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História Batman- O Legado - Capítulo 7


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Notas do Autor


Que a leitura e o álcool estejam com você

Capítulo 7 - Escolher Cortinas?


Fanfic / Fanfiction Batman- O Legado - Capítulo 7 - Escolher Cortinas?

Com seus deveres cumpridos, Estelar, Asa Noturna e Batwoman encontraram-se os 3 perto do cais de Gotham, bem escondidos num pequeno veleiro desocupado aonde tinham equipamentos de mergulho.

-Fizeram tudo?- Perguntou Dick.

-Sim.- As duas responderam.

-Esse é o Freeze?- Perguntou ele para Estelar, que carregava o inconsciente sujeito no ombro sem dificuldades.

-Bruce achou melhor levá-lo conosco.

-Ótimo. – Dick pegou de um canto do convés um saco preto e amarrou no capacete transparente dele- E a Barbara?- Perguntou ele para Kate- Por que não veio também?

-Ela decidiu ficar.

Dick a olhou, de sobrancelhas arqueadas.

-Quê? Mas... ela...

-Eu sei, eu sei. Mas ela queria ficar e ajudar Gotham mais diretamente. Junto do Comissário.

-Hmm...- Ele se virou, com uma aura reflexiva e séria-...bom, pelo menos temos uma agente infiltrada em campo. Não é?- Comentou ele, aparentando mais dureza na voz que de costume- Enfim, melhor sairmos daqui o quanto antes. Já fizemos bagunça demais.

-Espera aí, você não vai comentar mais nada?- Havia certa indignação na voz de Kate ao perguntar.

-Ela sabe dos riscos, Kate.- Disse Dick, encarando a água sem olhá-la.

-É, talvez, mas não lembra do que aconteceu com ela?

-É claro que lembro!

-Bom, parece que não pra ficar calmo desse jeito.

-Kate...- Estelar parecia lhe avisar para não continuar.

-Não! A Barbara quer ficar lá e eu tive que ouvir e respeitar a decisão dela na hora! É praticamente suicídio! E ela só está andando a 1 mês. Ou o passarinho aí não liga pra ela pra estar tão calmo assim?

Uma parede de madeira no barco foi despedaçada por um soco furioso de Dick.

O mesmo suspirou enquanto se apoiava na amurada.

-Quando o Bruce sumiu, eu fui o Batman... por um tempo. Era trabalhoso. Muito mais do que dá pra imaginar. E o Bruce carrega isso nas costas. Um dia, eu enfrentei junto com o Damian um grupo de mercenários aqui perto. No cais. A comunicação ficou repentinamente ruim por um tempo. Foi bem estranho, mas eu decidi dar atenção apenas depois da luta. No final... eu estava no batmóvel e descobri... que era da Barbara. Eu não hesitei mais e fui o mais rápido possível. Foi tarde demais...

Dick se virou pra ela, de cabeça baixa e voz embargada.

-Se eu tivesse chegado antes... podia ter impedido.

Kate não recuou quando ele se aproximou dela.

-A culpa disso é minha. Mas ela não quis me culpar. A decisão dela me deu forças pra me aguentar até o Bruce voltar. Ela fez a escolha dela de novo. Eu vou respeitar isso porque ela é uma das pessoas mais inteligentes que eu conheço. Os riscos, as possibilidades, as vantagens... provavelmente ela já pensou em tudo enquanto você ainda nem tinha saído. Então recomendo que você acredite nela, ou não será a boa amiga que acha.

Kate abriu a boca pra falar, mas não o fez.

-Vamos logo, ou alguém nos achará.

-Dick...- Estelar lhe chamou a atenção.

-O quê?- O mesmo a viu apontar pra ponte. Ambos ele e Batwoman olharam para lá.

Um corpo jazia enforcado numa corda bem acima da rua. Asa Noturna ajustou o alcançou de visão em sua máscara e viu que se tratava de um militar. Também viu a destruição e o sangue em algumas partes do lugar.

-Merda... vamos rápido.

Os dois sem poderes pegaram o equipamento de mergulho e o trio mergulhou para as águas da cidade.


De volta à base, Bruce aguardava o retorno da equipe após eles comunicarem seu retorno, na companhia de Selina, que lhe fazia uma calculada massagem.

-Eu disse que não preciso.- Afirmou ele, escondendo o fato de que estava gostando com sua seriedade.

-Ah, Bruce, não seja tão rígido assim. E aliás, você precisa realmente se soltar, seus músculos estão tão tensos...

-Eu não pedi uma massagem.

-E eu também nunca pedi que fosse atrás de mim, mas...

-Você rouba.

-Roubo de quem não precisa.

-Não muda o fato de você roubar.

-Nunca ouviu aquele velho ditado?

-"Ladrão que rouba de ladrão tem 100 anos de perdão.”

-Isso só vale pros corruptos. Eu falo daquele... “o que um desperdiça com um carrão outro usa pra comprar pão.”

-Eu nunca ouvi esse... argh!- Bruce sentiu uma dor forte na escapula direita.

-Se solte, Bruce. Não fique tão... tenso.- Selina se abaixou um pouco, erguendo levemente os braços de Bruce e massageando a costela- É um ditado bem popular.

-Eu duvido.

-Dúvida de mim?- Disse ela, fingindo reclamar enquanto massageava o abdômen dele- Que falta de consideração, Bruce.

-Como das vezes em que me traiu.

-Ora, não leve isso tão pro lado pessoal.- A mesma o virou para si- Situações urgentes exigem medidas urgentes.

-Como me deixar a mercê dos capangas do Pinguim?

-Ora, e você acha que meu trajezinho de couro aguentaria aqueles tiros pesados como o seu uniforme?

Bruce zombou com um sorriso contido mas que se soltou ao debochado.

-Age como se não tivesse acabado com todos eles em segundos.

-Sabe que isso não é desculpa, não é?

-Não? Oh, que pena...- Selina sentou-se com delicadeza no colo dele, o que, graças a suas habilidades, mau o incomodou de verdade ao se debruçar sobre ele com mais ímpeto- Será que eu devo compensar?

Bruce não respondeu, apenas mudou seu olhar à ela, suavizando sua seriedade. Quase como se ele se desarmasse para ela. E a gata aceitou seu convite com vontade, unindo-os num beijo necessitado de tão intenso.


Enquanto isso, Capuz Vermelho corria por Gotham, mais especificamente pelos esgotos. Impressionante como algo detestável e enojante era tão útil desde seus tempos de Robin. O que infelizmente não era compartilhado pelo grupo de pessoas que o seguia, alguns cobriam o rosto de tão enojados com o cheiro.

-Por aqui.- Ordenou, indicando um túnel alternativo. As pessoas à frente no grupo hesitaram por um momento- Agora.- Ele ordenou, duramente e eles foram. No entanto, o último de todos se virou a ele, com uma expressão de nojo tremenda.

-Ei cara, não tinha um caminho melhor não? Esse lugar é péssimo!

-Não. Ande logo.- Respondeu, sem paciência.

-Ah, qual é, cara. Esse lugar é um nojo! Aposto que tem outro caminho por aí, a gente podia ir ver!

-E você está livre pra isso. Não estou obrigando ninguém aqui à nada, mas os caras lá fora são assassinos profissionais, então se não quiser morrer, mova-se, ou deixarei você aqui rastejando pela água suja.

O civil se encolheu um pouco, intimidado, e acompanhou os outros. Capuz foi logo atrás.

Em pouco tempo, tomou a dianteira e tirou a tampa de uma saída. Analisou a área ao redor. Nada de inimigos, armadilhas ou armas voando. E guiou todos para fora.

O grupo correu o mais furtivamente possível pelos terrenos dos Wayne, o que não era muito, e adentraram o mausoléu. Capuz Vermelho fez novamente o mesmo procedimento de antes e levou o grupo ao refúgio.

Gordon se afastou de um grupo de pessoas, em pé em meio às outras. Pareciam ter acabado de chegar ali, o que Capuz Vermelho estranhou.

-Bom trabalho.- Disse o Comissário, que parecia preocupado e exaltado. Com seu regresso não seria- Algum imprevisto?

-Hm...- Ele encarou o civil de antes, que fez questão de se manter afastado enquanto se acomodava ali- Acho que não. Aconteceu algo?

-Ah, bem, sim. Digamos que reforços chegaram.

-Reforços?

Gordon apontou para um canto, aonde Batgirl mexia em um monitor de pc enquanto suturava um pequeno corte no ante-braço.

-O que... quando ela chegou?

-A umas 3 horas, talvez um pouco mais. Ficou pra ajudar.

-Hm... ela sabe do meu envolvimento?

Gordon estranhou levemente o tom da pergunta. Parecia que o Capuz queria que ela o visse o mínimo possível.

-Bem, ela quis saber e... bem...

-Hm...- Jason se aproximou dela devagar, quase como se fosse algo extremamente perigoso.

E quando se aproximou o suficiente, viu-a erguer os olhos lentamente para ele, quase como que para ter certeza de que ia ver o que esperava.

Jason agora estava sob seu olhar. Quase se sentiu nu perante aquilo.

-E aí...- Disse. Odiou o certo tom encabulado de sua voz.

-E aí.- Respondeu ela. Se ela estava sentindo o que ele sentia, conseguiu disfarçar muito bem- Faz... bastante tempo.

-Sim... bastante tempo.- Jason desviou o olhar, tentando não parecer tão transparente à ela, mesmo de máscara- É... bom ver que voltou à andar.

-É, pois é. Com ajuda, dá pra se recuperar até daquilo.

-Hm... admito que... senti falta de te ver nesse uniforme.

-Ah é?- Ela lhe deu um singelo sorriso meigo- Pena que não posso dizer o mesmo desse traje seu.- E o sorriso agora mostrou deboche.

-Não gosta dele?- Por mais divertido que ele tentasse parecer ao falar, notou ela encarando o símbolo de morcego em seu peito, colorido em vermelho. Ela tinha ficado séria.

-Por que decidiu vir pra cá?- Perguntou Barbara, olhando na máscara- Você não ficou conhecido como alguém que ajuda as pessoas.

Jason inclinou a cabeça, intrigado.

-E como eu fiquei conhecido?

-Os corpos que achei com as balas da sua arma explicam bem isso.

Jason arqueou as sobrancelhas por de baixo da máscara, mas hesitou em retrucar abertamente.

-Barb...

-Esse é o máximo que vamos entrar nesse assunto. Só quero saber porque está aqui.

Jason abaixou o olhar por um momento mas armou-se com um tom seco.

-Eu não te devo satisfações.- E se virou para afastar daquela conversa o quanto antes.

-Ah não? Se esqueceu daquela noite num passe de mágica?

Ele hesitou.

-Eu não esqueci. Nunca consegui. As vezes queria. Mas duvido que não tenha significado nada pra você.

Jason inclinou a cabeça pra trás.

-Então está enganada.- E saiu a passos firmes dali. Ao passar pelo Comissário, o avisou:- Meu envolvimento nisso acabou, Gordon.

-Espera, o quê?- O Comissário tentou impedido enquanto ele andava para as escadas- Não pode ir! Uma boa parte das famílias está aqui graças a você!

-E o resto pode se contentar com a garota morcego.

-Capuz, pense. Se vocês dois ficarem, será melhor pra todos eles.

-Foda-se. Eles não são mais problema meu.- E Jason Todd deixou o lugar.


Haviam se passado algumas poucas horas, e no esconderijo no Alaska, Bruce e Selina se encontravam no chão, enrolados em alguns lençóis enquanto bebiam vinho, nus por baixo.

-Qual é, aquilo foi tortura.

-E ainda assim prendeu a mão dele com uma caneta.

-Garanto que ele mereceu. Me fez um tremendo corte na perna.

-Hunf... o meu ainda é maior que o seu.

-Ah tá, ok, mas ele ainda se movia rápido, não?

-Sim. A Kryptonita ajudou mas... o resto ainda era por minha conta. Principalmente pela quantidade escassa.

-Agora entendo porque Dick queria que tirasse férias.

-Mesmo que isso nunca aconteça.- Completou Bruce. Selina deu um sorrisinho divertido.

-Espera, como ele fez essa cicatriz, afinal?- Ela acariciou o abdômen dele, aonde havia uma cicatriz semelhante à uma queimadura- Pensei que ele se enfraquecesse.

-E graças a isso eu sobrevivi à visão de calor.

Selina assobiou, passando o dedo por ali.

-Bom, o Superman não é o único que deixa as coisas quentes por aí.

-Humpf... ser bilionário trás muitas vantagens.

-Talvez nem todas.- Bruce olhou-a com um suave interesse- Não se diz isso pra uma garota.

-Hm... me lembrarei disso.- E olhando-a “desarmado", Bruce deu um sorriso de canto- Ou você pode me ensinar mais tarde. O quarto é mais confortável do que aqui.

Mas então Selina se ergueu sobre ele, sentando em seu colo, deixando o lençol se desvencilhar de seu corpo nu.

-Aprendeu a dar esses convites sendo bilionário?

Ele soltou um risinho e ela, com um sorriso contente, o beijou.

Porém, a alegria do momento foi interrompida quando ambos ouviram o barulho de coisas se aproximando. Ou melhor, pessoas se aproximando.

Os dois se levantaram o mais rápido o possível, o que não foi tão fácil para Bruce quanto para ela. E quando a equipe enfim adentrou o lugar, Dick viu o lugar estranhamente vazio. A cadeira estava longe dos conputadores e havia um grande espaço vazio naquela área, além dos óbvios lençóis no chão que denunciavam o que possivelmente aconteceu. Só o que não se encontrava ali eram os indivíduos suspeitos.

Batwoman cobriu a boca, prendendo o riso.

-Será que eles finalmente vão escolher cortinas?- Comentou. Dick e Estelar a olharam, com singelos risos.

Ele se dirigiu ao quarto de Bruce e bateu na porta.

-Bruce?

O mesmo esperou alguns segundos de silêncio, até ouvir:

-O que descobriu lá, Dick?- A voz autoritária e séria dele fez Dick não tocar no assunto dos... lençóis.

-Bem, algumas coisas. Quer discutir sobre isso agora?

-Irei pra mesa em alguns minutos.- Bruce o respondeu, rapidamente para tomar essa quase conversa por encerrado.

-Ok...

Minutos depois, Bruce desceu as escadas com o cuidado o qual ainda tentava se acostumar até a mesa de jantar, aonde os 3 o esperavam sentados. O mesmo observou ao redor por um momento, pousando os olhos em Freeze, analítico, e se sentou à frente de todos.

-Então... Barbara decidiu ficar em Gotham?

-É.- Confirmou Batwoman- Disse que devia ficar e ajudar o Comissário.

-Não me surpreende. Pelo menos eu não precisei falar sobre isso com vocês.

-Como assim?- Perguntou Kate, com ligeira dúvida.

-Eu já imaginava algo do tipo. Nenhum de vocês teria realmente um grande motivo para ficar lá, com exceção dela. Não seria difícil pensar nisso.

-Hm... olha, sem querer parecer intrometida mas o pai dela não parecia o único motivo.

-E qual seria o outro?- Bruce olhou para ela, interessado.

-Jason.- Ao ouvir o nome saindo da boca de Dick, Bruce olhou-o bruscamente, parecendo ainda mais sério- Ele está em Gotham.

Bruce estudou as palavras por um momento e suspirou suavemente, soltando apenas um “hm" enquanto refletia.

-E o que ele está fazendo lá?

-Gordon disse que ele está ajudando a polícia.

-Ajudando. Humpf... Por que quer?!- Saindo da boca de Bruce, parecia que aquilo equivalia ao Máscara Negra desistir de tentar comandar Gotham ou o Exterminador receber ordens plenas de um Al Ghul, talvez até mesmo no Coringa fazer uma doação de brinquedos para um orfanato de crianças, sem explosivos ou gás do riso dentro.

-Foi só o que ele disse.

-Jason nunca foi famoso em dar satisfações.- Comentou Dick, mas notou que Bruce parecia estar mais vago sobre, de expressão séria bem suavizada em comparação- Bruce?

-Não vamos nos preocupar com ele agora. Deixem o Freeze bem preso na sala vazia. E Estelar, o pen-drive?

A ruiva lhe entregou o pequeno aparelho e Bruce se ergueu. Ainda sentia dor no corpo, mas a prótese dada por Ciborgue e a recuperação haviam ajudado numa amenização. E ele se dirigiu aos computadores, conectando o pen-drive e puxando a cadeira pra mais perto, sentando com um contido resmungo. 

Dick e Kory levaram o inconsciente Mr.Freeze até o último cômodo ali. O único vazio. Tinha paredes acizentadas e era relativamente apertado se fosse usado como um quarto, por exemplo. Os dois pegaram correntes e, enrolando ao redor do corpo dele, Kory derreteu-as ao ponto de se fundirem às paredes e a dupla deixou ele preso ali, com a porta trancada. O trio o acompanhou e observou, curiosos, sobre o que se tratava o conteúdo do pen-drive, afinal.

Ao mesmo tempo, Selina Kyle descia com sua graça e pompa pelas escadas, praticamente imperceptível ao pegar uma rosquinha, observando Bruce e os computadores atrás do grupo, interessada.

Em uma tela à direita apareceu uma linha de comunicação. À esquerda, filmagens de câmeras de segurança e na tela do meio apareceram códigos em diferentes abas.

-O que exatamente vai fazer?- Perguntou Estelar.

-O pen-drive que você pegou tinha um programa que seria ativado automaticamente quando se conectasse ao meu computador.- Dizia Bruce enquanto usava o teclado- Eu projetei uma rede única com um outro programa com ajuda da Barbara, que se conectaria na Bat-caverna e no meu computador das Indústrias Wayne.

E na tela do meio apareceram as palavras: “Acesso Permitido"

-Uma central de vigilância completa em Gotham.

Na tela principal apareceram pastas de informações confidenciais e mais canais de comunicação menores. Tudo numa cor azulada bem escura em diferentes tons.

-Nossa...- Dick assobiou, impressionado- Espera, é realmente completa?

-Sim. Câmeras de segurança, computadores, celulares, estratos bancários, números de telefone, até dados pessoais.

-Mas... Bruce, isso não é invasivo demais. Não é como se fosse com autorização do governo ou das pessoas.

-Eu sei, Dick. Eu não teria ativado isso se não estivéssemos nessa situação. E não sei se já notou, mas poucas coisas que fazemos não infligem a lei.

Dick se hesitou em falar ao ouvir, mas pretendia continuar:

-Deixe essa discussão pra depois, há coisas mais urgentes agora. Quando eu mandar, vamos interrogar Freeze. Dispensados- Ordenou.

Dick suspirou e se retirou pro andar de cima com Estelar. Batwoman se aproximou dele, querendo aproveitar para dizer o que queria.

-Bruce?

-O que foi?

-Eu preciso voltar pra casa.

Bruce hesitou um pouco mas virou a cadeira para ela.

-Precisa voltar?

-Sim.

-Hm... a Betty deve estar preocupada, não?

-Tremendamente. Não dou notícias a um bom tempo.

-Hm... volte, então.- E se virou para os computadores.

Kate arqueou as sobrancelhas, em dúvida. Era apenas isso?

-Ah. Ok né... valeu pela compreensão.- E se virou para a saída.

-Kate.

Ela parou e olhou para trás. Provavelmente ordenaria para ela fazer alguma coisa.

Bruce parecia hesitar um pouco, mas lhe falou:

-Aproveite o tempo com ela.

Kate não evitou de estranhar e muito aquilo. Nunca ouviu esse tipo de coisa da boca do próprio Batman.

-Ahn... valeu.- Mas quando ia para a porta...

-Também preciso que faça outra coisa.

Agora se assemelhava a ele de costume.

-E o que é?

Bruce mexeu nos teclado por um tempo e depois lhe jogou um dispositivo que só se resumia a um botão vermelho num disco grosso de metal.

-Passe em Central City. Os Laboratórios Star ainda devem estar funcionando. Encontre o Dr.Stone e diga pra ele “abrir as asas".

-Ah... entendido. Eu acho. Aliás, vocês pretendem investir nisso?- Kate apontou tanto para Bruce quanto Selina.

-Fora.- Mandou ele e Batwoman deixou o esconderijo.

A felina enfim se aproximou de Bruce, apoiando-se na cadeira dele com um sorriso divertido.

-Ai, Ai... Parece que fomos pegos de calças arreadas. 

-É.- Respondeu ele.

-Que travessura vai fazer dessa vez, Bruce?

Ele apenas a olhou por um momento.

-Trazer um pássaro de volta ao ninho.


Notas Finais


Obrigado por ler...
Bye Bye


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