História ;ballet no.7 - Capítulo 1


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Jeno, RenJun
Tags Amém Noren, Jeno, Nct Dream, Noren, Renjun
Visualizações 85
Palavras 813
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


só eu morri quando vi essa foto da capa da fanfic? juro q enxerguei noren ali

Capítulo 1 - 1. ;sonata no. 16 in c major for piano, k. 545


Os dedos corriam pelas teclas do piano de cauda, e a melodia que podia ser ouvida era uma das mais alegres e bonitas que Renjun havia sequer ouvido; sorriu enquanto começava a se alongar, e Jeno desviou o olhar do que fazia apenas para ver o mais velho juntar os pés e começar a fazer alguns pliés, apoiando sua mão esquerda na barra, ficando de lado para o coreano. Continuou a tocar Sonata no. 16 in C Major e sorria cada vez maior quando conseguia observar o melhor amigo seguindo o percurso da música, fazendo alguns tendus em cima do palco marcado com fita, praticando extensões e, após todo o treinamento, colocando as sapatilhas de ponta.

Quando Renjun contou que dançava ballet, Jeno automaticamente pensou no amigo vestindo um collant preto com meia calça cinza e um tutu rosa escuro, assim como o Huang pensou que seu melhor amigo usava um paletó estilo pinguim preto com blusa social branca e sapatos novos apenas para o treino no piano.

Ambos não estavam tão errados assim.

— Injun, quer que eu toque Bach ou que continue a reproduzir Mozart? — perguntou, vendo o ruivo dar de ombros. Renjun gostava de Bach, mas Mozart era um clássico, e mesmo que ainda não conseguisse dominar a arte de fazer um tipo de freestyle, era engraçado colocar alguns passos de outras coreografias misturados a outros, principalmente nas músicas daquela lenda. — Uma Sonata no. 11 in A Major saindo!

A música se iniciou animada, e Jeno se entretinha tanto que deixava o mais velho mais feliz que qualquer outra coisa poderia proporcionar; ele teclava com alegria, deixava toda sua energia transparecer a partir do som daquela maravilha, e ver aquele menino seguindo o seu sonho era algo incrível.

Após horas dentro do teatro do colégio, o chinês parou de dançar, retirou suas sapatilhas e correu com seu telefone até os sons que a banda do local tinha deixado. Plugou o telemóvel e apertou na música escolhida, deixando que a melodia de Bullet, da banda Franz Ferdinand, ecoasse por todo local. 

Lee parou de tocar e se viu arrastado pelo melhor amigo até o centro do palco, onde o mesmo sacudia seus braços e o forçava a sacudir todos os ossos que tinha, fechando os olhos. Parecia uma das cenas de filme americano que o mocinho e a mocinha dançavam na chuva no meio do parque, e aí se beijavam no final da música. 

Renjun só havia se dado conta de algo quente e macio em seus lábios quando abriu os olhos e se deparou com os do Lee fechados e o rosto de face serena. Arregalou as orbes, porém parecia que seu corpo tinha parado completamente, como se estivesse petrificado ou tivesse olhado nos olhos da Medusa.

E era bom.

Nossa, como era bom.

Na busca pelo ar, ambos se descolaram e ficaram a se encarar, ofegantes. Havia um segredo entre eles que nunca fora sequer mencionado em todos os seis anos de amizade, mas que certamente tinha um peso enorme em ambas as histórias de vida.

Era o primeiro beijo de Renjun, e a primeira vez que Jeno tinha admitido à si mesmo que gostava do melhor amigo.

Não tinha como ficar mais clichê.

— I-Injunnie... — o coreano começou, porém foi calado ao ouvir o barulho da porta do teatro abrir. Tudo que aconteceu a seguir fora muito rápido; o chinês o puxou para dentro dos bastidores, retirou o telefone dos cabos como o vento e tampou sua boca com uma das mãos, espiando pelo tecido grosso de veludo o segurança dali resmungar algo, passando despercebido pelas sapatilhas brancas que se escondiam parcialmente entre a barra e outra cortina do local. Senhor Jung resmungou novamente com sua cara de bode e saiu do local, deixando tudo como estava antes de entrar. Afinal, não era da sua conta se a instituição iria pagar uma conta de luz mais cara ou se uma das lâmpadas pudesse pifar.

— Jeno-ah, sobre aquele beijo... 

— B-Bem...

— Veja bem... Foi meu primeiro beijo — disse, vendo o moreno enrubescer. — Mas foi o melhor primeiro beijo que eu poderia ter. No melhor lugar, na melhor situação e com a melhor pessoa. — Deuses, aquilo foi muito açucarado. 

Jeno não conseguia falar nada; um nó se formara em sua garganta, e tudo parecia ser surreal demais. Tudo que conseguiu fazer foi sorrir; sorrir seu sorriso feliz e alegre que indicava indiretamente que concordava com Renjun, este que também deixou um puxar de lábios colorir seu rosto, quebrando o espaço mínimo que ainda tinham.

A melodia favorita de Renjun era ouvir Jeno tocar seu piano de cauda, e a felicidade de Jeno girava em torno do ballet de Renjun, mas uma coisa que ambos não poderiam negar é que tudo aquilo junto gerava o pequeno universo de cada um.

 

Porque não haveria dançar sem melodia naquela relação, e não haveria melodia sem amor.


Notas Finais


eh isso
obrigada gente, views em my first and last


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