História Bastardo - Capítulo 28


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpem a demora

Capítulo 28 - Respeito


A maioria dos presentes na casa despertaram com o cheiro de pão doce recém saído do forno. Lucielle e Lhoris eram os únicos que estavam acordados, além de Catherine, é claro. O elfo havia preparado um pão doce com frutas secas com os ingredientes que a feiticeira tinha em sua casa. A pedra que fica afundada ao chão, reage aos toques da feiticeira, saindo do chão para revelar que era oca, com espaço o suficiente para caber uma forma. Esta em que o pão foi assado.

-Bom dia pessoal.

-Lhoris, você vai engordar a gente! Como uma valquíria voa sendo gorda?

-É que na floresta densa a gente come carne de gente. A verdade é que eu saí de casa pra buscar pessoas pro banquete.

-Suspeitei desde o princípio! – Os que já haviam despertado riram disso.

-Venham comer!

-Valquíria, seu aprendiz tem sono pesado por natureza?

-Ele é preguiçoso mesmo! Ah-Zair, levanta daí! – Apenas resmunga se virando para o outro lado. Matraca deita em sua cabeça.

-Vocês tem coragem de ter um coroado. Ainda mais um que dorme no meio de vocês.

-Coroado?

-É como chamam essa espécie de dragão.

-Sabe mais sobre ele? Não me lembro de ter visto nenhum deles, nem na floresta densa.

-Isso é porque eles vivem pra lá das montanhas gêmeas, onde tem dragões maiores.

-Por que um dragão do porte dele viveria entre dragões maiores?

-Esses dragõezinhos são canibais. Vivem em bandos gigantescos e caçam dragões muito maiores que eles. São ágeis de mais para que um dragão de grande porte consiga se defender deles. Mas não comem só dragões. Caçam qualquer coisa que seja maior que eles. E quando encontram um tesouro protegido por um dragão grande como Smaug ou Escamas Douradas, matam o dragão e não saem mais de lá.

-Smaug não foi morto por um humano com uma flecha negra depois que os anões voltaram para o castelo?!

-Foi. Sorte a dele que não foi um bando de coroados que o encontrou. Essas caudas cumpridas deles foram feitas para arrancar escamas. Começam a perfurar o dragão com ela depois de depena-lo. Não é uma morte nada “tranquila”.

-Matraca, você é um monstro! – O cinzento levanta a cabeça sem entender bem o que acontecia, ainda com cara sonolenta.

-Ainda assim alguns dragões com a blindagem mais desenvolvida, como os dragões de pedra, conseguem devora-los. Mas eles são o prato favorito de caragors e gouls, quando conseguem pega-los em cavernas.

-Matam dragões gigantescos e são mortos por algo besta como um goul.

-Ei, gouls alfas tem veneno. Não fale assim do Matraca! – O córneo abraça seu dragão.

-Você ouviu o que ela disse? Seu dragão mata dragões.

-Leis da natureza meu caro elfo. Um animal mata outro e assim se mantêm o equilíbrio. Mas Matraca conseguiria voltar pro bando dele, se eles se encontrassem de novo?

-Depende... Se o encontrou adulto, ele foi expulso do bando, e seriam bom se não o vissem de novo. Se o encontrou filhote, ele se perdeu do bando. Se o alfa reconhecer seu cheiro, ele poderá sim voltar para o bando.

-Que tal voltar pro seu bando Matraca? Acho que ficaria mais seguro com eles do que comigo! – O dragão resmunga um “não”, depois volta a se aconchegar nos ombros de seu dono.

-Ih, ele fala!

-Mas dragões não costumam falar?!

-Só os milenares e maiores. Se o encontrou filhote, ele deve ter no máximo 30 anos. Não é comum um dragão dessa idade já saber falar.

-Isso não pode bem ser chamado de fala... Ele resmunga algumas poucas palavras. Entende várias, mas prefere me ignorar mesmo.

-De qualquer forma ele já é bastante acostumado com humanos. Não sei se sairia bem como dragão de verdade.

-Não ofenda o meu dragão! Ele é um dragão de verdade

-Lucielle, poderia me explicar direito sobre íncubus e súcubus?

-O que você não entendeu elfo?

-Primeiramente, por que eles tem toda essa sede por sexo?

-Vai queimar meu filme que eu tô vendo!

-Você tem sono pesado! Já tá errado! Você com certeza não puxou um íncubu, com exceção da aparência.

-Viu Darathrine?! Fica tranquila! Tem que se preocupar é com o unicórnio.

-Por que?

-Puta merda... De onde você veio menina? Onde já se viu um elfo que não sabe sobre as criaturas da floresta?!

-Ela não foi criada por elfos! Foi uma senhorinha que a criou. Cresceu em uma fazenda aprendendo praticamente só remédios naturais.

-Ah. Se é assim... Depois explico sobre os unicórnios. Vamos falar sobre os íncubus primeiro. É o seguinte, íncubus e súcubus são demônios sexuais. As súcubus são muito bonitas e tem um poder sobrenatural de atração sobre os homens. A aparência delas é dita como uma mulher extremamente atraente com patas de cabra, chifres e cauda em seta. Quando elas transam com os homens, sugam completamente a energia vital deles, se não for interrompida em seu ato. Então eles secam como um cadáver mumificado. Os íncubus, por outro lado, não matam suas vítimas, apesar de deixa-las cansadas. Eles invadem o quarto de uma mulher fragilizada psicologicamente enquanto ela está dormindo. Manipulam seus sonhos as deixando excitadas e se transformando na forma mais atrativa possível para elas. Algumas vezes elas acordam durante o ato, mas eles são tão atrativos para elas que não tentam resistir. Ao amanhecer a vítima se sente exausta, como se não tivesse descansado, mesmo tendo dormido.

-E elas engravidam?

-Na maioria das vezes. Seus filhos serão mais suscetíveis a ataques destes mesmos demônios quando atingirem sua maturidade sexual.

-Íncubus e súcubus são da mesma espécie então?!

-Sim. Íncubus são machos e súcubus são fêmeas. Alguns pesquisadores acreditam que na verdade eles sejam a mesma coisa. Como são metamorfos, acreditam que podem até mudar de sexo. Mas até hoje essa hipótese não foi confirmada. E eu não posso estudar Ah-Zair pra isso. Apesar dele manipular os sonhos e ter chifres, não é metamorfo.

-Não sou atrativo o suficiente pra você, feiticeira?

-Não!

-Toma distraído!

-Vá se catar Lhoris! Só não te ofendo porque é você que faz a nossa comida.

-Faz jús a fama dos elfos de ótimos cozinheiros. Parabéns.

-Obrigado Lucielle!

-Vendo tudo o que criou aqui feiticeira, vejo que é bastante habilidosa. Temos uma feiticeira no nosso grupo também, mas ela ainda é muito jovem e inexperiente. Disse que nos alcançaria ao amanhecer. Poderia dar algumas dicas pra ela?

-Por que não?!

-Por falar nisso, como ela irá nos alcançar se saímos da trilha?

-Ela tem o anjinho. Vai ver de cima. Aqui é uma clareira.

-Eu enfeiticei essa clareira. Apenas pássaros que voam baixo conseguem vê-la. Vista de muito alto ela não parece mais que um punhado de árvores.

-É... Isso complica um pouco as coisas.

-Mas se ela é uma feiticeira, reconhece magia. Vai saber que aquilo é uma ilusão.

-Fez sentido. Me permite perguntar qual a sua idade? Só feiticeiras mais velhas são tão poderosas.

-Isso é indelicado de se perguntar a uma dama...

-Vamos... Não me deixe curioso.

-... Você tem habilidade de argumentação íncubu! Detesto admitir – O córneo sorri como um garoto sapeca – Tenho 326 anos – Todos a observam com os olhos arregalados – Você que perguntou!

-Isso explica suas habilidades...

-Mas e sobre os unicórnios?

-Ah sim. Aposto que já ouviu falar sobre como são criaturas puras, certo?

-Certo.

-Bem, para se manterem puros eles só se acasalam com virgens. Com a permissão delas ou não.

-É O QUE???

-E você com medo de mim....

-Meu senhor Jesus Cristo... Não deixem ele cavalo de chifre chegar perto de mim.

-A gente se defende Darathrine. Fica tranquila – Bruskie tenta confortar a elfo – Não é mesmo Catherine?

-Hum?

-Está distraída mulher!

-Ah. É que eu queria comer esse pãozinho. Parece delicioso. Mas comida comum tem gosto de cinzas pra mim.

-Tadinha... – O homem a abraça como se quisesse conforta-la enquanto ela choraminga, faminta.

-Mas elfo, Yael não cresceu junto com outros unicórnios. Talvez ele tente algo com você mas é “inocente” de mais pra conseguir alguma coisa.

-Ainda assim. Espera, então unicórnios só se reproduzem uma vez durante toda a vida?

-Unicórnios puros MESMO, sim. Mas cavalos não se incomodam com a pureza de uma unicórnio fêmea. E é assim que nascem unicórnios de cores diferentes. Naturalmente, eles são apenas brancos, e estes mestiços não duram muito, porque são mortos pela má fama deles ou para pegarem o chifre. Foi assim que encontrei Yael. Queriam mata-lo. Teve a sorte de esbarrar em mim quando estava fugindo dos aldeões. Ele era só um potrinho. O escondi e ele cresceu comigo desde então.

-Mamãe de unicórnio?

-E você? É filho de uma valquíria? – Todos na cabana escutam um som que parecia ser de um berrante, mas tão distante que se todos não tivessem ouvido, pensariam ser coisa da cabeça deles.

-O que foi isso? – Lhoris pergunta quase que para si mesmo.

-Não vai voltar comigo não é Ah-Zair? – Lenor pergunta. O córneo parece mais preocupado com a caneca de chá que segurava.

-Não.

-Tá bem então – Lenor vai pra fora da cabana pegando impulso o suficiente para que ficasse uma marca no chão, voando apenas para cima, sem olhar para trás.

-Pra onde ela vai?

-Chamaram as valquírias. Ela voltou para Asgard.

-...

-Quando ela volta?

-Provavelmente não volte. Sou um peso morto pra ela desde sempre. Um peso morto que insistiu em segui-la e que ela não conseguiu matar.

-Ela se importa com você!

-Sim! Se importa! E esse é o erro dela. Não há lugar para irmãozinhos na vida de uma valquíria. Só se deve ter compromisso com os Deuses – Se levanta de onde estava, dando o ultimo pedacinho de seu pão para um pássaro que estava na janela - Vamos seguir caminho e dar sossego pra Luci?

-Não te dei essa liberdade! É senhorita Hopscotch pra você!

-Tchau Lucinha! – Ah-Zair recolhe suas coisas, mas quando foi sair “atropelou” Aiyra – Desculpa guria! Foi sem querer! – Solta suas coisas a abraçando.

-Bem que você disse que ia me atropelar mesmo – O homem ri com isso.

-Descullllllllpa...

-Tá tudo bem! Eu tô te zuando! – Hades pula em sua dona, quase falando de felicidade em vê-la. A morena se abaixou para afagar seu animal, gastando alguns minutos falando com ele - Pra onde a Lenor foi?

-Embora. Cadê o anjinho?

-Podemos conversar um minuto, chifrudinho? – O viking a observa, desconfiado.

-Aiyra, o que você aprontou? – Ainda mantêm seu tom brincalhão.

-Estaria disposto a ouvir um pedido de desculpas?

-... – Cruza os braços em frente ao peito a observando – De quem?

-Do Luquinhas.

-Você o trouxe aqui?

-Trouxe. Ele quer te pedir desculpas – O homem a observa rapidamente a feiticeira e depois vai para fora, onde Lucas acabava de pousar com a sua esposa e Seth – Por favor Aiyra, fique aqui dentro está bem?! Vá tomar café. Vou falar com o cavaleiro.

-Cavaleiro? Tem um templário na minha casa?

-Só fiquem ai dentro!

-Ah-Zair...

-Eu vou ser amigável. Te juro.

-É bom mesmo! – Aiyra se senta em frente a feiticeira – Oi moça.

-Oi moça. Então você é a outra feiticeira?

-Sou! Você é feiticeira?

-Sim! Me pediram pra te dar algumas dicas...

-Eu adoraria! – Lhoris serve pão e chá para Aiyra – Obrigado Lhoris.

-Qual elemento você domina?

-Direito? Só a água.

-Já quase morreu afogada?

-Como sabe?

-Como foi isso? – Darathrine pergunta

-Quando tinha 5 anos fui levada por uma tromba d’água quando eu e meus irmãos brincávamos perto do rio. Eu não sei como, mas meu pai me tirou daquela água toda. Ele era um homem forte...

-Só se aprende a dominar um elemento quando você aprende a respeita-lo. Quando você sabe de seu poder, sabe que é mais poderoso que você, mas sabe que pode manipula-lo, assim como a água sabe que pode ser manipulada. É como uma questão de respeito mútuo. Como você e seu cachorro.

-E qual elemento você manipula melhor?

-Fogo! -  Os presentes ficaram em silêncio.


Notas Finais


Até o próximo capítulo. Não deixem de comentar. Desculpem o capítulo pequeno, mas o próximo vai ser um pouquinho cumprido.


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