História Bastardo - Capítulo 25


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá

Capítulo 25 - Guardião


-Matheus... – Lucas bate a porta do quarto na igreja.

-Eu não estou!

-Então me deixe falar com quem não está aí! – Adentra no quarto.

O cavaleiro estava deitado na cama apenas com as suas roupas de baixo, insistindo em cutucar a própria perna com uma agulha. A pele já estava com vários pequenos pontos vermelhos. Lucas tomou a agulha da mão do homem para que parasse de ferir a própria pele.

-Ei...

-Isso não vai ajudar!

-Também não vai ajudar eu ficar parado!

-Ao menos tente rezar um pouco homem!

-Não consigo ficar de joelhos, gênio!

-... Me desculpe

-O que?

-Fui eu quem trouxe Ah-Zair!

-Se não tivesse trazido eu teria arrancado as suas pernas! Ao menos valeu a pena ver ele ter aquele chifre arrancado. Ele chegou a chorar de dor. Você viu?

-Não!

-Mas eu vi! E foi delicioso de se ver!

-E eu que me achava ruim!

-Olha só Lucas, só entenda que não foi culpa sua o que me aconteceu tá?! Caçamos bruxas! É normal que a gente se machuque as vezes. Seu braço aí é a prova.

-Isso foi um bruxo, não uma bruxa.

-A diferença é que tinha um pinto e usava espadas – O homem ri com o comentário do outro.

-Vamos homem, tente ficar de pé!

-Não Lucas! Eu não... – O outro já o segura pelos braços o forçando a ficar de pé – LUCAS, EU VOU ACABAR CAINDO!

-Só se apoie em mim e tente andar!

-EU NÃO CONSIGO! JÁ TE DISSE!

-Está tudo bem? – Seth aparece na janela justo quando o Matheus ia pro chão.

-Pode me ajudar? – O anjo entra no quarto ajudando a manter o cavaleiro de pé.

-Só me coloque na cama de novo!

-O que houve? – Coloca o homem sentado na cama.

-Ah-Zair não contou? Apareceu um de seus Deuses e o jogou contra a parede – Alguém bate à porta.

-Com licença – Aiyra aparece o rosto a porta – Ah, perdão! – Ela recua quando vê que o homem estava apenas com as suas roupas de baixo.

-Espere Aiyra, você pode ajudar! Sabe fazer remédios naturais não sabe?

-Sei.

-Como remédios naturais vão ajudar com a minha coluna?

-Pare de discutir e deixe-a ajudar! Entre aqui!

-Mas ele está só de...

-Ah é! – Lucas o coloca deitado, cobrindo suas pernas com o lençol – Pode entrar agora. Veja se pode ajudar por favor – A morena entra no quarto.

-O que uma mulher poderia saber sobre medicina?

-Saiba que eu estudei cavaleiro! Minha patroa me criou quase como uma filha e contratou excelentes professores pra mim! Sei o que faço! –Pega um pente no criado mudo ao lado da cama – Quando você parar de sentir, me fale – Passa o item de madeira levemente pelas costas do homem.

-........ Aí!

-Certo! Deixe eu ver isso! – Apalpa levemente a coluna do homem onde ele disse que não sentia mais o corpo – Respire fundo – Faz o que ela disse – Prenda o ar! – Tapa a própria boca e o nariz. A morena apoia seu peso sobre as mãos, fazendo a coluna do homem estralar, e o fazendo gritar de modo que só não despertou toda a igreja por ter sido abafado por seu travesseiro – Está sentindo suas pernas agora?

-Preferia não estar sentido os cortes que fiz antes.

-Pra que tu se cortou seu animal?

-PORQUE EU ESTAVA TENTANDO SENTIR AS PERNAS SEU PORRA!

-Para de gritar! Vai acordar todo mundo!

-Pode estar sentindo suas pernas, mas uma contusão na coluna é sério! Deve descansar por pelo menos uma semana! Deitado ouviu senhor cavaleiro Lucas! Isso se não quiser quebrar a coluna enquanto caminha, ou enquanto lidera o exército, ou... Enfim, só fique deitado está bem?!

-Tá! Pelo menos eu “tiro férias”.

-Então vá descansar agora. Recomendo ficar nessa posição aí mesmo! – Aiyra umedece uma toalha em uma bacia próxima a cama, a dobrando e colocando sobre a contusão na coluna. Logo depois o cobre corretamente com os lençóis e deixa a bacia ao alcance de sua mão, ao lado da cama – Troque a toalha quando secar até quando conseguir se manter acordado, está bem?

-Sim senhora! – Diz num tom irônico.

-Não fez nenhum corte sério nas pernas, não é?

-Ele estava cutucando com uma agulha!

-Não me cortei sério. Cortes superficiais doem mais que cortes fundos. Eu só queria sentir mesmo. E agora estou sentindo de mais.

-Limpe esses cortes então também. Quer que eu faça isso?

-Estou de repouso, não inválido! E já que estou, saiam daqui e me deixem descansar!

-De nada! – Os 3 se retiram do quarto.

-Muito obrigada mesmo pela ajuda. Tive medo que ele não voltasse a andar.

-Não foi tão grave porque ele não conseguiu se levantar, mas se tivesse andado ou montado em um cavalo, aí sim você veria uma cena estranha de seu amigo se dobrando de um jeito humanamente impossível.

-Meu Deus...

-Mas ele ficará bem agora, mas como eu disse, precisa de repouso.

-Vou garantir que ele fique assim. Mas o que fazem aqui? Pensei que tinham saído da cidade com o resto do pessoal.

-Eu iria na verdade, mas eu não gosto de viajar a noite. Seth se ofereceu pra me levar até eles amanhã cedo.

-Entendo. Que bom que você está com eles Seth. Precisam de alguém que consiga acalmar as coisas no grupo. Ah-Zair e Lenor são muito irritadiços.

-Não posso discordar de você Lucas, mas eles são boas pessoas no fim das contas. Onde esteve o dia todo?

-Não souberam o que aconteceu?

-Não!

-Vamos até a cozinha da igreja. Mary está me esperando lá. Então conversamos.

-Está bem.

Lucas e Mary contaram a história toda enquanto todos comiam

-Olha Lucas, não concordei nem um pouco com o que você fez. Ah-Zair confiou em você... E iriam executa-lo! Era óbvia a pena! Você o trouxe para a morte!

-E eu que pedi para que confiasse... – O alado parecia se sentir culpado. Aiyra segurou o braço do mesmo tentando lhe tranquilizar. Os olhos amendoados da morena pareciam trazer paz aos olhos acinzentados mesmo se o mundo estivesse desabando.

-Eu sei! Mas eu fiz o que achava certo Aiyra. Precisa entender o meu lado também.

-Eu entendo, mas Ah-Zair não merecia a morte. Ele não era inocente, mas não merecia essa punição.

-Bem, ao menos ele está livre agora! – Mary se pronuncia.

-É, no fim das contas deu tudo certo. Mas olha Lucas, Ah-Zair pode ser aquele viking que mataria um exército se o enfrentasse, mas ele ainda é humano, e sentiu muito o que aconteceu, mesmo que tecnicamente já tenha se “acostumado” a ser abandonado. Acho que ele merece pelo menos um pedido de desculpas.

-Não acho que dê pra se acostumar com o abandono... – Mary estava de cabeça baixa brincando com a própria comida, desanimada.

-É... Eu notei aquele olhar de cachorro que caiu da mudança. Mas mesmo que eu vá pedir desculpas, ele não vai querer me ouvir.

-Vai sim! No fim das contas ele te considerou um amigo! Ele vai te ouvir! Se quiser que eu fale com ele antes...

-Eu não sei Aiyra...

-Tente homem!

-...... – Lucas olha para sua esposa por alguns segundos que também parecia pedir silenciosamente para que o homem o fizesse – Tá bem. Mas fale com ele antes!

-Tá bem.

-Mas por hora vamos dormir! Está tarde! E obrigado mesmo pela ajuda com Matheus!

-Ele vai ficar bem, SE ficar quieto.

-Se ele CONSEGUIR ficar parado... Vocês já tem um lugar pra dormir?

-Consegui alugar um quarto em um hotel aqui perto. Obrigado Matraca pelas moedas! – Mary ri com isso.

-O padre me disponibilizou uma cama. Aiyra estava me ajudando a arruma-la quando ouvimos Matheus gritar.

-Ele é barulhento de natureza. Já que estão acomodados eu vou me recolher também. Boa noite pessoal.

-Boa noite!

-Boa noite Mary!

-Durmam bem! – Se retiram da cozinha.

-Venha, eu te acompanho até o hotel.

-Não precisa. Pode ir se deitar.

-Faço questão! Só pra ter certeza que chegará bem...

-Você se preocupa de mais homem!

-Por favor...

-Tá bem! Se isso vai fazer você dormir tranquilo...

-Com certeza vai! – Lhe oferece o braço. A morena o segura e ambos vão até o hotel.

Nas ruas as pessoas os cumprimentaram, agradecendo pela ajuda com suas enfermidades. A noite estava clara com a lua cheia. Uma coruja da igreja estava em cima da cruz que estava instalada na praça, que ficou observando o alado, talvez pensando pássaro seriam aquelas asas brancas. Chamou atenção dos 2 quando essa bateu o bico em sinal de ameaça para que se mantivessem longe.

-Ah, onde está o Ignis?

-Na cabeceira da minha cama, dormindo. Ele costuma dormir cedo, afinal é um pássaro não é?!

-Ah é.

-Onde fica o hotel?

-É logo ali! – Aponta para uma hospedaria modesta. Seth notou alguém se espreitava atrás deles – O que foi? – A morena olha para onde o alado observava.

-Pensei ter visto alguém. Tem certeza que aqui é seguro?

-Nenhum lugar é muito seguro para uma mulher da minha idade né?! Mas sei me defender Seth. Não se preocupe.

-Hum... – Continua desconfiado olhando para trás constantemente durante o caminho, passando seu braço e sua asa esquerda em volta da morena que riu com o excesso de precaução do alado.

O lugar era calmo. Estava praticamente vazio, com exceção do dono da estalagem e mais dois homens que jantavam. O lugar também oferecia refeições, mas não era incluso no preço das diárias. O anjo não gostou do modo que observaram a morena, como se as devorassem com os olhos. O dono era um homem grande e forte. Provavelmente acostumado a expulsar possíveis encrenqueiros. Entregou uma chave a morena com uma pequena etiqueta de madeira que indicava o número de seu quarto, lhe dando um sorriso amarelo e interpretativo que incomodou um pouco a feiticeira, que tentou lhe lançar um sorriso simpático em resposta e se apressando para sair dali.

O quarto era bem simples. Possuía apenas uma cama de solteiro, criado mudo onde repousava uma toalha e um cobertor, uma cadeira e mesa em um canto, bacia com água fresca, mais uma jarra com água e um penico em baixo da cama. Aiyra trazia uma bolsa consigo, de onde tirou uma toalha, sua escova de cabelo e um espelho.

-Está tudo bem? Não está com fome?

-Não! Só cansada mesmo. Obrigada por me acompanhar Seth! – A mulher lhe beija o rosto o fazendo corar – Tenha uma boa noite.

-Você também. Durma bem – Se retira do quarto da mulher, vendo os homens que antes estavam jantando olhando para o quarto da morena. Encarou os homens por alguns segundos antes que eles se retirassem para os seus próprios quartos – Aiyra, tranque a porta está bem?!

-Ah, pode deixar! – Escuta as risadas mais uma vez e logo depois a tranca da porta.

-Eu não me preocupo de mais mocinha! Me preocupo o suficiente! - Sai pelo corredor resmungando consigo mesmo.

Estava retornando para a igreja quando novamente passou pela coruja. Agora ela estava em uma das poucas árvores do local, dentro de um buraco, protegendo seus 3 filhotes. Seu companheiro havia acabado de retornar com um pequeno rato, indo lhe dar para as suas crias, mas sem querer o deixa cair. Seth apanhou o rato, colocando-o na ponta de sua asa e o esticando para a toca. O macho o olhou desconfiado, mas pegou a refeição de volta, logo depois batendo o bico e piando para que o alado se afastasse.

-Você é um pai bem cuidadoso... – Se afastou dando alguns passos para trás – Bem cuidadoso... – Ficou pensando consigo mesmo, resolvendo voltar para onde estava a feiticeira.

A observou pela janela, vendo que ela já dormia, então abriu a janela com cuidado e entrou no quarto, se sentando na cadeira que estava lá. Antes disso se ajoelhou e rezou para Deus que suas suspeitas não fossem verdade e que mantivessem Aiyra segura, mesmo que ele mesmo estivesse ali. Também pediu para que os demais restantes do grupo ficassem bem e que todas as pessoas do mundo tentassem ser pessoas melhores. Logo depois agradeceu por tudo em sua vida.

Assim que terminou suas orações ouviu alguém tentar girar a maçaneta da porta. Logo a pessoa notou que estava trancada. Então tentou espiar pelo buraco da fechadura. O anjo se abaixou para que a pessoa do outro lado o visse.

-Quer mesmo fazer isso? – O homem do outro lado o observou por 4 segundos antes de ir embora sussurrando um “desculpe”.


Notas Finais


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