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História Be mine - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Prepare for cooking


No outro dia, Tsukasa surpreendentemente acordou mais cedo que Rindou e logo saiu para o restaurante, pediu uma parte da cozinha emprestada, pois ele queria testar as combinações que pensou para refinar o Cocido Madrileño.

Após combinar vários tipos de temperos e testar mudar as carnes para ressaltar o gosto do grão-de-bico, ingrediente principal do prato, ele não conseguiu chegar a lugar algum. Colocou a mão na testa. A culinária espanhola era tão complicada!

Ele precisava se concentrar, conversar com a comida como sempre fazia, mas algo interrompia sua linha de raciocínio, o que seria de um chefe que não consegue se concentrar e preparar os pratos? Enquanto sentisse que algo falta, não conseguiria preparar o prato.

Se apoiou na mesa. "Como o farei? Nenhuma das combinações que pensei funcionaram." Respirou fundo, saiu da cozinha ainda com a dólmã, que havia vestido para cozinhar. Foi até o local de cultivo onde haviam frutas, legumes e vegetais, encheu os pulmões com o aroma. Em busca de inspiração. Um cheiro muito peculiar o atraiu, contudo não vinha daquela plantação, uma mulher com um perfume extremamente extravagante. Os cabelos dourados esvoaçavam com o vento forte. Olhos cor-de-mel. Sua aparência, assim como o perfume se destacavam naquele lugar. Usava roupas chamativas. Vendo o albino a encarar, andou até ele. Assim que chegou perto, segurou suas mãos com um sorriso.

— Você é Tsukasa Eishi, da Tōtsuki? Eu sou uma grande fã sua!

— Oh? Você me conhece?

— Claro que sim! Eu acompanhava você em tudo! E você também é mais bonito ao te ver ao vivo.

Ela segurou seu rosto com uma mão.

— Sua pele é tão macia. Parece que estou tocando um marshmallow.

Sem saber o que falar ou como agir, uma voz masculina ecoou atrás dele.

— O que quer com minha filha, pivete?

Ele se aproximou ficando cada vez mais furioso. Mas que surpresa, era o mesmo homem que queria destruir a Tōtsuki. Se Eishi pudesse ter um talento, seria o talento em ser azarado.

— Lorenzo! Você nunca me deixa interagir com nenhum garoto!

A garota protestou.

— Você é muito nova para pensar nessas coisas e eu nunca aprovaria um relacionamento entre os dois.

— ESTE LUGAR É UM INFERNO, EU TE ODEIO.

Ela saiu com lágrimas nos olhos, gritando e correndo por sua mãe.

— Mas que garota mimada.

Ele suspirou. Depois encarou Tsukasa com um olhar mortal.

— Nunca mais tente fazer nada com a minha filha! Quando o shokugeki acontecer farei questão de te esmagar primeiro.

E se retirou. Sem ter feito nada, Eishi levou toda a culpa. Sendo encarado por outra pessoa, certamente chateada. Assim que virou, viu Rindou de braços cruzados controlando a expressão divertida que ela tentava manter sempre, mas estava tão falso que qualquer um poderia perceber.

— Ei, Tsukasa, acho que vou sair por um tempo. Não espere por mim. Vou comprar algumas comidas para ver como farei a entrada. 

Ela saiu apressada, ninguém o deixou falar desde o começo do dia. Ele voltou para o quarto, sem muitas escolhas, já que as pessoas não o deixavam falar, ele decidiu se isolar no quarto, começou a mentalizar o prato e de que forma o faria. Pegou uma caderneta que havia trazido em sua bagagem e começou a desenhar como faria o prato, finalmente sentiu-se satisfeito.

— Talvez escolher cebolinha e pimenta como acompanhamento seja bom. Eu poderia adicionar umas mudanças na estrutura do prato também.

Ele começou a trocar os ingredientes, alternando as carnes. 

— Rindou, o que você acha de usar champanhe francês na recette?

Mas ninguém respondeu. Ela havia saído durante a manhã e ainda não voltara. Eishi pegou o celular para conferir o horário e percebeu que já eram quase nove horas da noite. Ele nem se lembrou de almoçar, passou o dia inteiro planejando o prato.

Estava com fome, então, para evitar cruzar com qualquer um que pertencesse à família de Lorenzo, pediu comida online, ele havia trazido consigo uma quantidade razoável de dinheiro então poderia ter esse luxo. Além de tudo, comer algo feito pelos espanhóis poderia o dar mais ideias de outras mudanças que poderia adicionar no prato. Assim, recebeu a notificação de que a comida havia chegado, ele abriu a porta contente e pegou a comida, ao saborear com delicadeza pôde distinguir cada ingrediente no prato. O que o deu uma ideia genial para o prato que iria preparar. Ele anotou instantaneamente para não correr o risco de esquecer. Ficou imaginando diversas combinações culinárias e sentiu-se inspirado. Entretanto, estava preocupado, já estava ficando tarde e Rindou ainda não havia voltado. Quando menos esperava alguém bateu na porta, esperava que fosse Rindou, mas na verdade era a garota loura, que ele viu de manhã.

— Boa noite.

— Boa noite. O que lhe traz aqui?

— Em primeiro, que acha que vim fazer? E segundo, vim lhe chamar para o restaurante, uma garota de cabelos ruivos está desafiando todos os servos de meu pai em shokugeki! Ela era sua amiga, não?

Sem dar mais muita atenção para a garota ele foi ao restaurante, Rindou estava de braços cruzados, mal-humorada.

— Quem achar que é capaz de me derrotar que venha com tudo.

Ela parecia embriagada, estavam rindo dela, mal conseguia pronunciar duas palavras corretamente. Tsukasa a puxou pelo braço, tentando trazê-la para o quarto da pousada, poupando o máximo de humilhação que ela pudesse sofrer. Assim que ele conseguiu, a colocou para dentro. Fechou a porta. A olhou sério. Ela estava de pé, o olhando também.

— Por que está tão sério, Tsukasa? 

— Você bebeu.

— Eu? Nada disso.

Ela riu consigo mesma. Balbuciando qualquer coisa.

— Vá se trocar, Rindou.

— Está bem. Mas não será do jeito que você espera.

Ele ficou confuso por um tempo. Ela pegou algo na mala e foi para o banheiro. Enquanto isso, Tsukasa se deitou na cama, exausto. O dia tinha sido cansativo e agora teria de cuidar de sua amiga aparentemente bêbada. Ele colocou o braço sobre os olhos. Tentou cochilar um pouco. Assim que ouviu o barulho da porta do banheiro abrir, falou:

— Apague as luzes, para dormirmos.





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