História Batalhas e Memórias - Capítulo 17


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Categorias 300, Tokio Hotel, Troia
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Romance, Violencia
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Palavras 2.382
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Literatura Feminina, Mistério, Romance e Novela, Saga, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


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Capítulo 17 - Estrela


Fanfic / Fanfiction Batalhas e Memórias - Capítulo 17 - Estrela

Novamente diante das grandes portas do salão, brancas com maçanetas de ouro. Ela aguardava com um certo receio e ao mesmo tempo ansiedade a autorização do rei para que pudessem entrar, uma vez que a entrada sem ser autorizada era passível de morte. Desta vez ela não olhou o chão, seus olhos estavam mais ansiosos e encontraram o olhar dele. Parecia nervoso, preocupado.... Não sabia ao certo.

Quando elas se reverenciaram, o rei levantou e abaixou sua mão fazendo um gesto de positivo, mas não se levantou. Anna e Alannis se aproximaram. Parecia que Darius a ignorava, não sorriu. Estava formal de mais, nem olhou para ela ao falar.

− Fico muito honrado com a presença de vocês, pedi para que viessem para um banquete comigo. Me acompanhem.

Darius se levantou gracioso, estava usando sua coroa, túnica azul celeste com dourado e manto da mesma cor. Teus cabelos amarrados, barba bem alinha e cada vez maior.

Alannis o achava diferente, ele nem se quer olhou para ela depois de sua entrada. Ela pensou que talvez ele estivesse chateado com ela. Eles foram servidos com todo o tipo de comida que podia existir. A mesa era enorme. Em uma ponta sentou-se o rei e em outra o chefe da família, ao lado direto de Bartô Alannis e do seu lado esquerdo Anna. Bartô e o rei conversam sobre o qual bem recebido foi o decreto. Alannis ouvia tudo calada, havia perdido a fome, não conseguia comer ali na frente dele. Foi quando foi arrancada de seus pensamentos.

− E então o que você tem a nos dizer? – Perguntou Darius a ela.

− Desculpe vossa Majestade, o que estavam dizendo mesmo?

− Parece perdida em pensamentos, este banquete não a agrada? – Perguntou com um sorriso amarelo, questionando no que ela pudesse estar pensando. Desejando para que fosse nele.

− Desculpe vossa majestade, é que a viagem foi um pouco longa estou ainda cansada.

− É verdade, vou deixar que se retire para descanso, mas antes pode me acompanhar?

Alannis sabia que essa hora iria chegar, mas não estava preparada. Ela olhou para seu pai que fez afirmativo. E então acompanhou o rei em uma caminhada pelo palácio a dentro, ela estava com muita vergonha.

− Gostou do meu presente?

− Eu nem sei como agradecer vossa majestade, tem sido tão generoso comigo e minha família, mas eu não poderei aceitar, pois é o seu cavalo de estima.

− Deixe de ser boba, eu posso ter o cavalo que quiser – Darius deu uma olhadela para Alannis que abaixou a cabeça triste, viu sua frase como algo ruim de dizer a uma mulher que estava se esforçando para conquistar e então tentou se corrigir – mas é claro que Guardião é o meu cavalo favorito, quero dá-lo a você para que possa vir me visitar com mais frequência e parar de fugir a pé.

Alannis sabia que Darius ainda estava ressentido com sua fuga, queria tentar se explicar.

− Eu quero me desculpar – disse ela parando e o olhando nos olhos dele, Darius parou também, corpos próximos um do outro, toda a tensão emanando dos dois.

− E pelo o que quer se desculpar? – Perguntou Darius quase pulando de alegria em ver Alannis engolindo seu orgulho.

− Primeiro por aquele dia, fui muito ingênua e descabida de ter saído daquela forma e me arriscado, depois por ter fugido, eu pensei coisas ao teu respeito e agora percebo que estava enganada.

− Por que fugiu Alannis? – Perguntou o rei estendendo sua mão direita e pousando no rosto de Alannis, que fechou os olhos estremecendo com o toque.

− Eu realmente achei que queria se aproveitar de mim

E ainda quero, pensou Darius. Mas apenas ficou em silencio. E assentiu dizendo que a perdoava. Eles voltaram a caminhar devagar, Darius ia mostrando cada detalhe do palácio para ela. Contando a história de sua família. E aproveitou e pediu para que ficasse no palácio com ele.

− Eu não posso Darius, tenho os meus pais.

− Eu quero que fique, se for preciso convidarei sua família também.

− Por que está fazendo tanto por mim?

− Eu apenas quero te conhecer melhor, sinto que tem algo entre mim e você que não foi resolvido, está criando uma confusão no meu coração e quero ter a oportunidade de descobrir o que é. – Disse novamente a tocando, mas desta vez ele colocou a outra mão na cintura de Alannis.

Alannis não queria mais resistir estava cedendo quando Salazar se aproximou e disse ao rei que o garoto estava lá como pedido. Darius se afastou num pulo e deu um passo para trás, se soltando. Quando Alannis olhou viu Liam. Que sorriu para ela o reconhecendo.

− Liam! Como você chegou aqui? – Disse ela o abraçando – pelos Deuses! Como você está melhor.

−  Graças ao rei que me tirou de lá e cuidou de mim.

Darius sentia ciúmes, queria estar no lugar daquele garoto e ganhar um abraço também. Mas se sentiu satisfeito, acabou de ganhar mais ainda a estima de Alannis, isto para ele, era uma guerra ganha.

− Eu nem sei como agradece-lo, meu rei.

− Na verdade eu pedi para que o trouxesse, a partir de hoje Liam irá te acompanhar.

− Eu nem sei o que te dizer.

− Na verdade sabe sim, estou esperando a minha resposta.

Alannis se envergonhou e disse que iria pensar. O rei voltou junto com ela até onde era o aposento que ela estava antes. Só que desta vez ele pegou em suas mãos e voltaram conversando sobre como ele estava feliz por ajudar o povo e também agradecido pois ela quem o incentivará.

− Naquela noite eu a vi dando de comer e ajudando os pobres, aquilo me comoveu muito. Eu quem devo agradecer por ter me ajudado Alannis, espero um dia poder ganhar o seu coração.

− Meu rei, o senhor já ganhou o meu coração só com este simples ato. – Disse ela parando diante da porta e erguendo a mão do rei colocou contra seu peito.

− Esta noite quero que conheça o meu lugar favorito, quando eu costumo ter um tempo livre ou até mesmo quando eu perco o sono. Prometo que não será nenhum lugar que você irá ficar exposta ou em perigo. Eu ia te levar lá na noite que fugiu, mas você entendeu tudo errado. Alannis eu a estimo e sinto que se você me der a oportunidade de te mostrar quem eu sou, sem essa coroa. Acredito que poderemos ser grandes aliados.

− Eu também espero, meu rei.

− Por favor, me chame de Darius.

− Darius... eu também quero que nos demos certo, só peço para que desconsidere tudo o que fiz nestes últimos dias que o tenha desagradado.

− Eu quem devo pedir perdão pela forma como falei aquele dia. Eu não devia ter dito aquilo foi muito errado de minha parte.

− Tudo bem, Darius você já ganhou o meu perdão – disse Alannis dando um beijo na mão do rei e entrando no quarto. – Te vejo a noite.

Anna procurou saber da filha tudo o que conversaram, estava igual uma criança saltitando de alegria, dizendo para a filha que o rei estava apaixonado por ela. Bartô foi cauteloso e disse mais uma vez para a filha ter cuidado, pois a vida de um rei não era nada fácil e que ele podia ver com frequência o estresse que é tomar certas decisões.

Alannis ouviu tudo calada, não conseguia parar de sorrir. Ela decidiu descansar. Seus pais se retiraram e foram para seus aposentos. Alannis teve um pesadelo horrível, sonhou que estava em um barco à deriva, não havia remos e estava sem comida. Estava chegando uma tempestade. Quando a chuva caiu, o mar começou a ficar revolto e a balançar. Ela pensou que iria morrer. Mas avistou a uma certa distância uma praia. Alannis sabia que não conseguiria chegar nadando, mas algo a empurrou contra a agua e o barco se partiu. Ela tentou nadar sem sucesso. As ondas a empurrou contra enormes rochas e então ela gritou alto.

Acordou aos berros e chorando, estava assustada. Salazar que estava de guarda apareceu.

− Aconteceu alguma coisa?

− Está tudo bem, foi somente um pesadelo

− Você está bem? – Disse ele aproximando um copo com agua para ela – tome isto.

− Obrigada.

− Melhor se apressar o rei a espera, já está escurecendo.

− Já estou indo.

Alannis ajeitou os cabelos. Calçou suas sandálias e saiu. Ficou com vergonha da simplicidade como estava vestida, mas sabia que Darius havia a conhecido assim. E assim que ela deveria ser sempre. Andou pelo corredor que agora estava iluminado por tochas enormes.

Encontrou Darius sentando em um banco de pedras olhando para o céu. Ele se levantou quando ela apareceu e sorriu gentilmente. Salazar sempre os acompanhava. Mais uma vez eles montaram nos cavalos. Só que agora Alannis estava sozinha no Guardião e Darius montava um cavalo branco. Quando Salazar ia montar também Darius disse que não era preciso, que ele ia sozinho. Salazar abriu a boca para negar, mas Darius fez cara feia.

Cavalgaram juntos até a praia. Onde desceram e foram andando ao lado um do outro. Darius foi o primeiro a puxar conversa. Puxando o cavalo e olhando a visão a frente disse:

− Eu queria te trazer aqui desde o primeiro momento, eu geralmente venho muito aqui quando estou sem sono ou quando tenho que tomar uma decisão difícil.

− E qual delas está se enquadrando neste momento?

− Todas as duas – ele riu – principalmente a falta de sono, tenho dormido muito mal desde que te conheci.

− Você está debochando de mim?

− De maneira alguma. Estou falando sério. Não acredita em mim?

− Bem, então estamos no mesmo barco, eu também ando tendo dificuldade para dormir e quando durmo tenho pesadelos.

− Pesadelos com o que? Espero que não seja comigo

− Ah claro que não, geralmente tenho o mesmo pesadelo, sonho que estou em um barco à deriva e depois surge uma tempestade e me afogo no mar.

− Nossa, isso parece ser assustador

− E é.

− Mas não te trouxe aqui para falar de pesadelos

− Ah é? E sobre o que, quer falar?

Eles se sentaram na areia e olharam para o mar a suas frentes. O tempo estava quente, mas ventava trazendo uma brisa fria. O que fazia Alannis se encolher e passar as mãos nos braços. Darius como um cavalheiro, tirou sua capa e colocou sobre o ombro dela. Eles sorriram um para o outro.

Darius estava sem graça, mas queria muito pedi-la para que ficasse com ele. Não sabia ao certo como fazer isto, pois nunca havia pedido nenhuma mulher antes para ficar com ele, simplesmente ele mandava e elas vinham. Mas agora era diferente.

− Olha como as estrelas estão mais visíveis está noite Darius.

− Lindo não é mesmo?

− Eu acho que deveríamos escolher uma para simbolizar nossa amizade.

− E qual você gostaria?

− Que tal aquela?

− Ela se chama Régulo.

− Eu gostei dela. Por mim tudo bem. Régulo...

− E de mim? Você gosta?

Alannis se arrepiou com a pergunta, riu de nervosa, mas conseguiu olhar nos olhos dele e balançar a cabeça.

− Você gosta de mim Alannis, seja sincera? – Perguntou ele com um tom sério, estava ansioso.

− Tem sido muito gentil comigo, eu jamais vou conseguir retribuir no mesmo valor o que fez. Estou em dívida com você Darius.

− Considere sua dívida paga.

− Tao simples assim?

− Está evitando a minha pergunta.

− Você sabe que eu gosto, gosto e muito. Só que é diferente. – Ela abaixou a cabeça triste.

− O que é diferente? – Ele levantou o queixo dela e sustentou o olhar no dela.

− Você é meu rei, pode ter o que quiser, quem quiser. Eu sou apenas uma mulher simples e humilde.

− E é disso que eu gosto em você.

− Gosta é?

− Eu gostaria muito que ficasse mais tempo aqui comigo Alannis, quero que possa me conhecer, quero te conhecer também. Me sinto culpado por ter deixado você ver meu lado ruim primeiro. Sinto muito por isto. Mas agora você sabe, o fardo que carrego e que carregarei para o resto de minha vida. Mas preciso que você esteja pronta....

− Pronta? Pronta para que Darius?

− Pronta para ser minha rainha Alannis, eu a amo. Amo mais do que qualquer coisa que eu já tenha em toda a minha vida. Sei que eu fui péssimo para tentar te demonstrar isto, mas eu estou tentando.

−  O que? – Ela arregalou os olhos, Darius ficou sem graça, pensou ter a assustado.

− Eu a amo – disse as palavras bem devagar, olhando nos olhos dela, tomando cuidado para não a traumatizar – desculpe por ter sido um completo egoísta, mas eu não consegui entender o que estava sentindo. Sei que você deve estar assustada comigo, mas eu quero que saiba que...

− Eu também amo você Darius! – Disse ela o interrompendo

− Serio?

− Muito, muito sério.

E então eles se olharam em silencio mais uma vez, o som do mar batendo nas rochas. O vento no cabelo dos dois soprando bem lentamente. As mãos de Darius segurando ainda o queixo de Alannis, ela com as mãos agora na cintura dele, foram se aproximando, olhando para os olhos um do outro e alternando para a boca, se beijaram lentamente. Encostando os lábios suavemente. Darius gemeu suspirando. Seu coração estava em paz e feliz. Alannis queria pular de emoção, mas se conteve e tentou prolongar o máximo que conseguiu. Aproveitando cada momento, sentindo o aroma dos cabelos dele e o gosto de sua boca. A língua de Darius percorria sua boca e teus lábios com cuidado para não ofende-la. E assim eles ficaram por muitos instantes. Até que Darius parou o beijo, e a olhou nos olhos mais uma vez. Ofegante os dois estavam. Coração acelerado. Ele sorriu, mas antes que pudesse a puxar para mais um segundo beijo Alannis se levantou assustada, largando a capa na areia e saiu dali correndo, pegou o cavalo e partiu. Darius ficou sem reação, não entendeu o que se passou para que ela saísse daquele jeito. Levantou e foi atrás dela.



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