deleitando –se nos feitos de uma inimiga e sorrindo sob a derrota de seu general? Era maluca? Ou no mínimo, uma verdadeira desertora.

Talvez mesmo entre suas fileiras, alguns povos deviam desprezar seus superiores. uma coisa que motivou Irelia a dizer mais, dando um passo a frente.

                 – Bem, saiba que ele mereceu – Irelia declarou, ganhando atenção de Riven. – e teria o feito com o outro, se não tivesse corrido feito um covarde. Noxianos invadem nossas terras e correm feito gado. Não entendo seu treinamento militar.

                Era engraçado ouvir isso de um alguém cujo povo possuía um “exercito” composto por camponeses e possivelmente, fazendeiros. Em vez de espadas e escudos, ancinhos e foices de ceifa. Mas era igualmente vergonhoso pensar que tropas noxianas foram derrotadas exatamente por essa mesma força. Riven nada a disse.

                 Por mais horas, trabalharam. Ou melhor, apenas Riven. E embora repleta de curiosidade sobre sua acompanhante, Riven era treinada o suficiente para saber que não devia questionar nada a quem estava na vantagem contra  a guerra de dois povos. Riven era fragmento de uma parte alquebrada da derrota noxiana, e ela já estava mais que satisfeita em estar respirando mais um dia. Riven sentia o olhar de Irelia sobre si, e sabia que não era com amistosidade que atraia a atenção da ioniana. Às vezes, chegava a pensar que não fosse seu posto de prisioneira e seu julgamento formal, ela teria sido esfaqueada a tarde toda pela mulher.

              – Agora, para onde? – Riven perguntou quando passavam pelas ruas de pedra do vilarejo.

             – Para os Shyka. O dono da casa precisa—

                 Antes que irelia terminasse, uma fruta voou contra Riven, levando –a ao chão. E inúmeras outras seguiram –se, com violência. Ate que pedras e pedaços de pau tambem a machucavam. Riven tentava apenas se proteger com os braços livres, mas os grilhões entre as mãos impediam –na  de lutar. Irelia notou que ela claramente não queria erguer uma mao. Gritos e alguns cuspes voaram em sua direção. Tudo que Riven fazia era baixar –se, protegendo – ao seu rosto. de joelhos, ela não ousou erguer uma voz ou mao contra seus atacantes, ate que foi Irelia que parou em sua frente.

             – Parem – ela ergueu a voz, sendo rapidamente obedecida.

                         Embora fosse a visão de um noxiano sob praça publica, a voz que os ordenou era da heroína que liderou –os nos dias finais de guerra.  Seu rosto era firme, e suas mãos, barravam a figura caída de Riven.

                        – Por que fazem isso? Ela não foi julgada suficiente? Não foi levada ao tribunal, sua vida colocada as nossas mãos? E de fato, ela estava lá. Se rendeu. Não ofereceu resistência.  Para mim, não parece faze –lo agora, também. E se me perguntarem, ela pode ser forte, mas se olho pro rosto dela nesse momento, só o que vejo é alguém que não quer lutar. Ela parece querer lutar com vocês?

                 Riven derrubava lagrimas, o rosto sujo de poeira e suor misturado a sua propria tristeza. Ninguem ousou jogar mais nada contra ela. Todos entendiam onde Irelia queria chegar.  E sob a lição de uma líder de coração nobre, a multidão rapidamente se dispersou ,  sendo avaliados pelos olhos firmes de Irelia. Não era decepção que queria sentir com conterrâneos, mas ela não aceitou aquilo da melhor forma. Virou –se a Riven, que ainda permanecia de joelhos. Tremia os ombros, como se estivesse dolorida.

               – Sente dor? – Irelia questionou, fazendo –a erguer o rosto.

               Com lagrimas secas, ela assentiu. Seu rosto era de quem perguntava –se por que aquela mulher queria saber. Não eram de lados diferentes?

               – Hrg... acho que me cortei... – resmungou Riven.

               – A cortaram. – Irelia checou suas mãos e seu corpo. – aqui, me deixe ver. Laceração. Tem de limpar isso antes que infecte. Não vai voltar pra cela com isso.

               – Então, pra onde vou? – perguntou ao ser levantada por Irelia.

                 – Para um doutor. Vamos. Não quero carregar um saco de doenças por aí. – bufou a ioniana, guiando Riven de volta para o doutor mais próximo que conhecia.

 

 

                – Pare de se mexer, do contrario, ele não poderá fazer nada.

                – Essa merda dói muito...

                 – Não doeria, senhora, se não tremesse tanto – advertiu o homem, recebendo olhar carrancudo da paciente.

                – Entao faça não doer tanto. – bufou Riven, irritadiça pelo seu ombro parecer estar queimando.

                 O medico aplicava o curativo, e doía tanto quanto o golpe mais certeiro que Riven já recebera em uma luta.  Por ordem de Irelia, procurou ficar quieta, mas remexia –se de inquietação, tornando complicado para o homem que brigava praticamente com a paciente.

              – Por deuses, senhorita Irelia. – ele suspirou fundo.  – Ela não me deixa trabalhar...

               – Fique quieta. – repetiu Irelia, forçando o lugar de Riven com uma mão. – Pronto. Pode continuar, senhor.

              –  Ai... porra... – choramingou Riven.

               – Acho que queria me matar se não fosse o juramente de um doutor à prova... – sussurrou Riven, audível suficiente para o medico sentir –se indignado com a provocação.             

            Ele saiu a passos apressados, não notando a língua de Riven sendo posta pra fora. Irelia pensou que ela mais parecia uma criança com aquele comportamento. Prisioneiros complicados como  aquela ali, ela jamais viu. Riven vestiu –se novamente, levantando a blusa ainda manchada de sujeira. Irelia tapou o nariz, o que pareceu ofender Riven, que entortou o rosto com pura vergonha.

                 – Eu estava no sol quente o dia todo... perdão se não pareço uma rainha para voce...

                – Não a culpo. – Irelia deu de ombros. – Mas voce parecia bem irritada com ele. Só seja mais leviana perto das pessoas. Desse jeito, vai atrair mais energia negativa quando abrir a boca.

                – Bem, eu não o faria se ele não parecesse que  estava incomodado com meu...

                – Cheiro?

                 – Sangue.

                 – Imagino que não fala do que estava saindo de suas feridas.

                   Riven limpou –se na pia. Encheu as mãos d’água e retirou a poeira em seu rosto, suspirando fundo. Olhou Irelia pelo espelho com olhar embargado de cansaço.

                – Todos vocês odeiam mesmo noxianos... Minha raça deve ser super odiada.

                 Irelia  meneou, cruzando os braços.               

                 – Nunca machuquei pessoas. Ou matei ninguem. Só noxianos.

                – Nossa. – ela disse, sem tom sarcástico – palavras de uma verdadeira ioniana!

                 – Se entendesse melhor meu ponto, veria pelo meu lado e minha razão do desgosto por vocês. – Irelia argumentou, lembrando –a de que ela estava do lado oposto na guerra. – Se bem me lembro, não fomos nós que invadimos suas terras. Foram vocês. Sua raça. Mas acho que lembra –se disso.

             Riven até pensou que haveria raiva em sua voz, mas não passava de uma conversa amena. Irelia estava mais casual do que nunca, sem rancor ou olhar em chamas mesmo que tivesse ótimas razões para tal.

            – Bem, diga –me então um ioniano cruel nesse mundo?  – ela propôs a prisioneira.

            Riven pensou um pouco.

            – Não é Khada Jhin um nativo das primeiras terras? – o nome atiçou lago em Irelia.

             Seus olhos vacilaram e ela  notou que aquele não era um assunto que Irelia devia ter em sua lista de favoritos.

               – Khada Jhin é uma maldita e infame exceção. Os deuses deviam estar brincando quando  o trouxeram ao mundo...

                   – Bem, ele é uma prova. – Riven deu de ombros – de toda forma, melhor volta ao trabalho. Não terminei por hoje.

                – Está louca? Não vai trabalhar nesse estado.

               – Eu consigo.

               – Talvez. Mas não com esse cheiro. E não hoje. Está escurecendo.

                   Um banho revigorante e sabão e espuma na primeira estalagem próxima não era o que Riven esperava naquela noite, mas fora o presente que Irelia lhe proveu. Riven não tinha o que reclamar, mesmo com os olhares a seguindo quando entraram pela porta do local, e os sussurros em volta de ambas. Ainda assim, quando Irelia demonstrava presença,  eles logo esqueciam que havia uma noxiana entre eles. Umas moedas na mesa e umas palavras de agradecimento acompanharam ambas após uma Riven sair renovada daquele lugar. Não demoraram para voltar a prisão, onde Irelia a guiou até sua cela.

             Irelia empurrou –a levemente para dentro, fechando atrás da noxiana.

              – Tenha uma noite agradável, Riven. Se precisar de algo, saberei. Se as feridas não melhorarem, pedirei a Sasha que a examine novamente.

             – Obrigada.

            – Pelo que?

            – Por não virar seu olho e soar cruel. Normalmente, outros povos me executariam em praça publica. E claro, estou me sentindo  melhor, se comparada a outros dias. Por isso, obrigada. ­– disse Riven, de sorriso sincero.

            – Bem,  – ponderou com cuidado Irelia – ficarei de olho em sua situação. Se houver mais coisas que precise, diga que precisa falar comigo. Até lá, espero que melhore.

            – Não sei como agradecer. – foi a ultima coisa que Riven disse antes de ouvir os passos de Irelia se tornando distantes.

              Aquela noite, ela não dormiu com cabeça pesada. Nem suas juntas e braços doíam, tampouco sentia –se fedida. Estava com cheiro de rosas e sabão, e o banho revigorante fez milagres em seu corpo e espírito. Era engraçado dizer, mas lembrava –se sempre que havia um que mágico em Ionia, apesar dos óbvios e já conhecidos detalhes que ela presenciara sobre aquelas terras. A gentileza de Irelia, sem igual. Embargada de palavras duras e pesadas contra  a estrangeira, foi com doçura que deixou Riven descansada aquela noite, e não era algo que a noxiana esqueceria tão facilmente.

                                     

 

****

 

As estrelas eram a única luz que servia aquelas duas visitantes.

          Sobre suas cabeças, a noite na cidade próxima ao mar entrava em silencio profundo, e como toda noite, repleta de criminalidade e sangue percorrendo os tijolos sentinenses, parede atrás de parede. Atrozes e aves ribeirinhos cantavam nos portos, o cheiro salgado e som de ondas vindo do alto mar atiçavam os ouvidos de quem passava pelas ruas tortuosas da cidade portuária. Qualquer um que visitasse águas de Sentina sabia bem a má fama do local, e não era um marinheiro de primeira viagem que estaria alheio ao perigo daquele lugar. Sua fama não se espalhara a toa. De donos de escravos e tiranos, à pistoleiros e ladrões sem escrúpulos, Bilgewater possuía um acervo deveras diferenciado se tratando daqueles que andavam a margem da lei, e esse pensamento atiçava os instintos mais aguçados da oficial que viera de muito longe.

                   Pilltover estava bem distante de Aguas de Sentina, e por isso, Caitlyn trouxera não só seu inseparável rifle hextec, mas sua arma favorita e mais especial. Uma que tomava forma em cabelos róseos bagunçados, uma tatoo incomum em seu rosto e duas manoplas ATLAS tão perigosas quanto a rebeldia da zaunita.

                – ‘Tá uma bela noite.

                – Até que é agradável. – a xerife respondeu, pouco dando atenção a colega. Seus olhos vigiavam as ruas abaixo atrás da luneta do rifle. – mas não vá dormir nessa friagem. O  trabalho não é descansar.

                –  Sei disso. Relaxa. Se eu dormir, voce me acorda com os tiros.

               – Não conte com isso, Vi. Prefiro que fique acordada. No mais, temos de aguardar o informante.

                Caitlyn não disse mais nada, sabia que era inútil explicar demais à amiga.   Ela raramente dava atenção aos planos. Suas mãos funcionavam melhor com ação, não com pensamento. Um equilíbrio interessante gerado pela parceria de anos. Caitlyn não piscava enquanto mantinha vigília naquele telhado de um pub abandonado, já Vi deixava o trabalho pesado para ela sabendo que faria melhor quando a hora de socar algo chegasse.

               O plano era encontrar o gatilho desenfreado que enchia a mesa de Caitlyn de papeladas e tirava o sono da policial.

                Agora, passaram-se hora desde que chegaram as terras sentinenses, mantiveram guarda e Vi já havia contado uns 5 ou  6 navios aportando ali perto, enquanto imaginava se eram apenas pescadores ou piratas se enfiando em guerras entre si. As vezes ela lembrava que, se havia algum lugar tão remoto quanto as ruas perigosas de Pilltover e  o submundo zaunita, eram as águas sentinenses repletas de sangue e intrigas. Que historias aquele lugar devia guardar em suas profundezas?

           – Bem, quando precisar de mim, só avisar – declarou Vi, esfregando os pulsos, deixando as manoplas de lado. – Voce é o cérebro, eu só gosto de bater nas coisas. Até lá... – suspirou de sono, jogando os fios róseos para o lado. – deixa eu relaxar aqui.

             – Quando encontrarmos o informante, ai lhe garanto que as coisas vao melhorar. – garantiu Caitlyn, satisfeita com o mínimo animo da colega.

           –  Sei disso.

            – Descanse o quanto precisar, minha cara. – ela resguardou sua arma, sentadno na beirada do prédio. – quando pormos as mãos em Graves e seu comparça, vamos estar um passo mais próximas de encontrar Jynx.

           – A diabinha esguia não perde por esperar...

            Vi ainda lembrava-se das mensagens pichadas da  lunática deixadas por toda Pilltover – as cores modernas e futuristicas davam espaço ao caos e anarquia tingidos de neon pela menina. Um pedaço de caos que a cidade do progresso não tinha de proteger, se acaso sua cabeça fosse a premio. Mas conhecendo Cailtyn e seu nobre senso de justiça, ela claramente iria desejar leva-la a ver o sol nascer quadrado todos os dias.

           Uma tarefa que se seus instintos mais sagazes estivessem certeiros, não seria das mais fáceis. Mas era a recompensa do trabalho que prometia a satisfação daquela missão. Essa, e pegar mais de um fora da lei com uma cajadada só.

             – Mesmo que caras como Graves estejam fora do nossa jurisdição? – foi a pergunta de Vi que a fez notar o pequena falha sobre seus desejos naquele lugar.

          Caitlyn assentiu com poucas duvidas.

           – Mesmo que seja o caso.

 

 



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