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História Barulhentos: DRINK EVERYTHING - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Perfume


Sexta feira passada, foi um dia bem agitado, pelo menos no fim de semana pude descansar e se, as pessoas ganhassem pontos por resistirem a tentação, eu já teria marcado alguns.

Hoje é quarta-feira, Gamora e eu mal conversamos nos últimos dias e digamos que nosso negócio não era ficar trocando mensagens pelo celular, mas em compensação era difícil deixa-la ir, quando estávamos aos beijos, embaixo da arquibancada da escola.

As coisas começaram a fugir um pouco do controle, confesso que me empolguei e agora Gamora parecia desconfortável.

— O que foi?-pegunto beijando seu pescoço.

— Vamos pra aula, o sinal acabou de tocar.-ela desvia o pescoço dos meus beijos.

Ela parecia bastante incomodada.

— Você tá bem?-pergunto estranhando seu comportamento.

— Estou!-ela amarra o cabelo em um volumoso rabo de cavalo.— A gente se vê amanhã? No jardim?

— Amanhã? Pensei que iriamos á praia hoje.-reclamo.

Estava desapontado.

— Eu tenho outro compromisso.

— Tudo bem.-Arrumo meu cabelo bagunçado e junto a mochila.

— Greg, não faz essa cara!

— Que cara?-faço descaso.

— A gente se vê amanhã! Eu prometo.

Gamora sai debaixo das arquibancadas e corre até o prédio da escola.

Ouço uma voz vindo de cima das arquibancadas.

— Ela é tão pura.

Ao olhar para cima, vejo Ben por entre os vãos da arquibancada.

— Você gosta de chegar de fininho, né?

— Que nada, só não queria atrapalhar a "vibe".-Ben faz aspas com as mãos.— Bora pro treino, o treinador Gentry está atrás de você a um bom tempo.

— E você só avisa agora?

—Tava esperando você terminar aí, mas como a madre Teresa não quis..

— Sacana demais...

Benjamin com um olhar orgulhoso desce das arquibancadas. Ele parecia sempre tão a vontade com tudo e isso me irritava profundamente. Depois do treino, na hora da chuveirada Enrico me aborda.

— Quer andar de skate por ai?

— Você anda de skate?-pergunto.

Enrico me olha dos pés á cabeça, o que me deixou um pouco embaraçado.— Ando de long.

Já que Gamora fugiu do nosso passeio, decidi aceitar, além do mais eu não conhecia muito bem os caras do time. —Beleza.

Enrico desliga o chuveiro e vai para os armários.

A manhã passou voando, Maddy sempre que avistava minha pessoa, me abordava e eu me esgueirava dela como um fugitivo, Ana e Tuma não ficavam pra atrás, toda vez que eu conversava com alguém pelos corredores da escola elas lançavam olhares e faziam cara feia.

Bom eu não gosto dessa sensação então arisquei perguntar a elas.

— Por que?

Com os olhos semi-fechados Turmalina me encara.— Só estamos nos certificando que você não é um galinha.

— Certo e quanto ao seu par romântico, Ben? Ele deve ser um exemplo de namorado!-desdenho.

Tuma aquece seu olhar com fúria. — Eu não sou a Amora, temos visões bem diferentes sobre relacionamentos!

Ana intervem na conversa.

— A Gamora é diferente, ela gosta de você.

— Eu não preciso que vocês banquem "As espiãs" pra cima de mim. 

Gamora e eu nem estávamos namorando e as amigas dela já estavam se metendo?

— É isso ou, falamos pra Maddy que você tá dando em cima da amiga dela.- disse Ana.

Chantagem? O que? Isso não tem lógica nenhuma! Desde o começo elas fizeram de tudo pra nós nos aproximarmos e agora elas agem como se tivesse algo errado comigo? 

— Eu desisto de tentar dialogar com vocês!-enraivecido vou para a sala de aula.

Ao chegar na sala, vejo Olivia rabiscando um caderno com um belo sorriso.

— OLIVIA! está bonita hoje!

— Gostou? Hoje é dia dos testes pro time de torcida.-ela estremece.

— Boa sorte.-pisco para a mesma.

— Que cara é essa?-Olivia percebeu que eu estava um tanto irritado.

Olho para os lados e começo a sussurrar para Olivia.

— Eu to saindo com uma garota, só que toda vez que eu tent..

— Já entendi! Ela quer que seja especial, não tem mistério, talvez seja a primeira vez dela.

— Será? Não acho que seja a primeira vez.

— Você perguntou?

— Não.

—Então pergunte.-Olivia fala como se fosse obvio e era!— Sabe, quando foi comigo, o babaca nem perguntou, ele tava tão empolgado que quando tentei contar, ele só repetia "Shh! tá tudo bem".

Percebendo a possível gravidade do que acabará de ouvir pergunto.

— Olivia, ele te machucou?

— O que? Não! Ele só foi um pouco insensível, mas nas outras vezes ficou um pouco melhor.

Um pouco melhor? Não descarto a possibilidade do "babaca" ser o Ben. Afinal eu vi como ele ficou irritado na praia ao ser rejeitado por Turmalina.

— O que está desenhando ai?

— Os futuros uniformes do time, Greg eu não sei desenhar, me ajuda!

— Tá!

Os olhos de Olivia brilharam.

Depois de um entediante dia de aula, mal cheguei em casa e Enrico me mandou a localização. Tomo banho, me arrumo e passo na cozinha para comer.

— Onde vai tão arrumado?-Gisele pergunta.

— Vou sair.

— Tá bonitão, mas esqueceu de passar perfume.

Ah! Por favor Gisele me deixa em paz.

— Não tenho.

— Eca! Usa o que eu dei pro OZ!-ela ordena.

— Não, tá tranquilo.

Insatisfeita Gisele corre para o quarto e volta borrifando perfume exageradamente em mim.

— Porra! Para com isso.

— Eu to fazendo um favor pra essa garota.-ela vira o rosto e volta para o quarto.

                                                                       *****

Ao chegar na localização enviada por Enrico, vejo que o mesmo está sentado na calçada, assistindo a um video aleatório.

— Para onde vamos?-pergunto.

— Pra rodovia.-Enrico levanta sorrindo.

Observei Enrico andando no long, seu jeito dinâmico e não convencional, ele não era profissional mas sabia o que estava fazendo. 

Enrico para no meio da estrada e diz:

— Só me segue.-e seguiu andando de long, até que uma velha caminhonete passa e ele acelera para alcança-la.

Não pensei duas vezes e fiz o mesmo, com um pouco de receio, confesso, agora estávamos segurando na traseira no veiculo.

Assim que o motorista percebe, ele começa a buzinar lançar xingamentos.

Enrico me encara com um olhar de "Não solte".

Percebendo que o carro aumentou de velocidade, sinto meu coração disparar violentamente.

— No três você solta!-Enrico grita.— TRÊS!!

No momento que soltei percebo que agora estávamos em alta velocidade descendo a parte mais elevada da rodovia, foi uma das melhores sensações, o vento contra o meu rosto, a adrenalina e os carros passando como foguetes.

Enrico e eu, desviamos dos carros e passávamos de uma via para outra, o que deixava os motoristas enfurecidos.

— Eu vou querer fazer isso mais vezes!-abro a porta de casa.

— É demais né?

Oskar e Gisele não estavam.

— Aí, valeu por me emprestar seu computador pra fazer o trabalho.-Erinco da uma rápida conferida na casa.

— O quarto é ali, tá com fome?

— Não, tá suave.

Enrico vai para o quarto e eu para a cozinha, depois de pegar cerveja na geladeira, acendo um cigarro e vou para o quarto.

Ao chegar no quarto ele estava sentado na ponta da cama, novamente vendo videos aleatórios com um sorriso singelo. Sento ao lado dele e lhe ofereço cerveja.

— Sua casa é bem bacana.

— Tá meio zoada, a namorada do meu irmão encheu de coisas ridiculas.

— Eu gostei.-Enrico me encara sério.

O dia foi longo e cansativo, queria que Enrico terminasse logo o trabalho para que eu pudesse dormir, não que eu não quisesse ele lá, mas eu tava acabadasso.

Sentados na cama, bebemos cerveja, admito que parei na terceira mas Enrico continuou, não querendo parecer rude eu deito na cama e digo:

— Pode começar.

Espero que Enrico não tenha levado a mal, só queria que ele terminasse logo o trabalho.

Depois de alguns instantes de silêncio, sinto algo mexendo no zíper das minhas calças, ao levantar a cabeça vejo Enrico abrindo  meu zíper.

— O que tá fazendo?-falo espantado.

— É... desculpe, eu achei que...-Enrico parecia bem desconcertado.

— Você tem que ir embora!-ordeno imediatamente.

Me levanto, sem fechar o zíper da calça e empurro Enrico para fora do quarto enquanto ele tentava se retratar.

— Desculpa eu achei que você..

Viro me para trás e jogo Enrico contra a parede. Bufo.

— Você não pode contar isso a ninguém!-diz ele com preocupação no olhar.

— Entendi.- jogo meu corpo contra Enrico e o beijo, ele agarra minha camisa com força, sinto suas unhas arranhando minha pele e então Enrico hesita.

— Gregory, não estou brincando, os caras do time são uns idiotas.

— Greg! Tá em casa, cabeção?

Era Oskar, tinha acabado de chegar em casa com Gisele e Jen.

Assustado Enrico, se recompõe com os olhos esbugalhados.

— O que foi Oskar?- afasto-me de Enrico e vou até a cozinha.

— A gente vai no cinema, tá afim?

— Não, tô com visita.

— Então, até mais.-
Discretamente ele tenta espiarquem estava no corredor.

Jen acena para mim do carro.

— Eu to indo pra casa.-disse Enrico com semblante sério.

— A gente se vê na escola.

O clima ficou estranho, por qual motivo eu tenho esse péssimo habito de fazer merda?

Agora a voz de Ana ecoava na minha cabeça " A Gamora é diferente, ela gosta de você"

Puta que pariu!

 



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