História Batalha por Aleph - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Tags Ação, Aventura, Comedia, Luta, Magia, Medieval, Romance
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Palavras 5.399
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Finalmente, me desulpem o atraso... Parece que faz anos que não posto essa fic! Eu tive alguns contra tempos enfim espero q gostem

Capítulo 6 - Tobias


Eu estava cansado, pois gastava muita energia protegendo o navio e pude perceber que Dhenica também, mesmo ela nunca declarando isso ou me deixando pegar dois turnos seguidos, ela era muito mandona quando queria e suspeitava que isso fosse uma prévia de seu futuro reinado. Fiquei feliz quando finalmente chegamos à terra firme, em meu continente mais amado, Dhenica e eu concordamos que seria praticamente impossível proteger o povo em terra firme como fizemos no navio e isso poderia ate nos matar.  

A viagem não era longa, o navio nos deixou em um porto próximos mais próximo possível pelo menos, com três dias de viagens dadas às condições que tínhamos. Preferimos ir pela floresta, passar pelas aldeias ou cidade só levantaria mais questionamentos desnecessários. 

Não tivemos tempo de parar para apreciar avista da bela floresta das áreas invernais, com arvores sempre com gotículas de gelo ou neves, no entanto não era tão frio, estávamos no verão, então um simples casaco grosso ajudava amenizar o frio e a neve havia cessado há algumas semanas. Seguíamos andando o dia inteiro, parando apenas a noite para descanso e revezando turnos, tínhamos pressa de chegar ao castelo logo, no entanto não houve tentativas de confrontos da parte do Imperador, suspeito que ele não seja tão forte neste continente. Eu não entendo de magia, então sabia explicar o porquê disso. 

Nesse tempo só fiz uma projeção para Ivy explicando onde estávamos que estávamos chegando e por informação do castelo, que ao parecia estava bem. 

Algumas pessoas ficavam um pouco nervosas conforme íamos chegando ao castelo, é compreensivo eles perderam tudo, não tinham para onde ir. Muitos pensaram em seguir para o Paredão, afinal era o lugar mais seguro conhecido, mais ate que o castelo de inverno ou Altos Picos, mas Dhenica vetou isso sem dizer o motivo ao povo. 

Todos vocês ficarão no castelo de inverno, será o mais seguro – disse a Dhenica com autoridade, não dando direito a escolhas. 

Finalmente chegamos ao grande portão de pedra do castelo de inverno, fiz a identificação e todos nós fomos autorizados a entrar, depois que todo entraram o portão de pedra se fechou, três soldados vieram ate nós para a verificação com homens aos muros apontando armas para nós, todos declararam quem éramos, as armas que estavam portando e o que queriam ali, todos menos a Dhenica, ela fingiu ser uma dama que trabalha no castelo. E então fomos autorizados a passar, o portão de madeira desceu para que atravessássemos, embaixo havia um poço fundo e largo com serpentes marinhas para os inimigos. Finalmente chegamos à cidade que rodeava o castelo, a cidades pareciam refletir o inverno, muitas pessoas nas ruas, a não ser comerciantes. Nem arvores florindo e dando frutos, as casas eram feitas pedras escuras para proteger do frio, havia duas pontes de pedras negras e uma única fonte que ficava no bosque sagrado, atrás da torre sul todos tinham livre acesso ali, só deveriam passar pelos portões negros. Atravessamos a pequena cidade passando por uma ponte por um rio que cortava cidade pedimos passagens para o castelo. Quando passamos pelos portões negros muitos soldados que estavam ali me reconheceram e vieram me saldar 

Capitão, que bom ver o senhor - disse um jovem soldado chamado Roul, primo da Dhenica, era confiável só jovem para uma guerra. 

Meu senhor, eu fiquei preocupado mandei-lhe cartas por informações, mas o senhor não respondia! Disse que iria para o palácio da primavera em Handroimyda e não deu noticias – disse o segundo em comando, Sir Lockar depois de bater continência. 

Fiz um sinal com a mão – tudo a seu devido tempo, agora preciso ir – eu disse com pressa. 

Finalmente entramos no castelo e alguns soldados nos seguiram curiosos, muitos ali olhavam aturdidos a comitiva que passava ate Dhenica tirar o capuz, aí todos se ajoelharam e saldaram. 

Por favor, levantem! Nada disso é necessário – olhando ao redor procurando por alguém ate finalmente encontrou – Ellie, arrume acomodações para todos os meus convidados na torre noroeste ou alguma que tenha quartos vazios, providencie comidas, roupas e tudo o que eles precisarem – ela disse – chame o Gran cinzento Caius e os mensageiros para mim, teremos uma reunião dentro de uma hora no salão principal, quero todos lá! E Ivy venha comigo ate os meus aposentos – ela disse saindo para o seu quarto. 

 Eu não sabia o que ela estava planejando e isso me deixava nervoso. 

Efraim veio ate mim – vou procurar Aaren para irmos embora – ele disse e parecia compressa de ir embora. 

Espere, eu o acompanho – o levei ate os estábulos que ficava entre a torre leste e sudeste, o estabulo era uma construção grande, porem simples. Feita de pedras negras como tudo na região, as baias estavam com todos os cavalos, inclusive Quíron já estava ali sendo cuidado por Aaren que parecia ter uma grande afeição com o equino. 

Se você continuar ficando tanto tempo com cavalos vai acabar virando um centauro, pingo de gente – disse Efraim sorrindo para o sobrinho. 

O menino o viu e veio correndo para abraça-lo – tio! Você voltou – ele disse feliz. 

Mas é claro pingo de gente! E você duvidava disso? Parece ate que não me conhece garoto – ele disse com tom de reprovação, porem transpassando amor pelo sobrinho. 

E como foi sua estadia no castelo, Aaren? Gostou daqui? – perguntei mexendo em seus cabelos. 

Sim! Eu adorei tudo senhor chefe da guarda, eu aprendi muito sobre cavalos e me deixaram ficar aqui sempre que eu queria – e então ele parou e sorriu - e a Ivy foi tão boa pra mim! Deu-me comida... E ela é tão linda – disse com um suspiro, a Ivy tinha ganhado um admirador. 

Esse meu garoto! Já de olho nas flores – disse Efraim orgulhoso – bem, agora estou de volta e devemos partir. 

Por que a pressa tio? Não podemos ficar aqui mais um pouco? – Aaren perguntou. 

Sim, por que a pressa? Fique e descanse – eu disse 

Eu só... Acho melhor irmos enquanto é cedo – ele disse. 

Essa desculpa é a mais fraca que já ouvi de você, Ef – eu disse. 

Eu não acho que seja seguro para nós! Não com a guerra e tudo que tem acontecido – ele disse e pude perceber que ele sabia mais do que eu contava, provavelmente deve desconfiar que ha traidores por todos os lados. 

Não existe lugar seguro mais! – eu disse admitindo isso mais para mim mesmo. 

Concordo, no entanto ficar no meio de onde ha mais possibilidade de fogo cruzado é o mesmo que ir para a batalha desarmado! Eu já fiz isso uma vez e não foi bom – ele disse 

Nós não deveríamos discutir isso na frente dele! – eu disse olhando para Aaren, eu não queria assustar o pobre menino – Espera! Você sempre fica no meio do fogo cruzado e você adora isso – eu disse 

Ah! Você não entende nada de analogias hein! Ir para uma batalha desarmado que é ruim – ele disse e não quis refutar a logica dele – e Aaren é meu sobrinho! Já está acostumado a ouvir coisas demais, eu não escondo nada dele e nem adianta tentar – ele disse dando uma piscadela para o sobrinho. 

Só fique mais um pouco! Vamos ver o que a Dhenica esta bolando primeiro – eu queria ter alguém em quem me apoiar ali e por alguma razão achava que esse alguém seria Efraim! 

Fala sério Raio de Sol! Você não vai precisar de mim lá – ele disse 

Preciso de você mais do que acreditaria – eu disse sincero 

Wow! Se continuar assim vou querer casar – ele disse fazendo Aaren rir 

Por favor, espera só mais um pouco – eu disse – e não vá antes de se despedir da Dhenica. 

Tudo bem, só por hoje – ele mudou de ideia repentinamente e Aaren ficou feliz, eles foram para os aposentos em que Aaren foi instalado no primeiro andar da torre leste. Todos os empregados ficavam na torre leste e os guardas divididos entre as torres noroeste, nordeste, sudeste e sudoeste, menos eu que ficava na torre principal ao lado do quarto real, para proteção da Dhenica. 

Depois disso fui para os meus aposentos, tomei um banho e me deitei um pouco tentando descansar, mas parecia impossível, havia muitas coisas a fazes, colocar tudo em ordem, ver como estava a guarda e ainda havia a Dhenica, seja o que for que ela estava tramando me deixava nervoso, ficar de fora dos planos delas era irritante! Agora entendia o porquê Efraim ficava com raiva quando eu fazia isso com ele. Decidi dar uma volta ate a central de comando da guarda que ficava na ala principal, próximo a biblioteca. A central da guarda era uma área grande, com uma mesa grande de madeira com um mapa da região sobre ela e outros mapas enrolados encostada em uma parede onde ficava exposta o estandarte da guarda, havia também um grande quadro com o mapa dos continentes detalhados e envoltos com áreas em negro, que era as terras não iluminadas, ou seja, as não explorada e consequentemente não habitadas ou talvez fosse habitadas provavelmente por seres de espécies desconhecidas. Reza a lenda que a Grande rainha Bethany foi para essas terras em busca de ajuda e voltou com um exercito de criaturas selvagens, entre elas um dragão em que ela montava e a ajudou a vencer a grande batalha final. O local em si parecia preparado para uma guerra, nos fundos da sala havia duas portas grandes que dava para o pátio de treino, dois soldados estavam treinando com um Mestre das espadas Bror falando o que deveriam fazer o que no fundo era um pouco bobagem, em época de guerra ninguém seguia as regras de lutas, todos só queriam vencer. No entanto com tantos camponeses despreparados entrando para a guarda era bom que eles aprendessem a manejar uma espada ou ao menos segurar uma corretamente. 

Sir Lockar um homem de meia idade, robusto, com cabelos negros já ficando cinzentos e com uma cicatriz no queixo, ele também era de família nobre, mas acha que estar na guarda e proteger a família real e o povo são a maior um honra que um homem pode ter.  Ele veio ate mim, ele é o meu segundo em comando, no entanto deveria ser o chefe da guarda, mas recusou, pois pensava que o fato de que a Dhenica e eu termos afinidade ajudaria a protege-la, ele não imagina o quão certo estava – Meu capitão, então o resgate da rainha era o seu segredo – ele disse  

Sim, eu queria contar, mas não queria coloca-lo nessa posição, muitos chefes de clã confiam no senhor, ate o admiram e isso poderia de alguma forma prejudica-lo aqui – eu, no entanto só estou aqui por causa da Dhenica, foi o que eu não disse. 

Meu bom rapaz, eu não estou te condenando, muito pelo contrario! Não posso dizer que você estava errado em guardar segredo! Nesses tempos não se sabe em quem se pode confiar – ele disse – e não se preocupe com os chefes dos clãs, um dia vão ver o seu valor como eu vi! – a verdade é que ele é mais chefe da guarda do que eu! Eu era mais protetor da Dhenica, o único que ela confiava. Eu pensava mais no meu cargo como titular e deixava as táticas de guerra para sir Lockar, devido a sua experiência em guerra. Ele me passou um relatório sobre a situação da guarda, ninguém havia desertado e algumas, poucas pessoas se juntaram a nossa causa e estavam em treinamento. No entanto não tínhamos posição certa na guerra ainda, o pouco que fazíamos era defender as aldeias que eram atacadas, protegíamos os aldeões e os mantinha-os em segurança. E isso me deixava nervoso! Transpassava certa fraqueza de nossa parte, em tese não poderíamos nada sem o aval real, no entanto como ter o consentimento real sem a rainha? Agora poderíamos enfim fazer os planos de guerra e pô-los em pratica, no entanto como a Dhenica ainda foi coroada nós ainda precisamos dos chefes dos clãs. Dhenica ainda tem voz ativa no conselho, era rainha por direito, porem sem ser coroada não poderia dar ordens concretas, apenas poderia opinar e enquanto isso o conselho tomava as decisões ou nesse caso não tomava nenhuma decisão! 

Acompanhei um pouco o treino dos recrutas, o mestre Bror estava tendo problemas com os novatos, mas também não era surpresa os aldeões não estão acostumados a usar espada. Mestre Bror fazia o seu melhor, ele estava em boa forma para um homem considerado idoso para a idade, meio atarracado e com cabelos grisalhos e ainda batia com força na cabeça dos recrutas com uma espada de madeira quando eles erravam o golpe, confesso que era bom assistir outras pessoas, minha cabeça ainda doía de lembrar a vezes que ele bateu nela com sua espada de madeira. Já estava quase na hora da reunião, fui para o são principal que ficava do outro lado da ala principal do castelo, no geral o castelo era dividido assim, as torres era ondem ficavam os aposentos, a torre central era da família real e seus guardas pessoais no último andar e nos demais andares para os chefes de clãs, familiares e seus guardas, nas demais torres tirando a noroeste, nordeste, sudeste e sudoeste que eram habitadas por guardas, ficavam os serviçais de todos os tipos, tirando a torre norte que era destinada a visitantes. A ala principal era composta pela cozinha, biblioteca, central da guarda, sala de jantar e outras áreas de serviços comuns, entre elas o salão principal. No geral as reuniões não eram feitas ali e sim em um escritório separado no primeiro andar que fica na torre central. 

O salão central era usado para festa, era espaço enorme todo ornado em marfim com colunas em marfins com detalhes em ouro, tão diferente das pedras negras que era feito o castelo. Era um espaço oval amplo bem iluminado com janelas de cristais, cortinas de veludos dourados e com teto adornado com detalhes entalhados em ouro e um trono ao fundo feito daquelas pedras negras com pequenos detalhes em outro e assento em veludo vermelho, era o único lugar belo do castelo de inverno. E estava cheio com todos os habitantes do castelo, não pude deixar de pensar que seria o momento ideal para um ataque, o Imperador poderia matar todos de uma só vez! Foi um pensamento sombrio. 

Ultrapassei a multidão e cheguei ate chegar a Dhenica que estava nos fundos do salão, no lugar mais elevado, um palco que normalmente era destinado aos músicos, ali fora posto uma cadeira dourada com uma almofada em veludo vermelho. Ela estava sentada ereta, claramente não estava a vontade com tudo isso, Ivy estava ao seu lado e pude ver que ela compartilhava do sentimento da Dhenica, isso não era bom. Fui ate elas e Dhenica balançou a cabeça, esperou por mais meia hora, pude ver aos fundos, Efraim com seu sobrinho e isso me deu certo conforto, o ver ali. Os guardas estavam cercando a todos formando uma roda proteção caso necessários, ideia de Sir Lockar provavelmente. Enfim o Gran cinzento Caius chegou, ele era um homem alto e esguio, com a cabeça raspada vestia cinza escuro como a religião demandava de seus seguidores cinzentos, ele tinha uma cara enrugado que lhe acusava os anos que tinha, ele vira Dhenica nascer, antes disso os seus pais nascer e os pais de seus pais, ninguém sabe ao certo ao certo sua idade, muitos dizem que esta quase nos 90 e outros que já passou, a única certeza sobre ele é a sua fé inabalável e sua sabedoria. 

Dhenica levantou – Bem agora que o Gran Cinzento Caius chegou, nós podemos dar inicio a reunião. 

Desculpe-me minha amada senhorita, eu fui informado tarde da reunião – ele disse – e a senhorita nem disse sobre o que tratava – disse o homem de cinza escuro. 

Dhenica fez um sinal com a mão – esta tudo bem. E ninguém além de mim sabe o motivo da reunião de hoje 

Sim, claro! Desculpe-me, eu fiquei surpreso... E muito feliz com a sua volta minha amada senhorita – disse com tom estranho. 

Dhenica ignorou a bajulação e foi direta ao ponto – meus queridos, nós estamos reunidos aqui para deixar claro que a situação esta pior do que imaginávamos! O Imperador negro já dominou completamente Gimel, ao menos a ponto de os moradores de lá o temer a ponto de obedecê-lo, esta na hora de paramos de nos defender e começar a atacar! Os governantes não queriam a verdade temendo as reações de vocês, mas agora digo que chega! Esta na hora de vocês estarem cientes o quão ruim esta a situação e todos tomarem uma posição! Esta na hora de irmos à luta e paramos de nos escordemos! – ela disse com autoridade e naquele momento pude ver que ela não era mais uma criança! E sim uma governante apta a liderara o seu povo. 

Senhora não pode fazer isso – disse o Gran cinzento com horror – me desculpe minha amada senhorita, mas a senhorita ainda não tem autoridade para isso! Precisa dos chefes dos clãs para autorizar! Apenas quando a senhorita for rainha coroada de fato, então poderá fazer tal decreto – disse o Gran cinzento abaixando a voz e infelizmente ele estava certo. 

Sim, meu caro cinzento o senhor tem razão! E eu estava chegando a nesse ponto, mas o senhor me interrompeu - Dhenica o lançou um olhar de repugnância e ele se encolheu, não posso culpa-lo ate eu temi esse olhar! – por isso chamei aqui também o mensageiro! Onde esta o rapaz? Venha ate mim! 

A... Aqui senhora, meu nome é Ingo – disse o rapaz tremendo se aproximando. 

Pois bem, escreva uma carta que deve ser copiada e levada a todos os chefes de clãs! Diga-lhes: eu, Dhenica Kassiopeya a futura governante dos Continentes Iluminados fui resgatada de meu vil captor e não graças a eles que não fizeram por sua futura Rainha, avise que quero todos aqui! É de suma importância à presença de todos. Nós temos muito que conversar, traidores para punir e decisões para tomar, dou-lhes duas semana para estarem em minha presença, nem um dia a mais! – ela disse com autoridade 

Minha senhora, os chefes dos clãs disseram que não voltariam tão cedo, eles tem assuntos a resolverem em seus próprios domínios graças às investidas do Imperador – disse Gran Cinzento. 

Sendo assim escreva então que eles têm apenas seis dias para vim agora ou eu mesma tomarei as decisões por conta própria! E diga-lhes que no sétimo dia eu serei corada rainha, estando eles aqui ou não! – disse Dhenica 

E todo salão entrou em alvoroço! Ninguém esperava por isso nem mesmo eu. 

Muitos falavam alto dizendo que isso errado, alguns dizendo que era um disparate, uns concordaram e fizeram saudações, uns bateram palmas claramente contentes, Efraim estava com aqueles batia palmas é claro! 

Dhenica, quer dizer rainha nem mesmo a senhora deveria fazer isso – eu disse ainda em choque. 

Minha querida, o senhor Hill tem razão! Vai contra os protocolos! É errado – disse Gran Cinzento tão chocado quanto eu – a senhorita precisa ter pelo menos 20 anos! Estar casada e... E pelo menos dois chefes de clãs como testemunha! 

Isso não me interessa! Estamos em tempo de guerra e nessas horas todos fazemos o necessário – respondeu Dhenica levantando a cabeça – se é com o protocolo que vocês estão preocupados, então que rasguem os protocolos e queimem os pedaços – ela disse em voz alta para todos ouvirem, a sala caiu em silencio e com isso ela se levantou e se foi com Ivy atrás dela. 

Fiquei na sala por mais vinte minutos enquanto o lugar se esvaziava o mensageiro veio ate mim, um rapaz magricelo de pele bronzeada de andar no sol, com espinhas e cabelos aparados meio torto – Ca... Capitão o... O que eu devo fazer? Copiar e mandar para todos? Escrever sobre “rasgar e queimar o protocolo”? – ele parecia nervoso e desconfortável, pudera os chefes dos clãs não ficariam nada felizes com isso! 

Faça o que ela mandou – eu disse 

Mas senhor Hill, você mesmo disse que isso é errado! A senhorita Dhenica não pode fazer isso – disse o Gran Cinzento. 

Não, o senhor disse que era errado Gran Cinzento! Eu disse que ela não deveria fazer isso, mas a rainha pode fazer o que quiser! Ate mesmo se coroar e tomar posse do que é dela por direito – eu disse, não tinha muita paciência para o Gran cinzento desde que ele tentou me converter a ser Cinzento quando eu era mais novo – rapaz, Ingo escreva tudo o que ela disse... Menos a parte do protocolo é melhor dizer que isso foi o furor de ser mantida em cativeiro por crápula! Apenas coloque ela será coroada, estando eles aqui ou não e que ela esta ciente das regras, mas algumas regras podem ser quebradas em situações desesperadoras como esta. Faça uma copia para sir Leriy também e entregue todas em mãos, chame todos os mensageiros se for necessário e nada de pombos! – eu disse e antes dele partir – ah, e tente amenizar, por favor! Faça parecer que ela esta sendo cordial, ou ao menos tente! Leve as cartas ate ela para revisar antes de enviar. 

E ele saiu tremulo, Gran cinzento Caius tentou falar algo, mas desculpei-me e sai do salão, na saída percebi que não teria paz! Efraim estava encostado em uma parede oposto a porta me esperando 

Raio de sol, se você tivesse me dito que as reuniões da esquentadinha eram tão tumultuadas assim, nem precisava me implorar para ficar! – ele disse com tom de escárnio, claramente se divertindo com tudo aquilo – você sabe que eu gosto de uma confusão. 

Como eu poderia esquecer que você gosta de confusão? – eu perguntei irônico – e eu nunca lhe implorei nada. 

Ah, meu bom senhor Hill! Você praticamente se ajoelhou – e ele riu imitando a voz do Gran Cinzento

Que seja... Onde está Aaren? – perguntei 

Foi para cozinha com uma moça, meio roliça com cabelos negros quase azuis, chamada Ellie. Ele larga tudo por doces! Menos os cavalos, ele ama cavalos – ele disse refletindo. 

E nós fomos andado pelos corredores em direção à torre central, ate que algo me incomodou – você a chamou de “esquentadinha”? 

Sim, a nossa rainha e futura governante é meio nervosa! Achei que o apelido era ideal... Já que claramente não fica bem chamar uma rainha de princesa – ele disse de formal neutra, ate demais! Tinha algo por baixo disso e eu não entendia. 

E você nem pensou em chama-la de “Flor”? – eu disse e logo me irritei com essa possibilidade, se as moças eram flores, Efraim era abelha que pegava todo o mel delas! E eu jamais o deixaria fazer isso com a Dhenica! 

Não! – ele disse horrorizado, como se soubesse o que estava pensando ou o que a minha pergunta queria dizer – ela nunca será uma flor! Flores são delicas e se despedaça fácil, ela é uma guerreira! Não é frágil, mas também não é tão forte quanto pensa! Ela parece um anjo quando a gente a vê na primeira vez e então percebemos o quanto ela luta pelos seus e isso é incrível – ele disse com sorriso, mas não o sorriso debochado habitual e então ele olhou para mim – e também é nervosa e muito esquentadinha! Por isso a chamei de anjo esquentadinha! – sorriu de novo e ali estava sorriso debochado dele. 

De alguma forma estranha esse discurso dele me tranquilizou, eu não entendia como Efraim poderia saber tanto da Dhenica em tão pouco tempo de convívio, será que eles andaram conversando sem eu saber? Isso me inquietou um pouco. Os dois são como família para mim e havia algo muito errado sobre essa relação estranha dos dois, um instinto protetor se instalou em mim e eu não o queria perto da Dhenica, temi que alguém poderia sofrer com isso e conhecendo a Dhenica não seria ela!  

Avisei ao Efraim que iria ate os aposentos da Dhenica e ele sendo... Bem, ele mesmo foi junto comigo jogando conversa fora depois de mudarmos de assunto daquele tópico delicado Dhenica/flor/não flor. O quarto da Dhenica ficava no último andar da torre central e todos os castelos, era sempre o ultimo andar de uma central. Eu lembro que quando éramos pequenos ela brincava que era uma donzela indefesa em perigo e eu era o cavaleiro que a salvaria, ela sempre disse que isso era poético. Quem diria que isso se tornaria realidade! Só que diferentemente ela não era e nunca foi uma donzela indefesa e eu não a salvei de uma torre alta e muito menos o fiz sozinho, mas mesmo com tudo isso, pode-se ver a ironia de tudo isso. 

Chegando a porta, pode-se ver a porta do meu quarto a diferença era que a minha porta era simples de madeira e com um estandarte da guarda pintado, duas espadas ornadas, cruzadas em um fundo azul, as espadas eram desenhos das espadas da grande Rainha Bethany e o rei titular e representava as espadas de todos os guarda ate os mais simples e sem títulos, embaixo das espadas cruzadas lia-se “pela coroa e pelo povo” em letras prateadas.  A porta do quarto da Dhenica era em madeira com detalhes em marfim e uma maçaneta de ouro e havia uma coroa dourada em cima apontando que ali era o quarto real, se é que precisava. 

Wow, esse povo aqui esbanja hein – disse Efraim assoviando. Eu revirei os olhos e o ignorei, entrei no quarto. 

Educação é que não se esbanja – ele disse percebendo que não bati a porta, mas não havia necessidade disso entre mim e Dhenica. 

Tobias, eu sabia que você viria – disse Dhenica sentada em uma cadeira acolchoada próximo a janela, olhando o jardim, com Ivy ao seu lado. 

Ah, você fez aquele negocio? Você sabe... – Efraim fez uns movimentos com os dedos – para saber que ele viria?  

Ivy riu e Dhenica olhou para ele sorrindo e disse – não! Eu sabia que ele viria depois do show que eu dei, ele veio brigar comigo – ela disse como se fosse uma coisa normal – agora, eu só não previ que iria trazer plateia, e justo você, mas eu não deveria ficar surpresa, não é mesmo? 

Eu sou sempre uma agradável surpresa, não é mesmo – ele disso e ela riu. Eles tinham uma interação estranha, no entanto era difícil alguém não gostar do Ef mesmo sendo desse jeito dele. 

Não foi culpa minha, ele simplesmente me seguiu – eu disse – e eu não vim para brigar com você, vim parabeniza-la! Você o que precisava e o que achava certo, claro que fiquei surpreso e também muito orgulhoso – e era verdade, ela se mostrou uma verdadeira soberana. 

Obrigada, eu confesso que não esperava por isso – ela disse feliz – nem Ivy, embora ela tenha dito que você não pode brigar comigo e se o fizesse era para mandar decapita-lo – ela disse dando um sorriso conspiratório para Ivy. Virei-me para ela levantando as sobrancelhas. 

Ela é a rainha! Tem direito de fazer o que quiser – disse Ivy dando de ombros – no entanto, eu não sugeri que o decapitasse. 

Ah, é isso foi ideia minha – respondeu Dhenica – ela disse que eu poderia te dar uma surra em praça pública por desrespeito a rainha. 

Isso mesmo – concordou Ivy sorrindo e me lembrou os velhos tempos quando todos brincávamos, só que agora havia um novo e irônico membro na brincadeira. 

Puta merda, raio de sol! Você está tão ferrado! – ele olhou para Ivy – a propósito, meu nome é Efraim, melhor amigo desse moço aqui – disse me dando tapinhas costas. 

Percebi pelo entrosamento – disse Ivy rindo e então franziu o cenho – Por que raio de sol? 

Porque ele foi o meu raio de sol salvador que me resgatou da escuridão da vida – respondeu Efraim de forma galante e ate eu ri dessa. 

De qualquer forma, também vim para avisa-la que você esta jogando um jogo perigoso, ninguém esperava isso de você e isso é uma coisa boa, mas também é perigoso! Esta mais que obvio que eles deixariam você lá e governariam em seu lugar, não estou falando de todos os chefes dos clãs, mas alguns traidores e não só quem esteja trabalhando com o Imperador – eu falei abertamente já que todos ali eram de extrema confiança – precisamos dobrar a segurança e recrutar mais pessoas para a guarda. 

Sim, eu sempre soube das consequências e as abraceis há muito tempo! Já falei com Sir Lockar sobre isso, me desculpe se passei por cima de você, mas nós dois sabemos que você não gosta desse tipo de dever – ela também estava sendo direta – e temos outro elemento surpresa também – ela disse com sorriso estranho que me deu medo. 

E qual seria esse? – perguntei, ela estava cheia de surpresas hoje. 

Ele – ela disse apontando para Efraim. 

Ele? – eu disse ao esmo tempo que Ivy. 

E Efraim disse – eu? 

Isso mesmo ninguém espera por você, ninguém esperava que Tobias me resgatasse e muito menos que tivesse ajuda... Ou pelo menos alguém confiável – disse Dhenica com ar serio – e você é de confiança, já mostrou isso inúmeras vezes. 

Eu de confiança? De confiança? Esta aí uma coisa que não ouço há muito tempo – ele disse com escarnio – desculpa anjo, mas sou mercenário e não me envolvo em guerras de clãs, principalmente com Imperadores dotados em magia negra! 

Você não entende o que esta em jogo aqui? Não são apenas os clãs, são os continentes, as vidas humanas! Você viu o que ele fez com aquele homem lobo, aquela criatura hedionda – disse Dhenica com dor na voz. 

Efraim pense bem! Olha tudo o que nós já passamos – eu tentei apelar 

Não me venha com essa! Eu não posso me arriscar mais, vocês podem não acreditar, mas eu tenho responsabilidades com um garoto de 11 anos! Eu sei que o meu modo de vida não é para ideal para ele, mas é tudo o que eu posso oferecer e dou o meu melhor – ele disse amargurado. 

E você que estão seguros? Você acha que o Imperador se restringirá somente aos continentes e os povoados? - interviu Ivy – você não é tão esperto e safo quanto pensa ser! Se você pensa que existe algum lugar que o deixará com seu sobrinho, então você é tão burro quanto aparenta – disse Ivy de uma forma branda que chegou a ser assustador. 

A verdade é que se nem a rainha esta a salva, imagine você e seu sobrinho – disse Dhenica mais compassiva – só pense a respeito, não de nenhuma resposta agora. 

Eu não sou um cachorrinho da coroa para ficar a disposição de vocês – ele disse com raiva. 

Efraim meça suas palavras – eu o avisei 

Dhenica fez um sinal com as mãos – eu nunca pedi para ser, eu o pagaria. 

Você só pode estar brincando, anjo – ele disse balançando a cabeça. 

Que tal o seu peso em prata – disse Dhenica neutra. 

Já é um começo – ele disse. 

Que tal não passar o resto dos seus dias preso em uma torre – disse Ivy. 

Vocês dois parem – disse Dhenica – então faremos assim essa é minha proposta, seu peso em prata e o peso do seu sobrinho em ouro. Só pense sobre isso. 

Não é assim que funciona, preciso falar com Aaren, podem não acreditar, mas ele também tem voz ativa nessa parceria – ele disse – mas estou inclinado a aceitar se garantir a segurança dele. 

É claro que sim! Converse com ele. E ele se quiser, como eu imagino que ele queira, então temos um acordo – disse Dhenica. 

Tudo bem, meu peso em ouro e o peso de Aaren em prata, é um excelente acordo – ele disse abrindo o velho sorriso debochado. 

Ou apenas ser chicoteado em praça pública por extorqui a rainha – disse Dhenica com um sorriso. 

Oh desculpe! Falei errado! Meu peso em prata e o peso de Aaren em ouro – disse Efraim com sorriso torto – ainda é o melhor acordo que já fiz! Só preciso conversar com Aaren, ele precisa entender os ricos que esta enfrentando, mesmo estando seguro no palácio, e preciso pensar mais sobre isso – ele disse por fim, foi ate porta para parti. 

Espere – disse Ivy – por que você disse o Imperador usa magia negra? – ela perguntou com a testa franzida. 

Se você visse o poder que ele tem, aquelas criaturas... – respondeu Efraim – você saberia aquilo não é como a magia que eles têm – apontando para Dhenica e a mim – aquilo era sombrio, o mal encarnado. 

 


Notas Finais


Bem, foi isso... Espero q tenha ficado bom


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