História Barraca Do Beijo - Capítulo 1


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Eijirou Kirishima, Katsuki Bakugou
Tags Bakugou Katsuki, Bakushima, Barraca Do Beijo, Boku No Hero Academia, Comedia, Fluffy, Kiribaku, Kirishima Eijirou, One-shot, Romance, Slash
Visualizações 177
Palavras 1.178
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Slash
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Postando sobre este otp lindo antes de ir lavar uma tremenda louça de domingo.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Bakugou bateu com a cabeça umas dez vezes na parede antes de tomar aquela decisão — pretendia punir a si mesmo por tais pensamentos com o ato, mas tudo o que conseguiu foi um galo na testa e uma certeza maior ainda: ele precisava fazer o que tinha em mente ou jamais viveria em paz.

Tentou enganar a si mesmo dizendo que tudo não passava de uma brincadeira, que seria engraçado não ter nenhuma fila na barraca do beijo do festival cheia de pessoas esperando por um beijo de Kirishima. No entanto seu coração ia na direção contrária aos seus pensamentos induzidos por ele mesmo, pois sabia a verdade.

Bakugou estava era com ciúmes e não queria imaginar Kirishima beijando todas aquelas bocas estranhas.

— É só uma brincadeira — ele disse a si mesmo rindo, seu olho direito tremia, definitivamente não havia nada de feliz em sua expressão. — Só uma brincadeira.

O festival começaria em cinco minutos, logo logo o pessoal estaria comprando suas fichas para se divertir pelas variadas atrações. Bakugou andou distraidamente até a mesinha onde Kaminari estava — era ele quem cuidaria das fichas — enquanto pensava no que diria ao colega. Não foi tão difícil criar uma desculpa, se tratando de Kaminari ele certamente apoiaria uma brincadeira como aquela.

— Deixe-me ver se eu entendi — começou a dizer o loiro a Bakugou. — Você quer comprar todas as fichas da barraca do beijo porque seria engraçado Kirishima pensar que ninguém quer beijar ele?

— É…

— Puxa, Bakugou, você é mesmo cruel! — Sorriu Kaminari. — Mas acho que não vai ter problema, depois contamos a ele a verdade.

— Deixa que eu conto — mentiu Bakugou. Nunca que ele iria admitir aquela brincadeira ridícula a Kirishima, o que o ruivo pensaria? Mas era só uma brincadeira, por que Bakugou estava tão preocupado? — Toma aqui o dinheiro e me dá as fichas.

— Certo, eu só quero ver a cara do Kirishima, do jeito que ele é sensível!

Um sentimento de culpa instalou-se no peito de Bakugou, como ele poderia ter se esquecido do problema de autoestima do amigo? Kirishima talvez ficasse triste se pensasse que ninguém queria beijá-lo…

“Isso é só uma brincadeira, não é, Katsuki? Você está pensando demais.”

Bakugou escolheu deixar aquela culpa para trás e escondeu as trinta fichas nos bolsos enquanto afastava-se dali para evitar suspeitas. Alguns minutos depois o festival estava aberto aos convidados que chegavam aos montes e formavam cada vez mais filas nas barracas que ali estavam — exceto, é claro, na barraca do beijo.

Não foi difícil para Bakugou avistar Kirishima já que o ruivo era seu único foco — pois Bakugou só queria ver a cara dele por causa da brincadeira, certo? — e nada mais naquele estúpido festival que ele sequer fez questão de participar o interessava. Kirishima lhe parecia abatido, estava com os cotovelos apoiados na bancada da barraca pintada de vermelho, exatamente como os seus cabelos.

E já que Bakugou não tinha nada melhor para fazer foi até o amigo.

— Ei, Bakugou! — Kirishima ergueu um grande sorriso quando o viu e isso fez o coração do loiro dar cambalhotas. — Achei que não viria.

— Eu nem sei para que vim na verdade, já estou com vontade de ir embora, tudo isso aqui é muito estúpido — resmungou Bakugou. — Andou beijando muitas garotas?

Como ele teve a cara-de-pau de perguntar tal coisa quando todas as malditas fichas estavam enchendo seus bolsos da calça?

— Não, acho que não sou atraente, nem legal e nem másculo o bastante como você para alguém querer me beijar.

— Eu atraente?

— É… — O vermelho nas bochechas de Kirishima era tão forte que combinava com a decoração da barraca. — Eu… só disse isso porque é o que todo mundo acha… E, bem, eu também já estou com vontade de ir embora, mas vou ter de ficar aqui e aguentar a humilhação pelo resto da tarde.

Bakugou gostaria de bater sua cabeça na parede outras dez vezes para se punir de tamanha estupidez. Aquilo tinha que acabar, Kirishima não merecia pensar daquele jeito de si mesmo.

— Kirishima, eu…

— Ei, caras! — A interrupção veio de Kaminari. — Bakugou, vejo que já veio contar para ele, ainda bem porque depois que você saiu eu pensei mais sobre a brincadeira e, sabe, me pareceu malvada demais até mesmo para você.

— Me contar o que? Que brincadeira? — indagou Kirishima.

— Oh, você ainda não contou — observou Kaminari desconsertado. — Eu vou voltar para onde eu estava… me desculpe — murmurou ele para um bufante Bakugou antes de sair.

— Kirishima. — Bakugou jamais sentira tanta dificuldade em falar na vida, mas naquele momento queria apenas se esconder em um buraco e permanecer lá para sempre. — Ninguém veio aqui pra beijar você porque eu comprei todas as fichas.

— E por que você fez isso?

— Porque…

“Porque eu achei que seria engraçado ver a sua cara de decepção ao ver que ninguém queria beijá-lo.” Aquela era a resposta na ponta de sua língua, mas não era verdade e Bakugou não conseguiu dizê-la, não queria dizê-la. Não era nada engraçado ver Kirishima se martirizando. O ruivo estava profundamente enganado, ele era atraente, legal e másculo, além disso era uma pessoa muito melhor do que Bakugou jamais fora.

— Porque eu fiquei com ciúmes — confessou.

— Ciúmes? Se eu me lembro bem você foi o primeiro escolhido para ficar aqui e não quis então…

— Não… não é esse tipo de ciúmes — interrompeu-o Bakugou. — Eu fiquei imaginando você beijando outras pessoas e… percebi que eu não queria que você fizesse isso porque… porque… Eu quero beijar você, Kirishima, eu gosto de você, porra! É isso. Não tem brincadeira nenhuma, só eu sendo um imbecil como sempre.

Bakugou sequer conseguia olhar nos olhos do outro.

— Quantas? — Kirishima questionou quebrando o silêncio.

— O que?

— Quantas fichas, Bakugou?

— Trinta.

— Venha aqui.

O ruivo o chamou para dentro da barraca e ali eles se sentaram atrás da bancada, era como se estivessem sozinhos naquele festival — ainda que o barulho das pessoas se divertindo lá fora persistisse.

— Onde elas estão? — Kirishima voltou a perguntar.

Bakugou apenas esvaziou os bolsos e deixou que os papeizinhos se espalhassem pelo chão. Kirishima os fitou incerto e depois direcionou seu olhar um tanto acanhado para o loiro dizendo:

— Bem, acho que eu devo a você trinta beijos então.

Bakugou sentiu seu coração parar quando seus lábios se conectaram com os de Kirishima.

Os primeiros beijos foram leves e delicados, no décimo suas línguas se envolveram fazendo o pulso dos dois se elevar. Lá pelo vigésimo estavam suspirando ofegantes e agarrando os cabelos um do outro e no último — o número trinta — Kirishima estava sobre o corpo de Bakugou, este com a camisa aberta, e ambos se encontravam completamente alheios ao que ocorria do lado de fora.

E quando foram para casa naquele dia chegaram ao trigésimo quinto e no terceiro encontro já haviam se beijado mais de cem vezes.

De uma coisa Bakugou tinha certeza: não existiam fichas suficientes no mundo para a quantidade de beijos que ele queria trocar com Kirishima pelo resto da vida.



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