História Bang! - Capítulo 1


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Categorias South Park
Personagens Craig Tucker, Kenny McCormick
Tags Angst, Crenny, Deathfic, Kraig
Visualizações 34
Palavras 956
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Bishounen, Drama (Tragédia), Mistério, Musical (Songfic), Poesias, Shonen-Ai, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


São quase meia noite (ainda falta mais de meia hora k) e eu vou entrar num avião daqui a algumas horas lol

Eu não tenho nem mala pronta k

O que eu tô fazendo da minha vida, ein? q

Capítulo 1 - Capítulo único


Estava esparramado no chão de um beco qualquer, não conseguia sentir nem um mísero centímetro do corpo, ainda assim, sabia que estava frio — conseguia ver os pequenos flocos de neve caindo sobre a palma da mão como gotículas presas no chuveiro. Sua blusa, antes branca, agora tinha uma grande mancha escarlate — bem na área do coração. 

Bem, aquilo já era de se esperar — ele fora baleado.

Como? Num assalto, não que ele tivesse muito a que ser levado.

Depois de um tempo deitado, levantou-se e, olhando para o céu estrelado, pronunciou: 

 — Ah, quando eu pensei que finalmente iria morrer… — os lábios estavam azulados, o rosto pálido e a voz travada.

Aquela era sua melancólica sinfonia.

Sabia exatamente porque tinha acordado pela segunda vez, tinha certeza do destino que deveria seguir — olhou para o lado, seu casaco alaranjado ainda estava intacto. Fechou-o, este que cobria perfeitamente (e convenientemente) a exuberante mancha vermelha, não teria de se preocupar com as pessoas o parando na rua; começou a andar.

Meu coração já não bate, eu tentei sentí-lo, mas nada aconteceu — talvez porque eu não esteja mais realmente vivo; talvez porque isso seja um sonho pós morte, gosto de pensar assim. Surpreendente isso não me incomoda, não sinto nada e meu corpo está tão morto quanto o de um zumbi. Nem ao menos sei porque ainda ando, contudo, tal fato também me é insignificante. Não sei porque ainda estou aqui, no entanto, pensar em uma resposta nesse momento parece muito trivial.

Realmente, há um buraco no roteiro — tantas perguntas sem respostas, que estória falha.

Tocou a campainha, não demorou muito para outro garoto aparecer (este meio cansado) e o encarar irritado.

— Por que você está aqui a essa hora? — questionou-o mal humorado, observando seu rosto pálido, tinha várias perguntas. Porém sabia que aquele não era realmente o momento para as mesmas.— Tsc, pode entrar. — E ele entrou, sem pensar duas vezes, ignorando os resmungos que o de cabelos negros espalhava pela morada. — Você sempre faz o que quer, né? Não me liga por meses e toca a porra da minha campainha a essa hora da noite. — Craig continuava boca suja como sempre (pensava o loiro, a energia esvaziando do corpo à medida que ficava parado no mesmo lugar), queria argumentar, mas não tinha forças para tal. — Sabe o que humanos normais fazem a essa hora? Eles dormem!

Sinto um cheiro diferente, um cheiro de mofo, um cheiro de morto.

Sou eu.

— Ei, é melhor você não me falar que está se envolvendo com coisas perigosas de novo, Kenny. — advertiu, já sentado no sofá achando aquele silêncio desconfortável. Perguntava-se onde estavam as provocações, as trocas de farpas, onde estava o “seuKenny. — Não é como se eu estivesse preocupado ou qualquer coisa! É só que, como seu amigo de infância… — começou meio envergonhado, vendo o amigo ir em direção dos degraus de sua escada. Não estava entendendo as ações do outro. — Então, por que está aqui? — Decidiu mudar o assunto, aparentemente Kenny não queria falar sobre o que quer que tenha acontecido.

— Para… — iniciou, sua voz estava meio falha, no entanto, ainda tinha aquele jeito angelical que Craig tanto amava. — Te dizer uma coisa… — continuou, ao mesmo em que colocava o pé direito no primeiro degrau.

— Kenny, puta que pariu, você tá fedendo pra caralho! Vai tomar um banho por favor. — ignorou o que o garoto disse, aquilo não era importante no momento.

— Eu gosto de você, ou melhor, eu te amo Craig. — começou a subir as escadas que levavam para sua parte preferida da casa do amigo, a parte que eles fizeram juntos, a parte importante para eles.

— Vai se foder? — foi o que ouviu, além do barulho de uma porta se fechando com força, não pode conter o sorriso que se formou nos lábios.

Ele nunca muda. Quando ele está numa situação complicada, Craig entra em pânico — provavelmente estava o xingando mentalmente.

— Hah… Seus olhos estavam… Tão arregalados… —  sussurrou indo em direção ao sofá, este que se encontrava no meio do sótão, alguns pacotinhos de biscoito no chão, posters mal postos na parede e dois controles de Playstation. Realmente, aquele lugar não mudava nunca; sempre estava bagunçado assim.

Eu estou... Com tanto sono...

Então o de olhos azuis saiu do banheiro, o rosto rubro e sorridente — não acreditava que aquilo era realidade. Ao perceber que o outro já não estava mais naquela sala, não deixou de alargar mais o sorriso ao imaginar onde o amigo loiro estava.

Ele sempre está naquela sala quando tem algo grande acontece.

Ao subir todos os degraus pode o ver sentado no pequeno sofá branco para dois, estava parado, imóvel — parecia dormir.

— Filho da puta... Como pode estar dormindo nessa situação? — declarou, já se sentando ao seu lado, observando o céu estrelado que eles pintaram juntos naquele quarto quando era crianças. — Por que você é assim? Faz o que quer e… e nem se importa comigo depois. Nem esperou pela minha resposta, desgraçado. — Seu rosto não podia estar mais rubro, não conseguia nem encará-lo, mesmo sabendo que este dormia profundamente, apenas o pensamento de encarar Kenny naquela situação o fazia querer socar alguém. — Hey, cuzão, acorda. — O cutucou, entretanto, ele nem se moveu. — Tsc, é melhor você acordar amanhã. — Foi o que ele disse, se encostando no outro e dando um longo suspiro. — E você vai tomar um puta banho, porra Kenny, tá fedendo pra caralho.

A neve ainda caía quando o azulado percebeu...

Que o loiro nunca mais acordaria.


Notas Finais


Inspirado em algum mangá que eu não lembro o nome que eu já li alguma vez na minha vida.

Espero que tenham gostado sz


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