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História Be an idol or Stay with you? - Wen Junhui - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Ni hao Beijing!



Depois do táxi ter-me deixado frente à porta da terminal no Aeroporto, comecei a ficar nervosa. Não havia ninguém comigo. Decidi respirar fundo e abrir o papel do check-in, para apresentá-lo à assistente da receção.


— Ni hao, tenho este voo, para onde devo ir?


— Desloque-se para a direita e suba as escadas, em direção à porta quatro.


— Certo, xièxiè.


Rapidamente, fui caminhando, seguindo a placa que tinha escrito “Gates 01-09”. Percorri um corredor gigantesco até chegar a uma zona onde havia uma fila em que as pessoas estavam a registar as suas malas. Até ao momento não havia sinal do Junhui, nem sequer uma mensagem. 


Como ainda faltava uma hora para a partida do avião e a minha mala já estava registada, decidi ir a um café comprar uma sandes, pois estava cheia de fome. Quando o meu irmão perguntou se eu queria comer, não estava com cabeça para isso. 


Fui ter a uma das mesas e sentei-me. Pousei o tabuleiro com a sandes e o sumo de laranja, pois sentia a garganta seca e não queria correr o risco de ficar constipada. 


Os minutos passavam e eu não parava de pensar onde poderia estar o Junhui. O plástico da palhinha estava muito roído e já tinha perdido mais de dez por cento de bateria, navegando nas redes sociais e aguardando alguma chamada.


As pessoas levantaram-se das cadeiras da sala de espera e começaram a colocar-se em linha frente à porta para o voo com destino a Pequim. Levantei-me também e guardei o telemóvel no bolso. Sabia que não adiantaria nada continuar com ele na mão.


Coloquei-me atrás de um casal de maiores, estavam muito felizes, parecia que iam passar férias na capital ou visitar familiares, possivelmente ver os netos ou simplesmente aproveitar o sol da grande cidade.


— Querido, trouxeste a câmara fotográfica? 


— Claro, e as roupas que compraste para os pequenos, tens aí?


— Aham, não me esqueci!


Os dois sorriram um para o outro e deram as mãos. Já estava a começar a ficar irritada. 


— “Tim!” 


Tirei o telemóvel do bolso, sem qualquer entusiasmo. “Estou a caminho.” Enviei um “Ok” de volta e segui em frente. Subi as escadas do avião, e depois de ter mostrado o bilhete, procurei o meu lugar e sentei-me.


Olhei para a janela, esperando pacientemente, mesmo cansada. Os assistentes de bordo iniciaram o discurso de segurança e aí comecei a acreditar que ele não iria aparecer. Cruzei os braços e fechei os olhos, tentando não pensar em nada.


— Bom dia! Desculpe ter interrompido — falou alguém sem fôlego.


Eu não quis ver quem era, achava que não era quem eu pensava. Os passos estavam cada vez mais próximos de mim e senti um cheiro a perfume agradável e ao mesmo tempo excitante, era tão único e característico da pessoa que tem estado constantemente na minha cabeça. 


— Já estou aqui. — Ainda a respiração não estava no seu ritmo normal.


Abri os olhos e sorri, perante o ser que estava agora a dar-me borboletas suaves na barriga. 


— O que é? Porque me olhas assim? — sorriu envergonhado, antes de sentar ao meu lado. 


— Por nada, finalmente estás aqui. 


— Desculpa ter-te feito esperar, eu não podia entrar pela porta principal e o meu manager nunca mais me atendia, pelos vistos esqueceu-se que eu ia viajar, mas já está tudo em ordem. 


— Ainda bem. 


— Receei que fosses ficar preocupada, não queria mesmo, desculpa. 


— Eu estou tranquila Junhui, já passou. 


— De verdade? — Desviou os olhos para ir ao encontro dos meus, tentando confirmar. 


Mostrando um sorriso acenei com a cabeça, fazendo Junhui sorrir também. Ele pegou numa garrafa de água e bebeu bastante, acabando por soltar um suspiro de alívio. 


— Achas que devemos estar sentados juntos? — perguntei. 


— Não vejo o problema. — Fez beicinho, indiferente à questão. 


— Verifica se alguém nos está a observar — pedi preocupada. 


Ele olhou para vários lados, e a senhora hospedeira de bordo pediu para que ele se sentasse e pusesse o cinto. 


— Acho que não há ninguém a olhar muito para nós. Mesmo assim, este é como um lugar aleatório, ninguém vai pensar que eu sentei-me intencionalmente ao teu lado. 


— Isso pensas tu, se não paras de falar para mim — desatei a rir. 


— Tens razão, mas olha, não interessa. Vou colocar a máscara de olhos e tirar uma sesta. 


— Também queria, estou cheia de sono.


— Queres uma almofada? Eu trouxe duas. 


— Ohh Junhui…


— Eu costumo pôr uma à volta do pescoço e outra nas costas. Posso dar-te essa. 


— Ah, eu quero! 


—Toma. 


— Obrigada.


Acomodei a almofada atrás da minha cabeça e senti-me tão confortável que não demorei para pegar no sono.


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— Naliang, já chegámos, acorda. 


— Hmm — espreguiçei-me. 


— Vamos, o manager está à nossa espera.  — Junhui deu um belisco na minha bochecha.


— Estava a saber tão bem dormir no avião… — disse enquanto pegávamos nas malas. 


— Entendo — soltou um riso. — Precisamos de comer também, as viagens logo de manhã dão voltas ao nosso organismo, por isso não comi nada. 


— Eu comi. 


— Espero que a tua barriga esteja boa, que a minha não resiste mesmo! Um dia eu e o Soonyoung comemos frango frito antes de embarcar para o Japão e fiquei tão mal depois da aterragem, ahh. 


— Meu Deus, deves ter passado mal. 


— Nem imaginas.


— Naliang, agora eu vou entrar por esta porta e tu continuas em frente, ok? Quando chegares à saída, verás uma carrinha preta à tua espera, eu vou entrar mais tarde. Não tenhas medo, quando o meu manager te ver, ele saberá que és tu.


— Não me faças isso… Mas eu percebo porquê, infelizmente. 


— Já nos vemos, são só uns minutos princesa. — Tocou na minha cabeça suavemente com a palma da mão e logo afastámo-nos, como dois barcos a seguir caminhos opostos.


Facilmente consegui ver a carrinha, estacionada entre dois carros. O motor ligou no momento em que me aproximei e abri a porta. Receava que ele estivesse super chateado comigo, ele podia não confiar em mim. 


— Bom dia! Qiu Naliang, certo? — Ele sorriu.


— Sim. 


— Entra, já ponho a tua mala na bagageira.


— Obrigada. 


— Trouxe duas bebidas, para ti e para o Junhui, para o caso de terem sede. — Indicou o saco que estava entre os dois bancos da frente. 


Ele estava a ser simpático, o que deixou-me um pouco aliviada. 


— Agora vamos ver onde se meteu aquele rapaz. Ele podia ter vindo contigo, mas pronto, tinha que ser. Por acaso ele disse-te para onde ia? 


— Ele não me disse. 


— Este doido não sabe dizer coordenadas, enfim — afirmou, enquanto guiava o veículo. 


Eu tinha uma postura que não sabia se havia de rir ou ficar calada. 


(chamada a decorrer) 


— Junhui, onde estás? 


— Frente ao café. 


— Que café? 


— Só tens que contornar a terminal, vira à direita. 


(…)


Junhui, mal nos viu, meteu a mala atrás e depois abriu a porta e sentou-se ao meu lado.


— Vês, eu disse-te que eram só uns minutos. — Falou enquanto colocava o cinto. 


— Junhui, não precisavas de ir tão longe. Se não me tivesses ligado, já teria começado a andar às voltas, não é Naliang? 


— É — respondi, um pouco envergonhada. 


Junhui olhou-me com ar de surpresa por reparar que eu estava a comunicar informalmente com o seu manager. 


— Batido de morango, queres? — Ele parecia estar nervoso, por isso ofereci. 


— Pode ser, obrigado.


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Passado uma hora, finalmente entrámos no hotel, eu estava entusiasmada por pisar uma carpete sofisticada. A decoração do hotel tinha todo esse requinte, as paredes brancas tinham quadros históricos da China Antiga, retratando a Cidade Proibida.


— Vais ficar no quarto que supostamente era para o Minghao, mas ele ainda não chegou. Uma das condições para o meu manager ter-te aceitado foi que não podíamos gastar mais dinheiro em mais um quarto.


— Então como vão fazer? 


— Quando ele chegar, dormirá no meu. De qualquer forma, eu penso que iremos abandonar este hotel mal comece o programa. 


— Hm, vou ficar aqui sozinha depois. — Pensei logo. 


— Pensa positivo, poderás visitar os lugares bonitos daqui. 


— Apesar de já ter vindo aqui algumas vezes quando era mais pequena, é sempre bom refrescar as memórias.


— Exato, eu também estou a refrescar. E tu estás a contribuir para isso também — sorri.


(…) 


Depois do almoço, Junhui abandonou o local juntamente com o manager, para tratar de assuntos relacionados com a empresa.


Decidi aproveitar para separar as roupas e pendurá-las dentro do armário.


Quando terminei, tranquei a porta do quarto, preparando-me para ir dar um passeio e fazer depois uma chamada às minhas amigas. Eu não estava a prestar atenção a nada em específico, mas ouvi os passos de alguém que vinha a passo rápido, o que me fez olhar de imediato. 


A pessoa era tão alta e o seu blazer largo é comprido era vermelho quase como a cor da bandeira do país em que estamos. O indivíduo usava umas cadeias fininhas prateadas à volta do pescoço e as pontas dos seus cabelos deixavam os olhos ocultos.


Ele cada vez se aproximava mais, especificamente na minha direção, mas notei que ele tinha o telemóvel na mão e olhava para as portas dos quartos que estavam antes do meu, assobiando. 


Comecei a ficar em pânico no momento em que ele parou na minha frente. 


— Com licença.


— Não me posso desviar porque, eu estou a ocupar este quarto, entende? 


— Ai… — suspirou. — Menina, afaste-se, devia ter chamado os seguranças. Cada vez há mais falta de respeito. 


— Você não está a entender! Deixe-me explicar, eu já estava neste quarto. 


— Entendo que você é uma sasaeng, pensava que só havia na Coreia. Não se preocupe minha linda, vou chamar o segurança. — Depois de proferir estas palavras, ele pegou no telemóvel e marcou um número. 


Eu não sabia o que fazer a não ser colocar as mãos sobre a minha cabeça, só queria chorar.


— Você não entende… 


— Alô? Olhe, tenho aqui uma menina frente ao meu quarto, pode tratar disso por favor? 


Ele ignorou-me completamente.


Passado uns minutos, dois seguranças apareceram e eu soube logo que não valia a pena tentar resistir a eles.


— É ela. — Apontou para mim. 


— Qual é o seu nome? — perguntou um deles. 


— Qiu Naliang. 


— Quando entrou? 


— Há três horas, com Wen Junhui e o seu manager. 


O rapaz olhou para mim estupefacto. 


— Certo. 


— Xu Minghao — afirmou o outro guarda. — Ela está registada no Hotel, precisamente neste quarto. Por isso, não podemos fazer nada. 


— A sério? — bateu a palma da mão contra a sua testa. — Está bem está bem, podem ir. Desculpem o incómodo.


Ele voltou a suspirar, o chamado Xu Minghao, que afinal, era quem Junhui tinha mencionado. Após os seguranças terem saído, ele olhou para mim, mas, para minha surpresa, sem desprezo. 


— Vamos. Abre a porta. — Pediu tranquilamente, de forma educada. 


Fiz o que ele pediu, evitando mais chatices.


— Obrigado.


Minghao adentrou com a sua mala e sentou-se na cama. Pegou numa garrafa de água que trazia na mochila, bebeu uma elevada quantidade de uma vez e voltou a segurar na pega da mala, para se apoiar. 


— Desculpa, estou cansado — Sorriu, deixando-me mais confusa. 


— Okay. — Coloquei uma madeixa do meu cabelo atrás da orelha. 


— Vou ficar aqui à espera até que Junnie apareça e esclareça esta situação. 


Junnie? 


— Tens todo o direito. 


— Podes sentar, não tens que ficar aí em pé de castigo. 


— Ah obrigada. — Sentei-me ao pé dele, a uma distância respeituosa.


— Qiu Naliang, certo?


— Sim. 


— Embora saibas o meu nome, ou até quem sou,  devo-me apresentar. — Virou-se para mim. — O meu nome é Xu Minghao, ou The8, membro dos Seventeen. 


— Prazer. — Fiz a reverência.


Oh meu Deus ele é dos Seventeen! Como é que até agora eu não tinha percebido? Que vergonha. 


Eu sabia que havia alguém chamado The8 no grupo, mas relativamente a caras só conhecia o Junhui de memória.


— Desculpa todo o meu escândalo, fiquei assustado. Pensei que fosses uma perseguidora. 


— Ahh não tem mal, eu entendo. Para que não haja mal entendidos, eu sou amiga do Junhui. Ele convidou-me para assistir ao programa, por isso estou aqui. 


— Pois, mas esse miúdo deve-me uma explicação, ele não me avisou de nada! — Bateu o punho sobre a palma da mão. 


— Concordo. 


— De qualquer forma, espero que gostes. Eu ainda não sei até onde vou chegar neste programa, mas quero que os meus fãs vejam os talentos que ainda não mostrei e também gostaria de experimentar outros géneros musicais, mais do meu estilo. E tu? 


— Também quero aprender e perceber se ainda posso chegar a algum lado, ou seja, ao meu antigo sonho. 


— A sério? — Minghao encarou-me com admiração e entusiasmo. 


— Sim. — Sorri envergonhada. 


— Isso é bom! — Bateu palmas. — Estamos juntos, no mesmo objetivo! 


— O teu e o meu não têm comparação! — Soltei uns risos.


Num instante, olhámos para a frente, pois parecia que uns relâmpagos tinham acabado de vir contra nós.


❀° ❀ ◦ ❀ . ❀ ° ❀ ◦


Minghao meu bebé T-T ele é tão fofo e dramático, ou é Junhui o mais dramático?





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