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História Batman - O Começo - Capítulo 2


Escrita por: MarvelFan25

Notas do Autor


Surpresos? Pra falar a verdade, nem eu esperava que teria mais um capítulo de Batman hoje. Eu ia dar um tempo antes de postar algum novo capítulo, mas a verdade é que eu fiquei tão inspirado que pensei em fazer uma surpresa para vocês, meus caros leitores. E aqui, chegou a hora de nos aprofundarmos um pouco mais na mente de Bruce Wayne, enquanto damos o espaço para outros personagens da mitologia do Batman. Meio curto, mas vocês vão se interessar. Aproveitem!

Capítulo 2 - Choque de Realidade


No beco, Bruce estava caído de joelhos. Ainda abismado. Sem se expressar. Sem demonstrar nada. Apenas com a dor ao seu lado. Os corpos de seus pais ainda estavam caídos, sem vida, e o jovem garoto não demonstrava nada.

(Bruce) (narrando) – Minha vida mudou completamente depois do que vi. Eles não se mexiam. Mas eu sabia muito bem o que houve. E isso era algo que eu não conseguia tirar da cabeça. Eles simplesmente... Não... A dor de lembrar disso era algo totalmente diferente do que o imaginado. É como se você estivesse caindo em um poço sem fim de escuridão e trevas. – Lentamente, vários carros de polícia começaram a se aproximar e nisso, viram a cena, e o jovem Bruce caído de joelhos, olhando para os corpos de seus pais. Isso era algo que simplesmente parecia ter mexido com sua cabeça, ainda mais naquela situação. – Mesmo que eu estivesse ouvindo as sirenes dos carros de polícia se aproximando, minha mente estava desligada, apesar do barulho ao redor. – Os policiais se aproximaram de Bruce e nisso, colocaram suas mãos nos ombros do garoto, o levantando e o levando em direção a uma das viaturas, sentindo como ele deveria estar sofrendo naquele momento. Aos poucos, ficava claro que Bruce estava lidando com o trauma de perder seus pais, ainda mais agora que foi de forma tão violenta. – Não falei nada dentro da viatura. Não falei. Não gritei. Não fiz nada. Apenas pensando no que meus pais teriam dito.

Unidade de Maiores Crimes...

Dentro da delegacia, o sargento James Gordon olhava para alguns documentos e pastas no local aonde trabalhava, até que viu um policial se aproximando dele, olhando para o sargento.

(Gordon) – O que houve agora?

-Um caso de homicídio. Dizem que um ladrão surgiu e baleou um casal a queima roupa, roubando um colar de pérolas que estava com a esposa. Estão trazendo o garoto pra cá.

(Gordon) – Prepare a sala de espera. Eu já vou resolver isso.

-Você vai ficar surpreso, sargento. – O policial falava, ainda tentando encontrar as palavras exatas para dizer o que precisava dizer, ainda mais naquela situação em que se encontrava. – O garoto que estão trazendo pra cá. Dizem que é o filho dos Wayne.

(Gordon) – O que?

Alguns minutos depois, Bruce estava sentado, perto da porta da delegacia, ainda sem falar nada. Gordon olhou para o garoto, vendo como sua vida tinha sido despedaçada agora. Como se tudo estivesse se desfazendo da pior forma possível para ele. O sargento via que isso era algo difícil. Dar a notícia, mas tentar confortar alguém, era complicado. Gordon então, andou até Bruce, com um casaco em mãos, e o colocou ao redor do corpo do garoto.

(Gordon) – Você vai ficar bem.

(Bruce) – Eles... Eu... Não sei o que fazer. Ele simplesmente... – Tentando encontrar as palavras exatas, ele dizia para si mesmo que o pior ainda estava por vir, mas no fundo, a perda de seus pais era algo que parecia ter tomado conta de seu corpo da pior forma possível. Lentamente, e com calma, o jovem garoto tremia, enquanto Gordon pensava no que deveria fazer.

(Gordon) – Sei como deve ser difícil passar por um negócio desses. Inclusive eu temo o momento que isso acontece. O momento que alguém passa por aquela porta pra informar uma tragédia.

(Bruce) (narrando) – James Gordon. Um dos policiais honestos da cidade de Gotham. Ele acreditava na justiça dessa cidade. Assim como eu também pensava. Honesto, integro, incorruptível. O momento que fiquei frente a frente com alguém como ele pela primeira vez simplesmente demonstrava como o esforço poderia valer a pena no final de tudo. Independente do que acontecesse, ele acreditava na cidade. Mas eu ainda pensava no que tinha acontecido.

(Gordon) – Não dá para mudar o que houve. Mas podemos encontrar a força para seguir em frente e entender o que realmente isso pode significar.

(Bruce) – Ele simplesmente apareceu do nada. Atirou sem nem se preocupar com eles. – As lágrimas de Bruce começaram a cair de seus olhos, mas ainda assim, suas incertezas estavam tomando conta de seu corpo da pior forma possível. – Como se suas vidas não fossem importantes.

(Gordon) – Os criminosos dessa cidade não distinguem a diferença de uma vida para outra. As vezes, agem como se estivessem no comando de tudo. Mas eles pensam em algo que simplesmente não existe. Uma ilusão de controle que os ditam. Digo pra mim mesmo que tudo isso vale a pena. Que o trabalho que fazemos terá algum sentido no futuro.

(Bruce) – Eu também acredito nisso.

Os dois continuaram olhando um para o outro e nisso, o jovem Bruce apoiou sua cabeça no ombro do sargento, ainda nervoso e com o corpo tremendo, percebendo que seria algo meio difícil de lidar considerando o que viu naquele momento.

(Gordon) – Farei o que for necessário para encontrar a pessoa que matou seus pais. Eu prometo.

(Bruce) (narrando) – Minha vida mudou completamente depois da morte de meus pais. Naquele momento, ainda não conseguia pensar em mais nada. Apenas me perguntando o porque de tudo isso.

Alguns dias depois...

Após o enterro de Thomas e Martha, Bruce começa a andar com Alfred, e nisso, sua amiga Vicki se aproxima dele, fazendo com que o garoto desabe em lágrimas nos braços da amiga, ainda perplexo com a situação.

(Bruce) – Ainda não consigo acreditar que eles se foram. – Alfred olhou para Bruce, ainda nervoso para dizer alguma coisa. Tendo trabalhado com os Wayne por vários anos, se perguntava o que deveria fazer agora que seus patrões morreram.

(Alfred) – Eles não iriam querer que ficasse sofrendo desse jeito. Não é o único que sente falta de seus pais. – Olha para as escadarias e para os quadros, percebendo a falta na mansão. – Eram uma família pra mim. Deixei tudo para trás em Londres pra trabalhar para eles. Mas pude perceber o quanto se importavam com você e com essa cidade. O que quer que aconteça, estarei aqui, patrão Bruce.

(Bruce) (narrando) – Existem pessoas que convivem em duas frentes de realidade: Aqueles que são ambiciosos e aqueles que possuem malícia o suficiente em seus corpos para agirem por pura ganância. Não importando o que aconteça, as duas frentes colidem quando se menos espera. O que você faria se as coisas dessem errado? Quando tudo parecesse perdido? Não importa o que aconteça, sempre deveríamos dar um jeito de resolver o problema em questão. Mas no meu caso, levaria um bom tempo até eu conseguir entender o que deveria fazer.

Uma semana depois...

Dentro de um Rolls Royce, Alfred começou a levar Bruce, dentro do carro, direto para o colégio, sentindo que o garoto deveria ter um certo convívio com as pessoas e não ficar sofrendo com a morte de seus pais. Ao mesmo tempo, o garoto continuava sem falar nada, apenas olhando pelas janelas e vendo as pessoas passando pelas ruas, ainda com uma sensação de incerteza.

(Alfred) – Sei que você não queria ir, Bruce. Mas essa dor que está sentindo, não pode deixar que isso o afete por tanto tempo. Seus colegas estão perguntando sobre você e quando iria voltar. – O uniforme que Bruce estava usando representava o de um certo colégio interno e particular, ainda assim, demonstrando algo que apenas os ricos teriam e estariam usando. – Pode fazer essa cara o quanto quiser, mas a verdade é que você precisa interagir um pouco com as pessoas.

(Bruce) – Essa cara parece que é a única que tenho agora. Alfred, eu posso lhe perguntar uma coisa? – O mordomo apenas acenou com a cabeça, olhando para o garoto. Parando o carro, em um sinal vermelho, Bruce apenas pensava na resposta. – O que você faria se isso tivesse acontecido com você? Se alguém tivesse tirado o que mais amava?

(Alfred) – Eu... – O mordomo parecia estar surpreso com a pergunta de Bruce, mas ainda assim, ele pensava, mantendo sua expressão um tanto neutra. – Já vi muitas coisas na guerra. Quando estava estacionado em um posto um tempo atrás, nós sofremos um ataque. Vários do meu pelotão morreram. Me senti extremamente culpado com o que aconteceu. Porque era eu que estava liderando eles. Eles contavam comigo para mantê-los vivos. E eu acabei os enviando para a morte. Quando eu encontrei a pessoa que fez tudo isso, deixei a pessoa que fez isso encurralada, mas isso me fez perceber que eu apenas iria me contar como ela. – Alfred se lembrava de algo que tinha dificuldades para conseguir descrever, ainda mais sendo em um período de guerra. – Mas eu percebi que nada disso iria trazer meu pelotão de volta.

(Bruce) – Você nunca pensou em se vingar daqueles que fizeram isso com seu pelotão? Seus amigos?

(Alfred) – Vejo o rosto deles em meus sonhos, mas jurei para mim mesmo que jamais iria me corromper a um certo nível. Porque não era isso que eles iriam querer. – O sinal fica verde, e nisso, o carro começa a atravessar a rua, indo em direção ao colégio. Lentamente, os dois continuavam a andar, ficando quietos, até que de repente, Bruce olha para uma garota passando pela calçada, ficando meio surpreso com o que estava vendo. O sinal fica vermelho mais uma vez e no processo, Selina se aproxima do Rolls Royce, vendo o jovem Bruce Wayne pela janela.

(Bruce) – O que uma garota como você faz andando por essas ruas?

(Selina) – Curiosidade. Gosto de andar um pouco, indo de um lugar pro outro, como se fosse uma aventura. – Mostra um pouco da roupa que usava, ainda com a jaqueta e a roupa que estava usando da última vez. – Agora um garoto como você...

(Alfred) – Patrão Bruce, podemos ir por um acaso?

(Selina) – A conversa até que tá legal.

(Bruce) – Você não está muito bem, não é?

(Selina) – Verdade. – Olha para os lados, vendo algumas pessoas passando por ela, ainda nervosa. – Ando de um lugar para o outro, tentando encontrar certas coisas para minha casa. O problema é que isso tudo é feito de um jeito que muitos consideram um tanto difícil. – Olha para Bruce, enquanto tentava entender a resposta da garota. – Olhe ao seu redor, garoto. As pessoas por aqui basicamente foram jogadas aos lobos para uma chance de sobreviver. Eles precisavam de algo para conseguirem viver e em troca, aqueles que vocês tanto prezam como elite, mostraram suas garras no momento que Gotham começou a morrer por dentro e por fora.

(Alfred) – Do que você está falando, garota? Até aonde eu sei, essa cidade sempre esteve em um momento importante e se desenvolvendo cada vez mais.

(Selina) – Isso é o que dizem pra vocês, mas a verdade é que mentem para cada um. Se vierem comigo, posso mostrar o que realmente quero dizer. Por favor. Estive me sentindo meio sozinha nesses últimos dias. – A cara que Selina fazia era de uma certa preocupação, o que deixou Bruce preocupado com a garota em sua frente. Nisso, Alfred olhou para os dois, percebendo a preocupação no rosto de Bruce.

(Alfred) – Pelo visto, parece que vamos demorar um pouco.

(Bruce) – Estacione o carro, Alfred.

Alguns minutos depois...

Bruce e Alfred começaram a acompanhar Selina, andando por um beco, o que dava um certo calafrio em seu corpo, considerando como seus pais morreram em um beco alguns dias antes. A garota mantinha-se meio nervosa, mas ainda assim, tentava se manter firme naquele momento.

(Selina) – Os cidadãos foram deixados a mercê de algo que não conseguem entender. De algo que eles tentam dar a volta por cima, mas sendo humilhados a cada dia que passa. Mesmo com sua força de vontade no topo, aqueles que estão no comando sempre encontram um jeito de dar algo para as pessoas que tentam mudar suas vidas.

(Bruce) – Você fala isso como se realmente soubesse disso. – Fica meio irritada, mas continua a andar, abrindo a porta dos fundos de onde morava. Aos poucos, eles começaram a subir as escadas, basicamente demonstrando como Selina vivia, em um lugar que estava quase abandonado e sem ninguém no local.

(Selina) – A verdade mesmo é que as pessoas tem seus problemas. Eu, por outro lado... – Entra dentro da casa em que vivia, passando pelo seu quarto e mostrando como estava o local em que morava. Era meio pequeno, um quarto, um banheiro e uma TV pequena, quase que em um prédio sem energia. – Esse lugar é basicamente um que estou tendo que me virar para viver nele. Já estou aqui faz um tempinho, mas consigo dar o meu jeito.

(Bruce) – O que é isso?

(Selina) – Isso, é a verdade que os Wayne tanto ignoram. Eles ajudavam as pessoas que precisavam de ajuda, mas o problema mesmo é que eles esqueciam de pensar nas necessidades delas. Jogada a mercê de um sistema que não se importa com as pessoas. Aonde apenas os mais ambiciosos sobrevivem. – Mostra o quarto, fazendo Bruce e Alfred ver uma certa realidade que parecia ter sido ignorada naquele exato momento.

(Bruce) – Eu não sabia.

(Alfred) – Mestre Bruce, por favor. Olha, eu não sei o que dá para fazer, senhorita...

(Selina) – Me chame de Selina. Estou mostrando para vocês um choque de realidade. – Abre seus braços, mostrando como vivia e ainda assim, fazendo Bruce abrir seus olhos naquele momento. – Praticamente vivo sozinha por aqui. Sem contar o fato de que estou tendo que roubar para conseguir alguma coisa por essas bandas.

(Bruce) (narrando) – Quando Selina me mostrou o que eu realmente precisava ver, o que eu vi não foi nada bom. Era algo diferente do que estava acostumado. A criminalidade que começou a tomar conta de Gotham se alastrou de um jeito que parecia ter uma certa diferença entre os criminosos de baixa qualidade e a elite. Um certo suprassumo em questão se colocou em prática quando me perguntava sobre a corrupção entre a alta sociedade na cidade. Selina chegou a falar como os mais poderosos de Gotham deixaram seus cidadãos a mercê de um sistema quase incapacitado. – O garoto Bruce Wayne se aproximou da garota, ainda meio nervoso com o que estava ouvindo, mas precisando tomar uma decisão para entender o que realmente tinha que entender. – Mas eu tinha que saber mais. O que ela queria dizer?

(Selina) – Agora entende?

(Bruce) – Me mostre. Me mostre o que realmente quer dizer com isso. Se a criminalidade na cidade envolve até mesmo a elite, preciso que mostre isso para mim.

(Alfred) – Mestre Bruce, não sei se isso é uma boa ideia.

(Selina) – Eu falei sobre tudo isso agora, mas não contei uma coisa. Quem realmente dita as cartas entre a elite. E a quem vocês respondem para suas decisões. – Estende uma de suas mãos para Bruce, olhando para a janela. – Se vier comigo, mostrarei quem realmente possui o poder em Gotham.

Uma oferta irrecusável. E uma que Bruce poderia aceitar. Uma que o faria entender ainda mais a realidade de sua cidade. A realidade que ele tanto viu que aparentemente, era uma mentira. A Gotham próspera, que se mostrou apenas uma ilusão. E agora, sua chance de ver o que realmente significava estava diante dele.

Continua...


Notas Finais


Que tal? Isso simplesmente é de outro mundo, eu admito. Fazer uma história do Batman é uma emoção e tanto, ainda mais nesse nível. Os próximos capítulos que verão, vocês terão um certo entendimento do que Bruce tanto busca e o que ele realmente irá precisar para no futuro, cumprir seu destino. Talvez vejamos mais surpresas pela frente. Até a próxima, pessoal!


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