História Beautiful Boy and the Beast ( McLennon ) - Capítulo 1


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Categorias The Beatles
Personagens John Lennon, Paul McCartney
Tags Ficção, George Harrison, John Lennon, Mclennon, Paul Mccartney, Ringo Starr, Romance, The Beatles
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Palavras 2.248
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá pessoaaaas, suav na nave? Então aqui estou eu com mais uma história sobre nosso casal more fofo desse world.
Estava eu em minha cama admirando a beleza de Paulinho McCartney e pensei " Caramba como ele é lindo" , mas ao mesmo tempo eu tbm olhava uma foto de Jôlennon e pensei "Nossa como ele é bonito e selvagem". Daí bom... tive a ideia de fazer essa história.
O Belo e a Fera kkkkkkk, espero que gostem do primeiro capítulo não vou estender muito essa estória, terá apenas uns 5 ou 6 capítulo, dependendo do meu humor.

Capítulo 1 - The Beast


Fanfic / Fanfiction Beautiful Boy and the Beast ( McLennon ) - Capítulo 1 - The Beast

 Londres Inglaterra , 1962

Lá estava o jovem Johnny boy (como todos o chamavam) em seu camarim. Sua fama tinha sido repentina de mais para o mesmo digerir tão rápido. Era tudo o que sonhava deis de garotinho, queria ver seu nome nos jornais, televisores e rádios, sendo aclamado um grande astro do Rock 'N Roll. 

Ao crescer ouvia muito falar de Elvis Presley e quando o viu pela primeira vez se encantou pela sua grandeza. Queria ser como ele. Ter carros, lindas garotas, fãs e é claro muito dinheiro para fazer o que lhe desse na telha. 

Sua infância nunca foi fácil. Julia sua mãe havia o deixado sobre a responsabilidade de tia Mary (ou mimi). Seu pai Alfred havia sumido, nunca mais ouviu notícias de seu paradeiro. Sua única paixão era a música, lá ele encontrava paz e conforto. Seguiu dessa forma durante anos, até ser descoberto por um homem que se interessou por seu enorme talento, Brian Epstein. O senhor Epstein cuidou para que seu nome ficasse nos gostos populares de todos da Inglaterra. Mesmo tendo tido um passado traumatizante não havia perdido seu jeito doce de ser, de certa forma era isso que cativava as pessoas que o ouviam cantar. Mas ao passar do tempo, com vários rits nas paradas musicais britânicas, o doce John Lennon que todos se apaixonavam começou a desaparecer, dando espaço a uma estrela mimada com o ego inflado. A cada dia que passava era mais difícil ficar perto do rapaz, o único que suportava-o era Brian, que agora era seu empresário.

John começou a beber e ingerir drogas pesadas. Sempre saia em capas de jornais, mas não de uma forma passiva, estava sempre bêbado ou drogado, metido em confusões. O jovem namorava  uma linda moça chamada Cynthia Powell, ela era uma atriz talentosa e muito promissora. O namoro dela com John era midiático. Brian achava que Lennon necessitava de uma imagem de rapaz comprometido, que futuramente teria uma família exemplar. John achava aquilo tudo uma grande palhaçada, não amava Cynthia, só à chamava quando precisava "relaxar" ou como o próprio ruivo dizia "Aliviar as tensões de um dia exaustivo".

John agora olhava para o espelho que havia em sua penteadeira, ajeitou sua grava por dentro do terno e suspirou. Faltava menos de cinco minutos para que entrasse no palco. Esse show seria o maior de sua carreira até agora. O ruivo estava nervoso e suava frio, mas sendo John Lennon não poderia transparecer seu nervosismo. Se olhou uma última vez no espelho, arrumou o cabelo, pegou sua guitarra e saiu pelo escuro túnel em direção ao palco.

O espaço estava lotado, haviam gritos e burburinhos. Tudo só piorou quando John subiu ao palco, várias garotas se descabelando e gritando por seu nome com histeria. Ele achava aquilo tudo um máximo, amava se sentir a última bolacha do pacote.

Lennon então Pigarreou e deu iníciou o show.

- Obrigado a todos por virem a meu show incrivelmente incrível. - rio pelo nariz e jogou seu cabelo para o lado. Sempre com seu ego inflado. - Então... Para iniciar esse show decidi cantar uma música que todos conhecem e que está em primeiro lugar nas paradas... Aliás como todas as minhas músicas. - rio outra vez. Sempre que tinha oportunidade Lennon adorava se vangloriar, era como um mantra diário para ele. 

Estava prestes a dizer o nome da música que cantaria, mas uma pessoa na primeira fileira da platéia lhe chamou a atenção. A pessoa vestia uma capa preta com um capuz que cobria seu rosto por isso era impossível ver quem era, também não era só por isso, John era extremamente míope e se recusava usar óculos. 

O rapaz estreitou seus olhos e balançou a cabeça negativamente.

- Bem... A primeira música que escolhi é Help! - ao dizer a música que cantaria todos gritaram freneticamente. Então o ruivo começou a cantar e tocar, dando início ao show que ficaria marcado para sempre em sua memória.

(...)

Depois do show John se despediu do público e voltou para o seu camarim. Deu ordens para seu segurança Mal Evans não deixar ninguém incômoda-lo. Sentou-se em um sofá que havia naquele espaço e acendeu um Beck, para ver se relaxava. Brian estava viajando, só chegaria no outro dia, o que deixava o acobreado digamos um pouco mais "livre de sermões". 

Lennon tragava o cigarro e liberava a fumaça pelos lábios e pelas narinas. Estava começando a ficar chapado com o efeito da droga. Foi quando ouviu batidas na porta.

- O que foi? Eu falei que não queria ser incomodado inferno! - disse em um tom de raiva, porque haviam cortado "sua brisa".

- Desculpe senhor Lennon, mas é uma fã que insiste em falar com o senhor. - disse Mal Evans. O pobre homem sábia do temperamento forte de John e tinha receio de perder seu emprego.

- Eu não vou receber porra de fã nenhuma! - disse com raiva. - Mande-a embora agora! - John insistia em não querer ver ninguém.

- Tudo bem senhor. - Mal disse e em seguida dirigiu-se a mulher que almeja ver o astro. - Sinto muito senhora, mas o senhor Lennon está ocupado e não poderá atende-la, me desculpe. - disse Evans. A mulher era a mesma que estava na primeira fileira, aquela que chamou a atenção de John por usar uma capa preta.

- Só vai levar alguns minutos. - a mulher disse andando em direção da porta do camarim.

- Você não pod...- antes que Evans terminasse a frase a mulher fez um sinal para que o mesmo se calasse.

- Você é um bom homem Mal Evans, há bondade e amor em seu coração. Fique tranquilo, não perderá seu emprego. - a mulher misteriosa disse ainda com seu rosto coberto. Mal estava com muito medo de perder o emprego, mas mesmo assim confiou na palavra da mulher.

A mesma abriu a porta e entrou no camarim de John.

- Olá, astro! - disse a mulher, depois fechou a porta. No mesmo instante John apagou seu beck e se ajeitou no sofá. Havia ficado assustado com a presença da mulher na qual observou o show inteiro e agora em seu camarim só o deixava com mais medo. Pobre Mal Evans, seria vítima da histeria de Lennon depois que a mulher saísse de lá.

- Eu falei para aquele filho da puta não deixar ninguém entrar! - disse mais para si mesmo do que para a mulher.

- Sei que você é um homem muito ocupado. - disse a mulher e em seguida tirou o capuz que usava. A mulher tinha traços orientais, seu cabelo era preto e armado, seu rosto possuía muitas cicatrizes e sua pele era levemente enrugada. 

Lennon ficou com os olhos do tamanho de pratos ao ver a face da mulher.

- Por favor aceite esse lindo girassol como um presente, por ter feito um show tão magnífico. - a mulher retira um girassol da manga de sua capa. O que deixou John com ainda mais medo, ele não aceitaria um presente de uma pessoa... Como podemos dizer, estranha?

- Eu sei que fui brilhante senhora... - John franziu o cenho em uma tentativa de saber o nome da mulher.

- Yoko! - respondeu.

- Nome diferente... em fim, não estou interessado em receber um girassol como presente. Sugiro que você se vá, não estou a fim de falar com nenhum fã hoje. Outro dia você pode me trazer um disco ou sei lá um pôster para eu autografar, certo? Até mais! - John à respondeu de maneira superior e grosseira. Isso era muito típico vindo de John Lennon.

Yoko sorriu sem mostrar os dentes e foi se aproximando do rapaz. John se esquivava.

- Do que está com medo? É da minha aparência? - Yoko o indagou. O ruivo engoliu em seco com a pergunta, não iria assumir na cara larga que esse realmente era o verdadeiro motivo para não aceitar a flor. - Tão lindo por fora, mas por dentro podre. Seu coração é um lugar onde só habitam trevas. Sua única preocupação é com a beleza exterior das pessoas, não a interior.

Aquelas palavras foram como uma flecha no coração do ruivo, mas a mulher estava coberta de razão.

- Se você não sair daqui logo terei que chamar os seguranças. - John disse convicto, mas por dentro receoso.

- Eu irei sair, mas antes irei lhe recitar um poema.

Por fora lindo, por dentro não. Esse jovem jamais enxergará a beleza do coração.

O egoísmo e o rancor florescerão, assim como a aparência e o escuro coração.

Está praga eu rogo e não me arrependerei com sua clemência, quando um dia se olhar no espelho e chorar com sua aparência.

Uma pessoa que te ame de verdade só assim acabará com sua maldade. Nesse último verso eu me oponho, quem será capaz de amar um monstro?

- O que foi isso que você acabou de falar? - disse o ruivo.

- Eu estou te amaldiçoando. Seu verdadeiro eu virá a tona. Essa maldição só será quebrada quando você aprender amar e ser retribuído da mesma forma. - disse a mulher japonesa. 

- Uau! Nossa que medo, estou morrendo de medo dessa sua macumba. Minha querida nada pega em mim a não ser o sucesso, eu sou John Lennon. - John diz com um sorriso debochado. 

- Será mesmo?

- Claro que sim, agora sai daqui ou eu chamo a polícia!

- Eu já estou saindo... Ah, sugiro que não jogue a flor fora, você vai precisar dela para contar os dias que lhe restarem como um monstro. Se a última pétala do girassol cair e você não aprender a amar e também ser amado, será um monstro para sempre. - Yoko diz essas últimas palavras e saí daquele camarim. Deixando John com uma pulga atrás da orelha, não acreditava nessas coisas, mas a mulher tinha falado com tanta convicção que quase havia acreditado em suas palavras.

- Maaaaal! - John grita seu segura, que em minutos estava lá. 

- Diga senhor! - Mal disse com um certo medo.

- Da próxima vez que outro louco entrar aqui e você deixar eu te mando embora, me ouviu?

- Sim senhor! - disse aliviado.

- Agora pegue minhas coisas e leve até o carro, quero ir embora daqui o mais rápido possível. - John disse saindo do camarim. 

Mal olhou aquele girassol em cima da penteadeira.

- Senhor! - Lennon se virou para encara-lo. - E esse girassol, o que eu faço com ele?

- Taca fogo! - disse ríspido. Mal balançou a cabeça positivamente, mas não iria queimar uma flor tão bonita igual aquela, decidiu que ficaria com a mesma. Para a sorte do ruivo.

(...)

John virava de um lado para o outro, mas o sono não vinha. Sua mente ainda tentava processar tudo o que aquela mulher havia lhe dito sobre a tal maldição.

Suspirou pesadamente e decidiu se levantar para tomar um copo de água. Ao passar na frente de um espelho sentiu seu coração falhar, seu rosto estava cheio de veias, seus lindos olhos âmbar estavam vermelhos como sangue e sua feição era diabólica. O susto foi grande, John deu um grito que todo o condomínio pode ouvir.

 Cynthia estava no quarto ao lado dormindo, mas quando ouviu o grito do namorado imediatamente se levantou e vestiu seu robbie, indo ver o que tinha acontecido. Ela bateu na porta, mas John não respondeu, mesmo assim decidiu entrar.

- John? Querido, você está bem? Ouvi seu grito e vim correndo. - dizia a jovem olhando em cada canto do quarto. John estava perto da janela de costas para Cynthia. - Amor?

- Não chega perto de mim Cyn! - John diz em uma tentativa de impedir que ela se aproximasse. - Não quero que me veja assim.

- Assim como? Eu não estou entendendo? - disse confusa.

- Só me responde uma coisa Cynthia... Você me ama? -  o ruivo à pergunta. Powell realmente o amava, mas John não, nuca à amou. 

-  Claro que eu te amo John, mas porque essa pergunta agora? - disse ainda confusa. 

Lennon foi se virando devagar, depois começou a andar na direção de Cynthia. Chegando bem perto da moça acendeu a luz do quarto. Ao ver John todo deformado a jovem também gritou espantada.

- QUEM É VOCÊ? O QUE VOCÊ FEZ COM O JOHN? -  a jovem gritava.

- Cyn sou eu! - Lennon tenta se aproximar, mas ela se afasta.

- NÃO CHEGA PERTO DE MIM! VOCÊ É UM MONSTRO, NÃO É O MEU NAMORADO. - ela cospe as palavras na cara do acobreado e em seguida sai correndo do quarto.

John começou a quebrar tudo o que via pela frente. Jogou uma cadeira em direção a um espelho, o quebrando em vários pedaços.

A voz de Yoko ecoava em sua mente.

Por fora lindo, por dentro não. Esse jovem jamais enxergará a beleza do coração.

O egoísmo e o rancor florescerão, assim como a aparência e o escuro coração.

Está praga eu rogo e não me arrependerei com sua clemência, quando um dia se olhar no espelho e chorar com sua aparência.

Uma pessoa que te ame de verdade só assim acabará com sua maldade. Nesse último verso eu me oponho, quem será capaz de amar um monstro?

- NÃO!!!!!

 

Seria mesmo este o fim para o jovem John Lennon?


Notas Finais


Espero que gostem ♡


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