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História Battle Royale: Resident Evil - Capítulo 1


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Notas do Autor


Caros leitores, a fanfic a seguir é a fusão de dois universos dos quais gosto muito: Battle Royale e Resident Evil. Baseei-me no incrível livro "Battle Royale" de Koushun Takami e no vasto universo de Resident Evil.
Este é o primeiro capítulo de "Battle Royale: Resident Evil". Boa leitura!

Capítulo 1 - O início de tudo


Fanfic / Fanfiction Battle Royale: Resident Evil - Capítulo 1 - O início de tudo

Eram cerca de onze horas da noite quando Leon começou a recobrar a consciência. Seus olhos se abriram vagarosamente, sendo sensibilizados pelas fortes luzes brancas advindas do teto. Sua visão embaçada limitava seus sentidos, incapacitando-lhe momentaneamente de perceber onde estava. Por um momento, Leon considerou estar em um sonho, contudo logo compreendeu que não poderia ser um. “Onde diabos estou?” – questionou-se. Sua visão lentamente foi recobrada, e percebeu que estava sentado em uma cadeira em um enorme auditório. Não apenas ele, como também cerca de 35 pessoas estavam sobre cadeiras que integravam o imenso local. 

 Ao redirecionar seus olhos à sua frente, Leon observou um grande palco de madeira branca elegante, o qual sobre ele percebia-se uma grande tela branca de projeção cobrindo o centro da parede, e à sua frente um púlpito branco para oradores, sendo iluminado pelas luzes embutidas no palco. No canto esquerdo, havia uma chamativa bandeira dos Estados Unidos. As paredes de madeira amarronzadas transmitiam um ar sofisticado e bem-apresentado ao local. O auditório era, ainda, composto por diversas fileiras de cadeiras vermelhas, separando-as em dois grupos por um espaço amplo central.  

Após retirar sua atenção do local o qual estavam, Leon começou a reparar nas pessoas sentadas nas cadeiras. Não havia ninguém que Leon pudesse reconhecer a primeira vista, e todos aparentavam estar inconscientes ainda, sendo ele a única exceção. Mas havia algo em comum dentre os ali presentes: todos possuíam uma espécie de coleira metálica presa em seus pescoços, incluindo Leon. Ao tocá-la, sentiu o toque gélido do material. Não foi preciso muito esforço até que percebesse que não havia uma forma de retirá-la, pelo menos não de um jeito fácil. “Coleiras? O que diabos está acontecendo nesse lugar? E como eu vim parar aqui?” – pensou freneticamente. 

Ocupando o primeiro lugar no canto esquerdo da fileira, o jovem olhou para a sua direita, observando que sentada ao seu lado havia uma bela moça de cabelos amarrados acastanhados e olhos azulados, que estava despertando. Era Claire Redfield. Leon, então, redirecionou sua atenção para trás de si, observando a entrada do auditório, e notou que havia diversas pessoas preenchendo as fileiras atrás da dele. Olhando mais ao fundo, percebeu diversos soldados americanos dispostos lado a lado na entrada. Antes que pudesse tentar dizer algo, notou que vestia seu uniforme azul de policial da R.P.D (Departamento da Polícia de Raccon City), o qual utilizaria no seu primeiro dia de trabalho como policial novato em Raccoon City.  

Enquanto as pessoas começavam, pouco a pouco, a recobrarem a consciência, um homem velho, de cerca de 70 anos, vestindo terno preto adentrou o auditório com um sorriso, salientando seu rosto decrépito. Ele segurava em sua mão esquerda uma folha branca com várias anotações. Andou calmamente pelo piso vinílico bege, atravessando o amplo espaço que separava os grupos de fileiras de cadeiras até chegar nas pequenas escadas que levavam para acima do palco, subindo-as. Estando em cima dele, levou a folha até perto dos olhos para que pudesse ler com clareza seu conteúdo.  

SEGUNDA EDIÇÃO DO PROGRAMA “BATTLE ROYALE” - LISTAGEM DOS PARTICIPANTES   

 

Homens:   

1. Albert Wesker  

2. Leon Scott Kennedy

3. Chris Redfield

4. Barry Burton   

5. Carlos Oliveira     

6. Steve Burnside   

7. Jack Krauser   

8. Derek Simmons   

9. Hunk   

10. William Birkin   

11. Marvin Branagh   

12. Brad Vickers   

13. Nicholai Ginovaef  

14. Vladimir Bodrovski (Spectre)   

15. Vector    

16. Enrico Marini

17. David King  

18. George Hamilton  

19. Kevin Ryman  

20. Mark Wilkins    

 

Mulheres:   

1. Claire Redfield

2. Rebecca Chambers

3. Ada Wong   

4. Jessica Sherawat

5. Jill Valentine

6. Ingrid Hunnigan

7. Annette Birkin   

8. Alexia Ashford  

9. Karena LesProux (Lupo)   

10. Michaela Schneider (Bertha)   

11. Christine Yamata (Four Eyes)   

12. Alyssa Ashcroft  

13. Cindy Lennox  

14. Yoko Suzuki  

– Esse jogo será muito interessante! – sussurrou para si mesmo, em um tom empolgado. 

O homem se direcionou para os que ali ocupavam o papel de plateia.  

– Boa noite a todos. Vejo que estão acordando!  

As pessoas começaram a olhar umas em direção as outras.  

– Hoje a noite de vocês será bem divertida! Posso lhes assegurar – disse o homem enquanto soltava risadas sarcásticas altas.  

– Qual é a graça, velhote? – indagou o homem sentado uma fileira atrás de Leon, cuja voz grossa reverberou no ambiente, atraindo a atenção de todos os presentes. Ao olhar para ele, Leon viu um homem loiro e musculoso, com os braços cruzados. Sua expressão era séria e impaciente. Vestia uma camisa cor de vinho, que salientava seus músculos, e calça camuflada. Era Jack Krauser, soldado do Comando de Operações Especiais.  

– Você não gosta de rir, não é mesmo, Krauser? – questionou o homem, sorrindo.  

Krauser franziu a testa em um tom de dúvida ao ter seu nome pronunciado pelo homem desconhecido.  

– Bem, vejo que todos vocês já se encontram acordados, então darei início às explicações. Mas antes, gostaria de me apresentar. Chamo-me Oswell Spencer e sou o encarregado do governo da execução desse fantástico jogo.  

– Não pode ser... – sussurrou Claire, que se encontrava a direita de Leon. Ao olhar para ela, ele notou a moça fitando sobre ele um olhar apreensivo, como se já soubesse do que se tratava tal jogo.  

O homem continuou.  

– Vocês foram o grupo escolhido para a realização da segunda edição do programa nacional “Battle Royale”. Garanto-lhes que suas noites serão, a partir de hoje, muito divertidas – disse Oswell com um largo sorriso no rosto –, o jogo consiste em matar-se uns aos outros, até que sobre apenas um vivo. Apenas um de vocês poderá ser o grande campeão.  

Leon paralisou. Começou a se lembrar das notícias do ano anterior, o qual havia sido o primeiro ano do jogo “Battle Royale” no país. A repercussão foi imensa, dividindo diversas opiniões, porém o governo totalitário vigente possuía o grande poder manter as pessoas caladas, e embora Leon fosse totalmente contra a realização de um jogo tão doentio como esse, nada pudera fazer a respeito. Apesar desse jogo sádico ter sido divulgado por todo o país, a identidade do vencedor não havia sido anunciada para a população em geral, limitando-se a ficar apenas entre o Estado e os apostadores ricos, os quais muito se divertiam em apostar em possíveis vencedores.  

Os pensamentos de Leon foram interrompidos pelo som estridente de uma grossa voz masculina.  

– Eu me recuso a fazer parte disso! – enunciou em voz alta Mark Wilkins, que estava sentado na primeira fileira de cadeiras. Mark era o homem mais velho dentre os participantes. Trajava seu uniforme de segurança de uma empresa local.  

– Acalme-se, Mark. Não é como se você tivesse escolha.  

– Não ficarei nem mais um minuto aqui, não vou compactuar com esse jogo doentio de um governo completamente perverso, governado por doentes! – disse elevando ainda mais sua voz.   

Mark levantou-se de sua cadeira e direcionou-se em direção a porta de saída do auditório.   

– Eu não daria nem mais um passo se fosse você, Mark.  

Mark parou de costas no meio do caminho.  

– Eu não tenho medo desse governo cretino. A propósito – continuou –, gostaria que você e todo o resto desse governo podre fosse a merda – pronunciou enquanto andava a passos longos.  

Oswell sorriu e fez um gesto com sua mão direita para os soldados que se encontravam ao fundo da sala. Um estrondo foi ouvido por todos ali presentes.   

– NÃO! – gritaram várias pessoas, incluindo Leon, simultaneamente.  

Quando o eco do tiro cessou, a bala havia perfurado o crânio de Mark, cujo corpo corpulento agora caia lentamente ao chão. O ferimento localizado em sua testa começou a jorrar incessantemente sangue, sujando o piso chique do auditório.  Não restavam mais dúvidas, o jogo estava prestes a começar.  

– Alguém mais quer sair por aquela porta? Vá em frente! Mas lhe garanto que não sairá com vida – falou Oswell exasperado.

Todos olharam chocados para o homem. O olhar sádico e abrupto de Oswell despertou ódio em Leon.   

– Se não se importam, darei prosseguimento as explicações. Onde parei mesmo? Ah, sim, sim... Nós estamos na prefeitura de Raccoon City – continuou Oswell –, a cidade selecionada para a realização dessa edição do jogo. Vocês todos aqui presentes, foram aleatoriamente selecionados, seguindo o padrão de seleção que se baseia em: residir, trabalhar ou possuir algum vínculo, por mínimo que seja, com a cidade escolhida.

Os olhos de Leon se arregalaram. A cidade selecionada era Raccoon City, na qual iria começar seu trabalho como policial novato. A última coisa da qual se lembrava era de que havia sido convocado para comparecer ao Centro Administrativo do Governo do Estado da Pensilvânia, e decidiu ir até lá antes de viajar para Raccoon City. Ao chegar no local, lembrou-se de ter sido levado para uma sala localizada nos fundos do local e a partir de então não conseguiu se lembrar de mais nada. “Eles... me sequestraram e me trouxeram até aqui... não somente a mim, como a todos que estão aqui!” – deduziu Leon.  

– Tendo dito isso – prosseguiu o homem  –, a cidade foi completamente evacuada e isolada com muros altos de concreto e barricadas em suas fronteiras. Caso haja algum espertinho que se ache bom o bastante para conseguir atravessá-las, saiba que do outro lado dos muros estão cheios de militares altamente treinados, com artilharia pesada suficiente para fuzilarem em segundos qualquer um. Além disso, são divididos em grupos que monitoram e fazem rondas constantes. Aliás, vocês estão com coleiras presas em seus pescoços. Elas servem para podermos rastrearmos vocês. Caso detectarmos uma possível fuga pelas fronteiras, você possuirá duas possíveis mortes: Ou os militares te matarão em questão de segundos, ou acionaremos o mecanismo de explosão da coleira. Não há uma forma de removê-las, porque elas possuem um sistema interno complexo, mas caso tentem, elas também explodirão. Só lhes restam uma opção, senhores: lutar. 

Leon estava chocado. Não conseguia acreditar que aquela situação era real. Antes, ele estava empolgado para seu primeiro dia de trabalho como policial. Agora, não saberia se continuaria vivo por muito mais tempo. Leon não tinha a intenção de ferir ninguém, mas não sabia se as outras pessoas ali presentes tinham o mesmo pensamento que ele.  

– Cada um de vocês, ao sair daqui, receberá um kit de sobrevivência com um litro de água, comida e uma arma específica, que lhe será dada aleatoriamente. Vocês receberão também um mapa da cidade, com diversas localizações para vocês se orientarem. A cidade foi dividida em quadrantes, que serão baseados nas ruas. Sendo assim, cada rua representa um quadrante, assim como os principais estabelecimentos marcados com números no mapa de vocês. Nosso computador selecionará aleatoriamente quais se tornarão os quadrantes proibidos. Isso significa que, o número de quadrantes irá diminuir ao longo do tempo. Me encarregarei de avisá-los através de alto falantes quais se tornarão proibidos, a cada 8 horas. Se houver alguém em algum que se tornar proibido, sua coleira emitirá um sinal para o nosso computador... E explodirá.   

Todos pareciam chocados ao ouvir as palavras proferidas por Oswell, mas as ouviam com atenção.  

– Inclusive, a prefeitura também é um quadrante. Assim que todos vocês a tiverem evacuado, ela passará a ser um quadrante proibido.  

– Vocês só podem tá zoando com a nossa cara, né? – disse em voz alta Steve Burnside. Aparentava ser um dos homens mais jovens ali presente. Possuía cabelos ruivos curtos, olhos azuis e trajava uma camisa amarela, com um casaco azul e calça escura camuflada.  

– Pode ter certeza que não! – falou Oswell rindo. 

Leon estava pasmado. Olhando fixo para o rosto inclemente do homem encima do palco, não conseguia acreditar na situação em que estava inserido.    

– Ah, e quase ia me esquecendo. Devo avisar-lhes, também, que caso estejam pensando em atacar a prefeitura antes que se torne um quadrante proibido, saibam que será inútil. Todos os vidros são a prova de balas, e as portas são altamente reforçadas, isso significa que mesmo que queiram, não conseguirão invadir. Tendo dito isso, alguém tem mais alguma dúvida? Não? – prosseguiu Oswell – Então daremos, a partir de agora, início ao jogo. Irei dizer o nome de um por um, intercalando entre homens e mulheres. Ao ouvir seu nome, levante-se e caminhe até a porta de saída do auditório. Você receberá seu kit de sobrevivência e será conduzido pelos soldados até a saída. Chamaremos cada um de três em três minutos, para que não saiam ao mesmo tempo.  

Os participantes entreolharem-se.  

– Participante masculino número 1: Albert Wesker.  

Wesker levantou-se da primeira fileira horizontal de cadeiras a frente de Leon e andou pelo meio vazio do auditório. Albert era líder do esquadrão da S.T.A.R.S (Serviço de Táticas Especiais e Resgate). Era um homem alto e loiro, trajava uma camiseta social azul escura com o símbolo em suas mangas da unidade especial em que atuava. Vestia também colete, calças táticas pretas e luvas, sendo esse seu uniforme de trabalho. Utilizava óculos escuros, impossibilitando enxergar por além deles. Ele passava uma impressão determinada e misteriosa, deixando Leon aflito. “Será que essas pessoas realmente estão dispostas a participar desse jogo?” – perguntou-se.  

Após três minutos terem se passado, Oswell pronunciou o próximo nome.  

– Participante feminina número 1: Claire Redfield.  

Claire levantou-se da cadeira a qual se encontrava ao lado direito de Leon. Ela vestia uma jaqueta avermelhada com uma blusa preta e calça jeans azul. O colar que ela usava chamou a atenção de Leon por um momento. Por algum motivo, Claire transmitia um sentimento de confiança a ele, embora não a conhecesse. Assim que ela estava saindo, olhou fixamente para um jovem homem que estava na fileira oposta de cadeiras, como se precisasse dizer alguma coisa a ele. Era Chris Redfield, membro notório da S.T.A.R.S e irmão de Claire. Possuía cabelos curtos com a franja espetada para cima e olhos castanhos, e vestia seu uniforme de trabalho, que consistia em uma camiseta branca com o símbolo da S.T.A.R.S em suas mangas, um colete verde, calça tática cinza e luvas pretas. 

Mais três minutos se passaram.  

– Participante masculino número 2: Leon Scott Kennedy.  

Leon engoliu em seco ao ouvir seu nome, levantando-se. Oswell fixou seus olhos sobre os de Leon.  

– Há dois dias atrás teria sido seu primeiro dia como policial nessa cidade, não é mesmo, Kennedy? – indagou em um tom sarcástico.  

Leon o encarou com desdém, preferindo não dizer nada. “Esse cara tá muito bem informado” – pensou. Incrivelmente, havia se passado dois dias desde que ele e todos ali estiveram inconscientes. O jovem, então, caminhou sobre o espaço central vazio entre as fileiras de cadeiras. Seus passos eram seguidos pelos olhares dos ali presentes. Seus olhos se encontraram com os de uma bela moça oriental, que sentava na última fileira ocupada, trajando um sobretudo cor creme. A poucos metros da porta, Leon passou pelo corpo inanimado de Mark, cujo rosto apresentava uma expressão pávida. Seu corpo jazia sobre o piso do grande auditório.  

Leon chegou até a porta do auditório. Havia dois soldados com pesados rifles de assalto o aguardando. Os homens lhe conduziram até o andar inferior da imensa prefeitura. Percebeu que havia muitos militares espalhados por todos os cantos do local, todos muito bem armados. Chegando até a ampla porta de entrada branca, um dos soldados lhe entregou seu kit de sobrevivência.  

– Camarada, agora o jogo começa – disse o soldado enquanto a abria, em tom firme.  

O coração de Leon acelerou. Não restando mais opções, ele atravessou a porta, chegando ao lado de fora da imensa prefeitura. Sentiu a gélida brisa do anoitecer sobre seu rosto, soltando um breve suspiro. As palavras do homem ressoaram por alguns segundos na sua cabeça.  O jogo estava apenas começando.

(RESTAM 33 PARTICIPANTES)



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