História Beast of Burden - Capítulo 1


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Categorias Guns N' Roses
Personagens Izzy Stradlin, Personagens Originais
Visualizações 43
Palavras 2.240
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


olá xuxuzinhos, como estão vocês?
estou postando essa shortfic que está dividida em alguns capítulos, pensei em postar como oneshot, mas seria uma trabalheira.
essa é uma fanfic voltada apenas pro Izzy Stradlin (meu amorzão), não se decepcionem vendo o nome do Axl que será citado pouquíssimas vezes.
espero que gostem, boa leitura sz

Capítulo 1 - Proposal


 

Angie Weiss

 

E outro dia em minha vida começava.

Tudo em volta parecia estar na extrema calmaria, não que fosse uma obcecada por limpeza, mas mantinha sempre o balcão impecável para que pudesse mostrar os produtos que estavam para ser expostos aos clientes. Uma música calma do Beatles harmonizava o ambiente. Trabalhava em uma loja de discos faziam-se alguns meses, trabalhava para me sustentar, mas também para distrair minha mente, ocupar o meu tempo, fazia-se dois anos que tentava entrar a faculdade de veterinária, mas nada parecia estar ao meu favor.

O movimento era fraco, sozinha enquanto cantarolava a música e limpava o vidro, o barulho do sino apontava que alguém havia adentrado a loja. Jogando o pano em qualquer canto, observava ao indivíduo que adentrava. Ele mantinha um sorriso astuto aos lábios, era nada menos que Izzy Stradlin. Retribuía da mesma forma a sua provocação.

― Achei que fosse gente importante. – respondo de forma ácida, arrancando-lhe um riso de deboche. ― O que está fazendo aqui?

― Ih, vá com calma boneca. – aproxima-se do balcão, esfregando sua jaqueta de couro de propósito  deixando algumas marcas, ele sabia da minha mania e fazia questão em atiçar a minha neura. ― Não se esqueça de que nós nos conhecemos aqui, e naquela época que eu lembro, você era mais amorosa comigo... O que houve para ter mudado assim comigo?

― Não sou sua garota para me chamar de boneca. – retruco dando ênfase, torno a pegar o pano, dando outra vez com aquelas malditas íris fitando-me com divertimento.

― Você sente ciúmes de mim? – inquire, olhando aos vinis que estavam expostos no balcão.

― Ah, me poupe garoto. – sorrio irônica. ― Eu tenho coisas muito mais importantes para me preocupar. – comento, fazendo-o rir em incredulidade.

― Porra, essa doeu em cheio. – ele havia ficado sem jeito, mas tornava seu olhar pernicioso a mim. ― Eu vim aqui para ver como você está, e noto que está muito bem. – seus olhos perversos iam de encontro ao decote discreto da minha blusa, senti rapidamente meu rosto esquentar em vergonha. Pigarro, fazendo com que desse atenção a mim. ― Vim aqui para te buscar, para darmos uma volta... O que acha?

― Ah, em poucos minutos a Michelle virá para o meu lugar, começar o turno dela... – faço beiço. ― É... Acho que podemos sim. – sorriamos. Contudo, eu não esperava pela a ação que o moreno faria, após aproximar-se, deu um beijo sobre minha testa. Deixando-me completamente sem jeito.

 

***

 

Não se demorou muito quando Michelle vinha ao meu lugar para cumprir seu turno. Despedindo-se dela, ia ao vestiário para retocar a maquiagem básica usada. Como trabalhava em um lugar que não exigia uniforme, ajeitava a roupa que usava que era regata branca, saia de jeans curta, uma jaqueta de couro com vários símbolos de banda, e coturnos.

Saindo do estabelecimento, notava Stradlin encostado à parede com um cigarro entre seus dedos, com uma expressão pensativa.

― Olá. – cumprimento chegando perto dele que me encarava dos pés a cabeça.

― Você está maravilhosa. – elogiou, sorrindo de forma maliciosa. Não gostava de quando bancava o galanteador, pois ele estava namorando.

― Você disse que veio me buscar para dar uma volta. – mudo de assunto, notando-o apagar o cigarro.

Fez menção para que andasse em direção ao carro, entrava ao veículo, percebendo que ele estava mais agitado do que o comum.

― Faz tempo que nós dois não conversamos, não é mesmo? – dispara, logo que adentra ao automóvel para que enfim saíssemos daquele lugar.

― Não é por falta de oportunidade. – rebato, sempre estava à loja de discos, não havia desculpa alguma para não conversamos. Um sorriso sujo e descarado estampava aos seus lábios, tinha a convicção de que alguma bobagem sairia de sua boca.

― Não irei enrolar... – diz de modo atrevido, encarando-me. ― O que eu poderia fazer para ganhar um beijo seu? Mas não estou me referindo um beijo no rosto, ou na testa, mas sim na boca.

Começara a rir pelo o como havia recitado a pergunta, achava cômico do como não se sentia constrangido por estar dando em cima de mim, enquanto transava com outra. Entretanto, cessava meu riso vendo que era sério o que ele havia dito, do como seu olhar severo fazia-me engolir o riso com pressa.

― Você e essas suas brincadeiras sem graça. – insulto, tentando privar meu riso traidor, limpando as lágrimas que caiam conforme o tempo passava.

― E quem te disse que eu estou brincando? – o tom irado, juntamente com a feição enraivecida do seu rosto, me fez crer que ele não estava brincando. Observo que Izzy retirava o carro da vaga. ― Eu irei te levar para a minha casa – comenta, eu deveria contestar com sua vontade, mas mantive-me calada, apenas o ouvindo escancarar sua fúria ao ver que havia satirizado-o com sua pergunta sem nexo. ― porquê eu estou querendo conversar contigo. – continua, e saber que ele estava me levando para sua casa me deixava insegura. ― Eu tenho uma proposta para fazer a você.

Desta vez, o silêncio predominava dentro do carro. Tudo estava estranho.

Não parecíamos ser mais os mesmos. Desta vez não estava sendo como deveria ser. As poucas vezes que Izzy havia me buscado, nós brincávamos, contávamos piadas um ao outro, era divertido. Porém, desta vez o que me restava era dúvidas, e a curiosidade sobre a sua proposta.

― Que silêncio chato. – argumento, levando minha mão em direção ao som para ligá-lo. Ouvi um riso seu em resposta.

Ligando o rádio, procurava alguma estação em que estivesse tocando algo. Ironicamente, o refrão de Walk This Way do Aerosmith tocava, então o notava batucar com os dedos ao volante.

Walk this way, talk this way... – cantarolava o refrão, virando-se a mim. ― Uh, just gimme a kiss… – piscou, voltando a encarar a rua.

Revirando meus olhos as suas brincadeiras, olho para fora admirando a vista pelo vidro da janela, avistando as árvores, prédios e pessoas. Tudo se passava tão rápido, fazendo com que entrasse em transe.

Era cômico o como a nossa amizade havia começado, eu e ele morávamos ao mesmo prédio e no mesmo andar onde atualmente ainda resido, mas nunca havíamos nos visto. Nós fomos nos conhecer apenas um dia em que Izzy havia ido à loja em que trabalho para comprar um disco a sua namorada da época, após quando o relacionamento havia acabado, Izzy fora morar em outro lugar, enquanto a garota havia posto o apartamento a venda.

― Chegamos. – a freada brusca, fizera-me voltar à realidade. Saíamos do carro, indo em direção à casa que Izzy dividia com seu melhor amigo e de infância, Axl. ― Só estamos nós dois aqui. – retira as chaves do bolso da sua jaqueta, pondo-as na fechadura. ― Como eu sou um ótimo amigo, comprei sorvete de chocolate para você.

Sorrio com seu ato gentil, vendo-o morder os lábios, enquanto destranca a porta.

― Ótimo. – contudo, não deixaria com que aquilo me afetar. ― O que você quer como forma de agradecimento?

― Você sabe. – sorriu com malícia.

― Mas você cismou com isso, puta que pariu. – reviro meus olhos, adentrando a casa, mesmo que minhas visitas não fossem frequentes, sentia-me a vontade para ir à geladeira em busca do sorvete.

― Como é que eu pude me esquecido do como é satisfatório e divertido ver você nervosa quando tenho algum assunto sério para tratar contigo. – dizia, jogando-se ao sofá. ― Senta aqui do meu lado. – convidava, batendo com a mão no espaço vazio ao seu lado. Pego duas colheres e o pote, caminhava temerosa, indo acomodar-se ao seu lado.

Entrego a colher, enquanto aproveitava para dar a primeira colherada ao doce gelado, pondo a boca e saboreando. Abria os olhos, percebendo que me encarava com a expressão mais impura possível.

― Confesso que te ver assim, me fez pensar em tantas coisas... – dá uma gargalhada audaciosa, dando também sua colherada. ― Bom, eu estou ciente de que ultimamente nós tenhamos afastado um pouco por conta dos compromissos de cada um. – assentia, degustando do sorvete. ― Eu estava sentido falta de você e do seu mau humor, – arregalo os olhos, perplexa de como havia audácia em me difamar daquela forma. ― não adianta ficar brava comigo, porque eu estou certo. – solta a colher por um instante dentro do pote, me fitando de forma divertida. ― Não precisa ficar preocupada, eu não irei te pedir em casamento. – ressaltava debochado, me fazendo ficar odiosa com suas piadinhas sem graça. ― Nós dois provocamos um ao outro, por que somos amigos, certo? – continuo a comer o sorvete tentando compreender aonde ele queria chegar com aquele assunto. ― Você aceita ser a minha amiga com benefícios?

Quê? Amiga com benefícios? Era sério aquela pergunta? Eu havia ficado ultrajada com aquela questão.

Então, era essa a sua proposta?

― Quê? – indago totalmente estática, acordando dos meus devaneios.

Aquela fora outra abertura a minha mente, onde recuperava as memórias das diversas vezes em que Stradlin havia aparecido em meus sonhos, onde sempre entre nós tudo acontecia de forma intensa, e aquilo me fazia sentir suja por ele ser comprometido. Sentia meu corpo queimar com sua pergunta, de imediato, fito seu rosto de feição serena, julgando de que seria outra brincadeira dele, de que aquela pergunta era apenas algo da minha mente pervertida agindo.

― Então? – seu olhar me pressionava, então tinha a convicção de que eu havia ficado bastante tempo ausente da realidade. ― Estou esperando a sua resposta.

― Izzie, você andou bebendo demais? – interrogo agitada com seu atrevimento. ― Você namora, se esqueceu disso? – sorriu de forma canalha, fazendo meu estômago se retorcer em excitação.

― Nós terminamos. – persuadis tranquilo, fazendo meu queixo cair em resposta.

― Vocês não estão mais juntos? – indago, vendo-o apenas assentir. ― Por quê?

― Eu e ela não estávamos mais dando certo, – explica dando ombros. ― ela sentia ciúmes de mim, claro que eu também havia ciúmes dela, contudo era demais a sua possessividade. – revira os olhos desgostoso ao recordar deste detalhe da ex-namorada. ― Eu não poderia cogitar a ideia em querer te visitar sem que ela me enlouquecesse com tanto ciúme. – sua expressão torna-se séria, enquanto eu suspirava nervosa. ― Eu vou ser bem sincero com você. – a franqueza dele em todas às vezes me assustava. ― Desde que nós nos conhecemos sempre te achei atraente... Por muitas vezes eu desejei você na minha cama, mesmo estando namorado... Porém, eu tinha consciência de que seria tremendo de um canalha e de que não iria gostar de ser traído. – encarava ao chão, enquanto os meus pensamentos se mesclavam com suas palavras ditas. ― Não vou dizer que eu estou apaixonado por você, mas você tem algo que me chama a atenção desde que ficamos mais próximos... A cada dia eu percebia que gostava da sua companhia, quando separados, eu sentia falta do seu jeito de menina nervosinha que te deixava maravilhosamente incrível.

Respiro fundo, distinguindo todas as palavras, ficando cada vez mais abalada a aquela amizade.

― Agora que eu estou sem ninguém, sinto-me livre para querer ir pra cama contigo. – argumenta ainda atento a cada movimento meu. ― Então Angie, você aceita ser a minha amiga com benefícios?

― Eu não sei... – sentia-me como uma adolescente começando a sofrer com os hormônios a flor da pele. ― Eu não saberia lidar... – explico completamente nervosa com tudo, com a hipótese de um dia dividirmos a mesma cama. ― É algo que não posso te dizer algo... Preciso de muito tempo para pensar.

― Tudo bem Angie. – aceita de forma compreensível. ― Eu sei que fui um pouco precipitado com isso. – suspirava tranquila, vendo que Izzy havia consideração comigo. Eu gostava dele, sentia-me atraída, eu o achava lindo. Mas não ao nível de aceitar em ter algo a mais com ele apenas como um divertimento qualquer.

― Não saberia dividir a nossa amizade, com você sabe o que... Você tem ciência de que comigo as coisas não são tão fáceis. – estava envergonhada demais para mencionar a palavra “sexo” entre a nossa relação amigável. Vendo que todas as suas investidas, sua proposta estavam me causando desconforto, ao ponto de estar incomodada demais em estar dividindo o mesmo espaço que ele, levantava do sofá completamente coagida.

Seu puxão em meu braço me fez parar de repente com a minha vontade de fugir.

― Você poderia dar o que estou te pedindo, pelo menos? – suplica, olhando a mim com uma intensidade forte.

Eu não cederia tão fácil.

― Acho que vou indo para casa, estou cansada. – comento, dando um beijo em seu rosto. Ele não precisava saber da quão mexida estava eu com a sua condição. Seu olhar era incomodado, a cada segundo perdia o brilho, aos poucos eu estava livre do seu aperto.

Afasto sem olhar para trás, saindo de encontro à porta para fugir daquela atmosfera carregada a luxúria.

― Pensa com carinho, porque eu ainda quero a minha resposta. – escuto-o, ele era persistente. Tomava o resto da coragem que tinha, virando a ele para respondê-lo com o dedo do meio.

Caminhando em direção ao ponto do ônibus, divagava a sua proposta. Sexo sem compromisso nunca fora do meu interesse. Entretanto, aquilo havia me deixado com curiosidade, pois temia em aceitar e gostar. Porém, também temia em me machucar, mas principalmente temia em perdê-lo.

Mas a única certeza que havia, era de que eu havia-me fodido com êxito.


Notas Finais


meus anjos, essa fanfic em si fazia parte de uma outra fanfic que fiz em conjunto que foi apagada.
esses dias relendo SOMENTE as minhas partes, decidi então pegá-las, corrigi-las e fazer uma shortfic focada ao Izzy.
até o próximo meus amores.


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