História Be My Eyes - Capítulo 30


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Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Isabelle Lightwood, Magnus Bane, Maryse Lightwood, Robert Lightwood
Tags Drama, Malec, Romance
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Palavras 2.528
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Então... eu não sei bem o que vocês pensam sobre isso, mas eu gosto bastante de imaginar Malec reencarnando e se amando em várias vidas, por isso aprofundei um pouco esse assunto, que inclusive tive a fanfic CAPTAIN BANE como inspiração (leiam pfvr!!!)

tá bem sutil o cap, mas espero que gostem :)
também fiz mais uma ceninha AU no twitter (o link tá nas notas finais)

Capítulo 30 - Super Izzy ao resgate


Alec acordou quando sentiu uma mão acariciando seu rosto, e era realmente um carinho muito bom, mas ele quis chorar porque sabia que não era Magnus ali.

Já não era Magnus ali há 4 dias e talvez ele até já estivesse chorando justamente por esse motivo.

- Eu estou bem, mãe. - Alec se limitou a dizer, mas lógico que Maryse não se convenceu.

Estava mais do que óbvio que os pesadelos continuavam, mas eram diferentes dessa vez.

Antes Alec sonhava com todas as perdas que sofreu desde os 11 anos de idade, mas agora ele mentalizava Magnus o perdendo, e de alguma maneira era muito pior.

Também era estranho porque ele mentalizava uma versão mais adulta e mais... mágica de Magnus.

Era quase como se ele fosse o feiticeiro lindo e poderoso que surgia em sua mente quando brincava de caçador na infância, mas o lado ruim era que Alec estava morrendo nos braços dele.

- É claro que não está bem, meu amor. - A mãe disse enquanto ele se remexia desconfortável na cama. - Você estava tremendo e suando de novo. Acho até que está com febre...

Alec se esquivou da mão dela num rápido reflexo e se escondeu embaixo do cobertor.

Sabia que era um gesto infantil de sua parte, mas não queria admitir sua fraqueza.

- Por que dói tanto? - Ele acabou murmurando baixinho sem nem perceber, e agora não tinha mais volta.

Sua mãe retirou o cobertor que cobria seu rosto e voltou a acariciar seus cabelos.

- Dói porque é verdadeiro, filho. Você sente que perdeu alguém muito importante na sua vida, mas não perdeu. Não dessa vez. O Magnus só está viajando por um tempo e logo vai voltar.

- Parece tão fácil e sensato quando você fala, mãe. Mas porque meu cérebro não entende isso?

- Talvez... - Maryse hesitou por um instante, e pelo seu suspiro Alec percebeu que ela não tinha uma resposta pra isso. - Talvez seja melhor você conversar com alguém. Quem sabe um profissional?

- Um psicólogo é a última coisa que ele precisa e você sabe disso mãe. - A voz de Izzy ecoou de repente. - Ele não se sente bem conversando com estranhos.

- Então o que você sugere, Isabelle? Esses pesadelos não estão fazendo nenhum bem pra ele.

- É claro que não, mas eu sei exatamente o que fazer pra ajudar, e pra isso eu preciso que você me deixe a sós com meu irmãozinho lindo.

- Super Izzy ao resgate? - Maryse disse entretida e até Alec teve que rir ao lembrar de como a irmã se chamava quando os dois eram pequenos e ele tinha algum pesadelo durante às noites chuvosas.

- Super Izzy ao resgate. - A jovem ecoou com a mesma voz brincalhona que usava e Maryse assentiu.

- Tudo bem. Vou deixar vocês sozinhos, mas qualquer coisa chamem o papai, ok? Eu tenho que trabalhar agora mas ele só vai mais tarde.

- Eu vou ficar bem. - Alec prometeu baixinho quando a mãe lhe deu um beijo na testa, e no instante seguinte já estava esparramado na cama com a irmã e Spot adormecido entre suas pernas.

Só sua presença já era um enorme conforto, mas Isabelle ficou em silêncio por tanto tempo que ele pensou ser o único acordado ali até que ela finalmente falou.

- Eu andei conversando com a Camille e nós duas chegamos na mesma conclusão sobre o que fazer com vocês dois.

- Nós dois? O Magnus...?

- Pois é, Alec. O Magnus também não está muito bem com a distância e parece que o monstrinho dos pesadelos está visitando ele também, mas como eu disse antes, andei conversando com a Camille e nós duas achamos que a mente de vocês está focada no lado errado da história.

- E existe lado certo?

- É claro que sim, maninho. Vocês só estão pensando na distância e no tempo de separação, estou correta?

- Sim...? - Alec respondeu mais como uma pergunta, mas já estava entendo onde a irmã queria chegar.  

- Então é só pensar o contrário meu xuxu. Tenta pensar no tempo que vocês estiveram juntos. Tipo... escolhe um dos momentos mais especiais que vocês passaram juntos e se concentra aí. Depois escolhe outro e outro. Eu tenho certeza de que você vai se sentir muito melhor e o Magnus vai voltar mais rápido ainda.

Alec meditou sobre as palavras da irmã por um instante e concluiu que talvez fosse uma boa ideia.

Ele sempre pensava mesmo nos 837 km que o impediam de sentir o seu lar, e isso só aumentava a dor, só aumentava a vontade de sucumbir outra vez à escuridão, mas se começasse a pensar apenas no tempo em que estiveram juntos...

- Acho que você tá certa, Izzy.

- E você parece surpreso com isso sendo que não é nenhuma novidade. - Ela ecoou com um suspiro irritadiço que fez Alec soltar uma risadinha.

- Me desculpe. É claro que você está sempre certa porque você é a irmã mais linda e sensata.

- Ótimo. Agora que já falamos o óbvio que tal você me contar um momento especial que passou com o Magnus?

- Ele já fez isso?

- Fez sim. Ele passou a manhã inteira conversando com a Camille sobre isso.

- A manhã inteira? Mas que horas são?

- 11:17.

Alec ficou realmente chocado com isso porque ultimamente o que ele menos fazia era dormir.

Durante a madrugada e parte das manhãs ele ficava apenas se revirando na cama, sendo assombrado por flashes daquelas cenas estranhas onde perdia Magnus ou Magnus o perdia.

- Então...? - Izzy murmurou ansiosa.

- Você sabe qual momento nosso o Magnus contou pra Camille?

- Não sei muita coisa porque aparentemente ele queria que alguns momentos ficassem guardados apenas entre vocês dois, e o que ele contou de fato eu não insisti pra Camille porque quero respeitar a bolha de amor e felicidade de vocês, mas ela me disse qual foi o pesadelo que ele teve.

Alec não esboçou reação nenhuma quando descobriu que Magnus sonhava com ele morrendo em seus braços, mas sua vontade era de ligar naquele mesmo segundo e perguntar exatamente sobre aquele pesadelo, o mesmo pesadelo que começou a ter depois que ele foi embora.

- Eu... eu acho que um dos momentos mais especiais que passei com o Magnus foi um dos mais recentes. - Ele começou a dizer ao lembrar de 3 semanas atrás. - Você obviamente sabe que os Bane e os Belcourt vieram jantar aqui em casa. Era noite de Natal e nossas famílias passaram um tempo juntas.

- Aquela foi uma noite incrível, mas vocês dois sumiram de repente. - Izzy disse com um sorrisinho, mas logo se calou e deixou o irmão continuar.

- Eu pensei que ficaríamos em casa o tempo todo, mas ele perguntou se eu queria dar uma volta com ele e é simplesmente impossível negar qualquer coisa praquele homem, então nós saímos.

Alec não precisava fechar os olhos pra usar a imaginação, mas ele os fechou mesmo assim numa tentativa de reviver melhor aquela noite.

Focou sua mente e seu coração para que a dor o deixasse um pouco de lado e só a sensação maravilhosa que sentiu pudesse voltar com tudo.

- Eu nunca pergunto onde vamos, mas ele sempre descreve o que tem pelo caminho pra me acalmar, mesmo eu não estando nervoso, e essa é uma das coisas que eu mais amo nele.

- Você mal começou a história e eu já sinto meu fofurômetro explodindo. - Izzy murmurou de um jeitinho quase infantil, e Alec esticou a mão pra pegar a dela.

- Lamento cortar o seu barato Iz, mas eu não vou dar muitos detalhes porque assim como o Magnus eu quero guardar algumas coisas só pra nós.

- Aff! Pior que eu não posso nem reclamar, mas mesmo sem me dizer os detalhes eu espero que isso faça bem pra você assim como acho que fez bem pro Magnus.

Alec assentiu fraquinho e se acomodou melhor na cama ao lado dela e de seu filhotinho adormecido.

- Ele dirigiu por uns 30 minutos até que eu senti uma brisa diferente entrando pela janela. Parecia uma brisa mais fresca e mais pura. Quando saímos do carro eu pude ouvir claramente o barulho da água, o farfalhar das folhas, e ele me contou que estávamos num lago. Eu não sei onde fica e nem me importa porque não voltaria lá sem ele, mas naquela noite nós fizemos amor naquele lago e foi maravilhoso Izzy. Ele planejou tudo pra que nosso primeiro Natal fosse perfeito, e quando saímos da água ficamos enrolados em uma colcha na grama. Eu deitei sobre o corpo dele e fiquei acariciando cada pedacinho do seu rosto enquanto ele me abraçava como se eu fosse o seu mundinho particular.

Alec fez uma pausa quando ouviu a irmã fungando, e ele próprio teve que se segurar para não chorar também, mas se acontecesse, sabia que seriam lágrimas de alegria.

Ele estava feliz por lembrar daquele momento, estava feliz por sentir o que sentiu naquela noite, mesmo que Magnus não estivesse ali agora.

No fim, Alec concluiu que o plano da irmã e da cunhada deu mesmo certo para ele, e esperava com todo o coração que tivesse dado certo para Magnus também.

Ambos precisavam focar nas coisas boas que viveram juntos, e assim, com sorte, o tempo passaria muito mais rápido até o reencontro.

- Você gostaria de falar com ele, não é? - Isabelle perguntou como se pudesse ler os desejos do irmão.

- Eu gostaria muito, mas ele deve estar estudando agora. Acho que ele ainda está se adaptando e eu não quero atrapalhar.

- Ele sempre vai arrumar um tempinho pra você, Alec. E aí está a sua prova.

Alec ia argumentar, mas então ouviu seu celular tocando e seu coração disparou imediatamente com a melodia de War of Hearts.

Izzy anunciou que o deixaria sozinho e saiu pra brincar um pouco com Spot assim que ele acordou e começou a rodear a cama.

- Oi minha vida. - Magnus disse, e o sorriso do moreno foi automático.

- Oi meu amor. Está conseguindo se adaptar bem por aí?

- Estou sim. Sei que é meio cedo, mas já estou adorando isso aqui Alec. O apartamento que o meu pai recebeu da empresa é incrível e ontem eu participei da primeira aula no curso. O professor é muito legal e nos explicou todo o processo que vamos enfrentar pra conseguir conquistar parte da bolsa da faculdade, tanto da parte acadêmica quanto da esportiva. Minha turma é grande e eu to um pouco assustado porque minhas chances parecem menores agora, mas vou dar o meu melhor porque meu namorado lindo disse que só vai casar comigo se eu for um jogador profissional.

Alec escutava tudo com atenção e no final deu uma risada que fez o coração de Magnus amolecer do outro lado da linha.

- É apenas mais um incentivo pra você. Mag. Não tenho dúvidas de que você vai ser o melhor da turma, mas saiba que eu me casaria com você de qualquer jeito, a qualquer hora e em qualquer lugar.

- Jura? Mesmo nós sendo tão jovens? Seus pais podem não aprovar isso, Alec.

- Eu sei que parecemos crianças brincando de casinha, mas eu não tenho dúvidas de que você é o meu amor eterno, e se eu não tenho dúvidas porque não posso casar? Meus pais tem que entender isso, mas se não entenderem eu não me importo. Você é tudo o que eu quero e o que eu preciso.

Magnus suspirou e Alec pôde ouvir ele se remexendo onde quer que estivesse agora.

Havia algumas vozes ao fundo também e pareciam estudantes comentando sobre alguma matéria, então Alec concluiu que Magnus estava no intervalo de sua aula.

- Eu queria tanto te abraçar agora, Lightwood.

- Lightwood-Bane, já esqueceu?

- É claro que não. E assim que for possível nós tornaremos isso oficial, ok?

- Eu disse que posso esperar o quanto for preciso e é isso que vou fazer, Magnus. Mas agora me conta... esse plano da Izzy e da Camille deu certo pra você?

- Eu acho que sim. Quer dizer... eu gosto muito de focar meus pensamentos no que vivemos juntos e não nessa tortura de distância, mas é hoje à noite que vou ter certeza se deu certo mesmo.

- Sobre o seu pesadelo... - Alec murmurou meio inseguro. -  O que exatamente aconteceu?

- Eu não sei bem. Tudo ao redor estava embaçado, mas eu lembro perfeitamente de te segurar nos meus braços e você estava...

Magnus se interrompeu de repente e Alec entendeu o porquê.

- Eu estava morrendo. - Concluiu por ele.

- Eu não quero falar sobre isso, Alec. A dor que eu senti naquele momento parecia real demais pra um simples pesadelo. Eu me senti completamente destruído, e só não te liguei antes porque a Camille já estava me ligando e me garantiu que você estava são e salvo.

- Magnus! Eu também não queria falar sobre isso, mas nós precisamos porque eu sonhei a mesma coisa.

- Mas... como isso é possível?

- Você era mais velho nesse sonho? Tipo, parecia ter o dobro da sua idade atual e tinha olhos amarelos?

- Sim...

- E eu era mais velho ainda, não era? Eu já tinha vivido uma vida inteira e por isso estava morrendo.

- Como isso é possível? - Magnus repetiu, mas seu tom indicava que ele já sabia a resposta.

- Eu acho que nós vivemos isso, Mag. Em alguma outra vida e em algum outro universo você era um feiticeiro imortal.

- Mas você não era.

- Aparentemente não. Acho que a brincadeira de caçadores de demônios da minha infância era na verdade baseada nessa vida. Eu era um caçador meio anjo.

- Mas se eu era imortal lá, então como reencarnei aqui?

- Talvez algo tenha acontecido. Algum tipo de acidente. Você não podia morrer naturalmente, mas alguém pode ter te matado.

- Ou eu mesmo fiz isso. - Magnus meditou mais consigo mesmo do que com Alec. - Eu acho que faria porque não iria querer viver sem você.

- Eu podia brigar com você por isso, mas acho que agora eu só agradeço, Magnus. Não sei onde estaria hoje se não tivesse te conhecido.

- Ai meu Deus. Será que podemos parar de falar disso agora? A vontade de te abraçar e de te beijar tá ficando torturante de novo.

Alec deu uma risadinha nervosa e assentiu.

- Tudo bem. E você tem que voltar pra aula, não é?

- Tenho. Mas queria ficar conversando com você. - Ele disse manhoso.

- Você sabe que pode me ligar sempre que quiser. Talvez fazer um vídeo-chamada? Vai ser uma grande merda pra mim não te ver, mas se você ficar feliz me vendo vai valer a pena.

- Você faria isso mesmo, Alec?

- Não tem nada que eu não faria por você, Magnus.


Notas Finais




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