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História Bangerz! - Capítulo 5


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Notas do Autor


Hmmm oi, não sei oq dizer sjsjd
Obrigada a quem está acompanhando e é!

Capítulo 5 - Cleveland.


Durante a semana que se passou desde que estiveram em Baltimore, Minghao e Soonyoung conseguiram finalizar a música que seria usada na missão e a intitularam como “Getting Closer”. Os outros três os ajudaram com o instrumental e, com sorte, já poderiam gravar a versão oficial naquela semana que viria.

    Após o que acontecera quando se reuniram para assistir ao programa, Mingyu finalmente parecia ter entendido que Minghao não queria papo com ele e o ignorava profusamente e aquilo fazia com que a paz reinasse dentro do veículo.

    Minghao poderia dizer que já estava completamente acostumado às câmeras, até mesmo se arriscando a gravar algumas coisas por si próprio. Jeonghan continuava tentando convencê-lo a entrar em carrinhos de supermercado e ele realmente não entendia pra quê. Se estava tão interessado naquilo, poderia fazer sozinho.

    Em meio àquilo, receberam outra missão: todas as três bandas fariam um photoshoot conjunto assim que chegassem a Cleveland, onde passariam dois dias. Minghao não entendia muito bem como aquelas coisas funcionavam mas, como ganhou roupas novas, jamais reclamaria. Além disso, estava interessado em dar uma passada nos museus e galerias de arte que existiam na cidade. Ele sabia que convencer os amigos a irem consigo não seria difícil, portanto estava de bom humor.

    O ônibus estacionou próximo ao Wendy Park e Minghao ficou genuinamente surpreso ao ver tudo o que a produção tinha organizado para o photoshoot. Esperava que fossem ter que se maquiar e ajeitar os cabelos mas, ainda assim, todo aquele arranjo parecia um pouco excessivo.

    Decidiram que os garotos seriam arrumados em ordem alfabética para não ter briga e logo Minghao se viu bastante desocupado por um tempo. Resolveu aproveitar para ouvir um pouco de música que não fosse nenhum derivado de hardcore ou rock, visto que andava sendo a única coisa que escutava nos últimos dias.

    — Ei, descobri uma coisa muito interessante  — Jeonghan disse, sentando-se no colo de Minghao, que tirou os fones lentamente e o encarou.

    — O quê?

    — Aqui tem um cassino… E vamos nele.

— Não vou a um cassino — acabou rindo com a excentricidade da situação — Nem sei jogar, só iria perder dinheiro.

— Nós não precisamos jogar, só ver a cidade… Por favor…

— Hmmmm… Posso fazer esse esforço por você se vocês forem aos museus comigo.

— Fechado — Jeonghan sorriu, vitorioso. Aquilo era ainda melhor do que enfiar Minghao num carrinho de supermercado. — Nem acredito que estamos tendo folga.

— Tecnicamente, não estamos — Minghao riu baixo e ajeitou Jeonghan sobre suas pernas para não derrubá-lo — Ainda precisamos sair bonitos naquelas fotos e gravar a música.

— Você me entendeu — resmungou e se levantou num salto quando ouviu seu nome ser chamado — Ainda estão fotografando o Chan, mas precisam fazer meu cabelo parecer minimamente hidratado, eu acho, até já.

Logo Minghao se viu sozinho novamente e suspirou enquanto sentia a brisa de verão balançar seus cabelos levemente. Ele amava aquela estação, adorava sentir o sol penetrando sua pele e o fazendo suar. O céu ridiculamente azul parecia perfeito e convidativo, excelente para sair pra surfar, muito embora ele não soubesse como fazer aquilo direito.

Estava quase cochilando quando ouviu seu nome ser chamado e, preguiçosamente, se levantou. Riu baixinho devido aos diversos elogios a seu cabelo e tentou não ficar muito incomodado com a forma que a mulher baixinha o penteava, quase como se quisesse fazê-lo esticar mais uns trinta centímetros.

Sua cabeça estava meio dolorida quando tudo terminou e ele suspirou aliviado antes de seguir para a maquiagem; esperava que aquela mulher fosse menos… agressiva. Aparentemente, aquele reboco todo era apenas para deixar sua pele uniforme e esconder algumas olheiras, então foi bastante rápido e ele não sofreu no processo.

Primeiro, ele tirou algumas fotos individuais e se esforçou ao máximo pra não começar a rir pelo simples fato de estar se sentindo ridículo fazendo aquilo perto de outras pessoas. Em seguida, tirou algumas fotos com seus garotos e ficou realmente impressionado com como Soonyoung estava conseguindo andar com aquelas calças mais justas que Deus.

Conhecendo o amigo, sabia bem que a escolha tinha sido dele próprio e que ele continuaria andando com aquela mesma roupa pelos próximos quatro dias.

— Nós iremos sair? — perguntou, abraçando os ombros de Minghao.

— Iremos, mas vocês vão ter que fazer o que eu quero, amanhã.

— Tudo bem… Você odeia o Jihoon, também, ou posso chamá-lo pra vir junto?

— Pensei que ele estivesse te evitando — comentou, tirando os braços de Soonyoung de seus ombros para poder trocar de pose. 

Soonyoung sorriu para as fotos e então voltou a encará-lo:

— Já resolvemos isso. — e era verdade. Alguns dias antes, descobrira que o menor só estava envergonhado por sua impulsividade e não sabia como reagir. Desde então, resolveram que seriam amigos e não trocariam mais beijo nenhum, pois era muito chato quando ficavam sem se falar. — Agora somos bons amigos.

— Se você diz… — Minghao encolheu os ombros e acenou para o amigo antes de seguir a staff que sinalizava que ele deveria acompanhá-la para uma área mais aberta do parque.

— Preciso que você, Hansol e Mingyu posem juntos, já que são os líderes — a mulher disse. Ele só assentiu, querendo acabar logo com aquilo, e foi para o lado esquerdo de Hansol, já que com ele não tinha nenhuma inimizade.

Contudo, após algumas fotos, o fotógrafo resolveu que Mingyu e Minghao precisavam parecer mais amigáveis e os orientou a se aproximarem mais e tocarem nos ombros um do outro.

Minghao quis rir quando percebeu que Mingyu apertava a mandíbula com força e apoiou a mão fortemente no ombro do mais velho; aí estava mais um motivo para não gostar dele: não sabia ser nada profissional e deixava que intrigas particulares comprometessem seu trabalho.

— Por que está dando risadinhas? — Mingyu questionou, meio consternado.

— Não estou. Vamos, finja que está se divertindo horrores para a tortura acabar mais depressa.

Mingyu rolou os olhos e o abraçou como se fossem amigos de décadas, soltando-o tão logo ouviu o barulho da câmera. Em seguida, ambos abraçaram Hansol e Minghao sentia uma estranha satisfação por saber que Mingyu estava tão incomodado, embora não soubesse explicar aquilo. Talvez fosse porque o guitarrista despertava sentimentos de quinta série no baterista ou qualquer coisa assim.

O bom humor de Minghao conseguiu resistir até mesmo àquela sessão de fotos, e aquilo parecia estar irritando Mingyu. Não era justo que aquele cara agisse como um pé no saco na primeira semana e então resolvesse esbanjar sorrisinhos e simpatia pra cima de todo mundo enquanto claramente estava debochando de si.

Cada toque do baterista em si parecia deixá-lo mais estressado e sabia que ele estava se divertindo com a situação. Só queria poder quebrar aqueles dedos enormes que agora tocavam sua cabeça sem ser expulso do programa, mas sabia que estava sendo irracional. Tecnicamente, Minghao não estava fazendo nada além do que o mandavam fazer.

Foi realmente uma libertação para Mingyu quando anunciaram que tinham acabado por aquele dia e que estavam liberados para fazerem o que quisessem, contanto que não quebrassem leis ou trouxessem uma imagem ruim para o programa. Ele se despediu de Hansol e foi rapidamente para o ônibus, ainda sem saber ao certo o que fazer.

Ainda eram três da tarde, então talvez devesse aproveitar para tirar um cochilo e sair com seus amigos quando a noite caísse. Ele comeu depressa e só tirou os sapatos antes de tombar na cama, dormindo quase que instantaneamente. Era mais fácil quando aquela porcaria estava parada, no fim das contas, então precisava aproveitar.

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Kwon Soonyoung estava mais do que animado quando Minghao o avisou que já estavam de saída.

Qualquer um que conhecia o guitarrista sabia que ele adorava sair a qualquer hora que fosse e, sendo bem sincero, ele já estava ficando estressado por viajar para mil estados diferentes e só visitar supermercados. Minghao queria arrastá-lo para alguma programação de idoso, mas ele definitivamente não se importou quando soube que visitariam o Jack Cleveland Casino e um local chamado The Big Bang Dueling Piano Bar. Apesar de não entender muito bem o conceito daquilo, estava animado para comer qualquer coisa lá.

Assim como o resto dos amigos, ele era terrível em jogos de azar, então iria se contentar em beber drinks coloridos e flertar com qualquer cara que parecesse interessante o suficiente. Seguindo uma rota sugerida pelo Google Maps, Soonyoung, Junhui, Jeonghan, Minghao e Jihoon caminhavam preguiçosamente pelas ruas. Seokmin até iria com eles, mas achou algo mais divertido para fazer com Seungkwan e acabou ficando pra trás.

O ritmo daquela cidade era diferente de tudo ao que estavam acostumados e, ao mesmo tempo que os deixava desorientados, os deixava bem animados. Ainda era cedo quando chegaram ao cassino, mas ele já transbordava de vida, cores e sons.

— Não bebam demais — Minghao pediu, olhando ao redor — Nós não sabemos andar nesta cidade e o Soonyoung não sabe mexer no celular, então por favor me ajudem a não ter um infarto antes dos vinte e dois anos.

— Você se preocupa demais — Soonyoung rolou os olhos — Eu sei fazer ligações e olhar mapas, não se preocupe.

— Hm, tô de olho — Minghao disse e foi pegar algo para si.

Soonyoung entendeu aquilo como uma deixa e puxou Jihoon pelo pulso, guiando-o até o bar.

— O que quer beber? — praticamente gritou no ouvido do ruivo para poder ser ouvido acima do ruído.

— Coca-cola — gritou de volta, rindo da cara que Soonyoung fez — Eu não gosto muito de álcool.

— Surpreendente — Soonyoung resmungou para si mesmo e pediu uma garrafa de dois litros para Jihoon, que começou a rir alto quando viu aquilo. O maior, por sua vez, se ocupou em beber todos os drinks coloridos o mais depressa que conseguia, sentindo um estranho prazer em contrariar as recomendações de Minghao. Considerando que Jihoon estava sóbrio e com ele, não haveria problema algum. — Enfim, Jihoonie, vamos conversar pra fortalecer nossa amizade.

— Ok, sobre o que quer falar?

— Não sei ao certo, só quero te conhecer direito — sorriu e bebeu um gole de Coca. — Só sei que seu nome é Jihoon, você é totalmente diferente no palco e que beija bem.

— Não vamos falar disso. — ele disse rapidamente, torcendo para não ficar vermelho. Ele pensara demais naquele beijo e ainda não sabia como se sentir em relação a ele. Era um misto de coisas que só o confundiam, principalmente por ele ter certeza de que não gostava de beijos, mas daquele ele gostara… e muito.

— Você é quem manda, chefe — Soonyoung abriu um sorrisinho — Então… de onde você é, exatamente?

— New Hampshire, igual ao Mingyu. — sorriu — E eu sei que você é californiano, apesar de não ter certeza da cidade.

— Eu nasci em Los Angeles, mas moro em San Diego do lado da casa do Hao desde que tinha uns três anos… 

— Isso é legal — ele sorriu — Eu acho bacana essas amizades que duram a vida inteira.

— Uhum. Quando você conheceu o Mingyu?

— Um pouco antes da gente entrar no ensino médio, eu acho, e continuamos amigos pra sempre porque ele me protege das coisas e eu, sei lá, sou legal com ele.

— Ele parece um cara legal, não entendo porque o Hao não gosta dele.

— É porque eles são iguais. A gente não costuma gostar de ver o que é igual porque percebe mais os próprios defeitos e é…

— Você é muito inteligente, Jihoonie — Soonyoung sorriu e voltou a tomar seus drinks coloridos — Você tem mais alguma análise de alguém?

— Não sei, não parei pra pensar nisso — ele riu baixinho, sentindo seu coração esquentar. Ele gostava quando Soonyoung o chamava de "Jihoonie" e gostava que ele o achasse inteligente. Jihoon só gostava de observar as pessoas ao redor como uma forma de tentar entender a si mesmo, então não costumava pensar demais a respeito das coisas que concluía.

— Ok, então pense agora — o maior sorriu novamente e pediu mais bebidas para si.

— Certo, mas não sei se estou prestando atenção o suficiente — deu uma risadinha — Você é confiante e impulsivo, mas isso muda totalmente quando se trata dos seus amigos… acho que você bateria em alguém pra defender o Minghao, porque você sempre diz que não entende porque ele tem birra com o Mingyu, mas sempre olha feio pra ele quando o seu amigo está por perto.

— Sério? — ele riu frouxo — Acho que preciso parar de ser uma mamãe pata, então.

— É fofo, apesar de eu achar que, se os dois saíssem na mão, o Mingyu apanharia bem mais. O que ele tem de grande, tem de bobo.

— Espero que não chegue a esse ponto — deu uma risadinha e então encarou um ponto aleatório fixamente. Talvez estivesse ficando bêbado.

— Eu também, não quero que sejamos desclassificados por uma bobagem dessas. 

Soonyoung assentiu e moveu seu olhar para Jihoon. Não sabia se era o excesso de álcool ou qualquer outra coisa, mas o menor parecia ainda mais bonito naquele momento… e ele não conseguia tirar os olhos do rosto dele. Depois de pensar mais um pouco, Soonyoung concluiu que não poderia culpar nada além de si mesmo, pois estava pensando muito claramente para estar bêbado.

Talvez quisesse beijá-lo de novo.

E Jihoon percebeu e sabia que queria o mesmo. 

O menor ficou genuinamente grato quando Soonyoung fez o primeiro movimento, porque não tinha certeza se teria coragem para tal.

O californiano se ajeitou entre as pernas de Jihoon e apoiou as mãos nos joelhos dele enquanto o beijava lentamente, querendo fazer aquilo durar o máximo possível. Na verdade, ele também sentia uma terrível vontade de rir, já que tinham combinado que nunca mais fariam aquilo novamente e ali estavam eles.

As mãos de Jihoon subiram para o cabelo de Soonyoung e puxaram levemente, quase como se quisesse que ele se aproximasse mais. Naquele momento, ele se deu conta de que teria que abrir uma exceção naquela história de "não gosto de beijos nem contato físico" porque, se viesse de Soonyoung, ele adorava.

Ele se odiou por ter um fôlego tão curto e ter precisado se afastar bem antes do que queria, mas não conseguiu pensar muito a respeito quando viu Soonyoung sorrindo de olhos fechados. Uma coisa dessas certamente faria mal pro coração.

— Desculpa… — o maior disse, arrancando Jihoon de seus devaneios — A gente tinha combinado de não fazer mais isso, né…

— Tudo bem, eu também queria — respondeu em voz baixa, não tendo certeza de que fora ouvido por Soonyoung.

Eles se encararam por cinco segundos antes de se beijarem novamente e Soonyoung riu audivelmente contra a boca do menor. Talvez eles devessem se conformar com o fato de que não conseguiriam ficar sozinhos e juntos sem que acabasse daquele jeito.


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Minghao não tinha muita certeza do que estava fazendo, mas sabia que culparia o álcool por aquilo.

Ele tinha topado ir pra um local mais afastado com Jeonghan, crente de que só beberiam mais e conversariam com mais liberdade, mas tudo mudou de figura quando Jeonghan passou a encará-lo com aquele olhar que Minghao sabia bem o que significava. O caso é que ele estava se sentindo carente demais para negar qualquer toque, então acabou no colo do baixista enquanto ele puxava seus cabelos com vontade.

A voz da razão cutucava o canto de sua mente e o mandava parar, mas estava tudo tão bom que ele simplesmente a ignorou. Teria que lidar com as consequências de qualquer forma, então que pelo menos aproveitasse direito antes disso.

Pra ser sincero, ele estava se perguntando porque nunca beijara Jeonghan antes. Ele sabia muito bem como deixá-lo desorientado e com vontade de continuar até que seus pulmões explodissem.

Contudo, os amassos dos dois não chegaram àquele ponto; gritos e uma barulheira infernal irrompeu em seus ouvidos e o fizeram sair do colo de Jeonghan o mais rápido possível.

Segundos depois, ele finalmente conseguiu enxergar o que acontecia e sentiu o corpo gelar ao ver Soonyoung de pé em cima do balcão; o que aquele estúpido estava fazendo?

 Jihoon estava ali por perto, aparentemente gritando algo para o maior. Soonyoung ria como se estivesse se divertindo muito mas, depois que um segurança careca e umas três vezes maior que ele apareceu, ele não parecia mais estar achando tanta graça. Minghao não sabia se ria ou chorava quando o segurança jogou Soonyoung por cima do ombro e gentilmente o conduziu até a saída.

Pelo menos, Minghao não precisou dizer nada para que os amigos corressem até lá. Até mesmo Junhui que tinha sumido assim que pisaram no cassino fora pra lá. A cabeça de Minghao girava vertiginosamente e ele sequer sabia o que dizer. Esperava que ninguém ali os tivesse reconhecido ou gravado, senão aquela micro humilhação cresceria para a esfera nacional e nem deus seria capaz de prever o que aconteceria a seguir. 

— Que merda foi aquela? — finalmente conseguiu dizer. Ele se escorou contra a parede e suspirou forte, tentando focar somente naquilo e ignorar todo o resto. Uma parte de seu cérebro berrava que fora tudo culpa sua, afinal estava aos beijos com Jeonghan ao invés de vigiar Soonyoung.

Certamente só podia ser um castigo por ter se entregado tão rapidamente a uma das únicas pessoas no mundo que não deveria e, com a sorte que tinha, provavelmente tinha ferrado com a banda para sempre.

— Eu queria saber, também — Jihoon riu de nervoso e esfregou as mãos no rosto. Ele sinceramente não entendia como tinham saído dos beijos e carícias e ido parar num Soonyoung completamente embriagado dançando no balcão. Pior ainda era tentar entender como tinha conseguido sentir atração por uma pessoa assim. — Nós estávamos ficando e ele enlouqueceu do nada!

— O quê? — Minghao arregalou os olhos e Jihoon percebeu que talvez tivesse falado demais. No entanto, o chocante era o baterista não ter visto com os próprios olhos, visto que estavam num dos pontos mais bem iluminados de todo o cassino — Eu vou acabar com ele — rosnou.

— Ele já sofreu demais — Jeonghan riu e o enlaçou pela cintura antes de dar uns beijinhos na nuca, que foram instantaneamente repelidos por Minghao.

— Para com essa merda — mandou, se sentindo perturbado. — Soonyoung, você ao menos está vivo?

— Eu tô ótimo — balbuciou debilmente e se jogou contra o amigo, envolvendo-o num abraço de urso antes de começar a encher o rosto dele de beijos babados — Não fica bravo comiiiiigo.

— Tarde demais, já estou super puto com você. — Minghao o afastou depressa e tirou o cabelo dos olhos — Por que você não consegue passar um dia sem fazer merda, hein?

— Mas eu não fiz nada antes…

— Nada além de enfiar a língua na garganta de um rival, né?

— Melhor do que na garganta de amigo — resmungou e então riu da cara que Minghao fez — Que foi? Dava pra ver tudo de lá de cima. Cê não tem essa moral toda pra me xingar, Minghao.

Minghao sabia que não tinha moral alguma depois de ter beijado Jeonghan mas, ainda assim, era o líder daquela merda.

Suas mãos tremiam levemente de ódio e, felizmente, sua voz da razão resolveu funcionar naquela hora.

Minghao só esfregou as mãos no rosto mais uma vez e foi andando em direção ao ponto de ônibus que havia do outro lado da rua, disposto a entrar em qualquer um que passasse minimamente perto de onde estavam "acampados".

Pra piorar a situação, Soonyoung estava mais que insuportável e nem Jihoon o estava aguentando. Talvez devessem jogá-lo num lago e torcer para que o efeito do álcool passasse instantaneamente.

Ele continuava resmungando coisas sem sentido e Minghao considerou deixá-lo pra trás quando o ônibus chegou, mas infelizmente ainda precisava de uma guitarra rítmica na banda… talvez devesse se livrar de Soonyoung e pedir que Seokmin praticasse.

Quando chegaram, Minghao ainda estava totalmente irritado. Ele seguia a passos largos bem à frente do grupo e bufafa de tempos em tempos. Nunca mais poria uma gota de álcool na boca, porque tinha certeza de que estava sendo castigado.

Lavou o rosto com força assim que foi capaz de encontrar uma garrafa d'água e estava pronto para seguir pra sua cama quando deu de cara com um Mingyu bem alto interceptando seu caminho.

— Sai da frente — disse, ríspido.

— Por que o Jihoon está com essa cara? O que foi que você fez pra ele? — o maior estava visivelmente preocupado, já se odiando por não ter pedido que Jihoon saísse com ele ao invés daquele idiota.

— Talvez você devesse perguntar o que seu amigo fez pra mim! — Minghao lutou para a manter a voz baixa; não era porque estava bêbado e irritado que todos precisavam ficar acordados e irritados.

— Certo, o que o Jihoon fez pra você? — rolou os olhos, já meio sem paciência. Se aquele cara já era um porre quando estava sóbrio, bêbado deveria ser cerca de dez vezes pior.

Minghao estreitou os olhos pra ele antes de arregalá-los e então apontar o dedo no peito de Mingyu.

— Foi você, né? Foi você que o mandou desestabilizar o elo mais fraco da minha banda pra conseguir acabar com tudo!

— Do que está falando? — certo, talvez Minghao tivesse usado algum tipo de droga pesada ao invés de álcool. O que era toda aquela merda sem sentido?

— Foi você que o mandou beijar o Soonyoung e encher a cabeça dele de merda, tenho certeza de que ele fez isso. Você não tem vergonha?

— Por Deus, você está muito bêbado. — Mingyu começou a rir, incrédulo. Minghao realmente achava que ele perderia seu tempo com aquilo? Pior, Minghao realmente achava que ele convenceria logo Jihoon, que ele tinha certeza de que era assexual, a fazer algo assim? — Olha, eu não acho que o Jihoon tenha beijado seu amigo e…

— Ele disse com a própria boca! — Minghao resmungou e olhou para trás, finalmente notando que os outros estavam ali — Conta pra ele também, Jihoon.

— Eu beijei… — disse baixinho — Mas não tenho ideia de que porra de plano esse surtado do cacete está falando.

Mingyu estava prestes a dizer alguma coisa quando notou que Minghao não estava bem; não que ele estivesse de qualquer forma, mas ele tinha certeza de que o baterista iria vomitar naquele momento.

O guitarrista não pensou muito antes de segurar Minghao pelos ombros e arrastá-lo pra fora, mesmo que ele estivesse tentando se soltar.

— Pare com essa merda, eu estou te ajudando! — Mingyu resmungou e continuou segurando-o do lado de fora.

Não foi nenhuma surpresa quando Minghao começou a colocar as tripas pra fora e ele realmente quis gritar de raiva por aquilo; tinha certeza de que estava passando mal de ódio, pois não bebera o suficiente para passar mal. 

Mingyu ofereceu uma garrafa d'água quando ele acabou e Minghao se perguntou se seria sábio aceitar; e se aquilo estivesse envenenado?

— Anda logo. — o maior praticamente rosnou e a abriu, vendo que Minghao estava letárgico demais para fazer algo além de vomitar e brigar. 

Francamente, Mingyu não sabia pra que o estava ajudando. Deveria deixá-lo se afogar numa poça do próprio vômito, porque era o que ele merecia por ser tão imbecil, idiota, insuportável e todas as outras coisas ruins começadas com "i".

Ele fez o que pode pra limpar o rosto de Minghao sem encostar naquela nojeira e então o levou de volta pra dentro do ônibus, quase morrendo de ódio ao perceber que os amigos dele estavam igualmente péssimos e não seriam capazes de assumir o comando.

Mingyu o fez sentar no vaso e jogou um monte de papel higiênico sobre ele, bufando.

— Limpa a droga da cara sozinho, não sou sua mãe. — bufou.

— Não estou pedindo nada pra você, estou? — Minghao balbuciou e então se limpou — Sai daqui.

— Não, e se você desmaiar aqui?

— O problema certamente não vai ser seu, você não é minha mãe. — bufou e se levantou rapidamente. — Ao menos me deixe sair.

Mingyu certamente não esperava que ele agradecesse mas, francamente, ele não precisava ser tão irritante.

Com um suspiro cansado, o guitarrista se afastou. Esperava que Jihoon ainda estivesse acordado, pois precisava saber onde é que ele estava com a cabeça de se envolver com aquela gente.

Minghao foi rapidamente para sua cama e deixou a roupa suja jogada no chão do ônibus, poderia dar um jeito nela outra hora. Ele se deitou nu e ficou encarando o teto por alguns segundos, se perguntando o que faria quando amanhecesse e não houvesse mais nenhum álcool para culpar. Ele se perguntou o que deveria fazer em relação a Jeonghan.

Estava tão arrependido que sentia vontade de bater sua cabeça contra a parede até que seus miolos escorressem pelas orelhas.

A única coisa de que tinha certeza era que não queria falar com Soonyoung nunca mais. Minghao tinha certeza de que ele já tivera um caso com literalmente todos os amigos em comum dos dois, quem ele pensava que era pra dizer aquilo, ainda mais quando estava claramente errado?

Sendo verdadeiro, ele já estava de saco cheio de ficar ali. Talvez devesse ter sido normal e tentado entrar numa faculdade ao invés de acreditar que a solução dos seus problemas estava num reality show idiota possivelmente comprado que só o forçaria a conviver com quem ele não queria.

O sono parecia nunca vir e aquilo só serviu para deixá-lo ainda mais irritado. Seria tão bom se só tivesse uma amnésia alcoólica…

Já tinha desistido de conseguir dormir quando percebeu que talvez, só talvez devesse agradecer Mingyu por tê-lo ajudado. Contudo, considerando que provavelmente era tudo culpa dele, ele não merecia agradecimento nenhum.

O problema era que fora muito bem criado e, agora que pensava naquilo, provavelmente não teria paz enquanto não o agradecesse. Ele pegou o celular rapidamente e procurou o número de Mingyu no grupo que tinham, digitando um rápido "obrigado" antes de enfiar o celular sob o travesseiro e voltar a se concentrar no teto.

Estranhamente, foi mais fácil dormir depois daquilo.


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Seokmin não gostava muito de boliche mas, quando Seungkwan disse que lhe pagaria um milk-shake caso fosse, não precisou nem pensar duas vezes. Ele não sabia ao certo como Seungkwan conseguira descobrir seu ponto fraco, mas não estava reclamando.

Eles tinham chamado os outros membros da Summer 98’ para ir junto, mas Joshua já estava dormindo e Chan e Hansol iriam jogar RPG. Assim sendo, os dois se enfiaram num ônibus sem saber ao certo para onde estavam indo e, felizmente, conseguiram chegar ao shopping.

— Então… Precisamos arranjar um assunto para conversar ou ficarei desconfortável  — Seungkwan avisou, segurando no braço de Seokmin.

— Tudo bem, vamos conversar sobre animes. — Seokmin sorriu, olhando algumas vitrines enquanto caminhavam — Eu gosto muito de Free!, e você?

— Eu amo esse! — Seungkwan abriu um sorrisão — Inclusive, sou só eu ou você também acha que aquele cara da Cataclysm é igualzinho ao Haru?

Seokmin precisou pensar um pouco para descobrir quem era esse cara da Cataclysm mas, assim que se lembrou, assentiu freneticamente.

— Espero que ele saiba disso — comentou e Seungkwan assentiu.

Os dois andaram um pouco até encontrarem o que estavam procurando e, em meio a isso, acabaram comprando um punhado de doces que nunca tinham visto antes e só podiam torcer para que fossem tão gostosos quanto pareciam.

— Certo, você sabe jogar boliche, né? — Seungkwan perguntou, de boca cheia.

— Na verdade, não.

— Então como pode dizer que não gosta? — Seungkwan o encarou, meio bravo. Detestava pessoas que desistiam antes de tentar.

— Não sei — Seokmin deu uma risadinha — Não gosto muito de me mover, na verdade…

— Eu te vi dançando na cozinha há alguns dias — Seungkwan estreitou os olhos para ele.

— De dançar eu gosto — ele deu de ombros — Enfim, talvez você devesse me provar que boliche é tão bom assim, então eu vou passar a gostar e a gente pode sair pra jogar em todas as paradas do programa.

— Isso é um desafio? — questionou com um sorrisinho.

— É totalmente um desafio, Boo Seungkwan. — sorriu de volta e então o puxou para dentro do estabelecimento.

Eles precisaram de um tempo para encontrarem os sapatos certos, pois queriam de cores muito específicas e então Seungkwan começou a explicar rapidamente o que ele tinha que fazer para conseguir derrubar todos os pinos.

Em seguida, os dois foram escolher as bolas e Seungkwan fez Seokmin segurar todas para decidir qual peso ele achava melhor. Seokmin nunca contaria mas, tirando a bola para crianças, todas pareciam iguais pra ele.

Acabou escolhendo uma igual a de Seungkwan e o seguiu até a pista mais afastada, se sentindo mais confiante por ter poucas pessoas ali naquele dia.

— Quer apostar algo? — Seungkwan perguntou enquanto se preparava para lançar a bola.

— Não, já vou ganhar um milk-shake de graça.

— Podemos apostar outro milk-shake, então.

— Certo, mas você tem a obrigação moral de me deixar vencer. — Seokmin deu uma piscadinha para ele, que apenas inflou as bochechas e rolou os olhos.

— Não é assim que apostas funcionam, sabe. — ele disse e então se concentrou um pouco antes de jogar a bola. Não foi nenhuma surpresa para Seokmin quando ele derrubou todos os pinos ou qualquer que fosse o nome daquelas coisas, mas ele aplaudiu mesmo assim.

— Mas apostar com profissionais não tem graça — ele resmungou e foi para o lugar onde Seungkwan estava antes.

— Eu vou te ajudar, idiota — Seungkwan deu uma risadinha e ajeitou a postura de Seokmin antes de pôr a mão por cima da dele e guiar todo o movimento. — Solte quando eu disser, ok?

— Ok — Seokmin assentiu e tentou não se desconcentrar por causa da respiração do menor batendo bem em sua nuca.

— Solte. — Seungkwan mandou e Seokmin riu alto quando derrubou apenas um pino.

— Você está me sabotando! — ele disse, ainda rindo.

— Não estou, você que não tem mira se eu não estiver ajudando — Seungkwan deu uma risadinha. — Vai, tenta de novo.

— Espero que você não me sabote dessa vez.

— Não estou nem perto de você, anda logo.

Seokmin percebeu que Seungkwan gostava muito de rolar os olhos e deu mais uma risadinha antes de tentar imitar o que ele fizera antes.

No entanto, sua bola pareceu subir um pouco demais do que deveria e Seungkwan só soube agradecer pelo fato de não haver ninguém passando pelo meio da pista. Contudo, o que o fez começar a rir desenfreadamente foi o baque seco da bola no piso e então o som de madeira estilhaçando, que fez Seokmin quase se mijar de medo.

— Eu… — Seokmin tentou dizer algo, olhando a pista rachada enquanto tentava entender como fizera aquilo.

— Você destruiu essa coisa! — Seungkwan gargalhava gostosamente enquanto arrancava os sapatos e calçava os próprios tênis o mais depressa que conseguia — Anda logo, vamos fugir daqui antes que a gente tenha que pagar por essa tragédia.

Seokmin assentiu e o imitou, ainda totalmente desorientado. Seungkwan o puxou pela mão e saiu correndo pelos corredores do shopping. Os dois correram pelas escadas até estarem no térreo, pois não podiam se dar ao luxo de esperar por um elevador e serem pegos, e então continuaram correndo pela rua.

Sendo verdadeiro, Seokmin estava começando a sentir vontade de chorar. Não era possível que aquilo tinha que acontecer justamente com ele.

— Você está bem? — Seungkwan perguntou quando finalmente pararam de correr, a algumas quadras de distância.

— Eu destruí nosso passeio, não destruí?

— Está tudo bem, foi um acidente — Seungkwan assegurou — Vem, vamos procurar um lugar para comprar seu milk-shake.

— Que bom que a gente correu bem rápido, minha mãe ia me matar se eu contasse que preciso de milhões de dólares urgentemente porque quebrei a pista.

— Uhum, mas foi engraçado — Seungkwan deu mais uma risadinha — Me lembre de nunca mais te chamar pra jogar alguma coisa.

— Tá bom, vamos ficar no ônibus e assistir anime da próxima vez.

— Feito — Seungkwan sorriu e entrou na primeira sorveteria que encontraram — Quer milk-shake de quê?

— Hmmmmm… Chocolate. — pediu, depois de olhar as opções rapidamente. 

Seungkwan pediu um de morango para si e pagou rapidamente antes de se sentar para esperar. Sem que percebesse, um novo risinho começou a borbulhar em sua garganta e ele não teve alternativa que não fosse se entregar à risada.

— Você simplesmente adorou aquilo, né? — Seokmin reclamou, sentindo o rosto esquentar.

— Claro, eu deveria ter gravado sua cara quando a bola caiu.

— Eu iria te processar por danos morais e usar o dinheiro para pagar o conserto — Seokmin deu uma risadinha e foi buscar as bebidas quando ficaram prontas.

— Nós não temos dinheiro pra advogado, sem processo pra você — Seungkwan disse após tomar um longo gole — Quer ficar aqui ou quer andar?

— Vamos andar, ainda estou com medo de ser pego.

— Nós não vamos, relaxe — Seungkwan deu uma risadinha e entrelaçou os dedos ao de Seokmin enquanto caminhavam pela rua. Era confortável tê-lo por perto, então concluiu que o chamaria para sair mais vezes, muito embora fosse terminar em tragédia.

Os dois caminharam imersos num silêncio confortável até que se cansaram e foram sentar num ponto de ônibus. O milk-shake de Seokmin já estava quase no fim e ele passou a encarar o de Seungkwan desejosamente, esperando que ele percebesse que queria mais.

— Se isso cair no chão, já sei que a culpa é sua — o menor comentou e então ofereceu para ele.

— Eu não estava agourando — respondeu depois que engoliu — O que fazemos agora?

— Não sei, vamos olhar a lua e depois voltar. Já está meio tarde e a gente nem sabe onde está.

Seokmin assentiu e sentou ombro a ombro com Seungkwan, rindo baixinho toda vez que seus joelhos se tocavam.

— Foi divertido, não? — Seungkwan perguntou em voz baixa, encarando o mais alto.

— Uhum — concordou, sentindo o rosto esquentar brevemente quando ergueu o olhar e se deparou com os olhos curiosos de Seungkwan — O que estamos fazendo?

— Nos encarando, eu acho — ele deu uma risadinha antes de juntar os lábios dos dois num selinho rápido e então se virar para o outro lado — Desculpe por isso, eu só fiquei curioso.

— Ahn… tudo bem, eu acho — Seokmin respondeu, tão envergonhado quanto. 

— Espero que você não tenha uma namorada ou algo assim, senão as coisas vão ficar estranhas — Seungkwan deu uma risadinha envergonhada e logo voltou a andar, tentando se lembrar de qual lado tinham vindo.

— Ah, eu nunca tive. Não se preocupe com isso — Seokmin começou a acompanhá-lo novamente, sem saber ao certo o que deveria fazer. Sequer tinha certeza de que aquele toque ínfimo fora real.

— Bom pra mim, eu acho — Seungkwan sorriu — Ah, aquele ali é nosso ônibus, vamos.

— Então… Obrigado por hoje, eu acho — Seokmin disse quando se sentaram no veículo — Eu me diverti bastante apesar daquela tragédia.

— De nada — Seungkwan deu uma risadinha — Você se importaria se eu resolvesse te beijar de novo?

— Acho que eu gostaria, na verdade… Você é fofo.

— Ah, obrigado — Seungkwan sorriu e deu mais alguns selinhos em Seokmin. Ele queria ter coragem para beijá-lo de verdade, mas não confiava muito nas próprias habilidades.

Além do mais, Seokmin não parecia estar achando ruim. Na verdade, ele estava dando risadinhas entre um selinho e outro e achando a situação toda muito engraçada.

Esperava que Minghao não ficasse bravo com ele caso descobrisse, porque ele sabia que tinha a língua solta e contaria assim que alguém perguntasse o que fizeram naquela noite.

Eles só pararam de trocar selinhos quando precisaram descer, e então trocaram mais alguns na rua.

— Então… até amanhã? — Seungkwan disse meio incerto quando chegaram à porta do ônibus do programa.

— Até, durma bem — Seokmin sorriu pequeno — Vamos tomar outro milk-shake quando amanhecer.

— Acho mais fácil eu aprender a fazer, então, vai sair mais barato — o menor deu uma risadinha.

— Ah, você aprenderia por mim? Estou me sentindo mimado.

— Não foi bem isso que eu disse! — Seungkwan protestou, corando — Mas pode interpretar assim se for te deixar feliz.

— Estou muito feliz — ele abriu um sorriso imenso e beijou a testa de Seungkwan antes de entrar — Durma bem, Seungkwannie.


Notas Finais


Eu achei que quebrar pistas de boliche fosse uma coisa meio irreal, mas a tia da Maria já conseguiu fazer isso aí fiquei A
Vcs estão gostando do ritmo da história?
Btw, comecei uma au no twitter e é soonhoon, caso alguém se interesseh


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