História Barriga de Aluguel - Capítulo 2


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Ino Yamanaka
Tags Barrigadealuguel, Bimmbinha, Comedia, Drama, Gaaino, Hentai, Ino Yamanaka, Inogaa, Romance, Sabaku No Gaara
Visualizações 134
Palavras 1.389
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Intervenção


Ela não tinha tempo, muito menos vida fora do trabalho.

E isso era motivo mais do que contundente para preocupar seu pai e seus companheiros de time. Quando não estava na Divisão da Barreira, ela estava trabalhando na floricultura.  E isso foi ainda mais agravado com o casamento entre Shikamaru e Temari, não porque o amava secretamente ou tinha empecilhos em relação à loira da areia; muito pelo contrário, ela estava extremamente feliz e radiante com a união dos dois e desejava que ambos vivessem uma longa vida juntos. O fato é que o Nara foi o último do time dez a se casar. Ela era a única de seu time que permanecia sozinha, sem filhos ou pretendentes.

O mais perto de ter um relacionamento e talvez um casamento que conseguiu, foi com Sai, mas, infelizmente, o Satoshi não correspondia aos anseios que seu tolo e sonhador coração aspirava, então término abrupto e precoce mostrou-se inevitável. Tentou convencer-se de que era o melhor para ambos, o melhor para ela,principalmente, mas era incapaz de não sofrer com as lembranças do seu quase-eterno-amor.  Soltando um muxoxo incompreensível, Ino escondeu o rosto entre as mãos por uma breve fração de segundos, era estupidez de sua parte achar que ele ia desejar alguma coisa a mais com ela, que iria desejar desposá-la, da mesma maneira que todos os outros ninjas desposaram as suas amadas após o fim da guerra?

E agora, era literalmente a última kunoichi solteira da Vila, o que a fazia se sentir profundamente deprimida e frustrada.  Droga, não merecia um final feliz? Um conto de fadas decente, uma história de amor que terminasse com lírios e um lindo casamento, com filhos e todas essas coisas clichês?

As horas passavam em um tique-e-taque calmo. Os ponteiros do relógio tilintavam, o que a fazia se lembrar do seu relógio biológico; estava na flor da idade. O seu útero a todo o momento a lembrava disso.  Saco, saco, saco.  Era tudo um verdadeiro saco.

—Está tudo bem com você, querida? Está com uma aparência abatida. — ela sorriu ternamente, ao reconhecer a voz da sua “madrasta” e então ergueu a cabeça para fitar Anko, que a encarava docemente.

—Estou com sono, não consegui dormir bem à noite. — confessou a kunoichi, com um sorriso disperso. Havia passado a madrugada inteira entornando garrafas e mais garrafas de vodca com Kiba, dentro do seu escritório.  Tsc.

—Sei. — a Mitarashi a fitou profundamente, fazendo com que as bochechas de Ino corassem e ela sorriu amarelamente. A nova senhora Yamanaka fungou uma risada, segurando as mãos da mais nova. — Você tem que parar de desperdiçar seu tempo livre com bebidas, isso não vai te dar futuro, garota. — e ao dizer isso, apertou as mãos de Ino,que sentiu uma longa gota escorrer pela testa em nervosismo. — Ou você quer acabar com aquela barriga enorme do Jiraiya?

—Ai — resmungou dolorosamente a loira, tentando inutilmente se soltar. — Eu estava entediada, e além do mais, eu tenho motivos para beber! Sou a única pessoa da vila que ainda não se casou. — tentou argumentar, recebendo um olhar de desprezo da outra e ela soltou a respiração pesadamente.

Anko suspirou, constatando que aquela conversa não iria dar em lugar algum, limitou-se a revirar os olhos.

—Ino, eu e seu pai só queremos o seu bem, sabe disso, não sabe? — ela fez que sim com a cabeça. — Eu sei que é uma mulher adulta e uma kunoichi forte, mas mesmo assim Inoichi tem direito de se preocupar, e eu também. Você é jovem, linda e muito inteligente. Quando tiver de acontecer, vai acontecer. Eu sei que é autosuficiente demais para depender de homem.

—É, sou. — concordou. — É só que...

—Eu sei. Você está frustrada porque os sonhos dele não eram os mesmos que os seus, eu entendo isso, e achei que foi coerente sua decisão de terminar, mas esqueça esse rapaz e pare de se culpar.   Algumas coisas estão muito além da nossa compreensão.

Ino fez que sim, inconscientemente projetando um beicinho infantil em seus lábios. Anko sorriu maternalmente e então beijou-lhe o topo da cabeleira loura, afastando-se.

—Você vai beber de novo com o Inuzuka hoje, não vai? — disse com um sorriso forçado e várias veias saltando para fora de sua testa.

—Quer mesmo que eu responda isso? — Ino sorriu amarelamente e a mulher bufou,  deixando a floricultura as pressas. Assim que a mesma se afastou, ela gargalhou estrondosamente, balançando a cabeça. Quem poderia imaginar que justamente Anko fosse se tornar sua nova “mamãe?” Admitia que continuava morrendo de medo da mulher, mas dessa vez, havia aprendido a ler além da raiva e das ameaças constantes, o que acabava tornando-as ineficazes muitas das vezes.

Deixou o balcão, ainda trajando o avental com o símbolo do seu clã e andou calmamente, cantarolando uma musica em voz baixa até alcançar a fachada da mesma, erguendo alguns vasos de plantas para poder regá-los melhor. Inclinou-se lentamente, olhando-as atentamente, a fim de certificar-se de que não havia nada de errado com as mesmas.

O dia chegou ao fim, antes que a loura pudesse se dar conta; estava inexplicavelmente presa aquela rotina, chata e cinzenta e de repente já era hora da mesma se preparar para regressar a Base.  Todavia, qual não foi sua surpresa ao descobrir que o encontro de horas antes, com Anko-sama não passou de uma sutil armadilha combinada previamente pelos pombinhos?

Frustrada, massageou as têmporas, tentando respirar fundo para se acalmar, mas era inútil. A irritação e a frustração se sobrepunham até mesmo ao respeito que sentia pelo seu pai, ela não conseguia acreditar no que estava acontecendo!

—Papai. — disse respirando fundo, tentando controlar sem obter êxito, os incessantes tremores de seu corpo. — O que o senhor está fazendo aqui? E ainda mais com essa faixa amarela idiota que deveria ser um segredo do nosso clã?! —           grasniu, aterrorizada, era uma afronta, uma afronta descarada.

—Uma intervenção, como a própria faixa informa. — Inoichi sorriu divertido, a vendo soltar um gemido frustrado e bater os pés, esperneando infantilmente. Ele realmente detestava ter de controlar a vida da própria filha, mas reconhecia que de vez em quando era necessário, Ino era uma linda cabeça de vento. — A partir de hoje, eu volto a assumir os assuntos da Base, já conversei com Naruto e ele concordou que o melhor para você é tirar algumas férias.

—Isso é uma injustiça! — berrou,perdendo toda a falsa calma e paciência que fingia ter. — Eu não preciso de folga, quiçá de férias! Posso realizar meu trabalho muito bem, e além do mais...

—Ino, isso não é um pedido. É uma ordem vinda de seu pai e superior. Você não pode continuar revezando turnos da maneira que está fazendo, é desesperador. Seu cabelo está cheio de pontas duplas e suas olheiras fazem a Sarada e o Boruto chorarem — sibilou o homem mais velho,aos sussurros a fazendo bufar antes de cruzar os braços acima do peito. — Acredite, nós não queríamos fazer isso, mas é necessário.

—E além do mais — prosseguiu Anko — O quão fundo do poço você deve estar para aceitar convites para sair daquele cachorro sarnento? Kiba não é a resposta para as suas perguntas, minha querida, ele é o problema com equações e questionamentos que não lhe pertencem.

—Então é isso? — ela riu amargamente. — Eu realmente estou sendo afastada dos meus dois trabalhos?

—Não, é claro que não. — Inoichi retrucou. — Da floricultura você está demitida. — essas palavras levaram a filha a escancarar a boca, perplexa. — Você precisa descobrir o que quer da vida, se quer levar uma vida civil ou se quer continuar como kunoichi, até que descubra, não fará nem um, nem outro trabalho.

Ela amaldiçoou-se pela sua ingenuidade desmedida. Deveria ter premeditado aquilo, afinal de contas, Anko não era alguém que dava pontos sem nós e ali estava a prova.  Balançando a cabeça, esfregou os olhos entre as mãos.

—Certo.  Parece que agora estou oficialmente de férias — retrucou com sarcasmo. — Vou ter todo o tempo do mundo para fazer o que eu quiser, e quando eu quiser...

—Eu convenci Naruto a enviar aquele atraso de vida para outra nação, então não, você não vai encher a cara durante dois finais seguidos com Kiba — Anko sorriu triunfante ao vê-la estalar a língua e a balançar a cabeça em concordância.

Merda! Lá se foram todos os seus planos! Que porra ia fazer da vida agora?!



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