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História Banho - Capítulo 1


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Notas do Autor


Eis me aqui, às quatro da manhã, postando safadeza gay.

Está aí Rafa, espero que goste! 💖

PS: Desculpe se tiver erros. Já bateu o sono e são quase 5 da manhã, relevem hsusjdhehdh

Capítulo 1 - Único



A flecha acertou o raio dentro do círculo de dez pontos, onde já haviam cinco flechas cravadas na mesma circunferência e três, na mosca.

Na aljava ainda restavam duas, mas o suor e o estresse já havia tomado conta de sua cabeça, antes mesmo de começar o “treinamento”, numa tentativa desesperada de esquecer a briga que teve com o primo mais cedo.

Estava cansado de ser a vítima, e mesmo a vida lhe colocando numa situação terrível outrora – o bastante para temer se iria acordar vivo ou morto no dia seguinte -, não se colocava em papel de vítima. Era totalmente errado, visto que se sua família o tratasse como um ser humano normal, como toda pessoa homossexual é, não teria ido parar nas ruas e ter que se rebaixar a ser um ladrão e roubar para sobreviver.

Por outro lado, aprendeu muitas coisas que sabia que nunca iria aprender na casa extremamente rígida que um dia foi criado. Era inteligente o bastante para absorver coisas boas de sua vivência nas ruas e com isso, as forças que um dia pensou que havia se esgotado, despertou para lhe dar forças e batalhar para acabar com aquela realidade.

Por mais absurdo que fosse, resolveu aceitar a proposta de raiden e foi para o mesmo templo que seu primo, Kung Lao. Treinou duro até se tornar o exímio lutador que todos conheciam. Ali, prometeu que iria honrar o grande Kung Lao e seu legado, treinando dia e noite e a cada dia que passava, mais forte ficava e sua pontaria que era terrível, melhorou consideravelmente.

A mudança foi notória e Jhonny Cage, pai daquela pirralha militar metida, porém gente boa, Cassie, lhe chamou para fazer parte das forças especiais. Aceitou o convite e por um mês, aguentou Cassie lhe olhando torto a cada segundo, um Takeda que esquecia que estava em missão e não tirava os olhos da Jacque e Jhonny fazendo piadas ruins. A única parte boa, foi a pequena pausa que fizeram no templo de raiden, onde ele estava.

Fazia um frio terrível e como a nave estava com os cabos danificados, avisou para os parceiros que iria dar uma volta e assim o fez.

Claro, sabia da responsabilidade que tinha em suas mãos. Estavam na exoterra, com Kotal Khan querendo matá-los a qualquer custo, mas seus amigos eram fortes. Não foram escolhidos atoa e bom... A verdade era que não podia mais esperar.

O último encontro não terminou bem e julgava que os dois necessitavam de uma conversa, principalmente depois do que aconteceu.

Seu punho direito se fechou com a lembrança do ocorrido e uma sensação boa e ruim percorreu sua espinha, causando-lhe um arrepio que não fora bem-vindo.

Caminhava na direção do templo secreto, onde nem sequer Raiden sabia a localização exata. Um templo em plena exoterra, onde somente ele tinha o conhecimento da existência do local.

Uma porta composta por uma madeira centenária, camuflada por uma cascata de plantas que cobriam toda a extensão do portal, que se abriu assim que se aproximou. Um sorriso pequeno se fez presente em seus lábios, pois mesmo depois de seis anos ausente, o local ainda o reconhecia.

Seus passos eram denunciados pelas folhas secas no corredor onde andava, olhando em volta e reconhecendo a arquitetura antiquada e terrível no qual Fujin gostava. Mas julgava que para um Deus com a idade na casa dos milhares, até que ele tinha bom gosto.

No fim do corredor, outra porta que também se abriu, lhe mostrando o ambiente no qual se lembrava muito bem, o único cômodo do lugar; o quarto de Fujin.

Era bem verdade que ele, assim como Raiden, não precisavam dormir, logo, a presença da cama ali era completamente desnecessária. Fujin passava seu tempo livre meditando, lutando, protegendo o templo do céu e quando não estava fazendo essas coisas, ficava ali. Simplesmente deitado na cama, olhando para o teto, como estava agora.

Não muito diferente de seis anos atrás, com poucas diferenças; Seu cabelo estava ainda mais longo, preso numa trança que chegava quase nos joelhos, a vestimenta ainda mantinha o mesmo padrão de cores, mas agora um kimono no lugar da regata aberta que ele usava na última vez em que o viu.

O rosto, com uma expressão que jamais vira em Fujin.

Ele chorava.

Julgou ser fantasia de sua mente. Alguma força maligna querendo lhe pregar uma peça ilusória diante de seus olhos, mas se lembrou que mesmo aquele local não sendo um templo, era solo sagrado e magia negra não tinha a mínima chance de entrar.

Ouviu a risada rouca e baixa da voz que jamais esqueceu lhe saudar:

- Você demorou. – O corpo inerte na cama, se movia apenas com a respiração leve e calma de Fujin.

Seis anos. E tudo o que ele poderia dizer, era aquilo?!

- É tudo o que tem para falar?

- Direto, como sempre. – Um sorriso brotou dos lábios que estavam molhados com as lágrimas que Fujin já havia limpado com a manga do Kimono. – Olá Jin. – Disse se levantando.

- Olá? Sério? – Se aproximou da cama, o puxando pelo colarinho. – Um dia me promete que nunca irá em embora, no outro dia, some como fumaça e depois de seis anos, tudo o que tem a dizer é olá? – Não queria que fosse assim. Não! Seis anos fantasiando o reencontro em sua mente e pelos deuses, pensamentos antigos lhe vieram em sua mente de como gostaria de reviver o último encontro.

- Jin... Eu sei que nosso último encontro não foi a melhor coisa do mundo, ok? Sim, deuses também erram e eu juro que iremos ter uma conversa sobre isso, mas por favor, se não se importa, preciso ir ao banheiro. – Relutante, abriu espaço para o homem que agora, estava alguns centímetros mais alto.

Não conseguiu evitar os olhos avaliativos no corpo do homem que povoava seus pensamentos e fantasias. Vinte e três anos, e depois de conhecer Fujin, pensava como um adolescente obcecado em sexo. Por ter sido reprimido – tanto pela família, quanto por ser gay -, era virgem. Esse fato, diferente de muitas pessoas que conhecia, não o incomodava nenhum pouco. Achava apenas que a vida era mais do que um início sexual qualquer – não que isso não seja importante -, mas buscava por fazê-lo com quem realmente valesse a pena, não por simplesmente fazer, como a maioria das pessoas que conhecia.

E essa pessoa estava bem ali, caminhando em direção ao banheiro, despindo-se do Kimono e indo para o chuveiro.

Iria sentar e esperar na cama.

Iria, mas aí se lembrou de que já havia esperado seis anos.

Tirou suas roupas sem paciência, e rapidamente invadiu o box e tomou os lábios de Fujin.

A água fria batendo em ambos os corpos, não era eficiente em esfriar o calor que sentia naquele momento.

Fora correspondido por Fujin, que suspirou e afundou os dedos em sua nuca, exatamente como gostava e o puxou para aprofundar o beijo.

As bocas batalhavam por posse uma da outra, as mãos masculinas passeavam e redescobriam a textura da pele sob seus dígitos depois de anos, em que Jin constatou que os anos foram benéficos para Fujin. Continuava bonito – bem mais, em sua opinião -, e sua pele deslizava sob a sua de uma maneira que nunca havia sentido antes e que havia gostado muito desta nova sensação.

Com isso em mente, resolveu explorar outros lugares além da boca de Fujin e foi para o pescoço, onde depositou beijos, chupão e palavras provocativas ao pé do ouvido do Deus que levou a destra ao bumbum de Jin, apertando-a e aproximando o quadril ao seu, onde os membros se encontraram e latejaram, pedindo atenção.

Seis anos. Todos os dias, o que mais desejava em sua vida era poder estar com ele ao seu lado. Queria acordar e ver Fujin deitado ao seu lado na cama, mesmo depois do que aconteceu.

Sendo assim, sem rodeios, o virou de costas para si e sorriu com a bela visão que estava tendo de Fujin totalmente a sua mercê; braços apoiados na parede e bumbum empinado para si. Nunca havia visto e nunca havia estado naquela situação antes, com ninguém. Então resolveu que iria aproveitar cada segundo e tratou de declarar ao pé do Deus, antes de introduzir o membro carente de atenção:

- A conversa fica para depois. Preciso de você agora. – Kung Jin não obteve uma resposta verbal além de um gemido longo e rouco, mas enquanto seu quadril batia de encontro a bunda de Fujin, este sorria em deleite ao que estava tendo agora. Achava que o amado jamais voltaria depois do que havia feito e sabia que os deuses estavam lhe dando uma segunda chance.

Kung Jin era um menino quebrado pela vida, com uma alma pura e bondosa demais, que fora corrompida pela vida e cabia a si, sanar todo o amargor que aquele menino já tivera. Prometeu que iria fazer diferente desta vez, que não iria só buscar por satisfação própria e deixá-lo no dia seguinte. Sim, tinham muito o que conversar e seria uma conversa longa, mas por enquanto, só queria aproveitar uma noite de amor depois de seis longos anos longe do homem que amava.

Fim.


Notas Finais


😘


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