História Beauany Academy - Capítulo 1


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Categorias NOW UNITED
Personagens Any Gabrielly, Bailey May, Diarra Sylla, Heyoon Jeong, Hina Yoshihara, Joalin Loukamaa, Josh Beauchamp, Krystian Wang, Lamar Morris, Noah Urrea, Personagens Originais, Sabina Hidalgo, Shivani Paliwal, Sina Deinert, Sofya Plotnikova
Tags Bad Boy, Beauany, Joaley, Noart, Romance
Visualizações 29
Palavras 5.905
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, Angles. Bem, essa é minha primeira fanfic relacionada a bandas e músicos. Eu amo o Now United, de verdade, tanto quanto Beauany ksks.

Espero de verdade que gostem, eu me esforcei muito para escrever.

Bem, boa leitura.

Capítulo 1 - Daemon School, o hospício fantasiado de colégio.


Any POV


O despertador tocou pela quinta vez, esta manhã, interrompendo a música que escutava, enquanto estava deitada no chão, olhando para o teto e fazendo minha barriga de tambor. Peguei o celular e o desliguei, voltando a ouvir e cantarolar Don't Call Me Angel. 


Ao mesmo tempo que curtia a música, pensava em como seria meu primeiro dia de aula, na escola nova. Faz algumas semanas que me mudei para Los Angeles, e ainda não me acostumei com o ritmo dessa cidade, principalmente com as pessoas. 


Após muito tempo, minha mãe conseguiu uma bolsa para mim e Belinha, minha irmã mais nova. Ela tomou a decisão de voltar a fazer faculdade de jornalismo, a qual trancou para poder cuidar da Belinha, depois acabou que ficou com muito receio de voltar e não conseguir recuperar a matéria perdida. Cá entre nós, a faculdade pode ser um ambiente bem competitivo. 


Ela utilizou as economias acumuladas de toda sua vida para montar uma lanchonete de doces e lanches brasileiros. Ok, podem ter vários desses na cidade, mas nenhum deles se compara com uma brasileira fazendo isso. 


Não que eu seja ingrata, ou coisa parecida, pois tenho noção de quantos adolescentes no mundo almejam pela chance de estudar fora. Normalmente eu sou animada e extrovertida, mas desde que cheguei tem sido muito complicado fazer amigos. Diferente dos brasileiros, os americanos são mais frios e contidos, da última vez que tentei me aproximar de um americano, ele me lançou um olhar frio, me senti péssima. 


E a minha ansiedade não ajuda. Enquanto eu converso com alguém, só fica passando pensamentos do tipo: "será que tão entendendo? " "Será que irei conseguir compreender o que dizem? " "Será que vou conseguir manter uma conversa?! ", e dentre vários outros. 


Suspirei pesadamente. Me levantei do chão e fui até o espelho, observando meu estado deplorável. 


- Olá, juba. - Falei rindo da situação do meu cabelo. - Sei que na maioria das vezes não nos damos muito bem, mas, só por hoje, poderia ficar ajeitada? - Pedi enquanto mexia nele. - Faça isso pelos anos que convivemos juntas, passamos por tantos momentos... - Disse com uma voz nostálgica. 


Percebi o que estava fazendo e passei a rir de mim mesma, esquecendo por um breve momento das minhas inseguranças. Prendi meu cabelo em um coque e fui realizar minha higiene matinal. 


~*~


Meia hora depois de adentrar o banheiro, me retiro deste, enrolada em uma toalha branca e macia. Meu uniforme consiste numa saia quadriculada azul com duas listras pretas, blazer azul metálico, com o símbolo de um prisma em formato pentagonal, com cores translúcidas, no lado direito, e para finalizar, sapatos e meiad pretas, estas iam quase na altura do joelho. O blazer se fechava com dois botões dourados, deixando uma parte da blusa branca, de mangas cumpridas, amostra. 


Desfiz o coque e arrumei meu cabelo. Sorri ao perceber que meu cabelo realmente tinha optado em colaborar comigo, os deixei soltos. Peguei meu celular, para retirar a música que tocava, porque eu sempre escutava quando fazia qualquer coisa, no entanto, arregalei meus olhos ao perceber o horário. 


- PUTA MERDA, EU TÔ ATRASADA! - Gritei, desesperada. 


Peguei minha mochila e saí correndo. 


~*~


Ao adentrar a cozinha, minha mãe e Belinha estavam tomando café, tranquilamente. Minha irmã começou a rir, ao ver que eu me locomovia, ao mesmo tempo que tentava calçar meus sapatos. 


- Bom dia, filha. - Minha mãe anunciou sorridente. 


- Oi, mãe, oi Belinha. - Respondi apressadamente, dando um beijo na bochecha das duas. 


Tomei meu suco de laranja em questão de segundos, peguei minhas torradas, coloquei uma na boca, e passei geléia na outra. Belinha e minha mãe encaravam aquela cena com o cenho franzido.


- Mãe, eu preciso levar a Belinha à escola hoje? - Indaguei afobada. 


- Não, eu levarei hoje. Só peço para ir buscar ela, quando acabar a... 


- Ótimo! Tchau, amo muito vocês duas! - Falei, já do lado de fora, enquanto corria. 


Sim, eu, Any Gabrielly acabei de sair correndo, na rua, com uma torrada na boca. Se eu e o Usain Bolt disputássemos neste momento, acho que ele perdia o título. 

~*~


Passaram-se, exatamente, vinte minutos, desde que saí em disparada de casa. Ao ficar de frente para a entrada do colégio, dobrei os joelhos e apoiei minhas mãos neles, ofegante. Em seguida, devagarosamente, suspendi minha cabeça e olhei fixamente para a instituição em minha frente. 


- É agora, Any, você consegue. - Disse a mim mesma, me auto incentivando. 


Após recuperar o fôlego, corri à entrada. Não encontrei ninguém no corredor, o que fez os meus batimentos cardíacos se acalmarem e o ar torna-se mais leve. Meus ombros estavam rígidos, assim como meu corpo, e eu suava um pouco. 


- Ei, por que estou com tanto medo? - Me auto questionei. - Vamos lá, se eu disser qualquer bobagem, é só dizer the book is on the table. - Disse confiante. - Vejamos, quais minhas aulas...? 


Abri a mochila e não encontrei o papel que continha todas as informações necessárias. Comecei a passar a mão até pela minha roupa, na esperança de sentir o material, porém, de nada adiantou. 


- É muito milagre para um dia só. - Falei. - Na verdade, só o fato do meu cabelo ter cooperado comigo já era algo bem estranho. - Falei cerrando os olhos, pensativa. 


A ansiedade deu o primeiro indício de que começaria a tomar conta do meu corpo. Minha mente passou a ficar conturbada, minha respiração foi tornado-se acelerada, e fui ficando presa em meu próprio mundo, como sempre acontecia quando ficava muito nervosa, o espaço parecia se encolher. 


- Hina, por aqui! Vamos pela escada! - Uma voz masculina se propagou, como um eco em minha mente, retirando-me da prisão mental que estava ocorrendo no momento. 


Mudei a direção do meu olhar, para observar quem era. Uma garota asiática, de cabelos pretos longos, com uma franjinha, corria ao lado de um garoto loiro e olhos azuis. 


O menino me encarou, assim como eu fiz. A troca de olhares foi breve, mas isso ocorreu em câmera lenta para mim. Ele passou por mim, e só retirou os olhos depois de me deixar para trás. 


Permaneci observando o garoto por um tempo, até ele desaparecer para o andar de cima, subindo as escadas. 


- Pelo menos não sou a única atrasada. - Disse a mim mesma, voltando a caminhar. - Não tem jeito, a única solução é sair batendo de porta em porta e... 


- SAI DA FRENTE! - Uma voz feminina gritou. 


Era uma garota e ela estava... De patins?! 


- Que porra é essa?! - Perguntei surpresa. 


- Volte aqui, Shivani Paliwal! - Um homem gritou, correndo atrás dela. 


- Nunca vai me pegar viva! - Ela declarou sorridente. 


Até que ela tropeçou e caiu. 


- Porra destino. - Ela disse, usando os cotovelos como apoio. 


- Ei, você! - O homem me chamou. - O que está fazendo fora do auditório?! 


- Fodeu. - Confessei. 


Olhei para a garota no chão, e a puxei pelos braços, ajudando-a a levantar. Só um olhar entre nós conseguiu estabelecer uma comunicação, e claramente pensamos a mesma coisa e transmitimos uma para outra: Corre! 


E assim fizemos, ela disparou nos patins, me puxando pelo braço, o que me obrigou a correr mais rápido. Ficamos de frente para as escadas, que levavam ao andar de baixo. 


- Estamos sem saída. - Declarei. 


- Ah, não estamos não! - Ela exclamou. 


Ela se jogou no corrimão, ficando em cima do mesmo, e deslizou os patins por cima destes. Minha boca fez um formato oval, ao presenciar aquela cena. 


- Vocês duas, venham aqui! - O homem se aproximou. 


- Até mais Zé mané! - Ela disse deslizando, e fazendo um sinal de despedida com a mão. Ouvi um estrondo, logo em seguida. - Eu tô bem. - Ela gritou. 


Fiquei aliviada e me apressei em descer a escadaria. Aquele homem não estava com cara de poucos amigos, não gostava nem de imaginar o que ele faria conosco se nos pegasse. 


Encontrei a garota me esperando, ela jogou a cabeça para o lado, indicando onde deveríamos seguir e a obedeci. 


- Aí, valeu por ter me ajudado naquela hora. - A menina agradeceu com a mão fechada, e eu fiz o mesmo e bati. 


- Aquilo que fez agora pouco foi incrível! - Exclamei. - Você faz parkour? 


- Não, isso é a minha loucura, baby. - Se gabou, em um tom brincalhão. 


- Que lugar é esse? 


- As salas do sexto até o nono ano. - Explanou. - Cadê aquele projeto de piu piu? 


- Quem? 


- Meu melhor amigo gay. Todos deveriam ter um, eles são muito legais. - A menina disse e eu ri concordando. 


Ela permaneceu olhando aos redores, mas, aparentemente, seu companheiro não estava lá. Os únicos seres humanos que conseguimos ver foram uma garota negra e um garoto, cheios de comida não mão. 


- Noah, Diarra! - Ela os chamou. 


- Conseguiu despistar o diretor? - O garoto perguntou, pondo comida na boca. 


- Com certeza! Monamour, eu estou com essas belezinhas aqui. - Apontou para os patins. - Nunca vai me alcançar. 


- Calma aí! - Exclamei surpresa. - Está querendo dizer, que o homem que estamos fugindo e zoando é o diretor?! - Dei ênfase no "diretor".


- Exatamente. - Ela respondeu com a sobrancelha erguida e sorrindo. 


- Eu vou ser expulsa. - Declarei boquiaberta. 


- Ainda não acredito que roubamos comida. - A garota disse. 


- Roubar é uma palavra muito forte, minha cara Diarra. - O menino disse. - Só estamos pegando,emprestado, sem a mínima intenção de devolver. - Explanou enquanto colocava um pedaço de palitinho comestível, na boca. - A propósito, quem é ela? 


- Ah, ela é uma garota que me ajudou a escapar do diretor... - Cutuquei a morena, ai me deparar com uma cena. - Espera aí. Detalhe, ela é nova aqui... - Cutuquei mais forte. - Ai porra, o que foi?!


Virei a cabeça dela para o elevador, que ao abrir as portas, mostrou o diretor. 


- O diretor... - Eu, o garoto e a garota falamos juntos. 


- Um elevador?! - A morena exclamou com os braços abertos. - Como eu nunca vi isso antes?! 


- Shivani, acho que isso não é bem nossa prioridade no momento... - Aconselhei recuando para trás. 


- Tem um plano B? - Diarra sussurrou. 


- Mas é claro que eu tenho. - A Paliwal respondeu. - CORRER! 


E assim fizemos. Os amigos de Shivani foram para um lado, enquanto eu e elas nos dirigimos ao lado oposto. O gestor olhou ambos os lados, confuso, provavelmente se perguntava em quem ele deveria perseguir primeiro. 


Shivani me puxou para um canto, e nos encostamos na parede. 


- Por que tá todo mundo querendo me fazer correr hoje? - Perguntei dramática. 


- Temos que achar uma maneira de despistar ele, agora, como...? - O olhar da Paliwal parou em uma caixa, que, coincidentemente estava parada ao lado da parede que nos escondemos. - Ah, eu acabei de ter uma ideia. - Ela afirmou com uma voz estranha, típica de gênio maligno. 


Shivani pegou um jaleco enorme, bege, o qual é repleto de botões, e um chapéu. 


- Any, deixa eu subir em você. 

~*~


Eu nunca pensei que acabaria vivenciando coisas que só vía nos desenhos. Shivani está em cima de mim, e eu a seguro, estamos cobertas por um jaleco enorme, e usando o chapéu. 


- Você tem certeza que isso vai dar certo? - Sussurrei. 


- Quando meu disfarce estiver completo, com certeza! - Ela pegou uma parte do longo cabelo negro, e fez um bigode. - Muito bem, minha cara pernas, em frente! - Ela falou com uma voz engraçada. 


Suspirei e fui andando em frente. Os patins daquele menina pesavam em meus ombros, sem contar o peso dela própria, estava na expectativa de chegar logo na porta. 


- Espera só eu achar aqueles... - A voz do diretor surgiu, revelando-o. 


- O que eu faremos? - Perguntei com medo. 


- Deixa com o senhor bigode, aqui. - Shivani respondeu passando a mão no cabelo, agora conhecido como bigode. - Em frente. - Novamente, mudou o tom de sua voz, como se fosse um pirata falando. 


- Quem é você? - O gestor nos questionou, assim que nos avistou. Engoli em seco. 


- Sou um pai, estou aqui para visitar o colégio. - Ela mentiu, mantendo a voz de pirata. 


- Oh sim. Sinto muito por não ter vindo lhe atender pessoalmente, sabe, tenho tudo uns pequenos contratempos. - Ele entortou um lado dos lábios, e olhou de um lado para o outro, ao pronunciar isso. - Poderia aguardar em minha sala? 

 

Shivani continuou o enrolando, até eu notar outros estudantes vindo detrás do diretor, dentre eles estavam Diarra e Noah, acompanhados de outro casal, uma menina loira alta e magra, e um garoto moreno, juntamente com uma outra garota, um pouco mais baixa, e loira. 


Bati nos joelhos de Shivani, para indicar a presença deles. Quando ela viu, arregalou os olhos e deu o sinal para não fazerem barulho. 


- Algum problema? - Ele perguntou, quase se virando, porém, Shivani os segurou pelos ombros e aproximou o rosto. - Senhor? - Estranhou o ato repentino. 


- Alguém já lhe disse que tem belos olhos? - Ela falou em um tom sensual, e segurei o riso. - Poderia me contar de quem puxou eles? 


- Senhor! Com todo o respeito, eu sou hétero, e tenho família. - O gestor retrucou arrumando o terno. 


Enquanto isso, o grupo de adolescentes atrás dele saia na ponta dos pés, pisando no chão com cuidado, para não fazer nenhum tipo de barulho. Davam passos lentos e cautelosos. 


- Como pôde me iludir assim?! - Shivani dramatizou. - Pensei que tivéssemos uma conexão especial, Arthuro! - Disse pondo a mão no peito. 


- Meu nome não é... - O interrompeu. 


- Eu já não lhe reconheço mais! - Permaneceu dramatizando. - Adeus, Arthuro! Nossa relação não passou de uma mentira, és como todos os outros! 


Porém, durante sua última fala, o "bigode" de Shivani se soltou, e o chapéu caiu. O diretor ficou boquiaberto, e logo em seguida, olhou para trás, pegando os restante numa tentativa de escape. 


- FOGE, PERNAS, FUJAM! - Shivani berrou e eu comecei a correr. 


No entanto, ele deu uma leve empurrada em nós, no decorrer de nosso falho plano de fuga, o que me fez cambalear, e Shivani inclinar de um lado para o outro. 


- Uai! - Ela dizia cada vez que eu inclinava. - Any, espera, aguenta! - Repetia. 


Mas, eu caí, e justamente em cima dos amigos dela.


- Ai! Bem no nariz! - Shivani reclamou, tocando o mesmo. 


O resto de nós, ficou com as mão na cabeça e reclamando da dor, e o reitor se aproximou de nós ficou em nossa frente, e deu uma tosse falsa, fazendo com que o olhássemos. 


- Acho que o pega pega, acabou. - Ele declarou, sorrindo provocador. 


Então, de repente, um armário foi aberto, e um menino chinês caiu no chão. 


- Eu sabia que daria certo! E ainda dizem que não é bom ficar no armário. - Disse rindo do próprio trocadilho. - Sabina, era pra ter jogado o confete agora! 


- Esse treco não abriu. - Ela explanou saindo de dentro do armário. 


- Minha entrada triunfal foi completamente destruída, mas escapamos do velhote e meu plano deu certo! - Comemorou, limpando-se, porém seu sorriso sumiu ao perceber a situação que estava. 


- Diretor Willson... - A tal Sabina disse rindo fraco. - O senhor vem sempre aqui? - Questionou encostando o cotovelo no armário. 


O diretor cerrou os olhos. Alguns segundos depois, a garota asiática e o menino loirinho, retornaram, com algumas coisas de informática na mão. 


- Diretor...! - A asiática disse surpresa. 


- Merda. - O loiro declarou. 


- Agora que estão todos aqui... - Ele respirou fundo. - TODOS VOCÊS, PARA DETENÇÃO, AGORA! 

~*~


Entramos de modo enfileirado na sala da detenção. A sensação que tinha era de como se eu fôssemos um bando de presidiários. O local era bem simples, o era apenas um recinto escolar comum. As cadeiras são constituídas por duplas, o que já faz com que eu fique cabisbaixa. 


- Depois de estragar o plano deles, com certeza devem me odiar agora... - Falei em voz baixa, e fui me sentar no assento da frente. 


O restante fez o mesmo que eu. Todos sentaram próximos um dos outros e, para minha surpresa, Shivani pôs a mochila ao meu lado. 


- E aí, gata. - Esta declarou já sentada no assento ao meu lado, e franzi o cenho. - Que foi? 


- Nada, eu só estou surpresa que ainda quer ficar perto de mim. 


- Ué, e por que eu não iria? 


- Sabe, eu meio que estraguei o plano de vocês, se tivesse me equilibrado melhor, poderíamos ter fugido. - Disse desviando o olhar. 


- Any, cê não destruiu o plano. - Shivani me consolou. - Ele já era uma falha desde o princípio! - Esclareceu, rindo. 


- Ué, mas... 


- O plano era da Shivani, claro que ia dar errado. - O garoto chinês se pronunciou detrás de mim. 


- Segura a marimba aí, monamour! Não fui eu quem resolveu fazer uma entrada triunfal no armário! E olha que ele saiu dele faz um tempão. - Não conter a risada. 


- Como se você soubesse como fazer uma entrada triunfal. - Ele falou irônico. 


- Todo mundo sabe que uma entrada triunfal deve acontecer no telhado, caindo de paraquedas e soltando fogos de artifício com letras. - Ela falou numa naturalidade inacreditável. - E a palavra seria: Foda-se essa merda. - Shivani disse fazendo as mãos de jazz. - Jogar confete é coisa de principiante! 


- Diz isso, mas eu sou a parte lógica da dupla maligna, você não vive sem mim. - Ela revirou os olhos. 


- A relação de vocês dois é engraçada. - Proferi dando risada. 


- São uma dupla de retardados, isso sim. - Uma garota morena chega, e senta-se ao lado de Krystian. - Maconha mal fumada. 


- Já disse que é carvão colorido. - Corrigiu Shivani e todos riram. 


- Ah propósito, me chamo Sabina Hidalgo, pode me chamar de Sabi, ou Sasabi. - Ergui a sobrancelha para o último nome. 


- Eu que dei esse apelido para ela. - Krystian explicou.


- Parece nome de molho. - Opinei e as garotas riram. 


- Na verdade, é porque eu sou uma cobrinha. - Sabina afirmou, mordendo o dedo indicador e sorrindo. - Relaxa, eu mordo só quem merece. - Declarou em um tom brincalhão. 


- Ei, bando de corno. - Uma menina loira, e alta, os chamou. - O Noah tá dando a comida que ele pegou da sala dos professores, venham pegar. 


Sabina, Krystian e Shivani se encararam e cerraram os olhos. 


- O BOLO DE OREO É MEU! - Gritaram juntos e saíram correndo para o fundão. 


- Continuam o trio maluco de sempre. - A garota proclamou sorrindo. - Sou Joalin Loukamaa. - Se apresentou. 


- Any Gabrielly. - Fiz o mesmo. - Desculpe pelo que ocorreu mais cedo, suas costas devem estar doendo. 


- Tá de brincadeira? Aquilo foi incrível! - Ela confessou. - Foi muito engraçado, cara, a vontade de chorar era grande mas a de rir foi maior. - Sorri ao perceber que ela citou um meme brasileiro. - E, além do mais, para uma b-girl, coisas como aquela não são nada. 


- Espera, dança break dance? - Questionei animada e ela assentiu. 


- Acredite se quiser, nunca quebrei um osso sequer. - Assegurou. - Se quiser posso te mostrar alguns passos depois. 


- Seria muito legal assistir, só não me peça para fazer, porque eu sou muito desajeitada, iria sair toda quebrada. - Falei rindo, assim como ela. 


- Tá afim de participar do tráfico de comida no fundão? - Ela me convidou. 


- Claro! - Aleguei. 


- Aqueles três bobões teriam te convidado, mas a gulodice fala mais alto que qualquer coisa. - Explicou e eu ri. 


Eu e Joalin fomos para a famosa turma do fundão. Meus olhos chegaram a brilhar quando vi a quantidade de comida que Noah tinha em cima da mesa. 


- Galera, essa aqui é a Any Gabrielly, a garota que quase quebrou nossas costas. - Joalin brincou e todos me encararam. 


- Ela é top. - Shivani disse com a boca cheia de comida. 


- Isso Any, distraia ela para eu conseguir ganhar! - Krystian falou, colocando o máximo de cookies que conseguia na boca.


- Vocês já podem se considerar perdedores. - Sabina desafiou colocando muitos nuggets na boca. 


- Cê também tem a boca pequena, Sabina. - Um garoto moreno disse. 


- Eu tenho nove estômagos, Bailey. Se você me der uma pedra, eu vou dizer que é crocante! - Ela disse com a boca lotada de comida. 


- Sofya, me diga que você está contando. - Shivi diz, para a garota de cabelos loiros, mais baixa que Joalin. 


- Sim, Shivi, estou. - Ela disse escrevendo no papel. - Você tá com dez, Krys com oito e Sabina com doze. - Ah, oi Any. - Saiu de cima da cadeira. - Me chamo Sofya Plotnikova, fico feliz que tenha entrando na nossa roda de amigos. 


- Espera... Eu sou amiga de vocês? - Perguntei confusa. 


- Claro que sim! Você ajudou a Shivi, ou seja, nos auxiliou também. Acredite, poucas pessoas nesse colégio fariam isso. - Ela me explicou. 


- Podemos estar todos na mesma situação aqui, mas a Daemon é pura competição, na primeira oportunidade que tiverem de te arrastar pro fundo do poço, farão. - O moreno babulciou. - Me chamo Bailey May, namorado dessa linda aqui. - Ele disse puxando Joalin para mais perto, e eles deram um selinho. 


- Caralho, já vão deixar a Any de vela? - Noah perguntou, finalmente se pronunciando. - Não dava pra esperar pelo menos algumas semanas? 


Joalin apontou o dedo do meio para ele que riu. 


- Mas, falando sério agora, precisa tomar cuidado Any. O colégio pode ser muito bom, mas a quantidade de pessoas que tentarão te prejudicar será enorme, principalmente se você se destacar. 


- Cês não tão exagerando não? - Perguntei, receosa com a resposta. 


- Não, não estão. - O garoto loiro falou, pela primeira vez, desde que havia entrado na roda de conversa. - Isso aqui é como uma selva, e a lei é clara: Só os mais fortes sobrevivem. Pode ser boa como for, caso não saiba como lidar com os estudantes daqui, pode dizer adeus ao seu sonho. 


- Josh, para de assustar ela. - Noah o repreendeu. 


- Só estou sendo sincero. - Respondeu, pondo os braços atrás da nuca. - Precisa ser osso duro. 


- Sua simpatia me impressiona cada dia mais. - Bailey opinou e Josh deu de ombros. 


- Ai, meu bebê rebelde, você ainda tem muito que aprender sobre como se relacionar com as pessoas. - Noah disse abraçado com Josh e passando a mão em seus cabelos loiros, como se fossem pêlos de gato. 


Rimos daquela cena, inclusive eu. 


- Ah, esqueci de apresentar. - Sofya olhou para a menina asiática que estava calada e para uma garota negra, a qual já tinha visto com o Noah. - Essa aqui é a Hina, ela ainda tem dificuldades com inglês, por isso ela não fala muito, mas acredite, é muito bom se comunicar com ela. 


- Sem mencionar que ela é a rainha da tecnologia. - Josh complementou, bagunçando os cabelos dela, que sorriu. 


- Você é muito fofa! - Comentei e ela retribuiu com um sorriso. 


- Cê é legal, Any. - Ela respondeu.


Eu vou apertar essa menina, a Hina é muito fofa! 


- E esta aqui, é a Diarra. - Sofya continou, me introduzindo à Diarra. 


- É um grande prazer ter você em nosso grupo. Sou Diarra Sylla, e muito obrigada por ter nos ajudado. 


- Eu que devo agradecer por... 


- VINTE NUGGETS! - Sabina berrou. - E com molho apimentado, ainda por cima! - Ela estava com a boca suja de molho, mas aparentemente intacta. 


Krystian se encontrava jogado no chão, claramente com indícios de que não aguentava comer mais. Shivani se apoiava na cadeira, com os cotovelos, segurando um oreo. 


- Por que oreo?! Por que?! - Indagava segurando o biscoito, enquanto dramatizava de joelhos. 


Todos começaram a rir diante aquela cena. Pela primeira vez, desde que cheguei em Los Angeles, me senti aceita, nem aparentava ter saído do Brasil. Talvez, o que eu chamei de situação azarenta, fosse algo sortudo, no final das contas. 


Porém, o clima amigável foi dilacerado quando diretor retornou à sala. A porta foi aberta abruptamente, fazendo com que nos tomássemos um susto. 


- Sentados, nos seus lugares, agora. - Ele ordenou autoritário. 


Obedecemos e voltamos aos nossos lugares. Porém, quando Shivani ia sentar-se do meu lado, Wilson fez sinal para ela parar. 


- Eu que irei escolher com quem irão sentar, e no seu caso, senhorita Paliwal, sentará isolada. - Apontou para uma cadeira do lado da janela. 


Encarei ela, ao perceber a mesma pretendia protestar. Balancei a cabeça, e Shivi entendeu, saiu bufando e jogou a mochila na cadeira onde o diretor queria coloca-la.


- Beauchamp, aqui na frente. - Apontou para a cadeira onde Shivani estava antes. 


Josh se retirou de perto de Noah, e foi caminhando com uma expressão tediosa e sentou-se ao meu lado. Wilson continou realizando a troca de lugares, ficando da seguinte forma: Shivani sozinha, eu e Josh, Sabina isolada assim como Joalin, Noah e Krystian, Hina e Diarra, Bailey e Sofya.


Tenho certeza absoluta que a intenção do diretor era que ficássemos no tédio, mas todos ali eram amigos uns dos outros, então, acho que ele falhou miseravelmente. 


- Agora que separei as panelinhas, vou dizer como isso irá funcionar. - Falou andando de um lado para o outro, com as mãos para trás, e nos fuzilando com o olhar. - Passarão o resto do dia aqui. Nesse momento devem estar pensando:" Como se isso fosse algo ruim". - Fez uma voz estranha na intenção de nos imitar. - Entretanto, vale ressaltar que estão no terceiro ano do ensino médio, ou seja, qualquer conteúdo perdido pode fatal. E nossos professores não irão parar os assuntos somente porque um bando de delinquentes acham que podem fazer o que desejam. 


- O senhor disse que poderíamos fazer o trote! - Joalin exclamou irritada. - Consistia em fazer pegadinhas o dia todo, e nos deu carta branca para realiza-lo. E em questão de segundos, começou a nos proibir, quando já estávamos fazendo ele! 


- A menos que queira levar outra detenção, no dia de sábado, sugiro que se cale, senhorita Loukamaa. - Ordenou, mesmo que indiretamente. - Prosseguindo com minha fala, o uso de celulares é terminantemente proibido, e não admitirei qualquer barulho. 


- Morrer por tédio não tava na minha lista de maneiras como eu desejava bater as botas. - Josh comentou, e eu segurei o riso. Quando percebeu que eu desejava rir, ele sorriu de canto. 


- E, para finalizar... - Wilson parou de andar, foi para detrás da mesa, e colocou ambas as mãos abertas na mesa, uma do lado da outra. - Uma aviso especial para você, novata. 


Engoli em seco, algo me dizia que não era coisa boa. 


- A senhorita é bolsista, não é? - Ele indagou, com um tom sardônico. 


- Sim. - Respondi normalmente. 


Não vejo vergonha nenhuma em ser bolsista, afinal, eu fiz uma prova bem complexa para conseguir entrar, e várias vezes, me perguntei quantas pessoas fizeram o mesmo teste e não passaram. Estudar aqui por bolsa era uma conquista, ao menos para mim, e não motivo de repulsa. 


- Oh, perdão, acho que falei errado. - Franzi o cenho. - Você ERA bolsista. - Ele enfatizou o era. 


Meu coração começou a palpitar freneticamente, ele só podia estar brincando. 


- Se isso é uma brincadeira, não tem graça. - Afirmei um pouco séria. 


- Como dizia no protocolo, que provavelmente recebeu, havia dois motivos que poderia fazer com que perdesse a bolsa. Dentre elas, cometer irregularidades na escola. - Não conseguia ter reação nenhuma perante aquilo, estava estática, somente era capaz de escutar. - Portanto, a menos que tenha capacidade de pagar a mensalidade, pode considerar este dia como seu primeiro, e último na Daemon. - Ele sorriu cínico. 


Tentei protestar, mas minha voz não saiu. O nervosismo e tristeza dominaram meu peito, e minha mente. O que mais almejava nesse mundo era dizer que aquele homem em minha frente estava errado, mas, eu quem estou errada. Novamente a ansiedade chegou, e meu cérebro foi, automaticamente, me levando para o meu próprio mundo, assim como quase ocorreu mais cedo. 


- Por favor, diretor Wilson, não faça isso! - Sabina berrou. - A culpa não foi dela, nós que a puxamos para esse trote, se tem alguém que merece ser julgado, somos nós. 


- A gente faz o que o senhor quiser, até imploramos se for necessário, mas, pelo amor de Deus, não tire a Any daqui. - Joalin pediu. 


Enquanto outros iam protestar, Josh se levantou e foi até onde Hina estava. Conversaram por um tempo, e ele chamou Shivani, que estava com uma expressão furiosa. 


- Não adianta pedirem, ela perdeu a bolsa. Comunicarei aos reitores e o restante da administração do colégio, e a sua mãe. - Ele completou. - Imagino o desgosto que ela irá ter ao perceber que a filha é uma desordeira, só podia ser brasileira mesmo... 



Nesse momento, eu me estressei, bati as mãos na mesa e levantei. 


- Eu não ligo para o que o senhor for falar de mim, pois eu tenho noção de quem sou e de meu caráter, mas não se atreva a falar mal do meu país! - Exclamei, mantendo minha calma externa, porque a interna foi hibernar. - O Brasil pode ter seus defeitos, como todos os outros, mas eu te afirmo, com toda a certeza do mundo, que pelo menos, não somos xenofóbicos como você! 


- Para alguém na sua situação, está bem atrevida. - Ele retrucou. 


- EU PROTESTO! - Shivani vociferou, correndo até sua cadeira, subindo nesta, que caiu, propositalmente, e ficou frente a frente com o Wilson. - Eu lhe aconselho a retirar tudo que disse sobre a Any. 


- E por que eu faria isso? 


- Ah, não sei... - Negou, irônica. - Talvez por causa disso aqui. - Ela deu play em algo, em seu celular. 


" Realmente podemos fazer esse trote?"


Sem dúvidas, era a voz da Sofya. 


"Claro, estão no terceiro ano, precisam aproveitar. Será uma boa maneira de voltar as aulas, avisarei todos os professores. "


E aquela era a voz do diretor Wilson! 


- Quando eu e Hina estávamos em sua sala, ela conseguiu verificar as câmeras de segurança, com som, e passou essa parte para o celular dela. - Josh comentou andando, lentamente, do fundo até a frente, com um sorriso vitorioso. - Claro, o propósito era totalmente diferente, mas acabou que nos foi bem útil. 


- Isso não... - Novamente, ele foi interrompido. 


- Vai lá, pouca sombra! - Shivani direcionou a frase motivadora para Krystian. 


- Gravei tudo que falou nesses minutos em que estamos aqui. - O chinês mencionou com o celular nas mãos e o erguendo. 


- Seria uma pena se isso chegasse nos ouvidos de seus superiores, não acha? - Josh questionou retórico. 


- Toma essa, biscoiteiro! - Sabina comemorou. 


- E então? - O loiro perguntou, enquanto o Wilson cerrava os olhos. 


- Devo admitir... Me pegaram. - Confessou ele. - Mas, tem um detalhe que não pensaram. Você, Beauchamp, invadiu minha sala com outros propósitos, os quais sou capaz de imaginar. Então, se me denunciasse, também sairia perdendo nessa história. - Rebateu - Não só você, como Hina também, já que ela foi sua cúmplice. 


A expressão de Josh mudou drasticamente. Até o momento em que o diretor lhe ameaçava, ele não demonstrava a mínima importância, mas quando o nome da Hina foi citado, ele pareceu preocupado. 


- Agora, eu que lhe pergunto, Beauchamp, o que fará agora? 


O silêncio prevaleceu. O pertubador momento em que não há propagação de nenhum tipo de som, parece que até mesmo a respiração não pode ser ouvida.


Eu não estou gostando disso. Odeio a sensação de me sentir impotente, eu almejava fazer algo que pudesse ajudar o pessoal, mas não conseguia pensar em nada. E só de passar pela minha cabeça que essa discussão está correndo por minha causa, não consigo não me sentir culpada. 


Após minutos se silêncio, Krystian se levantou e ficou de frente para o diretor, que observou a cena confuso. 


- U mo bu kai fei di tal! - Ele proclamava enquanto fazia movimentos estranhos com o corpo. 


- O que é isso?! - Wilson perguntou. 


- Um feitiço. - O chinês respondeu balançando o corpo e fazendo as mãos de jazz, e Shivani repetiu a mesma frase dele sussurrando no ouvido do diretor. 


- Não sei se eu fico com medo ou se agradeço. - Comentei olhando, com a sobrancelha franzida, para os dois lados. 


- Você não sabe fazer essas coisas. - Wilson contra argumentou, mesmo com o medo perceptível em sua voz. 


- Ah, eu sei. 


- Ele sabe. - Shivani sussurrou novamente, lentamente. 


- Aprendi com um bruxo, na China. - Paliwal repetiu a última palavra, do mesmo modo de antes. - Oh sua jujuba de anis, esse momento é meu! - Krys reclamou. 


- Eu tô lascada. - Disse com a cabeça apoiada na mão. 


- O que ele faz? - Wilson indagou receoso. 


- Ah, ele faz muitas coisas, queridinho. - Krystian foi se aproximando mais. - Dentre eles fazer com que seu cabelo caia inteirinho! 


O chinês acabou batendo a mão perto da cabeça do diretor, e então, foi revelado a parte central de sua cabeça, completamente careca. Somente a parte detrás e lateral tinham um pouco de cabelo. 


- AI MISERICÓRDIA! - Krystian gritou finamente. - ISSO FUNCIONA MESMO?! 


- Espera, você não sabia se funcionava?! - Sabina perguntou. 


- CLARO QUE NÃO, MINHA FILHA! EU VI ISSO EM JACKIE-CHAN! - Ele falava enquanto pulava desesperado. - SAI SATANÁS, SAI SATANÁS! - Ordenava requebrando o corpo. - ALGUÉM ME DÁ MINHAS ERVAS! 


Não deu, todos começaram a rir. Alguns até choravam de tanta risada, pois somente Krystian não havia percebido que aquilo era uma peruca, e a cara do diretor era muito engraçada. 


- Eu desisto! - O diretor berrou. - Peço mil perdões senhorita Any, prometo que sua bolsa não estará suspensa, eu que estive errado esse tempo todo, estava sendo negligente! - Admitiu ele. - Vão embora, as aulas já devem ter começado! Estão livres! 


- VIVA A LOUCURA! - Shivani gritou em comemoração e todos retribuiram. 


Krystian foi o primeiro a sair, porque Joalin teve a linda ideia de dizer que o cabelo dele também estava caindo, ou seja, o garoto estava a ponto de um colapso de desespero. 


Devo admitir, para uma detenção, foi a coisa mais engraçada que já ocorreu na minha vida toda. 


Notas Finais


O final foi meio bosta, me desculpem.

O que acharam? Espero que tenham gostado, e achado engraçado.

Até o próximo capítulo ^-^


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