História Be my alpha - Capítulo 21


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Palavras 5.904
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fantasia, Ficção Adolescente, Luta, Romance e Novela, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Okay seus mimados, eu agora realmente preciso parar de atualizar tão rapidamente assim.

Bom, a esmagadora maioria - tanto aqui como no wattpad - votou contra a maratona, então continuará com atualizações frequentes.

Divirtam-se!

Capítulo 21 - Inesperada surpresa


Lauren

Keana…

Aquele nome ecoou em minha mente e causou uma leve falta de ar. Soltei todo o meu peso no banco do computador atrás de mim.

- Keana Marie Issartel. - Jogou a ficha no balcão. - Veja, aqui estão todos os dados dela.

Olhei para a ficha e engoli seco. Não podia se tratar da mesma garota. Seria uma piada de muito mal gosto do destino.

… Ela acabou de chegar de Chicago… - Falou Adam em minha cabeça.

… Ela teve que se mudar para Chicago… - Lembrei-me de Camila falando

Senti minha cabeça rodar, um pânico crescente dentro de mim, esmagando meu coração e pressionando meus pulmões, dificultando a passagem de ar e a circulação sanguínea. Eu provavelmente estava perdendo a pouca cor que minha pele tinha.

- Lauren? - Olhei para Adam que aparentava estar preocupado. - Está se sentindo bem?

Apenas assenti e desci do banco, caminhando calmamente até o banheiro. Não era justo Keana aparecer agora. Eu pensava em Camila e meu pânico crescia, se elas se encontrassem, eu não sabia o que poderia acontecer.

Ao mesmo tempo, eu não podia esconder isso de Camz, havíamos prometido não deixar segredos entre nós e eu sabia que não deveria esconder isso dela. Até mesmo porque, essa ômega iria atrás da minha alfa cedo ou tarde.

E o pior era que Keana era linda. Tinha um corpo mais bonito do que o meu. E se ela chamar a atenção da minha alfa?

Liguei a torneira e joguei um pouco de água no rosto, olhando para o meu reflexo no espelho. O medo estava presente em meus olhos verdes. Senti meu celular vibrar freneticamente e meu coração acelerou quando vi de quem se tratava.

- Alô… - Falei baixinho.

- Amor? - A voz da minha alfa era preocupada. - Está tudo bem com você? Senti algo estranho, pensei que estivesse em perigo

- E-eu estou bem… - Respondi, tentando esconder a verdade.

- Mentira. - Falou convicta. - Não vou te forçar a falar amor, mas saiba que eu estou aqui para você e não vou hesitar em pegar o primeiro vôo de volta se for urgente.

- Mas e seu emprego? - Tentei desviar do assunto.

- Isso pode esperar. - O jeito dela me fez sorrir. - Eu já errei uma vez com você, Lo. Não farei de novo.

- Você n-

- Anjo, vamos falar disso mais tarde, ok? - Camila disse docemente.

- Ok… - Sussurrei.

- Com quem vai almoçar? - Não entendi bem a mudança de assunto.

- Com ninguém.

- Lo, não acho que você deva sair sozinha hoje. Chame Adam. - Eu não estava entendendo a preocupação de Camila.

- Ele não pode amor, é ele que fica no balcão para que eu possa almoçar.

- Então ligue para Dinah, por favor, eu estou com um mau pressentimento, não quero que ande sozinha…

- Está bem amor. - Claro que eu não ligaria. Primeiro porque eu estava brigada com a namorada dela e segundo por que não havia necessidade.

- Ok, preciso voltar e você também. Se cuida e bom trabalho, anjo. - A doçura dela me fez derreter com o celular na mão.

- Bom trabalho, meu amor. - Mandei um beijo e desligamos.

Não iria preocupar minha alfa de maneira alguma, ela não podia voltar antes das férias acabarem. Camila não podia colocar os pés em Miami sem antes eu saber tudo sobre as intenções de Keana.

Eu tinha uma leve intuição de que ela queria a minha alfa. Uma das coisas que me fizeram notar isso, foi seu total desinteresse em Adam. O rapaz era bonito, tinha um cheiro forte mas não enjoativo. Era atlético, educado, inteligente. Tudo que uma ômega como ela poderia querer.

Mas durante a interação dos dois, eu percebi que ela apenas o respondia por responder mesmo. Em nenhum momento notei algum interesse por parte dela, sendo bem sincera, eu não havia reparado demais na conversa deles, mas pelo pouco que eu vi, Keana não estava nem um pouco interessada.

O resto do dia correu bem. Fui almoçar no restaurante que Adam me indicou, tudo sem preocupação nenhuma. O que eu agradeci mentalmente, o telefonema de Camila havia me deixado um pouco apreensiva.

A tarde correu calmamente, fiz tudo que minhas funções exigia e quando estava deixando o expediente, foi apresentada a Lele, outra ômega que trabalharia no turno da noite. Ela fez questão de me lembrar que eu poderia treinar ali, falando que seria bom ter outra ômega para bater papo enquanto ela trabalhava.

Dei risada daquilo, a garota parecia ser muito entusiasmada, como o alfa havia dito. Educadamente recusei sua proposta, primeiro porque academia não era para mim, segundo que se eu fosse lá, ela não me deixaria treinar, ficaria batendo papo.

Cheguei em casa cansada, porém satisfeita comigo mesma. Tomei um banho relaxante, pensando no que iria comer e no que iria pagar primeiro quando meu salário caísse, a minha netflix ou a minha internet.

Preparei macarrão com queijo para mim, meus pais chegavam sempre entre oito, nove horas da noite e na maioria das vezes, jantavam no restaurante hospital mesmo. Fui para a sala de tv, equilibrando meu prato e um copo de refrigerante na outra mão.

Escolhi um canal de desenhos para assistir enquanto eu comia, não via a hora de poder ligar para Camila. Agora, mais do que nunca, eu precisava que ela dissesse que era minha e que não iria me deixar.

A televisão me distraiu por bastante tempo, nesse período, troquei alguns sms com Ally e Dinah. A loira disse que não estava ressentida comigo por conta de Normani e até mesmo me defendeu, falando que eu tinha razão em tudo. Ela ainda se sentia culpada pelo que aconteceu com Camila, mas não tinha coragem de ligar ou mandar sms para a minha alfa.

Até me ofereci para falar algo ou pedir que Camila a ligasse, mas a alfa me pediu para que deixasse isso com ela e que não me metesse na história. Dei de ombros e acabei acatando a decisão de Dinah.

Pensei mais um pouco em Keana. Eu a queria longe daqui, longe da garota que eu gostava. Minha mente me torturava com imagens de Camila me deixando, falando que preferia a outra ômega.

Me tranquei no quarto e fiquei esperando dar nove horas para ligar para Camila, meus pais haviam mandado mensagem avisando que chegariam bem tarde hoje. Então peguei meu celular e fiquei jogando Candy Crush. Não importa quanto tempo passasse, esse sempre seria meu jogo favorito.

Já havia passado quatro fases quando minha alfa me interrompeu com uma ligação, me fazendo sorrir amplamente e atender no segundo toque.

- Oi meu amor. - A ouvir me chamar daquela forma, com a voz tão carinhosa me fez tremer.

- Oi amor… - Deitei na cama, olhando para o teto.

- Como foi seu dia? - Imediatamente lembrei da garota.

- Ah, foi legal…

- Só legal? - questionou. - Achei que estaria mais empolgada anjo, você estava tão feliz ontem… - Ela sabia que havia algo de errado.

- Se Keana voltasse-

- Laur, Keana não vai voltar. - Falou com tanta convicção que me perguntei como ela reagiria se eu contasse a novidade.

- Se ela voltasse… Como você reagiria ao encontrar com ela? - Mordi o lábio, sentindo um forte aperto no coração.

- Sinceramente? Seria legal revê-la. - Aquilo doeu muito e aumentou ainda mais a minha insegurança, Camila sentiu isso. - Mas apenas por que ela foi uma grande amiga, Laur. Por muito tempo ela foi a única pessoa que eu tinha, Shawn não estudava comigo.

- Mas-

- Eu não posso fingir que ela não significou nada, amor. Ela foi alguém importante na minha vida. - Meus olhos já estavam com lágrimas. - Mas passou, Lauren. Keana é passado. Nós até poderíamos voltar a ser amigas, mas nada além disso.

Fiquei em silêncio, uma bagunça de sentimentos povoava minha mente e meu coração.

- Laur, nada e nem ninguém pode suplantar a sua presença em minha vida. Você tem um lugar dentro de mim que é somente seu. - Sua fala aliviou um pouco do que eu estava sentindo. - Eu sou a sua alfa, nem Keana, nem Luís, nem Keaton, nem ninguém irá mudar isso.

Eu a amava. Era isso, simples assim, a amo com todas as minhas forças. Mesmo não conseguindo dizer em voz alta para ela, era exatamente isso que eu sentia.

Eu te amo, Camila Cabello.

Nossa conversa correu tranquila depois disso. Minha alfa sabia que havia algo errado e dessa vez resolvi não cometer o mesmo erro. Fui sincera e disse que havia sim algo me incomodando, mas que no momento eu não queria falar a respeito.

Ela pareceu não gostar muito, mas aceitou minha decisão e disse que esperaria o tempo que fosse.

[...]

Os dias foram passando, nós conversávamos noite sim, noite não, mas trocávamos sms todos os dias. Durante minhas horas de trabalho, na parte da manhã, eu observava Keana. Ela não deixava de comparecer nenhum dia.

Às segundas e quartas, ela treinava jiu-jitsu na Fight Club, o resto dos dias, treinava na Gym. Ela tinha um corpo invejável, reparei na forma que os outros alfas a olhavam. Muitos até chegaram nela, deixando - agora meu amigo - Adam um pouco enciumado.

Ela não dava atenção para nenhum deles. Somente com Adam que conversava um pouco, o que o deixava um tanto frustrado. Aquela ômega não queria saber de ninguém.

Era dia vinte e seis de junho. Sexta-feira. Um dia antes do meu aniversário. Aproximadamente por volta das nove da manhã, a garota que agora era a personificação dos meus piores pesadelos veio até o meu balcão, pedindo um isotônico.

Pensei em ser bem rude e mandá-la ir comprar Gatorade na casa do caralho. Mas sabe aquele ditado “mantenha seus amigos por perto e os inimigos mais perto ainda”? Pois bem. Foi o que eu fiz.

- Grata. - Respondeu com um sorriso irritantemente lindo quando eu lhe dei a garrafa. - Reparei que você me olha bastante.

- Reparo bastante em todo mundo aqui dentro. - Falei com indiferença. - Deseja mais alguma coisa? - Forcei um sorriso, tentando parecer menos rude.

- Não… - Sussurrou, mas não fez menção nenhuma de sair dali. - Você sempre trabalhou aqui?

- Não. É emprego de férias. - Respondi calmamente. Ela quer conversar? Vamos conversar então.

- Sério? Quantos anos você tem? - Pareceu verdadeiramente animada com meu repentino interesse em bater papo.

- Dezessete. - Bom, eu faria amanhã, mas ela não precisava saber disso.

- Que legal. Você então está no último ano do ensino médio?

- Penúltimo, começarei no semestre que vem.

- Ah, entendi… - Bebeu mais um gole. - Eu preciso fazer o último ano ainda. - Fez um bico. - Não vejo a hora de me formar e ir para a faculdade!

- Eu também, já sabe qual curso fará? - Tentava manter um diálogo animado, mas eu não tinha animação nenhuma. Ela não parecia se importar com minha falta de entusiasmo.

- Direito, na Columbia. - Estranhei aquilo. Geralmente as pessoas que sonham em ser advogados almejam Harvard.

- Por que não Harvard?

- Ah, seria bem legal. Mas a alfa que eu gosto quer fazer bioquímica na Columbia. E eu já passei tanto tempo longe dela, não vou querer ficar minha graduação toda longe.

Aquilo fez meu coração disparar fortemente. Camila queria fazer bioquímica. Nunca havia mencionado Columbia, mas era esse curso.

- Então, você tem uma alfa? - Tentei aparentar indiferença.

- Na verdade, eu não tenho. Eu me mudei para Chicago antes de começar o ensino médio, infelizmente eu perdi meu celular no aeroporto… - Fez uma careta chateada. - Nunca mais pude ter qualquer contato com ela. Camila nunca foi de ter redes sociais, então não tive mais como encontrá-la.

A ouvir pronunciar o nome da MINHA alfa me irritou muito. Eu precisava manter a calma, embora quisesse voar no pescoço dela e obrigá-la se afastar de Camz, eu estava trabalhando e era muito errado levar problemas pessoais para dentro da academia.

E eu não iria perder o meu emprego por conta dessa abusada.

- Já parou para pensar que ela pode ter encontrado alguém? - Dei de ombros, apertando meus punhos abaixo do balcão.

- Sim, pensei. - Deu de ombros e apoiou os braços sobre o tampo amarelo. - Acho difícil, mas pensei sobre isso. Ela sempre foi diferente, sabe? - Falou com um carinho nos olhos que me irritou ainda mais. - Nunca se interessou por outras pessoas. Ela tem um mundo só dela… - Sorriu.

- Bom, as pessoas mudam.

- Sim, de fato. - Bebeu mais um pouco da garrafa que já estava pela metade. - Mas eu a conheço desde que éramos crianças. E por mais que ela tenha mudado, sei que sua essência permanece a mesma.

- Talvez ela esteja bem com a pessoa que está hoje. - Me virei para o monitor e digitei coisas aleatórias.

- Talvez. Mas eu não posso desistir sem lutar antes, entende? - A fitei, céus como eu queria bater nela. - Nos conhecemos há tanto tempo, é como se nossa história houvesse sido interrompida. Tivemos um começo, mas não pudemos ter um meio e um fim. Se é que teria um. - Fitou o tampo amarelo, enquanto fechava a garrafa agora totalmente vazia.

- E agora você se acha no direito de interromper a história dela com a outra? - Me debrucei sobre o balcão, a olhando de perto.

- Eu estou pronta. - Ela falou, me olhando nos olhos. - Estou pronta para ser mordida… - Engoli seco, com dificuldade. - E eu tenho certeza de que Camila também está. Nós só precisamos nos entender, eu sei que ela é a minha companheira de alma.

Eu não sei explicar a forma que meu corpo reagiu àquela informação. Eu cheguei a arrepiar de medo. Ela pareceu nem se ligar na minha reação.

- Eu fui na casa dela semana passada. - Suspirou. - Mas ela viajou para Los Angeles.

E então me dei conta de algo importante. Eu nunca havia sido apresentada aos pais de Camila, enquanto ela parecia conhecer a família toda. De certa forma aquilo me magoou. Camz nunca sequer mencionou seus pais para mim, falou somente da irmã e ainda assim foi pouco.

- Eu preciso ir. Foi bom falar com você… - Olhou para o meu crachá. - Lauren. Até semana que vem.

- Tchau. - Respondi baixo, ainda me encontrava em um estado catatônico.

Adam chegou assim que a ômega deixou a academia, querendo saber o que conversamos por tanto tempo, mas eu simplesmente corri para o banheiro e vomitei todo o meu café da manhã.

Depois de ter passado um nervoso tão grande, era natural que meu corpo reagisse dessa maneira. O Omega Interior de Keana já estava pronto. Eu ainda não entendia muito bem o que isso queria dizer e nem como ela tinha tanta convicção disso, mas era capaz de entender que se Camila lhe desse uma única chance, elas se tornariam companheiras.

E então eu perderia a minha alfa para sempre.

[...]

O resto do dia se arrastou, eu estava no piloto automático desde minha conversa com Keana e passei a noite revirando na cama. Camila não ligou e não respondeu nenhum sms.

A manhã do meu aniversário foi agradável, meu pai já havia aceitado um pouco o meu emprego e voltou a bancar minha internet e a netflix, mas não me devolveu o cartão.

Acho que ele não queria dar totalmente o braço a torcer, tudo bem. Eles tiveram uma emergência hospitalar no meio da tarde. Depois de dezessete anos vivendo com esses imprevistos, eu já estava acostumada.

Ainda ficava pensando em tudo o que havia acontecido nas últimas horas. Tentei ligar para Camila mas ela não atendeu e tampouco respondeu meus sms. Eu já estava preocupada, mas ao mesmo tempo, não conseguia concentrar minha preocupação nela, pois pensava na ômega que queria tirá-la de mim.

Subitamente fiz algo que nunca havia feito na vida. Coloquei um shorts, um top esportivo, calcei meus tênis e fui… Correr.

Sim, correr. Sem ter o mínimo de preparo físico, sem ter feito alongamentos, eu simplesmente saí de casa e corri. Tentando arrumar alguma forma de aliviar aquele mal estar que eu vinha sentindo desde descobri que aquela garota estava novamente em Miami.

Percebi que chorei durante minha corrida, mas pouco me importei em limpar as lágrimas. Estava tão exausta de tudo aquilo, que apenas queria deixar minha alma ser lavada. Esse é o ponto mais negativo de ser ômega, somos estupidamente emotivos.

Me aproximei da varanda de casa, eu havia corrido por uma hora, estava exausta. Travei assim que me aproximei da porta. Havia um cheiro ali, mas não era qualquer um. Era um muito bem conhecido, era o meu amadeirado favorito.

Abri a porta rapidamente e a bati com força assim que entrei, olhando para todos os lados. Encarei as escadas e subi correndo, parei na porta de meu quarto, dando de cara com uma Camila fodidamente gostosa, usando uma legging preta que deixava seu volume marcado, coturnos, uma regata branca e jaqueta de couro preta.

Ela segurava uma rosa vermelha e tinha um sorriso lindo em seus lábios. Meu coração já havia explodido devido à alta velocidade.

- Feliz aniversário, meu amor.

Sua voz de alfa entrou por meus ouvidos e causou espasmos em meu corpo, além de um arrepio delicioso.

Sem conseguir me conter, avancei em sua boca com desespero e saudade. Céus como eu estava com saudades! Eu pouco me importava se estava suada ou não e ela também pareceu não se importar.

Tirei a jaqueta de seu corpo sem parar de beijá-la. O cheiro dela entrava em mim até pelos meus poros, me embriagando completamente, me fazendo dela. Suas mãos reivindicavam meu corpo com possessividade.

Eu apertava sua nuca por entre os cabelos soltos, a puxando para mim.

- A-mor. - Tentou falar por entre nosso beijo. - T-trouxe uma r-rosa. - Eu não parava de beijá-la, não queria saber da rosa, era um gesto lindo, mas no momento, eu só queria a minha alfa. - Amor!

Nos afastamos minimamente, fechei meus olhos e encostei nossas testas. Camila ergueu a bela flor entre nós. Fitei o feixe de pétalas vermelhas e sorri.

- Eu não sei o que significa…- Sussurrou para mim. - E eu não sei se você gosta… Eu nunca fiz isso antes, achei que te agradaria… - Falou sem jeito e eu sorri.

Novamente lágrimas saíram de meus olhos, mas essas eram de felicidade. Ela estava aqui, comigo, me estendendo uma rosa cuja a qual ela não sabia o que significava. Apenas queria agradar.

- Eu queria te fazer uma surpresa, vou passar o final de semana com você… - Olhei em seus olhos que brilhavam. - Tenho que ir no domingo à tarde, mas essa noite, ficarei com você.

Assenti, o alívio de ter minha alfa por perto foi tão grande que comecei a chorar de alegria. A olhei novamente, ela havia ficado linda com aquela franjinha. Falei que tinha adorado o novo corte, fazendo-a corar.

Agora, mais calma, achei melhor tomar banho. Havia acabado de lavar o cabelo quando Camila se juntou a mim, apesar da saudade que eu estava de seu corpo - agora um pouco mais definido - nós apenas nos banhamos. Ela lavou todo o meu corpo, distribuindo beijos ao longo dele.

Eu estava começando a ficar excitada, o toque de suas mãos macias fazia minha pele arrepiar mesmo embaixo da água quente. Saímos do chuveiro e minha alfa se secou, falou que ia preparar algo para eu comer enquanto eu terminava de me secar e me vestir.

Coloquei uma cueca feminina vermelha e uma camiseta dos Clevelands. Eu adorava as camisetas de basquete, tinha uma coleção enorme delas, apesar de não acompanhar a NBA.

Desci as escadas e meu estômago roncou alto quando distingui o cheiro de tacos. Eu não podia acreditar que Camila estava preparando tacos! Corri em direção à cozinha, dando de cara com a minha alfa vestindo nada mais do que sua cueca e uma camiseta do Bulls.

Ela adorava aquela peça de roupa, acho que a deixaria levar para Los Angeles, assim teria algo a mais para se lembrar de mim. Cheguei por trás e a abracei, apoiando minha cabeça em seu ombro enquanto ela mexia a carne na panela.

- Lo, o que está acontecendo? - Apertei meus braços ao seu redor. - Por que está com tanto medo? O que te assusta tanto?

Respirei fundo e escondi meu rosto por entre seus cabelos úmidos, sentindo o cheiro do meu shampoo que não era o suficiente para mascarar o amadeirado natural de seu corpo.

- Eventualmente você vai descobrir. Mas eu não quero te contar. Tenho medo que ao saber, você me deixe. - Senti seu corpo retesar.

Como falaria que a garota por quem ela já foi apaixonada estava de volta? E se ela saísse por aquela porta, atrás de Keana? Eu não conseguia contar, eu não queria contar.

- Tudo bem, anjo. - Virou a cabeça para dar um beijo em meus cabelos.

- Tudo bem? - Falei baixo, ainda estranhando ela não ter me pressionado.

- Eu não vou cometer os erros de antes, Laur. Se você ainda não se sente preparada para me contar, eu entendo e confio em você. E se algo der errado, me certificarei de ouvir o seu lado antes de tomar qualquer atitude. - Ela se virou para mim, apoiando as mãos em minha cintura e eu segurei em seu rosto.

Camila amadureceu. E então eu soube que seu Alfa Interior também já estava pronto.

Droga! As duas já estão prontas!

Coloquei de lado meus medos e olhei em seus olhos, os castanhos que eu tanto amava me transmitiam amor e carinho. Lentamente me aproximei de sua boca e a beijei.

Nosso beijo era calmo, estávamos apenas sentindo uma à outra. E naquele momento, em seus braços, sentindo o sabor de seus lábios, não havia mais ninguém além de nós duas. Eu me senti amada, protegida, segura.

Nos separamos para que ela pudesse voltar sua atenção à panela antes que a comida queimasse. Os tacos estavam tão divinos que eu comi até não ter mais nenhum espaço no estômago.

Camila riu de meus resmungos sobre estar com dificuldades para sair da mesa, mas mesmo assim, veio até mim e me carregou de volta para o quarto, onde assistimos uma comédia romântica e trocamos carinhos.

Estava tão bom ficar daquele jeito, com as mãos dela fazendo carinho em minha barriga por baixo da camiseta, que acabei relaxando completamente. Até notar que os carinhos estavam ficando mais ousados.

O quarto estava escuro, sendo iluminado apenas pela televisão, que agora passava mais uma comédia romântica. Eu estava sentada entre as pernas de Camz, apoiada em seu corpo enquanto ela encostava na cabeceira.

Camila, ousadamente, subiu suas mãos devagar, arranhando bem de leve a minha pele. Fingi estar prestando atenção no filme, somente para ver até onde ela ia com aquele comportamento.

Seu toque subiu mais um pouco, até ficarem bem abaixo dos meus seios, quando senti suas unhas rasparem de leve aquela região, estremeci um pouco, mas não falei nada. Finalmente suas mãos macias apertaram com um pouco de força bem onde eu queria, iniciando uma massagem gostosa que me fez relaxar mais e suspirar.

Ouvi uma risadinha e logo seus lábios se apossaram de meu pescoço, deitei a cabeça em seu ombro, deixando o caminho livre para ela fazer o que desejava. Seus lábios se fecharam em minha pele, chupando de uma maneira maravilhosa.

Levei minha mão direita à sua nuca, puxando mais sua cabeça contra mim, enquanto a esquerda apertava sua coxa. Ela beliscou meus mamilos, fazendo com que um baixo gemido escapasse de minha boca e desceu uma de suas mãos, enquanto a outra voltou a me massagear.

- A-amor… - Sussurrei - M-meus pais podem chegar a qualquer m-momento… - Sua mão descia lentamente, arranhando, apertando minha barriga, cintura, me enlouquecendo.

- São só carinhos, amor… - Passou o indicador pela barra da minha calcinha. - Apenas carinhos…

Dito isso, colocou a mão por baixo da peça íntima, levando seus dedos até meu ponto de prazer. Soltei um gemido um pouco mais alto por entre minha respiração ofegante. Suas mãos trabalhavam em meu seio e entre minhas pernas, a boca molhada passava por meus ombros e pescoço.

- Você é… t-tão boa com carinhos… - Abri mais as pernas, para que ela tivesse mais espaço.

- Que bom que está gostando, amor… - Sussurrou, sua voz saía tão calma, que se eu não estivesse sentindo sua ereção em minhas costas, duvidaria que ela estava excitada. - É seu aniversário, você merece muito mais…

- T-também acho… - Falei, apertando seus cabelos que enrolavam meus dedos. - M-mereço mais.

Ela passou o nariz pela minha orelha, sua respiração arrepiando toda a minha nuca. Arranhei sua coxa e puxei seu cabelo ao mesmo tempo em que deixava mais um gemido escapar. Seus dedos tinham pressionado mais o meu clitóris, a massagem, antes leve, agora tinha um pouco mais de pressão.

Forcei minhas pernas abrirem mais e escorreguei um pouco sobre o colchão, em um pedido mudo para que ela colocasse seus dedos dentro de mim, minha boceta se fechava contra o nada, causando uma dor latente.

- Quer mais meu amor? - Sussurrou em meu ouvido e logo em seguida lambeu meu lóbulo.

Antes que eu pudesse responder seus dedos escorregaram com facilidade para dentro de minha entrada molhada, me fazendo gemer em alívio e satisfação, comecei a movimentar meu quadril contra suas investidas.

Estava tão gostoso rebolar em seus dedos, até que ela os curvou, atingindo o ponto exato. Começou a investir ali continuamente, obrigando-me a acelerar meus movimentos, em busca do orgasmo.

Minhas mãos a apertavam com tanta força, que passou pela minha cabeça que talvez eu estivesse machucando-a, mas rapidamente essa ideia se desfez, quando ela chupou forte meu pescoço e passou a língua para aliviar a dor.

Meu corpo se movia cada vez mais rápido, eu estava quase lá, Camila desceu a outra mão até meu ventre, arranhou um pouco ali e logo senti seus dedos em meu clitóris, o estimulando. Seus dedos entravam e saíam, na velocidade exata do meu prazer.

- Vai, Lauren… Goza… - Sua voz rouca de alfa me fez abrir os olhos e rosnar alto, jogando minha cabeça para trás, contra ela.

Meu corpo todo se contraiu, os espasmo faziam minhas pernas arrastarem meus pés pela colcha, minhas unhas arranharam sua coxa com força e com a outra mão, puxei seu cabelo a ponto de fazê-la gemer de dor.

Cheguei ao meu ápice, escorrendo pelos dedos dela e molhando ainda mais as mãos que acabaram de me dar prazer. Relaxei meu corpo sobre o seu, vendo-a levar os dedos até sua boca e chupá-los. Aquela cena me esquentou de novo.

- Eu amo seu cheiro pós-sexo… - Camila falou, passando o nariz pelo meu pescoço.

Cheiro…

- Camz, pega os inibidores ali. - Apontei para o criado mudo do outro lado.

Minha alfa cuidadosamente se retirou de trás de mim e encostou meu corpo nos travesseiros que antes acomodavam suas costas. Abriu a gaveta e tirou de lá de dentro uma cartela com comprimidos.

- Dentro da minha mochila tem uma garrafa, ainda tem água dentro.

Foi até a minha mochila da academia e pegou a garrafinha dali, ela tomou um comprimido e antes que ela guardasse novamente a garrafa, eu falei para trazer até mim.

- Por que você vai tomar? - Falou estendendo a cartela para mim.

- Da última vez, meu pai descobriu porque sentiu o meu cheiro. Ele disse que quando estou com você, meu cheiro acentua. Mas eu não sinto diferença nenhuma.

- Não sente? - Neguei com a cabeça, enquanto engolia o comprimido com a água.

- Seu pai não vai suspeitar você estar em casa e ele não sentir seu cheiro?

- Não, porque eu tomo para trabalhar. Ele meio que se acostumou. Não vai se tocar no fato de hoje ser sábado.

Camila se ajoelhou na cama entre minhas pernas, um pouco longe, tinha um sorriso malicioso naqueles lábios deliciosos. Olhei seu corpo e mordi o lábio inferior ao ver o grande volume em sua cueca.

- Hmmmm… - falou e segurou por baixo de meus joelhos, me puxando com força, fazendo meu corpo ir de encontro ao seu. - Vem, vamos tomar banho.

Passei meus braços ao redor de seu pescoço e entrelacei as pernas ao redor de sua cintura. Com todo cuidado que ela tem comigo, saiu de cima da cama e me carregou até o banheiro, mas antes que pudéssemos ligar, ouvi a porta da frente ser aberta e o cheiro de alfa do meu pai se fez presente.

Gelamos na hora. O cheiro de Camila ainda não havia se disperso. Minha alfa olhou assustada para mim, era óbvio que meus pais já tinha sentindo o cheiro dela, então a empurrei para debaixo do chuveiro e entrei logo em seguida, fechando o box.

Liguei a água que logo começou a nos molhar, tirei suas roupas e as minhas, eu detestava ficar com as roupas molhadas. Não demorou mais do que dez segundos para meu pai invadir o meu banheiro.

A minha sorte é que quando compramos essa casa, eu exigi poder decorar minha suíte da forma que eu quisesse. Uma das minhas exigências, foi o vidro espelhado do box. Quem estava do lado de fora, não via absolutamente nada do que acontecia do lado de dentro.

- LAUREN MICHELLE! - Meu pai usou aquele maldito tom e eu tive que tapar a boca de Camz, para evitar que ela rosnasse.

Camila não suportava que meu pai falasse daquela forma comigo, por que se via como minha alfa. Para seu Alpha Interior, era inadmissível que outro alfa usasse aquele tom comigo.

- Oi, papa. - Respondi calmamente.

- Cadê ela?

- Foi embora tem uma meia hora.

- Achei que ela estivesse em L.A. Posso saber por que ela voltou?

- Por que a ômega dela faz aniversário hoje. Ela me fez uma surpresa e me deu carinhos… - Prendi uma risada junto de Camz.

- Espero que tenha ficado só no carinho mesmo. Já falei que não quero sexo dentro dessa casa.

Assim que meu pai terminou a frase, Camila me virou de costas para si e encostou nossos corpos, começou a passar sua ereção entre minha bunda, me fazendo empinar mais para ela. Suas mão apertaram a minha cintura.

- Essa garota poderia ficar para sempre em L.A. - Aquele comentário teria me irritado muito se eu não estivesse sentindo o pau duro de Camila roçando em mim. - Ela não é uma alfa de verdade.

Soltei um suspiro e levei minha mão até minha boca, sentindo todo o comprimento da minha alfa entrando vagarosamente em minha boceta.

- Ela é uma alfa m-maravilhosa. - Falei, apoiando minhas mãos na parede fria em minha frente.

- Ela te… - Não pude prestar atenção no resto da frase, Camila havia se colocado completamente dentro de mim.

Mordi minha mão para abafar o grito de prazer que eu queria dar. Camila levou uma de suas mãos entre minhas pernas, tocando novamente meu clitóris. E o fato de poder ser pega naquela situação estava deixando tudo mais excitante.

- Papa, eu… - Respirei fundo. - Estou tomando um banho muito delicioso, pode sair?

- Está tudo bem, filha? - Ele provavelmente estranhava eu não estar tentando defender Camila.

Mas como poderia dar atenção para as baboseiras que ele falava, quando tinha aquela alfa deliciosa entrando e saindo lentamente de minha boceta?

- Está tudo ótimo… - Suspirei, ela passou a boca por minha orelha e eu sabia que ela estava sorrindo.

- Bom, vou deixa-la tomar banho. E eu não quero mais essa garota aqui sem eu ou sua mãe por perto. - Ouvi a porta do banheiro ser fechada e logo em seguida, a do quarto.

Mal sabia ele que mesmo com os dois em casa, eu ainda arranjaria uma forma de abrir minhas pernas para a minha alfa.

- Nossa, pensei que ele não fosse sair nunca. - Camila falou brava, mas sem parar de meter.

Deu um tapa estalado na minha bunda e segurou firme em minha cintura, puxando meu corpo a cada investida. Era tão bom tê-la dentro de mim, abri mais as pernas, sentindo-a colocar meus cabelos sobre meu ombro para beijar minha nuca.

Encostei minha testa no azulejo frio e arranhei a parede, eu queria tanto poder descontar nas costas dela, deixá-la toda arranhada. Camila levou suas mãos acima das minhas, entrelaçando nossos dedos, sem parar de se movimentar.

Eu podia sentir todo o seu corpo colado ao meu, sua boca passeava pelo meu pescoço, arrastando os dentes pela pele branca, a água deixa o barulho de nossos corpos se chocando um pouco mais alto, me excitando mais.

- Entenda, de uma vez por todas… - Soltou uma de minhas mãos e passou o braço ao redor de minha cintura. - É você quem eu quero, somente você.

A fiz sair de dentro de mim e me virei de frente para ela, no começo me olhou sem entender, mas depois içou minhas coxas e eu rapidamente envolvi sua cintura, logo ela entrou novamente, me fazendo revirar os olhos de prazer.

Levei minhas mãos acima da cabeça e segurei firme na grade branca da janela, minha alfa segurou em minha bunda para me dar firmeza e auxiliar em meus movimentos. Gemi quando sua boca quente envolveu meu mamilo e chupou deliciosamente.

Ficamos assim, eu disposta a receber tudo dela, fechando minha boceta ao redor de seu membro e ela distribuindo beijos e chupões pelos meus seios, até os movimentos ficarem mais intensos, mais fortes e mais rápidos.

Eu estava próxima do orgasmo quando nossos olhos se encontraram, uma refrescância tomou o ambiente, era muito sutil, eu não teria percebido se não estivesse tão concentrada no momento em que estávamos.

Nossos olhos permaneceram atrelados, um se afogando no outro. Eu via meu reflexo em suas íris achocolatadas e ela com certeza também se via nas minhas.

- Você é minha, Lauren. Minha ômega. - Rosnou e investiu forte contra mim.

Minha boceta se contraiu forte, liberando meu gozo ao mesmo tempo em que ela liberou o dela. Apertei minhas pernas ao seu redor e agarrei as grades com força, para depois relaxar e ela me segurar com firmeza, me impedindo de cair.

Apoiei meus pés no chão e me joguei em cima dela, a abraçando e trazendo-a para o mais perto possível. A água quente caia incansavelmente sobre nossas cabeças, eu só queria ficar naquele banheiro para sempre. Eu queria ficar com ela para sempre.

- E você é minha, Camila. Minha alfa. - Sussurrei.

E então ela me beijou, mais um daqueles seus beijos que me tiram de órbita. A água que nos molhava não foi empecilho, sua língua adentrou minha boca, seus dentes morderam meus lábios e eu retribuí, me entreguei e amei.

Eu amo Camila Cabello.

 


Notas Finais


Okay amores, sinto muito mas atualização agora, somente no domingo. E isso NÃO é uma promessa. Quero agradecer a todos que responderam no cap anterior e mandar um beijo enorme para aqueles que comentam em todos os capítulos, sem exatamente quem são <3 Leio tudo que vocês falam.

Mas e aí? O que acharam do capítulo? O que vai acontecer a seguir? Beijos meus mimados!


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