História Bastardo - Capítulo 27


Escrita por:

Visualizações 13
Palavras 2.710
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi seus lindos

Capítulo 27 - Voo


A elfo demora tempo o suficiente pra explicar a situação para que o córneo acorde. Ficou sentado no chão com uma toalha úmida na cabeça para cobrir onde deveriam estar seus chifres. A feiticeira continuava irritada.

-Sei que Yael “convidou” vocês, mas eu não! Se puderem se retirar da minha casa eu agradeceria.

-Desculpe pela bagunça. Não queríamos causar problemas. Já vamos sair, mas ainda estou preocupada com você.

-Sei me cuidar. Podem sair. E onde estão minhas roupas? - A mulher usava somente seu corpete e calcinha.

-Dobradas ali na estante. Precisava ver seus ferimentos.

-... – A mulher pega uma manta com capuz se virando de costas para os presentes e despindo e resto de sua roupa. Usou magia de cura nas partes do seu corpo que estavam bem roxas.

-...Me desculpe.

-O que? – Se vira para o córneo.

-Me desculpe ter te batido. Não quebrou meu chifre de propósito. Apesar se estar tentando acerta o meu dragão...

-Não aceito suas desculpas. Agora saiam da minha casa.

-Sim senhora! – O córneo se levanta, mas se desequilibra logo em seguida.

-Epa, devagar! – Catherine o ajuda.

-Está tudo bem. Obrigado – Vai até a porta e chama o corcel tordilho. Pega algo dentro de sua bolsa, deixando um pequeno vidro sobre a mesa que tinha ao lado da pedra que se aquecia – Isso vai ajudar.

-O que é isso?

-Não sei, mas confio em quem me deu. Já me ajudou com vários ferimentos.

-Pode levar! Se não sei o que é, não vou usar.

-Você que sabe! Mas vou deixar aqui.

-Eu não quero!

-Tchau! – Monta em seu cavalo – Cadê sua rédea? – O animal continua pastando, ignorando o peso extra em suas costas.

-Aqui! – Bruskie coloca as rédeas de volta no animal – A feiticeira pega o vidro que o homem deixou na mesa, destampando o pote. Não lhe pareceu veneno. Cheirou o conteúdo, reconhecendo o que era.

-Onde conseguiu isso?

-Já disse! Ganhei de alguém que confio!

-Não faz a menor ideia do que seja não é?!

-Não! Mas me disse que ajudaria a curar ferimentos graves – Aponta para o ferimento em seu braço.

-Isso não estava feio assim!

-Vocês não perceberam? O machado dela tem magia de gelo. Por isso quebrou meu chifre tão fácil. Não sei como não decepou meu braço, mas quase congelou a carne. Tá queimado.

-Também me pergunto isso. Deve haver magia em seu sangue.

-Eletricidade se espalha em água, mas não em gelo. Uma magia bloqueou a outra – Lenor explica.

-Faz sentido. Me lembrarei disso. Me pegou desprevenida. Não terá tanta sorte da próxima vez.

-Não terá próxima vez. Não vou bater em você de novo. Achei errado o que eu fiz. Mas eu estava com raiva.

-Por que ficou tão bravo por ela ter quebrado seu chifre? – Ele encara a elfo com olhos reprovadores.

-Bem, dói! Pra caramba!

-Não foi só isso! A gente sabe! – Lhoris o encara com ar de interrogador.

-Eu gosto deles! Não gosto quando quebram!

-Também não foi só isso!

-Ah, pensem o que quiser! – Desce do capão e se afasta do grupo.

-...

-Com quem essa tal pessoa conseguiu isso? – A feiticeira observa o frasco, intrigada.

-O que é isso?

-É uma poção muito antiga. Os ingredientes são raros de mais de se conseguir.

-E o que ela faz?

-Cura ferimentos de qualquer tipo. Só é preciso beber uma gota.

-Eu fico com isso! – A valquíria apanha o frasco de volta.

-Ei...

-Ah-Zair, vem aqui, JÁ! – O córneo corre até a valquíria.

-O que eu fiz?

-Abre a boca! – Obedece. A valquíria pinga uma gota do que continha no frasco na boca do homem, o fazendo arrepiar fazendo uma careta.

-Eu pingava isso nos ferimentos! Não bebia! Oh coisinha estranha! – Como por mágica, seus ferimentos se fecham, as marcas de queimadura em seus dedos devido ao choque também somem, e seus chifres crescem de volta. Até mesmo seu sangue que já havia coagulado voltou para dentro de seu corpo. Um calafrio percorre todo o corpo do homem, o fazendo se sacodir como um cão – OH TROÇO ESTRANHO!!!

-Ao menos te curou!

-Mas a sensação é ruim!

-Nossa...

-Que foi ruivinha?

-Seus chifres estão lindos!

-Ah, cada vez que eles quebram, crescem mais bonitos e mais fortes depois.

-Lindos mesmo! – A vampira toca seus chifres – Tão firmes quanto os chifres de um cudo!

-O que é um cudo?

-Um tipo de antílope.

-O que é um antílope?

-Se parecem com veados. Vivem no extremo sul, onde as pessoas têm pele escura e unicórnios não são nem um pouco parecidos com estes! – A feiticeira acaricia Yael.

-E a senhorita quem é? Não nos apresentamos.

-Você me bateu antes que pudéssemos nos apresentar. Sou Lucielle. Lucielle Hopscoth.

-Já me desculpei por ter te batido.

-Ainda não aceitei suas desculpas. Mas talvez se me der um pouco de seu sangue...

-Pra que quer meu sangue?

-Súcubos são fáceis de se ver, porque as vezes elas querem ser vistas. Mas íncubos nunca querem ser vistos. Mesmo que você não seja puramente um íncubo, tem um pouco deles, e irá servir.

-Se íncubos nunca querem ser vistos, como alguém conhece a aparência deles?

-Íncubos são metamorfos, na verdade. Eles assumem a forma do homem mais aparente possível pra uma mulher quando entra em seus sonhos. Se acontecer dela acordar enquanto eles estão transando com elas, elas não irão empurra-los ou tentar resistir, porque ele está da forma mais atrativa pra elas. Mas eles são tão “folgados” que pegam as mulheres mesmo que elas estejam dormindo do lado de seus maridos. Então alguns maridos e irmãos já viram um íncubo quando acordavam com “sons estranhos”. Mas é sempre relatado que eles têm asas, chifres e, as vezes, uma cauda. Você só tem chifres.

-Espera! Espera! Íncubos transam com mulheres enquanto elas dormem? – Darathrine fica com uma expressão cômica.

-Eles manipulam os sonhos de mulheres fragilizadas psicologicamente pra transarem com elas, pra que engravidem de filhos que serão mais suscetíveis a ataques de súcubos.

-Só se lembrem que eu sou MEIO íncubo! Não vou encostar um dedo em vocês enquanto vocês dormem. Não se preocupem – A elfo se “esconde” atrás de Lhoris – Tu não confia em mim não loirinha?

-Só fiquei um pouco assustada com essas informações.

-Me senti ofendido! Tá duvidando da minha capacidade de conquistar uma mulher... Não preciso dormir com nenhuma a força não.

-E eu? – Lucielle pegou um frasco dentro de sua casa e uma faca.

-Aí não foi culpa minha. Eles que me colocaram pra dormir do seu lado. E quem estava me assediando era você! – O córneo faz um corte em seu braço fazendo o sangue escorrer para dentro do frasco. Depois levou o ferimento a boca para que parasse de sangrar.

-Obrigado. Agora podem ir embora – Escutam um som alto vindo da floresta. A fada se esconde entre os cabelos de Ah-Zair. Os animais que ainda estavam próximos também voltaram para suas tocas – Pensando bem, entrem! E rápido! O Liche não gosta de visitantes, mas não farão mal aos seus cavalos – O unicórnio chama a atenção dos outros equinos, e de Sininho que o seguem – E tragam suas coisas pra dentro! – Bruskie e Ah-Zair pegam os equipamentos dos cavalos e alforjes.

-Liche? Já estamos próximos a Floresta Rasa?

-Sim. Cerca de meio dia a noroeste. Basta seguir a trilha em que estavam.

-O que é um liche? – A elfo pergunta ao seu companheiro de espécie.

-Ele é um guardião da floresta. Se estiver a prejudicando de alguma forma, ele irá atrás de você com um exército de lobos e corvos. Se for forte o suficiente para vencer os animais, ele virá. É uma criatura humanoide. Seu corpo é feito de árvores e sua cabeça é o crânio de algum animal. Normalmente um veado. Ele pode usar as árvores pra te atacar. Na beira das Florestas Densas é comum encontrar homens presos em árvores.

-E se eu não estiver fazendo mal a floresta, mas estiver perdida?

-Vista suas roupas ao contrário. Ele lhe mostrará o caminho de volta – A feiticeira explica.

-Sério? Que legal.

-Bem, arranjem um lugar pra dormir. Tem cobertores ali no baú – Lucielle se deita em sua cama, fechando as cortinas. Hades se enfia em meio as cortinas, se deitando aos pés da mulher – Ei... Pensando bem, você não está fedendo e é bom ter um cão pra vigiar que ninguém irá invadir a cama. Fique de olho! – O cão fica com as orelhas atentas.

-Vai mesmo defender ela cachorro? Ela é um tiquinho mais clara que a sua dona, apesar de também ter cachos e ser uma feiticeira... – Ah-Zair aproxima sua mão da cama, recebendo um rosnado em resposta. Ri da situação, pegando o tapete de seu cavalo, o dobrando algumas vezes para lhe servir de travesseiro. Os outros pegaram as selas de seus animais para escorarem a cabeça. Catherine não sentia sono, então se sentou escorada em uma das “paredes” do interior do carvalho, observando a janela – Cadê o Matraca? – O dragão sai das costas da valquíria. Estava usando suas asas de esconderijo, pois estava com medo da feiticeira.

-É bom manter seu dragão controlado! – O dragão rosna para a mulher.

-Matraquinha, vamos dormir está bem?! – Se aconchega entre os braços do viking.

Lenor pegou os cobertores no baú, cobrindo todos os que estavam na casa, já que já haviam se deitado.

-Obrigado Lenor.

-Vão dormir. Temos muito o que andar amanhã – Diz com desinteresse. Se deitou abaixo de uma das janelas. Gostava de sentir a brisa quando estava em um lugar fechado, pois não gostava de estar entre 4 paredes. O que era comum pra alguém que poderia voar para até onde quisesse.

A fada saiu do meio dos cabelos do córneo com um pouco de dificuldade, pois sem querer o homem havia se deitado em cima da azulada. Ela pareceu gritar com o corno por alguns minutos. O de olhos vermelhos ficou sem reação com a bronca da fada, que voou para a valquíria, se deitando em cima de sua asa. As penas lhe pareceram um ótimo lugar para dormir, e assim fez.

Ao amanhecer, Aiyra despertou vendo que o alado havia dormido sentado na cadeira em seu quarto. Se perguntou o que ele estaria fazendo ali, afinal se lembrava de ter se despedido dele na noite anterior e do mesmo indo embora.

-Seth... – O cutucou, o fazendo despertar de seus sonhos.

-Hum? Já amanheceu?

-Sim. Bom dia.

-Bom dia.

-Sem parecer ser rude, mas o que faz aqui? – O alado de alonga, estralando suas costas.

-Eu fiquei preocupado.

-Não precisava. Está tudo bem. Vê?!

-É, mas alguém tentou invadir seu quarto ontem à noite.

-O que?

-Mas não se atreveu a abrir a porta quando viu que eu estava aqui.

-Que bom que estava aqui então. Obrigada. Mas eu conseguiria me defender.

-Mas a igreja saberia que é uma feiticeira.

-Verdade. Me esqueci disso. Obrigado mesmo Seth.

-Desponha. Que bom que está bem. Digo, dormiu bem?

-Dormi sim. Você que parece não ter dormido muito bem nessa cadeira.

-Está tudo bem. Sério. Já dormi em lugares mais desconfortáveis.

-Ainda assim. Suas costas parecem estar doendo.

-Te juro. Está tudo bem.

-Se você diz...

-Vou te esperar ali fora. Tem que alcançar os outros não é?!

-É... Tenho... – Um silêncio se segue – Set...

-Vou esperar ali fora. Perdão. O que ia dizer.

-...Nada não.

-Está tudo bem?

-Tá sim – O alado a observa por alguns segundos antes de se retirar.

Ficaram calados o resto da manhã, até se encontrarem com Lucas e Mary em frente a igreja. Ignis voou até o ombro de seu dono quando o viu pela janela.

-Bom dia gente.

-Bom dia Lucas.

-Bom dia Mary. Então, vai falar com o corno?

-Vou! Eu e Mary conversamos durante a noite, e ela também não achou certo o que eu fiz, apesar de entender porque eu fiz. Mas fale com ele antes e me garanta que não serei morto.

-Farei um sinal se ele estiver muito irritado pra que você vá embora – Riram com isso.

-É bom mesmo.

-Vamos então?

-Vá na frente. Mary tem os olhos melhores para seguir a trilha por onde passaram. Quer vir de carona.

-Lucas, querido, já estou carregando você e nossas roupas. Não sei se conseguiria carregar Aiyra, apesar de ter certeza que ela é bem leve, mas seria atrapalhado para voar.

-Eu consigo leva-la. Não se preocupem.

-Conseguiria levar minha bolsa? Tenho medo de deixar cair alguma coisa.

-Sim. É só coloca-la no alforje.

-Obrigada – Mary espera Lucas montar para pegar um pouco de velocidade e levantar voo.

-Se segure Aiyra! – Seth a pega no colo e segue a grifo. Aiyra se agarra forte ao homem, com medo de cair – Já estamos voando. Pode abrir os olhos – A morena abre apenas um dos olhos, olhando a abaixo de sí, ficando ainda com mais medo a fazendo se segurar ainda com mais força – Não olhe pra baixo. Olhe pra frente. Confie em mim. Você vai gostar – A morena o faz, ficando fascinada com a paisagem.

-É incrível! É lindo!

-Essa é minha vista matinal. Bem-vinda ao meu mundo – Aiyra sorri para o alado. O homem a segura de forma que segurasse firme seu quadril, a deixando com os braços livres – Pode abrir os braços. Estou te segurando – Abre os braços, rindo como uma criança que brinca em um balanço pela primeira vez, vendo o quão alto pode chegar e sentindo o vento em seu rosto no vai e vem sentindo como se pudesse voar, no entanto agora ela de fato estava voando, e a sensação era indescritível. Sorrindo tanto quanto ela estava o alado, vendo a alegria estampada no rosto mulher e se sentindo muito bem em proporcionar tal sensação a ela.

-ISSO É DEMAIS!!!

-Que bom que está gostando! Só não se mexa muito, está bem?

-Eita! – A mulher volta a se segurar nos braços do alado que ri ainda mais com isso.

-Ficará bem. Não se preocupe.

-Aiyra parece estar gostando do passeio.

-Você também ficou bem empolgado a primeira vez que voamos.

-E tem como não ficar? Até hoje fico! Eu estou voando! Humanos nunca poderiam fazer isso. Muito obrigado por ser minha esposa! – O homem beija a nuca da esposa que estava a sua frente.

-Ei, não me desconcentre! Sou grifo, mas você ainda me causa reações! – O cavaleiro ri com isso - Onde eles estão?

-O que foi Mary?

-O rastro deles sumiu do nada. Aconteceu alguma coisa ali. Uma luta, eu diria.

-Não esperaria nada diferente vindo do corno.

-Mas os rastros seguem um pouco mais adiante. Mas logo depois somem.

-Vamos descer e ver mais de perto – A grifo mergulha.

-Agora vai ser um pouco rápido Aiyra, mas fique tranquila. Só tente não se mexer.

-Tá bem! – O alado acompanha a grifo, fazendo a morena se agarrar a ele, assustada mais uma vez.

Ao se aproximar das árvores abaixo de sí, elas desapareceram como uma ilusão de ótica, revelando uma clareira. As vezes Mary agia como um grifo mesmo quando estava nessa forma, principalmente quando se assustava. E foi o que ela fez, piando como um animal assustado, e se afastando da ilusão e tentando se livrar do peso em suas costas, fazendo alguns loops no ar. Por sorte os equipamentos estavam muito bem presos, mas Lucas teve que se agarrar com força nas penas e pelos que compunham a juba da grifo. Por algumas quedas, Lucas já sabia lidar com a esposa quando isso acontecia.

-Mary, calma! Está tudo bem! – Se segurou firme com as suas pernas e uma das mãos enquanto a acariciava com a outra, tentando acalma-la. Demorou um pouco mais do que gostaria, mas a mulher se acalmou.

-O que aconteceu?

-Tem uma ilusão ali! É magia! Uma clareira protegida. Você se assustou.

-Me desculpe.

-Não é culpa sua. Está tudo bem. Vamos descer. Só esteja preparada agora.

-Vou estar.

-Vocês estão bem? – Seth pergunta, se aproximando.

-Cadê a Aiyra?

-Está esperando na clareira. Ignis está com ela.

-Pensei que a tivesse derrubado...

-Quase, mas ela está bem. Está tudo bem. E vocês?

-Foi só um susto. Está tudo bem – Lucas acaricia a juba mais uma vez.

-Venham. Vamos voltar. Não é seguro a deixar sozinha, mesmo que com uma fênix.

-Vamos! – Voltaram para a clareira.


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Não deixem de comentar. Até o próximo capítulo.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...