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História Balloons - Capítulo 29


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Notas do Autor


Caramba, depois de anos deixando essa história de lado finalmente vim dar a ela um epílogo. Desisti dessa história pois depois de um tempo já não me identificava com o conteúdo dela, nem mais fazia parte do fandom de FNaF, mas não é justo que eu deixe essa história, que escrevi em tantos momentos bons e ruins da minha vida, em aberto assim e sem um fim. Não me sentiria completa como escritora.
Então, trago a vocês, que ainda irão ler esse capítulo, e que irão ler essa nota de autor, o capítulo final dessa bela história. Eu espero que vocês tenham gostado dela enquanto durou, mesmo com meus hiatus enormes durante a história e todo o resto. Eu espero que essa história tenha te tocado, leitor, assim como me tocou a escrever durante três longos anos da minha vida.
Até um outro dia leitor, onde se encontrar alguma outra história minha que goste, nos veremos novamente. Até um outro dia.

Capítulo 29 - Como um dos seus balões.


Meus belos cabelos negros esvoaçantes cintilam em meio a imensa escuridão, Billy embaixo de meus braços e seus belos castanhos me fitam com curiosidade. Todos os outros também estavam me olhando, incrédulos.

Há algum tempo, venho debatendo comigo mesmo se valeria a pena desistir da minha máscara e somente ter reações genuínas, possíveis de serem vistas. Hoje, decidi colocar em prática.

— Petter, cara... Brian escondeu sua máscara, de novo? — Richard perguntou, estático e confuso. — Eu posso pegar de volta, se quiser.

— EI! Eu não peguei nada, não dessa vez! E eu já pedi desculpas por ter usado ela para assustar o Shabby! — Bonnie defendeu-se, fazendo bico.

— Coisa pela qual não te perdoei ainda — interceptou France. — O pobre coitado ficou com medo de palhaços e marionetes a semana inteira.

Uma pequena risada ecoa pelo telhado — onde todos nós estávamos sentados, — e Billy com um sorriso nos lábios e um olhar brilhante, segura meu rosto.

— Eu estava sentindo saudade de te ver sem sua máscara. Sempre achei que combinava mais com você.

— Obrigado. — eu sorri, e pude o sentir derreter em meus braços. Não conseguindo conter uma risada, eu olho para as pequenas estrelas no céu.

— Vocês conseguem acreditar que hoje fazem quatro anos que aquela desgraça de pizzaria virou pó? — Alex comenta, Lance lhe dá um soco de leve no ombro, não gostando da lembrança. — Foi mal cara, mas alguém tinha que comentar. E não é como se tivesse sido o fim do mundo. Bom, claro, na época foi e tal.

— Mas olhando agora para trás... — Mangle sorri, levantando-se — Foi definitivamente a melhor coisa a acontecer com a gente. Não para o Mike e o Jeremy, porque eles tiveram que suportar uma grande dose de animatronics diariamente e também perderam seus empregos.

— Mas pelo menos agora eles estão casados e felizes, graças à os empurrões maravilhosos que eu e Chica demos. — Toy Chica sorriu triunfante, dando um gole em seu pequeno refrigerante de marca nada memorável. — Fiquei surpresa que a Doll aceitou bem.

— Bom, chorar e espernear não ia ajudar em nada né, gente. — todos levamos um pequeno susto ao perceber que Mike, Jeremy e Doll estavam atrás de nós, um sorriso tímido no rosto dos dois últimos e Mike completamente deliciado pela visão. — Depois de tantos anos sofrendo sustos por causa de vocês, é um pouco irônico que agora vocês sejam os assustados.

— Você precisava disso, querido. Acho que se você morresse antes de completar sua pequena vingança, teríamos mais um fantasma para lidar. — Doll sentou-se graciosamente ao lado de Toy Chica, ambas as mulheres trocando olhares sugestivos que esperavam que ninguém notasse.

— Ela tá certa, Mike. — Jeremy sentou-se e logo em seguida o dito cujo, coçando seu pescoço e dizendo que "eles estavam certos e tal". — O que vocês estão fazendo no telhado, tão tarde?

— Nós não dormimos, estamos entediados e a visão do amanhecer do sol desse lugar é linda.

— Freddy comentou rapidamente, Chica em seus braços, sorrindo boba. — E o que vocês estão fazendo no telhado da nossa casa?

— Nossa, já entendi, vocês não aguentam mais nos ver. Bom, pelo o que eu ouvi, vocês estavam falando sobre como vocês atazanaram minha vida quando tiveram que viver conosco.

— Jeremy sorriu — Estou puxando esse assunto de volta pra poder dizer, foi um tempo de bosta.

A quatro anos atrás a pizzaria virou cinzas e restos do que um dia já foi uma bela construção destinada a entretenimento de crianças. Ficamos sem chão e em desespero no começo, mas com a liderança de Freddy e com a ajuda dos seguranças, conseguimos nos estabilizar e começamos a trabalhar, ajudando-os a pagar as coisas nas casas que compartilhávamos e então depois de muito tempo economizando e juntando, compramos uma casa para todos os animatronics viverem juntos.

Todos os dias são preenchidos com risadas e sorrisos, e é claro, muitas, mas muitas brigas desnecessárias. Às vezes os seguranças vêm nos visitar, e aí sim os dias ficam completamente bagunçados e barulhentos. Esses dois criam tanta comoção em volta de si que Doll e Toy Chica conseguem escapar de fininho para suas "sessões de filmes" juntas.

— Nós deveríamos fazer uma festa ou algo do gênero. — Shabby comentou, sorrindo. Chica concorda. — Seria divertido.

— Mas daria muito trabalho e todos nós aqui sabemos que não lidamos muito bem tendo responsabilidades. — Toy Bonnie intercede, cruzando os braços.

— E eu provavelmente teria que fazer metade das coisas. — eu suspirei, fechando os olhos. Uma pequena risada de Shabby entregou que este era realmente o plano.

— Pessoal, não dêem ao Puppet mais trabalho ainda, ele já tem que lidar com todos nós diariamente. — Toy Freddy, comendo um pedaço de pizza, diz.

O sol já começava a surgir na distância, todos nós olhando para ele fixamente. A cor era vivida e rasgava os céus escuros, deixando uma tonalidade roxa e alaranjada nos céus.

— Jesus Cristo, como vocês conseguem ficar encarando tanto assim o sol? — Jeremy diz, cobrindo os olhos. — Minhas retinas queimam!

— Nós somos animatronics, seu idiota. — Mangle diz, ainda fixada no sol. Jeremy faz um "ah" sem som e admira a vista, mas não olhando diretamente para a bola de fogo. Pouco a pouco as estrelas desaparecem, dando mais espaço para as cores belas e quentes. Os raios solares já atingiam levemente as outras casas perto da nossa enquanto admirávamos o fenômeno calados.

— Em quatro anos longe daquela pizzaria, vocês nunca viram o sol nascer? — Doll comenta, confusa.

— Não desse jeito, no telhado e com todos nós. Acho que nunca tínhamos parado para valorizar isso. — Foxy diz. — É realmente lindo.

— Ei, Petter. — Billy chama minha atenção, com um olhar curioso e suas pequenas mãos segurando minha blusa. — Assistir o sol assim, com a brisa no seu rosto, não te dá uma sensação de liberdade?

— Agora que você falou, consigo sentir. — eu sorri, um sorriso verdadeiro que nem sabia estar segurando. — Todo esse tempo procurando vingança de quem nos matou e todo esse tempo que ficamos presos naquela pizzaria, nos perguntando o que seria realmente a liberdade e quando a encontraríamos. — nesse ponto, todos os animatronics estavam me olhando, Mike, Jeremy e Doll em silêncio, com olhares de compaixão. Eu balanço a cabeça. — Mas eu nunca esperei que seria assim, de um jeito tão calmo e tão bonito. Finalmente me sinto em paz. Me sinto livre, liberto.

— Como um dos meus balões, Petter?

— Como um dos seus balões, Billy. Como um dos seus balões.


Notas Finais


Eu realmente espero que tenham gostado.


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