História Bater em retirada - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Futuro, Pós-apocalíptico
Visualizações 2
Palavras 816
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Sobrenatural, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Por favor, ignorem qualquer erro ortográfico que encontrarem. ;-;
Boa leitura, espero gostem!

Capítulo 1 - (O sinal) 02 de fevereiro de 2X99


Estou no estacionamento de um shopping abandonado e  não encontro nenhum sinal de vida animal.  Será que eles fugiram para algum lugar? O que deve ter acontecido? Eles estão desaparecidos desde o final de janeiro. 

Enquanto subo as escadas,  me assusto com um som aterrorizante, era a sirene, ela estava soando o último toque de recolher, afinal, a sirene tem 3 sons diferente, sendo o ultimo mais alto e assustador. A cada dia ela toca em um horário diferente, uma vez, ela tocou de manhã cedo e só permitiu nossa saída no dia seguinte, há dias que ela nem toca. O que será que acontece enquanto não podemos sair do refúgio?

Fui a última pessoa a chegar na instalação, os militares me deram uma bronca, mas não foi nada demais. Fui direto ao refeitório. É um lugar bem grande, cheio de pessoas, a maioria delas não são muito sociáveis, preferem ficar com os seus familiares. Pelo menos eu tinha alguns colegas que dormiam proximos ao meu quarto. 

O refúgio é divido em 4 blocos: O 1° bloco é a entrada, junto com a enfermaria e  o refeitório.  O 2° fica os dormitórios e onde as crianças e os adolescentes são educados. O 3° É o bloco dos militares, provavelmente lá ficam os equipamentos de segurança e o 4° é o bloco dos infratores, onde eles são  julgados e presos, alguns ficam apenas uma semana presos e outro ficam no máximo 5 anos, caso esses últimos volte a fazer algo de ruim serão exilados do refúgio. É bem difícil isso acontecer, afinal, ninguém quer ficar mais do um minuto lá fora após o sinal ter soado.

Depois de ter jantado, fui direto ao dormitório. Encontrei apenas Yan, meu irmão. Ele era um bom garoto. Entrei em nosso quarto e sentei-me com ele na mesa. Perguntei:

- O que faz de bom, menino?

- Procurando uma folha para desenhar...- Disse o garoto enquanto bagunçava sua lixeira.

Fui ao outro lado do quarto, que não era tão grande, e mexi em minha mochila. Encontrei umas folhas. Voltei para a mesa e entreguei uma ao menino.

Fiquei um tempo olhando o pequeno desenhar, percebi que seu desenho não fazia sentido. Era um lugar cheio de árvores -estavam todas mortas - havia um buraco no chão bem no meio desta floresta, próximo a este buraco havia um liquido estranho, possuía cor de ferrugem... Sem entender nada, perguntei ao menino o que era, o mesmo respondeu:

- Estou desenhando o que eu sonhei.

- E o que é aquele "água estranha" próxima ao buraco? 

- É o que está escorrendo pelas paredes... 

Imediatamente que o garoto disse isto, eu me lembrei de  um acontecimento que ocorreu aqui no refúgio. No meado de janeiro, um homem apareceu aqui onde vivemos, lembro muito bem como foi, ele apareceu bem antes da sirene soar, enquanto o portão principal estava aberto para qualquer pessoa sair ou entrar. Era uma pessoa neutra, não falava com ninguém, porém não fazia nada de errado. Um dia, enquanto estávamos fora do refúgio, a sirene tocou. Todos nós entramos, mas alguém ficou lá fora, era o homem. Esperamos durante muito tempo, apenas no dia seguinte ele apareceu. Estava em perfeitas condições físicas, apenas parecia meio perturbado, olhava para coisas aleatórias com um olhar vazio. Parecia que ele olhava para "além" dos objetos, como se estivesse pensando em algo. Passaram-se dois dias e ele não saía de seu quarto, continuava com o mesmo olhar vazio, dessa vez nas paredes. Ele não dizia nada, parecia que estava em choque. Apenas no terceiro dia o homem foi reagir, ele dizia palavras aleatórias repetidamente. "Árvore, tronco, saída, buraco" e repetiu essas palavras até parar. Quando parou, ele começou a olhar para as paredes e o teto do refúgio e começou a gritar: "O TETO ESTÁ CORROÍDO, NÃO ESTÃO VENDO AS MARCAS? ELES SABEM QUE ESTAMOS AQUI!" Nisto ele estava certo, mas os militares diziam que era apenas ferrugem causada pela chuva. O homem mandou todos saírem da prisão, para que todo o sofrimento acabasse. Começou a empurrar as pessoas para o portão principal, uma mulher recusou-se a sair.  O homem entrou em um colapso, começou a fazer uma balbúrdia, e atacou a mulher com uma barra de ferro que havia caido do teto a um tempo, infelizmente ela acabou morrendo por espancamento. Ficou completamente deformada. O homem foi levado para o bloco 4. No dia seguinte, alguns militares saíram do refúgio, juntamente com o homem, que estava acorrentado, e só voltaram apenas quando a sirene tocou. O homem não estava mais junto a eles, creio que ele foi a primeira pessoa a voltar depois de ter ficado mais que um minuto depois da sirene ter soado. Bem estranho os militares terem mandado o homem ser exilado imediatamente.

Yan disse que estava com sono, ajudei a arrumar as coisas dele. Quando terminamos, nos deitamos em nossas beliches, e dormimos.






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