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História BcCb (Bechloe) - Capítulo 11


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Notas do Autor


Oi genteeee
Capítulo duplo para ocupar vocêss na quarentena
Fiquem em casa o quanto possível e se cuidem!!
Caso estejam surtando dentro de casa igual a mim, podem me chamar
Beijos
Esperooo que gostem!

Capítulo 11 - Recalculando


- Não. Não juro. – Digo a olhando e ela me analisa com seus olhos azuis. Paramos de falar, ficando em silencio, porem nenhuma se permitia desviar o olhar, a sensação de seu corpo sobre o meu se tornava mais presente e intensa. Ela sorri de lado, me fazendo perder mais ainda a noção da realidade, e abre a boca para falar...

- Gente, a gente já está sain... – Aubrey entra no quarto, fazendo com que a Chloe salte para longe de mim e eu sente na cama – Er... Desculpe... É que eu e a Stay estamos saindo...

- Imagina... Acabamos de acordar. Estávamos conversando. – A ruiva diz rápido e cora levemente, a Aubrey sorri discretamente e eu coro. Parecia que estávamos...

- Sim... – Ela diz concordando meio descrente. – Bom, estamos indo. Boa entrevista. – Ela sai e fica um clima meio estranho. Então eu a empurro e a derrubo na cama.

- Vou primeiro no banheiro. – Digo e ela ri

- Folgada! – Ela grita e eu sorrio me trancando no banheiro. Faço minhas higienes. Me troco rápido, colocando um shorts jeans preto, uma blusa listrada verticalmente preta e branca e um blazer preto por cima, coloco um tênis Sneaker e por fim um colar simples e de pedras. Checo meu visual no espelho e saio.

- Como eu estou? – Digo saindo do banheiro, Chloe me olha de cima a baixo devagar, o que me deixa nervosa, mas com o tempo convivendo com essa ruiva, aprendi a disfarçar muito bem.

- Está linda. – Ela diz me olhando nos olhos, a honestidade e seu sorriso maravilhoso me fizeram desviar o olhar e corar. – Já que a madame enrolou, vai fazendo o café. – Ela diz e entra no banheiro, eu sorrio e desço, faço panquecas e ovos, deixo em cima da mesa, pego o molho para panquecas e me sento, falando com Theo ao telefone que comeríamos antes de sair. Chloe logo desce, ela estava linda, usava uma blusa branca com um grande corte em V, fazendo com que seu pescoço, ombro e clavícula ficassem em evidência, e uma calça jeans justa e preta, além de, é claro, um salto alto preto. Simplesmente linda

- Você está perfeita. – Digo e luto contra corar. As vezes quando estou perto de Chloe, simplesmente não consigo evitar soltar alguma coisa. Ela sorri, com seu sorriso que poderia iluminar o mundo.

- Para de ser boba, só queria estar confortável para viagem. – Ela diz e se senta em minha frente. - Nossa, estou com fome. – Ela diz pegando ovos e panqueca.

- Você demorou, então deve estar frio. – Digo resmungando e ela ri.

- Você vai ser uma ótima avó. – Ela diz sorrindo divertida e debochada. – Já fala como uma.

- Há, há. Acordou de bom humor, Beale? – Pergunto sorrindo tentando soar rabugenta.

- Como sempre, Mitchell. – Já falei que eu fico boba quando essa ruiva fala meu sobrenome? Ela de repente fica séria e sorri docilmente. – Você está bem? – Ela pergunta parecendo saber a resposta e eu desvio o olhar.

- Sim, claro. Não gosto muito de entrevistas... É isso. – Digo e ela concorda com a cabeça, então abre um sorriso enorme

- Por isso vou estar lá. – Ela diz e eu sorrio com seu entusiasmo

- Ok, Beale. Então se apresse, porque do modo que você enrola, vamos chegar na entrevista daqui a 3 horas. – Falo e ela revira os olhos.

- Ta bom, chata. Já estou acabando. – Ela diz e volta a comer, depois de 10 minutos saímos para a entrevista, cada vez eu ficava mais nervosa, odeio invasão de espaço pessoal e com certeza odeio que tiraram foto da Chloe e a envolveram nisso. Chloe não parava de falar o caminho inteiro, para tentar me distrair, o que funciona um pouco... Quando chegamos o motorista pega meu carro e entramos no estúdio. Lá me puxaram para um camarim, o qual eu trouxe a Chloe junto e me maquiaram. Theo entra mexendo em seu celular

- Oi garotas. Como estão? – Ele pergunta e eu respondo com o olhar. Estava bem, mas com raiva. 

- Bem. – Chloe fala tranquila e sorrindo.

- Que bom, Chloe. – Ele diz honestamente. – Beca, não se exponha. Combinamos já o que vai falar. Não seja grossa, ao menos não mais do que o necessário. Vou trocar os carros, nos encontramos depois. Avisarão quando terá que entrar. – Ele acena e sai. Eu inspiro para me acalmar, odeio invasão de privacidade.

- Você entra em dois minutos. – Uma moça me fala e eu concordo calma e me olho no espelho.

- Não se preocupe, vai se sair bem. – Chloe diz e me beija na bochecha, sorrio, inspiro fundo e vou séria até a entrada de onde a entrevistadora estava, eles me dão um sinal para entrar e ouço eu nome como deixa.

- Nossa famosa favorita, Beca Mitchell! – Paula Spenino me chama e eu entro sorrindo. – Nossa, que brilho lindo você está! Parece que férias te fizeram bem!

- Oi, Paula. Boa tarde a todos. – Digo sorrindo.

- Então, amiga. – Ela diz sorrindo, ao menos essa não está dando em cima de mim para ganharmos audiência. – Minha colega e amiga ficou chateada de ter mentido para ela em NY.

- Ah, por favor não. – Digo como se estivesse realmente preocupada com isso. - O problema é que foi tudo de última hora, não estava conseguindo falar com minha amiga, para piorar era o aniversário dela, então resolvi vir para cá. Mas não menti em momento algum, que a Tha não ache isso. – Digo sorrindo e mentindo, odeio mentir, mas iriam me encher o saco caso eu não fizesse, o Theo já havia falado exatamente o que eu deveria responder.

- Huum, veio de NY, só por um aniversário? – Ela pergunta fazendo uma cara de quem sabe das coisas e eu rio forçado, nada que alguém notasse.

- Sim, é uma pessoa muito importante. – Digo simplesmente.

- Ah, então deve ser a ruiva da foto que conseguimos. – Ela diz e eu fico mais tensa, eu já esperava por isso, mas não gostava de falar da Chloe para todos.

- Ela mesma. – Digo abrindo um sorriso fraco.

- E é com ela que você tem essa pulseira? – Ela pergunta brincando com as palavras e eu por reflexo mexo em minha pulseira, por nervosismo.

- Ela mesma. – Repito corada;

- Que linda, você está corada. – Ela diz e eu coro mais ainda. E lá se vai minha esperança de não ser cantada por fama.

- Obrigada. – Digo sorrindo.

- Me fale da Ruiva, ela é sua namorada? – Pergunta.

- Não, não, Pa. Ela é só uma grande amiga.

- Mas vocês estavam tão à vontade. – Ela diz passando as fotos em que estávamos juntas e eu penso em sua fala.

- Ela é meu porto seguro. – Digo falando a verdade pela primeira vez no programa. Ouço vários “Awntt” da plateia. – Mas ela é minha amiga.

- Amiga que veio te acompanhar hoje. – Ela diz e eu fico mais tensa

- Sim, eu pedi. – Digo tentando não dar muita informação.

- Ela poderia se juntar a nós? – Ela pergunta e eu fico séria.

- Não acho uma boa ideia, Paula. Ela tem sua privacidade. – Digo e ela sorri me ignorando.

- Ah, mas não é nada demais. Vamos chamá-la.

- Eu acho que você deveria ter avisado antes da sua intenção de chamá-la. Porque aí eu recusaria no privado, educadamente. – Digo sorrindo, mas com o tom sério. Ela me olha e abre um sorriso maldoso.

- Então vamos chamá-la. Ruiva, venha querida.

- Ela tem nome. – Digo baixo, tentando conter minha raiva. Paula olha para mim divertida.

- E qual seria? – Ela me responde sorrindo. Abro a boca para mandá-la para o inferno, mas uma voz linda e dócil me interrompe.

- Chloe, muito prazer. – Ela diz sorrindo e entrando com graciosidade, como se o palco pertencesse a ela. A plateia aplaude animada.

- Chloe, que nome lindo. – Paula diz e Chloe se senta ao meu lado, sinto seu perfume e suspiro discretamente. – Nossa DJ parece brava, está quieta. – Ela provoca, estava pronta para cometer um crime ao vivo e em cores, mas Chloe coloca a mão suavemente em minha coxa e aperta, como se dissesse: “Está tudo bem”.

- Conhecemos a Beca, ela é cabeça quente, principalmente se mexer com a altura dela.

- Nem vem, você não é alta, só é mais alta do que eu. – Retruco e ela sorri.

- O que não é difícil. – Ela diz e eu reviro os olhos e sorrio.

- Isso é inveja que eu posso chegar ao chão mais rápido. – Digo e ela ri, junto da plateia e da apresentadora, esqueci de todos por um momento, o efeito Chloe, me faz esquecer de qualquer um, por mais irritante que seja. Chloe parece satisfeita por ter me acalmado.

- Com certeza, deve ser isso. – Ela fala me olhando convencida e eu reviro os olhos.

- Beem. – Paula fala nos tirando de nosso mundo privado. – Desculpa interromper, mas queremos saber mais de você Chloe e depois de Vocês. Onde se conheceram, como, essas coisas.

- Ah, eu cursava a mesma faculdade que ela, fazia parte das BardenBellas há dois anos e convidei ela para entrar. – Ela diz sorrindo e automaticamente me lembro dela e da Aubrey me parando para conversar, eu provocando a Aubrey. Sorrio com a lembrança.

- E aí ela aceitou? – Paula pergunta interessada.

- Conhecendo Beca você acha que ela aceitaria tão fácil? – Chloe brinca e Paula sorri, ouço risadas da plateia e eu reviro os olhos sorrindo. – Claro que não. E ainda falou que não sabia cantar. – Ela diz e todos fazem “ooh”, me roubando um riso.

- Em minha defesa, elas apresentaram muito mal o grupo e uma amiga nossa, na época amiga dela, ainda me xingou. – Digo divertida.

- Porque você brincou com a cara dela. – Chloe rebate me fazendo rir e dar de ombros.

- Nossa. – Paula fala rindo. – E aí?

- Aí eu entrei em um lugar e deparei com a pequena cantando. – Ela diz sorrindo e trocamos olhares cumplices, sabemos bem onde ela entrou, no meu banho, do nada, nunca passei tanta vergonha na minha vida. Dessa vez, a lembrança além de me fazer sorrir, me faz corar, ao lembrar de seu corpo lindo e da invasão de espaço pessoal. – Aí eu pedi para ela fazer a audição.

- Ela me forçou praticamente. – Digo sorrindo e ela me dá um pequeno empurrão com o ombro.

- Talvez.... Mas aí ela, obviamente, passou no teste e ficamos grandes amigas

- Então você fez parte das BardenBellas? – Paula pergunta sorrindo.

- Sim, fiz e faço, digo que o grupo é para vida toda. – Ela fala sorrindo arrebatadoramente. Deus essa mulher nasceu para ser gravada, olha isso. A perfeição de suas respostas e seus sorrisos.

- Então sabe cantar? – Paula pergunta me tirando de meu transe e Chloe fica tímida.

- Ah...

- Com certeza, a melhor cantora que existe. – Digo sorrindo e Chloe me olha repreensivamente eu a ignoro.

- Então vocês podem cantar algo para nós? – Paula pergunta sorrindo e Chloe começa a negar, então eu coloco a mão na sua, chamando sua atenção e sussurro “vamos” e ela faz que não, então eu faço um biquinho, que ela não resiste e revira os olhos, então eu sorrio animada e me levanto.

- Já sei até o que vamos cantar. – Digo sorrindo brincalhona e ela me olha desconfiada. Vou até o DJ, que se apresenta animado para mim e falo a música. Então começa a batida e Chloe ri e faz que não com a cabeça.

- Não acredito. – Ela diz rindo e escondendo a cara.

- Vamos, Chlo. – Falo entrando no ritmo da batida um pouco mais animada da música.

 

You shout it out

But I can't hear a word you say

I'm talking loud not saying much

 

Começo olhando para ela, que sorri revirando os olhos

 

I'm criticized but all your bullets ricochet

You shoot me down, but I get up

I'm bulletproof nothing to lose

 

Chloe se prepara para se juntar a mim e então cantamos juntas:

 

Fire away, fire away

Ricochet, you take your aim

Fire away, fire away

 

Nossa, como estava com saudades de cantar com ela, ela canta com facilidade e beleza, paro de cantar para que ela tenha seu solo, que canta com perfeição.

 

You shoot me down but I won't fall, I am titanium

You shoot me down but I won't fall

 

Cantamos juntas novamente, cada uma com uma estrofe, como se cantássemos sempre aquela música, igual da primeira vez, só que vestidas e com a música mais animada. Começamos a cantar andando e dançando pelo palco.

 

I am titanium, I am titanium, I am titanium, I am titanium

Cut me down

But it's you who has further to fall

Ghost town, haunted love

Raise your voice, sticks and stones may break my bones

I'm talking loud not saying much

I'm bulletproof nothing to lose

Fire away, fire away

Ricochet, you take your aim

Fire away, fire away

You shoot me down but I won't fall

I am titanium

You shoot me down but I won't fall

I am titanium, I am titanium

Stone-hard, machine gun

Firing at the ones who run

Stone-hard, thus bulletproof glass

You shoot me down but I won't fall, I am titanium

You shoot me down but I won't fall, I am titanium

You shoot me down but I won't fall, I am titanium

You shoot me down but I won't fall, I am titanium

I am titanium

 

Aplausos começam e nós nos olhamos satisfeitas, então agradecemos, Paula nos aplaude extasiada.

- Meu Deus meninas! – Ela fala. – Vocês arrasaram, sério, estou arrepiada! – Ela fala sorrindo e nos chama de novo para o sofá.

- Muito obrigada. – A ruiva fala sorrindo e eu concordo

- De verdade. E de onde tiraram essa música? – Ela pergunta e Chloe cora, me fazendo sorrir convencida.

- Foi a primeira música que cantamos juntas. – Digo sorrindo com cara de quem sabe mais – A Chloe, quando eu estava cantando, disse que sempre escutava essa música. – Olho para Chloe com sorriso convencido e ela estava corada tentando disfarçar com um sorriso.

- Bom gosto. – Paula fala inocente e eu rio baixo, sentindo a Chloe revirar os olhos. – Bom, garotas. Agora me digam, nesses anos que vocês se conhecem, nunca passou de amizade? – Ela pergunta e eu sorrio calmamente, mas por dentro estou tendo um ataque.

- Não, nunca, somos amigas, grandes amigas. – Digo e Chloe concorda. – Inclusive ela namora. – Digo nervosa e Paula sorri.

- Se não...

- Não, não foi isso o que eu quis dizer, o que... – Tento dizer, mas me atrapalho com as palavras.

- O que ela quis dizer foi que somos apenas amigas. E para reafirmar citou meu namorado. – Chloe me salva docilmente

- Exato. – Digo.

- E nunca houve atração? – Paula insiste e eu coro, como não teria atração? Chloe é linda, ela não sabe, mas minha atração por ela foi o que me fez perceber minha orientação sexual e ela tem um jeito único... Meu Deus! Estou divagando aqui!
- Claro que houve! – Digo “brincando”. Então abro um sorriso convencido. – Como não sentir atração por esse ser aqui? – Pergunto me referindo a mim mesma, o que faz todos rirem da minha piada. Suspiro levemente aliviada.

- Verdade, DJ. – Paula diz abrindo um sorriso malicioso. – Você é linda.

- Muito obrigada – Abro meu sorriso charmoso, vejo Chloe remexer no sofá, ok, ela estava meio que de vela, ninguém gosta. Mas é por uma boa causa, se eu flertar com Paula, ela não volta para a pergunta da atração, além disso, ela não é feia, ela só é meio vendida, faz tudo por fama.

- Bom, - Paula fala corada e sorrindo, o que me faz sorrir convencida. – foi um prazer recebê-las.

- O prazer é todo meu. – Digo mais baixo e ela cora mais.

- Prazer. – Chloe fala sorrindo, mas vejo que está incomodada, nada que o público perceba.

- Tchau, galera. – Digo e saio, com Chloe ao meu lado, dou meu braço a ela e saímos juntas.

- Está tudo bem?

- Sim, sim, só não gosto muito de ficar de vela. – Chloe diz e eu a puxo, fazendo com que ela vire para mim, não poderia explicar que estava fugindo da pergunta da Paula.

- Paula estava fazendo muitas perguntas, só estava fugindo delas. – Digo e Chloe me olha em meus olhos, me impedindo de desviar o olhar.

- Por quê? – Ela pergunta e eu travo, o que vou dizer?

- Er... eu... – Tento formular uma frase, mas nada vem, mas sou interrompida

- Beca! – Ouço Theo e olho para ele, amém. Ele me chama e eu sorrio e seguro sua mão.

- Vem, tenho uma surpresa! – Digo a puxando em direção a ele, que vai até o estacionamento

- Ah Beca, você tem que parar de... – Ela se cala com a visão em sua frente, um Shelby Cobbra conversível de 1965. Chloe, nas poucas vezes que falou de sua família, falou que seu pai amava carros e uma vez, quando ela era penas uma criança, ele construiu um Shelby Cobbra de 65, falou que deram trilhões de voltas no quarteirão e só pararam quando Chloe não aguentou e dormiu. – Não acredito! Meu Deus! Está impecável! Ao menos por fora! Meu Deus! – Ela olha para o Theo parado ao lado do carro e então olha para mim. – Você pediu para que ele alugasse esse carro?

- Bom, mais ou menos... – Digo e então Theo vem até mim e me entrega a chave do carro.

- Boa viagem para as duas, as malas já estão no porta malas e no porta luvas coloquei algumas coisas para vocês comerem. – Ele diz e eu lhe dou um abraço, Chloe voa em seu pescoço e o agradece. Vou até o banco do passageiro e abro a porta, antes de sentar-me, sou impedida.

- O que está fazendo? – Ela pergunta.

- Ué, me sentando.

- Eu vou dirigindo? – Ela pergunta e eu sorrio e concordo, ela sorri magnificamente, poderia ficar vendo seu sorriso o dia inteiro. Ela vem até mim e pula em meus braços

- Não acredito que alugou esse carro. Muito obrigada

- Bom... – Tento me explicar e ela sai do meu braço e me encara

- O que você fez? – Ela pergunta desconfiada

- Não tem muitos carros desse para alugar... Então... logo que eu ganhei meu primeiro salário após um show... eu meio que comprei esse... Eu pesquisei bastante, mas tenho certeza que foi feito aqui em Atlanta e pelo ano... pode ter sido o que... Bom... sabe.... Seu pai... Enfim... Achei que gostaria, estava de olho nele faz tempo, mas não tinha dinheiro, assim que tive eu comprei... É um presente... Está no seu nome... Mas se não gostar eu... – Falo sem parar e então Chloe segura meu rosto, me fazendo olhar em seus olhos, que estavam marejados.

- Você não tem ideia do que isso significa para mim, Beca. Eu amei, foi a melhor coisa que já recebi na minha vida. – Ela diz e me abraça forte, ficamos assim por um tempo. – Eu vou pagar...

- Por favor não. – Digo sorrindo. – Estou esperando para te dar esse presente, mas queria que tivesse sido eu, não queria pedir para ninguém. Além disso, duvido que meu pai me daria dinheiro para um carro que eu fosse dar, sério Chlo. Aceita esse presente. – Falo e ela sorri e concorda. – Bom, então vamos pegar estrada que eu quero ver até quanto você consegue chegar. – Eu provoco e ela sorri aceitando o desafio.

- Você nem imagina, Mitchell. – Ela fala desafiadora e entra no carro sorrindo. – Vamos? – Ela pergunta admirando o carro.

 Sorrio de lado e reviro os olhos, entro no carro e coloco o cinto. Ela acelerou devagar, seus cabelos ruivos balançando com o vento faziam com que eu perdesse o foco as vezes, mas logo tentava me concentrar na conversa descontraída. Não gosto disso, com a Chloe eu simplesmente... perco o foco, me sinto vulnerável, ela tem essa capacidade incrivelmente irritante. Fomos até um restaurante próximo que havia perto do estúdio, almoçamos e eu dei alguns autógrafos a quem pedia. No meio da tarde saímos e fomos até o carro.

- Estou muito ansiosa para poder correr. – Ela diz animada e eu rio. – Que risada foi essa?

- Nada, só não te imagino correndo. – Digo e ela levanta a sobrancelha me desafiando e entra no carro novamente, se posiciona de um jeito... Deus...Coloca seus óculos escuros e me encara já com as mãos no volante. Meu Deus. Maldição. Nem consigo evitar pensar o quão sexy a ruiva estava ao volante do conversível. Deus. Quero voltar para entrevista, vai ser menos difícil do que lidar com a ruiva.

- Como eu te disse, você nem imagina. – Ela fala em um tom provocativo e eu reviro os olhos divertida. Me perco com a visão e ela abre ainda mais seu sorriso. - Está com medo, Mitchell? – Diz convencida e eu desvio o olhar para corar levemente, droga.

- Claro que não, cara. Como se eu pudesse ter medo de uma tartaruga dirigindo. – Eu provoco e entro no carro, ela sorri de modo maldoso e acelera, quando eu digo acelera, ela acelera muito, muito mesmo, logo estamos na estrada, minha mão automaticamente segura firme na porta, ouço uma risada e me viro em direção a ruiva

- O que tinha dito?

- Calada, estranha. – Digo e ligo a rádio. Começamos a cantar e rir. Logo escurece. – Chlo, não é melhor encostar para fecharmos o capô. – Digo alto e ela concorda tranquila, diminui a velocidade e entra no acostamento. Fechamos o capô e voltamos para estrada, ela olha para o GPS. – Acho que é nessa próxima saída

- Claro que não, Beca. – Ela fala divertida – É em outra.

- Não é não – Falo com firmeza enquanto nos aproximamos da saída. – Confia, vira nessa. – Digo

- Beca.... – Ela fala receosa e eu reviro os olhos

- Confia, Chlo. – Digo e ela revira os olhos e entra, logo a tela do celular muda e aparece recalculando e trava


Notas Finais


Espero que tenham gostado!! Beijos. Até o próximo capítulo.


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