História Be My Partner - Capítulo 1


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Categorias Os Instrumentos Mortais
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Magnus Bane, Maryse Lightwood, Robert Lightwood
Tags Malec
Visualizações 46
Palavras 950
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Fantasia
Avisos: Homossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Este capítulo vai falar sobre quando Alec vai até Magnus, no Salão dos Acordos, pedir para que ele seja seu parceiro na Guerra Mortal. Aproveitem. Em negrito está a parte onde a cena deveria acabar, pois o ponto de vista é do Simon. Aproveitem

Capítulo 1 - Seja meu parceiro


Fanfic / Fanfiction Be My Partner - Capítulo 1 - Seja meu parceiro

– Lá está Magnus – disse Alec, e saiu sem olhar para trás, abrindo caminho pela multidão até o espaço onde o bruxo alto estava.

Magnus estava um pouco afastado da multidão. Ele parecia avoado, como se estivesse pensando em algo, mas quando avistou Alec a expressão sumiu de sua face. Os olhos de gato do feiticeiro brilharam com a chegada do Caçador e ele sorriu para este.

– Alexander, como é bom vê-lo novamente.

– Oi, Magnus – disse Alec, meio nervoso. – Eu estava mesmo querendo falar com você.

– Estou ouvindo.

– Primeiro, eu queria saber se você não gostaria de ser o meu parceiro – disse o Caçador de Sombras com simplicidade, e logo acrescentou. – Isso se você já não tiver um, claro.

Magnus sorriu mais ainda. Ele não conseguia deixar de se impressionar com Alec. Sempre que propunha algo, ou supunha algo, nunca era acusatório. Era como se a vida fosse assim e ele não pudesse mudá-la.

– Claro, Alec – respondeu Magnus. – Eu não seria parceiro de mais ninguém.

Magnus estendeu a mão para Alec, que a tomou sem hesitar. Com destreza, Alec pegou a estela do cinto e deslizou a ponta para a mão do namorado. Ele se lembrou do desenho que Clary havia feito e o copiou. Já havia visto outros Caçadores de Sombras marcando integrantes do submundo, então não tinha medo de Magnus não suportar a runa e morrer. Ainda concentrado no desenho, Alec voltou a falar. Ele podia sentir os olhos felinos de Magnus encarando-o enquanto desenhava a runa.

– Quanto ao que conversamos mais cedo sobre, você sabe, eu te apresentar aos meus pais...

– Você acha que não está pronto e quer adiar isso um pouco mais – Magnus completou com paciência.

Alec levantou a cabeça e encarou o feiticeiro com o cenho franzido. Já havia terminado a runa e agora deslizava a estela de volta para o cinto. De certa forma, Alec queria adiar aquilo o máximo que pudesse. Não sabia ao certo como contar isso aos pais.

Na verdade, uma parte de Alec achou que eles iriam morrer no ataque dos demônios e não teria que enfrentar aquilo, porém outra parte sabia que ele teria que lidar com aquilo mais cedo ou mais tarde. Alec devia isso a Magnus, que tem sido tão paciente e compreensível.

O bruxo suspirou.

– Tudo bem, Alec – ele disse, mas Alec sabia que era mentira. Isso só o fez se sentir pior. – Não precisa ter pressa, eu entend...

Magnus não pode terminar a frase, pois Alec já havia avançado para cima dele. O feiticeiro não esperava por aquele movimento e só ficou parado, sem saber ao certo o que estava acontecendo.

Alec tinha a vaga impressão das pessoas olhando para eles, e ele não se importou, pois era o que queria, de certa forma. Seus pais com certeza estavam olhando para eles de algum lugar, atraídos pela comoção sussurrada das pessoas que os viam. Alec nunca fora bom com palavras, não como Jace era, e não seria hoje que começaria a ser. Esse era um bom começo para falar ao seus pais quem realmente era.

Os lábios de Magnus eram macios contra os seus e agora o correspondiam. Alec pôs a mão direita atrás do ombro do parceiro, e o trouxe para mais perto de si, enquanto encaixava a mão livre em seu rosto. Alec podia sentir seu corpo estático, surpreso pela ação repentina do rapaz, mas ainda retribuindo.

Se mantiveram assim por alguns instantes, até de Alec se afastar, seus olhos azuis brilhando como estrelas no céu. Ele mordeu o lábio inferior e virou o rosto para procurar por seus pais. Grupos de integrantes do submundo e Caçadores de Sombras olhavam na sua direção, alguns cochichando, o que povocou o rubor no rosto do menino de olhos azuis.

Alec avistou seus pais não muito longe de onde estavam. Seu pai estava com uma expressão de choque e sua mãe cobria a boca com a mão, os olhos arregalados olhando na direção deles. Alec voltou os olhar, incapaz de sustentar o dos pais,  para Magnus que sorria de lado.

– Sempre cheio de surpresas, Alexander. Você nunca deixa de me surpreender.

Alec corou levemente.

– Eu disse que iria te apresentar a minha família – ele sorriu. – Essa é uma boa iniciativa, acho.

Magnus abriu a boca para falar algo, mas não teve a chance de o fazer, pois os pais de Alec já os haviam alcançando.

– Alec, – chamou Maryse. – o que você fez? O que está acontecendo aqui?

– Porque beijou esse feiticeiro? –perguntou Robert, apontando com o queixo para Magnus, seu cenho franzido.

Era óbvio o que estava acontecendo ali, os pais de Alec não eram burros. Eles queriam encontrar uma explicação lógica pela ação inesperadas do filho, algo que explicasse por que ele havia beijado Magnus Bane, qualquer coisa menos a verdade.

Alec respirou fundo antes de falar.

– Pai, mãe – disse Alec. – Eu quero lhes apresentar o Magnus. Meu namorado.

Alec pegou a mão de Magnus e apertou, trazendo a si um pouco de conforto. Parecia que um peso havia sido tirado dos ombros de Alec. Ele olhou seu pai que o encarava como se fosse um desconhecido e depois sua mãe que o fitava com surpresa no olhar. Um silêncio constrangedoramente incomodador pairou sobre eles, até que Alec, ficando ansioso, disse:

– Digam alguma coisa.

Alec sentiu Magnus apertar sua mão mais fortemente, mostrando que estava ali, não importando o que acontecesse.

– Eu não sei o que dizer. – Foi tudo o que Maryse disse antes de se retirar.

Robert deu uma última olhada no filho, como se apenas para avaliar a face do garoto, antes de seguir Maryse.

Só quando se foram Alec percebeu que havia prendido o ar nos pulmões.

– Eles são seus pais – disse Magnus. – E vão continuar te amando do mesmo jeito. Sendo homossexual ou não.

Alec sorriu fracamente.

– É, acho que sim.


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Se querem mais desses tipos de cena, estou postando one's sobre, então só ficar de olho. Obrigado pela atenção


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