História Bastardo - Capítulo 26


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá seus lindos. Gostando da história?

Capítulo 26 - Carvalho


Atravessando algumas barreiras naturais que só se abriam com o toque do chifre do unicórnio, o grupo chegou em uma clareira com uma única árvore gigantesca em seu centro. O lugar era repleto de diferentes flores e ervas. Um cervo de chifres tão longos que 5 pássaros descansavam sobre eles, observou curioso o grupo que entrava. Se aproximou e cheirou a feiticeira que era segurada por Lhoris no lombo do unicórnio. Alguns coelhos de variadas cores ficaram em pé nas 2 patas, virando suas orelhas para frente, também observando. Os pássaros não tinham medo, chegando bem perto, e até mesmo pousando nos presentes. Eram poucos os que ainda estavam acordados. A maioria repousava em seus ninhos nos galhos mais altos do carvalho. Lhoris notou uma porta na árvore, a qual se iluminou em branco com desenhos de vinhas e se abriu. A magia se espalhou por toda a casa acendendo todas as velas que brilhavam com uma luz branca em vez do vermelho e laranja do fogo comum.

O unicórnio parou em frente a porta. Lhoris desceu do animal e entrou na casa. Várias ervas estavam penduradas pela casa, dando um visual agradável aos olhos. Em uma estante estavam potes com ervas já trituradas, algumas panelas, pratos e um conjunto de chá; e em outra estavam as roupas da mulher. Ao lado estava uma penteadeira e logo depois um longo espelho de corpo inteiro. Uma grande e espaçosa cama se destacava, com lençóis vermelhos, coberta por finas cortinas na cor branca. Lhoris a colocou deitada ali. Lenor entrou com Ah-Zair e o colocou deitado ao lado da mulher.

-Não me lembro dele ser tão pesado...

-Que casa linda!

-Não é?! Ei, você pode entrar aqui? – O unicórnio havia entrado atrás deles. Pareceu bastante interessado em Darathrine – Como ela te chamou? Yael? – O animal balbuceia como se confirmasse – É um bom nome pra você.

-Darathrine, consegue fazer algo pra tratarmos dela?

-Com certeza. Com tantas ervas... Isso se Yael me der espaço.

-O safadão, vai pra fora pra cuidarmos da sua humana! Anda! Vamos! – Lenor o toca para fora. Não pareceu muito feliz com isso.

-Por que safadão?

-Não viu que ele está com a sua 5º perna aparecendo?

-Eita!

-Vamos! Misture aí suas ervas! – Lenor checa uma chaleira que estava na estante de ervas, vendo que estava com água – Onde ela cozinha se não tem lareira? – Um dos pássaros canta chamando a atenção da valquíria, bicando próximo a uma grande e plana pedra fincada no chão. A alada colocou sua mão próxima a pedra sentindo o seu calor – Interessante... – Deixou ali a chaleira esperando que a água fervesse.

-É, fazer um chá com as ervas vai ser muito bom! – A elfo seleciona alguns dos potes apanhando um pouco de cada um dos selecionados e os colocando na chaleira.

-É uma boa idéia deixar eles dois deitados um do lado do outro? – Catherine pergunta também entrando na casa. Bruskie vinha logo atrás, acabando de organizar as celas ao lado da porta. Havia soltado as montarias para que ficassem mais a vontade.

-Pó de sono das fadas é bem potente. Dormirão até o amanhecer, provavelmente.

-Melhor que ela não acorde mesmo... – Ah-Zair abraçou a mulher como uma pelúcia, apertando um de seus seios como se fosse uma almofada.

-Deixa ela acordar! Seria engraçado!

-Senhor... – Bruskie riu da situação – Isso porque ele estava espancando ela a pouco – A fada sussurrou algo no ouvido do elfo

-Essa disse que o pó das fadas faz as pessoas terem sonhos bons e calmos. Ele provavelmente está sonhando que estava deitado em algo fofo, como um monte de almofadas.

-E ela? – Eles ficam a observando por um tempo tentando ver alguma expressão que denunciasse seus sonhos.

-Olha, considerando o lado de quem que ela está deitada, e o que o Sombra fez hoje de manhã, ela deve estar sonhando que está tendo uma noite com o homem dos sonhos dela e ele é muito carinhoso – Lhoris da um palpite, considerando também o rosto levemente corado da feiticeira.

-Faz sentido!

-Acho que é um pouco mais quente que isso... – Bruskie percebe a mulher apertar o braço do córneo que parece não ligar pra isso, ainda inerte em seus sonhos.

-Parem de curiar os sonhos alheios e tirem essas garras do braço dele antes que ela abra esse machucado de novo?! – Lenor afasta a mão da mulher e puxa o braço de seu aprendiz para que se vire para o outro lado.

-Poderiam me arranjar algumas ataduras pra que eu cuide dos dois?

-Claro, mas o que poderíamos usar? – A elfo olha em volta.

-Ali! Aquele lençol vai servir muito bem. Cortem em tiras.

-Não sei se ela vai ficar muito feliz quando acordar...

-Vai quando ver que cuidamos dela. Agora parem de reclamar e.... Ah! Não precisa! – Uma raposa empurra e abre um baú que estava de baixo da cama. Estava cheio de ataduras e madeiras devidamente cortadas em diversos tamanhos para se tratar de diversas feridas – Acho que é essa mulher que cuida de todos vocês não é?! São mansos de mais para ser algo diferente – A elfo acaricia a pequena ruiva que apoia suas patas dianteiras em suas pernas apreciando a carícia.

-Que confusão é aquela? – Lenor olha por uma das poucas janelas da casa – HADES E SOMBRA, PAREM JÁ DE PERSEGUIR ESSES ANIMAIS!!! – Vai atrás dos canídeos.

-Ela também tem pomadas? – O pássaro pousa em alguns potes de barro – Obrigado mocinhos! QUEM VAI SER O CORAJOSO A TIRAR AS ROUPAS DA FEITICEIRA?

-É ruim!

-Vai que ela acorda e da uma porrada na gente – Bruskie e Lhoris correm para fora da cabana.

-Podem vir aqui! NEM SE ATREVAM A CORRER! SÃO HOMENS OU RATOS?

-Ratos! – Falam já distantes do lado de fora. A elfo sopra uma mecha de cabelo em sua testa.

-Eu posso fazer isso. Afinal vampiros não se machucam tanto não é?!

-Seria de grande ajuda. Obrigada – Catherine a ajuda a despir a feiticeira, e logo depois a tratar das contusões que ela tinha – Pelo menos ela não ficou com marcas no rosto, mas está bem roxa...

-Me surpreendo ela não ter ficado com a cara inchada. Aquele soco doeu até em mim. Não imaginava que Ah-Zair era tão... Bruto. Ele foi tão gentil comigo.

-É estranho... Por que ele ficou tão bravo por ela ter quebrado o chifre dele?

-Devem ser importantes pra ele, de algum modo.

-É... Foi o pai dele que deu isso pra ele né?! Foi uma pessoa muito importante. Viu como ele falou antes...

-Vi sim – A ruiva acaricia os cabelos pretos do homem que pareceu ainda mais calmo com o toque.

-...Tenho dó dele! Nossa história não é muito feliz, mas tivemos quem cuidasse da gente. Ele ficou sozinho muito cedo.

-Pelo menos nossas famílias não foram queimadas.

-Né?! Ele vai ficar bem? Sangrou de mais!

-Acho que sim. Vamos dar o chá pros dois e deixa-los dormir. Só espero que não se matem quando acordarem – A ruiva riu com isso.

Após darem chá morno para os dois, os deixaram “vestidos” como estavam para poderem descansar melhor, usando o cobertor que estava dobrado ao lado da cama para cobri-los de qualquer constrangimento. Ficaram do lado de fora do carvalho, deitados na grama a sua volta olhando as estrelas. Yael deitou a cabeça no colo de Datrathine praticamente a usando como travesseiro, enquanto Sombra se deitou ao lado de Lhoris e Hades estava se fazendo de travesseiro para a valquíria. Eldora repousava no chifre do unicórnio que não pareceu se importar.

-Já pensaram o que são as estrelas?

-Como assim?

-São pontos brilhantes que ficaram grudados em grande lençol azul? O que são?

-Os gregos acreditavam que é a manta do Deus Hipnos. Ela cobre todo o mundo durante a noite fazendo com que todos as criaturas adormeçam para que tenham forças no dia seguinte.

-Então isso seria uma manta?

-É. Mas os alados tem uma explicação simples. Mas... seria difícil eu explicar pra vocês sem os modelo dos mundos.

-Modelo dos mundos?

-É difícil explicar. Mas o Sol é uma estrela Catherine.

-Sério? – Todos observam Lenor.

-Sim! Estrelas são como uma imensa bola de gás que nunca para de queimar.

-E o fogo é tanto que conseguimos ver daqui?

-Sim! Parecem pequenas daqui, mas toda estrela é gigantesca. Tão grandes como uma montanha em comparação a um grão de areia.

-Puxa...

-Mas as constelações servem de guias. Não por preverem o futuro nem essas coisas, mas elas nunca mudam de lugar. Pode se orientar por elas.

-...

-O que achou que eram as estrelas Bruskie?

-Meu pai me dizia que são os espíritos antigos. Cada estrela é uma família. E quando é formada mais uma família, nasce uma nova estrela.

-Forma bonita de se pensar.

-E você Lhoris?

-Meu pai dizia que as estrelas são guias. Que quando eu me sentisse perdido, que olhasse para o céu e procurasse a mais brilhante, e que então eu adormecesse olhando pra ela, e no nascer do Sol eu saberia o que fazer. Isso realmente me ajudou por todos esses anos.

-Pra qual estrela você olhava? – Lhoris a procura com os olhos.

-Aquela! – Aponta para uma das milhões de estrelas – Era ela que eu conseguia ver da janela do meu quarto. Quando eu era pequeno, achava que ela era o espírito da minha mãe.

-Quem sabe seja... Tenho certeza que ela nunca te abandonou no fim das contas.

-... – O elfo suspira com pesar.

-E você Eldora? O que achava que fossem as estrelas? – A fada parece tentar gritar para que Lhoris a ouvisse.

-Ela disse que as estrelas são grandes fadas. O que elas chamam de “fadas rainhas”, e que as estrelas cadentes realizam desejos pois são presentes lançados por essas fadas para a terra. Por isso o mundo está sempre cheio de magia.

-E olha lá! Uma estrela cadente! Façam um pedido! Rápido!

-Que tal a gente sobreviver a essa viagem?

-Que tal um pouco de juízo na cabeça daquele corno? – Todos riram

-Eu voto por esse!

-Eu também!

-E eu!

Enquanto isso dentro da casa os dois brigados permaneciam inconscientes. Ah-Zair sorria como uma criança, talvez sonhando com o tempo em que as coisas eram mais simples e quando seu lugar seguro era num forte abraço de sua mãe. Enquanto isso, a feiticeira ao seu lado gemia e se contorcia, com o rosto corado, mordendo os próprios lábios e parecendo buscar algo para tocar em sua cama. Alcançou o córneo, o envolvendo em um abraço, lhe mordiscando o ombro, logo descendo as suas mãos, explorando o corpo definido, que a fez gemer ainda mais. Suas mãos acabaram tocando em uma área prazerosa, porém bastante sensível do homem, fazendo com que despejasse uma boa quantidade de adrenalina em seu sangue, o fazendo despertar. A princípio gostou do toque, mas logo se lembrou de que não estava em casa e se perguntou de quem seriam aquelas mãos. Virou seu rosto para olhar e se assustou quando a mulher gemeu um tanto mais alto, o fazendo cair da cama com o susto, levando consigo o cobertor, soltando um grunhido assustado, despertando a feiticeira. Ambos se encararam assustados e envergonhados de mais para conseguirem formular uma frase descente.

-ONDE PENSA QUE ESTAVA INDO COM ESSAS MÃOS?

-QUEM TE DEU PERMISSÃO PRA ENTRAR NA MINHA CASA? – Novamente ela o atinge com uma rajada elétrica, mas esta estava consideravelmente mais carregada devida a toda excitação acumulada em seu corpo, o fazendo voar para o outro lado do cómodo, batendo na parede e caindo inconsciente mais uma vez.

-Moça, calma! Vamos conversar! – Darathrine entra na casa, sendo seguida por Yael mais uma vez – Não é o que está pensando.

-VOCÊ OS TROUXE AQUI SEU TARADO DE UMA FIGA?! – Diz jogando um dos travesseiros no unicórnio, o fazendo ficar preso em seu chifre – ME EXPLIQUE AGORA O QUE ESTÁ ACONTECENDO!


Notas Finais


Ah-Zair ainda vai parar de se ferrar gente. Eu juro! Não deixem de comentar. Até o próximo capítulo.


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