História Ballerina - Capítulo 2


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Categorias Naruto
Personagens Itachi Uchiha, Jiraiya, Karin, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Tsunade Senju
Tags Sasusaku
Visualizações 548
Palavras 2.018
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olha só quem apareceu!
Primeiramente, perdão pela demora. Foi um misto de bloqueio, com trabalhos da faculdade e preguiça, mas finalmente cá estou

A música que aparece no capítulo é a River, da Bishop Briggs, rainha dessa fanfic e do meu coração <3
Inclusive tenho um plot baseado todinho numa música dela, oremos que saia logo porque a história vai ser ótima!


Espero que curtam!

Capítulo 2 - Tendu


Fanfic / Fanfiction Ballerina - Capítulo 2 - Tendu


No outro dia Sasuke chegou completamente acabado na aula. 

Havia ficado até tarde estudando para a prova de física que no fim das contas foi cancelada por conta do professor estar doente. Então dizer que ele estava de mal humor seria realmente um eufemismo. 

E para ajudar, o problema no carro de Tsunade era mais complicado do que ele havia imaginado e saber que ele teria de ir lá somente para dizer isso o deixava ainda mais irritado. 

― Nossa, que bom que não teve a prova. ― Naruto comentou, sentando-se ao seu lado na sala ― Eu não estudei nada. 

― Eu me surpreenderia se tivesse estudado ― Sasuke provocou, olhando para o amigo que bufou. 

― Eu estou estudando mais, para a sua informação. Hinatinha me ajuda com o que eu não entendo. 

Sasuke preferia nem pensar que tipo de aulas eles tinham. Se bem que com a cara de quieta que Hinata tinha ele duvidava que eles tivessem passado dos amassos.

A não ser que o dizem fosse verdade e as quietas fossem realmente as piores. 

Mas era algo que ele realmente não fazia questão de descobrir. Ao menos não com a Hyuuga. 

― Quem sabe ela consegue colocar algo na sua cabeça ― Sasuke provocou ignorando o olhar feio que Naruto lançou à ele e calando-se quando o segundo professor entrou na sala, dando início ao segundo período de aulas. 

Sasuke abriu o caderno na matéria destinada àquela disciplina e começou a fazer anotações do que o professor dizia, mas não que precisasse se esforçar muito de qualquer forma. Física sempre foi um assunto que despertou muito o seu interesse e com isso veio a facilidade no raciocínio.

O professor explicava algo sobre que alguém sequer prestava atenção quando Sasuke finalmente notou algo pelo canto dos olhos. 

Um ponto rosa em uma das extremidades da sala.

E sua mente automaticamente o levou até o dia anterior, ao estúdio de Tsunade e uma garota magra de cabelo rosa preso em um coque dançando na sala espelhada. 

Ela estudava com ele? 

Como ele nunca havia percebido isso antes? Quer dizer, para ser honesto ele se lembrava vagamente de quando a garota chegou à turma, há alguns meses, ele supunha. Mas também não era como se Sasuke estivesse sempre a prestar atenção à seus arredores e muito menos às pessoas.

 Então não era uma grande surpresa que ela tivesse passado despercebida, até mesmo porque tirando o cabelo rosa não havia nada que chamasse a atenção nela. Era bonita, ele podia ver isso de longe. Mas várias garotas ali também eram. 

Mas ainda assim sua mente logo foi tomada pelas lembranças da forma com que ela dançou no estúdio quando ele a viu. Era tanta determinação no que fazia que vendo aquela garota retraída ao longe o fazia ter dificuldade em crer que ambas fossem a mesma pessoa. E ele provavelmente não acreditaria, se não fosse pelo cabelo. 

E aquele cabelo por si só já era um grande chamariz. 

Tudo bem que a garota não era um exemplo de sociabilidade, pelo o que ele podia notar, mas ainda assim. 

Ela tinha cabelo rosa

Isso devia ser motivo suficiente certo? 

E sem perceber o que fazia ele pousou a caneta sobre o livro aberto e começou a observá-la. 

A garota estava sentada na cadeira, de costas para ele, cerca de três fileiras à sua direita. A cabeça estava abaixada e sua mão esquerda movia-se furiosamente. E por algum motivo ele gravou aquela pequena informação. Ela era canhota. 

Por um momento ele quase foi até a sua mesa, observar o que ela fazia. Estaria escrevendo algo? Talvez terminando o dever de casa? Não, isso certamente não. Ela parecia do tipo aplicada, certamente não o tipo de aluno que termina as coisas em cima da hora na sala ou mesmo copia o dever de alguém.

E enquanto ele prestava atenção ― ainda que não se desse conta disso ― ela levantou brevemente uma folha e ele viu que havia algo desenhado e ainda que de longe não pudesse ver exatamente qual era o desenho, parecia ser um rosto. 

Então o ballet não era a única arte que corria em suas veias no fim das contas. 

― O que está fazendo? ― veio a voz de Naruto ao lado dele e então Sasuke percebeu que ainda estava parado com a caneta na mão, e olhando para o caderno viu que estava com uma palavra escrita pela metade, que ele nem lembrava mais o que era. Havia ficado totalmente distraído observando a garota e nem mesmo se dera conta disso.

Virando-se para Naruto, viu que ele tentava acompanhar a direção onde sua visão estava até poucos segundos atrás, mas logo o loiro desviou a atenção para ele novamente, como se deduzisse que Sasuke não olhava para nada em particular; mesmo que seus olhos tenham passado pela garota de cabelo rosa em um determinado ponto. 

Ele havia voltado sua atenção para Sasuke como se nada tivesse encontrado e então o Uchiha percebeu que ele fazia a mesma coisa. 

Olhava as pessoas sem realmente perceber sua existência. 



.

.

.


― Vamos lá, Sakura, concentre-se! ― Tsunade comandava com a voz altiva reverberando por toda a sala. 

Plié, tandu, jeté, tombe de jande à terrê

Estalou, ardeu, suspirou, levantou. 

Você é tão boa, minha filha, tão boa. É meu orgulho, sabe disso, não sabe?”

Fondu, frappé, adagio, rond de jambe en l’air, grand battement, stretch. 

Novo estalo, solta, continua. 

“É a minha princesa, o meu anjinho” 

― Já está bom, vamos seguir daqui. 

Tchaikovsky tomou o silêncio da sala espelhada e Sakura fechou os olhos, deixando as notas tomarem conta da sua mente.

Inspira, segura, expira. 

O seu corpo logo relaxou com a melodia, ela sempre a acalmava. 

Mas às vezes, na grande maioria delas, Sakura preferia a agitação. 

E era até engraçado pensar que há cerca de dois anos atrás ela provavelmente estaria feliz por fugir um pouco do balé enquanto andava para casa com Arctic Monkeys explodindo nos fones de ouvido. 

Mas as coisas haviam mudado e só restava aceitar que nada nunca mais voltaria a ser o mesmo, ainda que a dor continuasse ali latente, como uma ferida que nunca se cura. 

Ma petite ballerina” 

Ainda que no fundo ela soubesse que não era exatamente a música, eram os sentimentos, as lembranças que ela evocava. Aquela sensação de proximidade pela qual ela era sedenta. 

Sakura deixou-se levar pela música enquanto seus pés e braços pareciam tomar vida própria.

A dor estava ali, mas não importava, mesmo que fizessem horas. A única coisa que ela tinha em mente era um objetivo e seu corpo teria que se acostumar à isso. Doesse o que doesse. 

Saltou, rodopiou, escorregou. 

Ela não caiu, dessa vez, mas o erro estava ali, o seu reflexo rindo do espelho. Como se dissesse “Você não consegue, você é uma falha”.

“Desista”

“Vamos lá, vamos lá, você é maravilhosa”.

― Vamos dar um pausa ― Tsunade disse, suspirando e esfregando a mão sobre a testa, mas preferindo não comentar nada sobre o deslize e caminhando até a porta.

Sakura deixou o corpo cair no chão. Sentou com as pernas cruzadas, ignorando os dedos que já latejavam e esfregou os olhos com força. 

Era sempre assim, ela estava indo bem, tão bem, mas chegava em um ponto e as coisas simplesmente desandavam. Às vezes ela ia ao chão, batendo o corpo com força contra o piso, outras o pé escorregava, mas ainda era um erro, ainda era uma falha. 

E ela não podia admitir falhas, não podia. Falhas não a levariam ao topo. Falhas não daria orgulho à eles

Sakura suspirou, tentando limpar a mente e então ouviu o som de uma voz masculina fazendo com que se virasse para a porta, tentando ver quem era. 

No umbral da porta estava o mesmo rapaz do dia anterior, que havia vindo buscar o carro de Tsunade. O tal Sasuke.

E é claro que ela o conhecia, quem não o conhecia naquele colégio? Mas não que ela se preocupasse em saber mais do que o seu nome, de qualquer forma. 

Ou de qualquer um deles. 

Era melhor assim. Melhor não criar qualquer tipo de laço.

Sakura não queria criar qualquer tipo de laço. 

Era mais seguro.

Ela o observou dizer algo à Tsunade e pela forma como a mulher ficou gesticulando não ficou satisfeita com o que quer que tenha ouvido. Mas logo ela balançou a cabeça afirmativamente e Sasuke dando um último olhar na direção de Sakura saiu pela porta. 

― Eu disse para o Jiraya que ele devia ter dado um jeito naquele carro antes, eu avisei ― Tsunade resmungou alto e Sakura não se preocupou em responder sabendo que a mulher não falava com ninguém em particular ― Olha aí agora.

Sakura levantou do chão e então passou pela mais velha que ainda resmungava, indo na direção da porta que dava acesso aos vestiários. Lá ela facilmente encontrou a bolsa com os seus pertences e a muda de roupa sobre um dos bancos. Ela rapidamente tirou o collant e a meia fina e depois de um banho rápido enfiou-se no jeans skinny com o moletom grande. Já o cabelo longo que estava preso no coque foi solto e ela deixou-o caído em ondas sobre os ombros.

Depois de recolher tudo a garota parou na frente da sala vendo que Tsunade já havia desligado tudo e apertava o último interruptor, deixando o lugar na completa escuridão.

Sem dizer nada as duas andaram lado a lado, enquanto Sakura observava as pessoas nas ruas. Era tudo tão calmo que às vezes ela mal conseguia se situar. Havia crescido quase que pelo mundo, de lugar em lugar, para onde a agenda dos seus pais a levasse. 

França, Rússia, Inglaterra, ela já havia quase dado uma volta no globo; conhecia um pouco de tudo; sabia falar um pouco de tudo. 

Era estranho estar ali, na calmaria daquela cidade do Japão, nas ruas onde sua mãe havia crescido. Já seu pai ainda que também tenha nascido não muito longe dali havia crescido nos Estados Unidos, que foi onde os dois se conheceram; foi onde Sakura nasceu. Nascida e criada.

E ela queria muito sentir uma sensação de pertencimento, ao estar tão perto das suas “origens”, mas era tão difícil. Simplesmente era difícil se apegar à qualquer coisa que fosse. 

E essa talvez fosse uma das razões. Talvez

Cerca de quinze minutos depois as duas pararam em frente à uma pequena casa bege de dois andares e atravessaram o pequeno gramado da frente, adentrando-a.

Jiraya estava jogado sobre o sofá da sala com seus óculos de leitura e o notebook no colo. Sakura passou por ele deixando um beijo na sua bochecha, como de costume, mas não demorou antes de subir as escadas, escutando Tsunade resmungar com ele sobre o carro. 

Mas seus tios se resolviam como ninguém e quando ela chegou ao topo da escada conseguiu ouvir a risada de ambos, o que levou um pequeno sorriso ao rosto dela. 

Chegando no quarto espaçoso, mas totalmente impessoal, Sakura jogou a mochila sobre a cama espalhando algumas coisas no processo e os tênis no canto da porta.

Logo o jeans foi ao chão sendo substituído por um short preto e curto de lycra e o moletom por uma camiseta larga com a estampa do Nirvana, do seu pai. 

Com os pés descalços e as mãos no alto da cabeça, no processo de fazer um rabo de cavalo ela saiu do quarto e caminhou até a última porta do corredor, entrando e fechando-a atrás de si, ainda que soubesse que ninguém iria até lá perturbá-la.

As luzes do pequeno estúdio foram acesas e ela examinou rapidamente o seu reflexo no espelho antes de ir até o aparelho de som e conectar ao seu Ipod.

Alongou braços, pernas, estalou o pescoço. 

Mãos no alto, pernas semi-flexionadas


Como um rio, como um rio, shh

Como um rio, como um rio, shh

Como um rio, como um rio

Cale a boca e comece a fluir em mim como um rio.


E assim fluía.

Ela não errou nenhum passo dessa vez. 




Notas Finais


Sasuke finalmente prestando atenção ao redor, já não era sem tempo hein querido?
E tivemos um pouquinho mais sobre a história da Sakura, como acho que puderam perceber existem algumas feridas aí


No próximo teremos uma pequena interação, finalmente hein

Tentarei não demorar tanto, só não sei se ainda volto esse ano por conta das fanfics que ainda preciso atualizar

Mas é isso, se puderam não deixem de me dizer suas impressões e até a próxima <3


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