História Beautiful Confusion - Capítulo 84


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Palavras 3.739
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


P.s: As imagens na capa do cap é o antes e o depois da Liz
Boa leitura bitchesss

Capítulo 84 - Flashbacks -Season 2


Fanfic / Fanfiction Beautiful Confusion - Capítulo 84 - Flashbacks -Season 2

Pov’s Annelize

Música: Medicine –Daughter

Eu estava no meu antigo quarto encarando a luz da lua iluminando grande parte do jardim da casa em que eu morei desde que voltei para Atlanta. O som da guitarra do meu irmão vindo do quarto não muito longe do meu entrava nos meus ouvidos enquanto eu apenas permanecia concentrada tentando adivinhar o que meus amigos estariam fazendo agora na casa do lago. Hoje era quinta-feira e Hana se casaria no sábado. Eu havia dito a ela que eu iria apenas no dia mesmo por causa de tudo que me aconteceu hoje. Foi um dia extremamente longo e exaustivo. O processo do divorcio ocorreu e agora era definitivo. Eu não precisaria nunca mais olhar para a cara do Liam que acabou querendo dar um showzinho por eu ter destruído todo o apartamento no final.

Soltei um suspiro cansado e fechei meus olhos brevemente sabendo que eu não me perdoaria por estar longe da Hana faltando exatamente dois dias para o seu casamento. Ouvi os passinhos de Prada no quarto e ela correu até o meu closet o que acabou atraindo minha atenção. Franzi o cenho estranhando completamente o que ela havia feito e me levantei ajeitando a calça do meu moletom roxo. Assim que abri a porta, ela entrou começando a cheirar um caminho até a minha mala entreaberta perto da penteadeira. Ela me olhou soltando um latido e eu ri fraco me abaixando e passando a mão em seu pelo macio. Neguei com a cabeça não acreditando que a minha cachorra estava mesmo me incentivando a ir.

-Acha mesmo que eu deva ir agora, Prada? –eu perguntei e ela latiu novamente o que me fez rir e negar com a cabeça mais uma vez. Eu assenti me levantando e assim que me virei para terminar de organizar minha mala, meu pé se chocou contra uma caixa. A tampa caiu me fazendo encarar uma foto minha com o Chandler, exatamente na casa do lago. Nós nos encarávamos com um sorriso no rosto enquanto um lindo por do sol estava no fundo da foto. Engoli em seco e um sorriso brotou em meu rosto involuntariamente apenas de me lembrar dos momentos que eu já havia passado lá com ele. Eu não sabia direito se ele estaria lá hoje, ou se iria apenas no sábado, mas eu confesso que eu ainda estava me preparando para revê-lo.

Flashback on

Ele sorriu para mim me virando de costas apressadamente e cobriu os meus olhos em questão de segundos com uma venda preta que estava em suas mãos.

 -O que você esta fazendo? –eu perguntei um pouco confusa.

-Shhh, você vai ver. –ele falou calmamente. -Vou seqüestrar você por um momento... Ou talvez ate o amanhecer.

-Okay... –eu falei pausadamente. -Estou com medo. –ele riu segurando minha mão e começou a me puxar enquanto eu não enxergava absolutamente nada. Eu o seguia em passos pequenos e segurei em sua camisa com minha outra mão para ter certeza que eu teria onde apertar com mais força caso eu tropeçasse.

-Toma cuidado. É uma escada... –ele falou me segurando para eu descer os degraus calmamente. -Estou segurando você, pode vir... –eu confiei nele e quando ele riu por eu estar indo muito devagar, ele se abaixou me jogando por cima dos seus ombros. Eu ri quando fiquei de cabeça para baixo e quando ele me colocou no chão, nós voltamos a andar. -Certo. É aqui, espera antes de tirar a venda, tudo bem? –eu assenti um pouco confusa e uma musica começou a tocar fazendo eu começar a desconfiar de algo que ele tenha aprontado.

-Chandler... O que você fez? –eu perguntei sentindo um pouco de frio.

-Para de ser curiosa. –ele respondeu com a voz um pouco distante. -Certo, acho que funcionou. Pode tirar a venda. –eu puxei o pano e meus olhos se iluminaram ao ver um barco cheio de luizinhas coloridas com ele apoiado em cima do negocio com um sorriso no rosto. Eu sorri não acreditando que ele havia feito algo assim e engoli em seco cobrindo minha boca com as mãos.

-Wontt sério?... –eu falei fazendo um biquinho. -Eu amo você. Sabe disso não é?... –eu continuei e ele assentiu com a cabeça. Ele me estendeu sua mão e eu fui até lá rindo fraco. Pisei na escada colocando a mão por cima da dele e ele me ajudou para que eu não caísse na água. -Ok. Sam te ajudou não é?

-Hmm...Talvez. –ele respondeu franzindo o cenho e eu ri terminando de subir. Eu olhei as cobertas com algumas flores presas na beirada do barco assim como um monte de fotos nossas e depois encarei a lua iluminando a água e as arvores. Me virei para ele e caminhei em sua direção o beijando não conseguindo parar de sorrir.

-Eu tenho certeza de que... –ele me olhou curvando seu rosto para perto do meu o que me deixou sentir sua respiração. Ele encarou minha boca e eu olhei seus olhos extremamente azuis sendo iluminados pela luz o que me fez quase esquecer as palavras. Ele passou um dos seus braços em volta da minha cintura e o meu coração acelerou enquanto Chandler começava a beijar o meu pescoço. -De que... Você é o amor da minha vida e de que ninguém nunca poderá substituir você. –eu continuei e ele me abriu um sorriso. -Eu não quero passar um dia sequer longe de você. –ele assentiu colando nossas bocas e ele entrelaçou uma de nossas mãos. Ele riu fraco me rodando e juntou nossos corpos novamente enquanto começávamos a dançar no ritmo da musica involuntariamente.

-Eu sempre estarei aqui por você, Evans... –ele sussurrou no meu ouvido. -A gente é para sempre, e mesmo se um dia as coisas derem errado, eu não passarei um dia sequer sem pensar em você e na gente. Te amarei por toda a minha vida... –eu abri um sorriso sentindo sua respiração perto do meu ouvido. Eu o olhei segurando seu rosto e o beijei. Ele retribuiu o beijo me fazendo dar alguns passos para trás e os pingentes da pulseira fizeram um barulho assim que bateram contra o corrimão da escada. Me sentei em cima do monte de cobertas e travesseiros e ele se abaixou de frente para mim retomando o beijo. Eu cheguei para trás me deitando e ele se deitou em cima de mim enquanto a letra da musica que tocava entrava nos meus ouvidos. Sua mão desceu pelo meu corpo ate pararem em cima da minha cintura e seus beijos desceram para o meu pescoço o que me fez soltar um gemido baixo. Abri meus olhos retirando sua blusa e ele sorriu para terminar de tirá-la. Ele tirou a minha em seguida e voltou a me beijar enquanto eu apenas ficava com o sutiã preto.

Meus dedos percorreram a extensão de suas costas ate pararem em sua calça e eu a desabotoei em questão de segundos. Ele a tirou e se manteve ajoelhado enquanto deslizava o meu short pelas minhas pernas até retirá-lo completamente. Ele se abaixou beijando a minha barriga e eu fechei meus olhos enquanto ele traçava um caminho até sua boca se colar com a minha novamente. Eu sorri no meio do beijo e ele entrelaçou uma de nossas mãos enquanto a outra descia pela lateral do meu corpo ate pararem em cima da minha calcinha. Ele a tirou e alguns instantes depois eu o senti no meio das minhas pernas enquanto eu podia sentir o cheiro do perfume grudado contra a pele de seu pescoço.

-Espero que você nunca se esqueça dessa noite... –ele sussurrou e eu sorri.

-Não vou.

Flashback off

-Não vou. –eu sussurrei encarando a foto e sorri de lado. As coloquei de volta no lugar e fechei a caixa para que eu terminasse a minha mala rapidamente. Ao colocar as coisas finais, eu puxei o zíper e alcancei minha bolsa antes de sair andando pelo corredor até as escadas. O barulho feito por eu estar sendo tão destrambelhada, atraiu a atenção dos meus pais e do meu irmão que estava prestes a subir de volta para o seu quarto. -Mãe, pai... Onde estão as minhas chaves? Eu não as encontrei lá em cima.

-Onde diabos você está indo a essa hora, sua louca? São sete horas da noite. –meu irmão disse segurando uma xícara com o desenho de um urso e eu revirei meus olhos em sua direção.

-Pelo que eu sei, esse não é um horário tarde no seu relógio. –eu respondi e me virei para meus pais que me olhavam do sofá. -E eu estou indo para a casa do lago. Decidi ir hoje mesmo, ir agora para ser mais exata então... Cadê as chaves?

-Liz, não sei não... –minha mãe disse soltando seu celular e se ajeitando no sofá. -Está de noite e pegar uma estrada agora... Digo, o meu coração está se apertando toda vez que você e o Jhonny pegam um carro. –ela falou e eu a olhei respirando fundo. -Porque não vai amanhã de manhã?

-Mãe, eu tenho que tomar conta da Hana. –eu falei. -Se eu for amanhã de manhã é bem capaz dela não estar sabendo o próprio nome. –continuei e ela se entreolhou com o meu pai. -Tenho 22 anos. Sou responsável e dirijo bem. Isso já vale para vocês apenas me deixarem ir...

-Dirige bem em partes, não é? –meu irmão resmungou atrás de mim e eu o acertei com uma cotovelada forte que pegou bem em seu abdômen.

-Vou bater em você se continuar falando merda. –eu disse seriamente.

-Pai a Liz me acertou. –Jhonny reclamou e eu arregalei meus olhos.

-Não fala coisas machistas perto de mim ou se não ao invés de te acertar, eu vou te matar. –eu falei. -Aliás, não fale coisas machistas em lugar nenhum. Nos respeite, quem você pensa que é?

-Nossa, eu havia me esquecido o tanto que você é chata. –ele falou e eu fiz uma cara de tédio em sua direção.

-Pare com isso vocês dois, parecem duas crianças. Por Deus. –meu pai disse e eu assenti com a cabeça.

-Retomando o assunto então... Estou indo. –eu saí andando na direção deles e me curvei sobre minha mãe para me despedir dela. -Aviso quando eu chegar. Não vou dirigir rápido, estarei de cinto de segurança, e não ligue para a Hana contando que eu estou indo. Vou fazer uma surpresa. –eu beijei sua cabeça e depois fui até meu pai.

-Não sei por que eu tento te convencer a fazer algo que não queira. –ela disse assim que eu abraçava meu pai. -Se não me ligar, eu chamo a policia.

-Te ligarei. –eu disse e ri fraco antes de olhar para o meu irmão parado perto da escada. -Leva minhas coisas para o carro peste. –ele revirou os olhos e pegou minha mala.

-Folgada... –ele sussurrou. -Não quer que eu te leve? Posso fazer esse sacrifício por você... –ele disse ironicamente e eu o olhei rapidamente.

-Está se oferecendo por ser preocupado comigo ou porque quer dar uma saída? –ele me apontou o dedo e eu ri o seguindo até o carro estacionado na rua. Ele colocou minhas coisas no porta-malas e eu fiquei ao seu o lado o olhando brevemente. Olhei em volta e franzi o cenho achando por um breve momento ter visto aquela mesma mulher que me avisava das coisas parada perto de um parquinho me olhando com um sorrisinho no rosto. Fechei o zíper da minha blusa de moletom me afastando para ver se era mesmo ela, mas não havia mais ninguém na rua.

-O que esta fazendo agora? –Jhonny perguntou batendo a porta e eu o olhei estranhamente.

-Eu só... Achei ter visto algo. –respondi e cerrei meus olhos para ver algo que foi largado no meio da rua. Eu andei até deixando o loiro para trás e me abaixei pegando a rosa de cor preta. Me levantei olhando em volta mais uma vez tentando entender certas coisas estranhas que sempre aconteciam comigo, mas tudo foi impedido de ser raciocinado assim que uma lembrança voltou na minha cabeça.

Flashback on

-Hmm Srt. Samuels, eu posso ir ate o banheiro? –eu perguntei levantando minha mão e ela me olhou assentindo. Eu me levantei saindo da sala e eu e Chandler trocamos um olhar antes que eu passasse pela porta. Eu neguei com a cabeça caminhando ate o banheiro e revirei meus olhos assim que empurrei a porta rosa. -Não o mataria me enviar pelo menos uma rosa... –eu sussurrei me olhando no espelho. Meu celular vibrou e eu vi uma mensagem dele aparecendo na tela. Eu cliquei nela e a li.

[Armário 49. Conhece? Abra-o.]

Música: Fire Breather -Laurel

Eu franzi o cenho não entendendo porque ele me mandou o numero do meu armário e então sai do banheiro. Eu caminhei pelo corredor ate chegar ao armário cinza e o destravei antes de abri-lo. Eu puxei a porta e um monte de rosas pretas caiu de dentro dele fazendo eu me assustar. Eu arregalei meus olhos não entendendo completamente nada e então olhei a única rosa vermelha presa no meio dos meus livros.

-Puta merda... –eu sussurrei e abri um sorriso. Eu a peguei vendo que ela era de plástico e abri o bilhete preso nela.

*Se quer uma frase romântica aqui está... Não te dei uma rosa verdadeira porque flores murcham rápido. Poderá guardar essa para sempre assim como o nosso amor. Está feliz, Evans? –Chandler*

Eu me abaixei pegando as rosas pretas no chão e as enfiei no meu armário sem parar de sorrir. Eu me virei para trás vendo Chandler me olhando com uma cara de riso no corredor totalmente vazio.

-Eu... –eu comecei mas não consegui terminar a frase por ele estar me encarando de um jeito que me deixou sem palavras. -Eu... Amei. –ele sorriu já sabendo disso e eu o olhei. -Não vai falar nada? Do tipo... “Ah, eu já sabia?”

-Eu não sei o que falar. –ele falou. -Ou o que fazer. Ou o que pensar, só o que eu sei nesse exato momento... –ele falou vindo na minha direção e me empurrando para trás calmamente. Minhas costas bateram contra o armário e ele bloqueou o meu corpo com o seu. -É que eu quero beijar você e cada pedacinho do seu corpo enquanto essa gente sem graça esta distraída demais com o dia do Cupido para notar a nossa falta. –ele aproximou eu rosto do meu fazendo eu poder sentir sua respiração e eu engoli em seco encarando sua boca. -Mas não é uma boa ideia não é? –eu abri a boca para responder, mas as palavras custaram a sair da minha boca enquanto ele a encarava.

-Não. –eu respondi por fim. Eu ergui o olhar na direção dele e nós dois nos encaramos enquanto eu estava praticamente grudada no armário.

-Te vejo na sala... –ele falou saindo andando e entrando na primeira sala que encontrou. Eu soltei a respiração olhando o corredor vazio e suspirei ofegante. Eu fui atrás dele alguns minutos depois e entrei na sala rapidamente. Ele me olhou perto do balcão e sorriu de lado. -Que bom que você veio, pensei que eu teria que voltar para aquela aula de espanhol chata. –ele disse e eu fechei a porta a trancando.

-Você fala muito. –eu falei indo na direção dele e colei nossas bocas. Ele retribuiu o beijo com intensidade e pediu passagem com a língua. Eu concedi e senti suas mãos descendo pelo meu corpo. Elas pararam em cima da minha bunda e ele me pegou me colocando em cima do balcão. Os livros que estavam em cima caíram no chão e ele entrelaçou minhas pernas na sua cintura colocando nossos corpos. Eu levantei sua blusa vinho e passei as mãos em seu corpo e segurei em seu cinto enquanto ele beijava meu pescoço. Eu senti uma mordida no meu pescoço e sorri de lado colocando nossas bocas novamente. Coloquei minhas mãos em seu cinto e comecei a tirá-lo enquanto ele puxava minha blusa para cima.

Flashback off

-Não te custou nada me enviar uma rosa não é, Riggs? –eu sussurrei em um tom baixo e ri ainda assim achando estranho essa flor estar bem aqui.

-Está falando sozinha agora? –meu irmão gritou perto do carro. Eu me virei em sua direção e ele abriu os braços. -Anda logo Evans, se quer ir hoje, tem que sair agora ou vai chegar lá cinco dias depois... –revirei meus olhos e me levantei caminhando de volta até o carro. -Onde pegou essa flor? Joga isso fora, vai te dar doença.

-Nossa, você é muito retardado. –eu disse abrindo a porta do carro e entrando. Soltei minha bolsa e a rosa no banco do passageiro e enfiei a chave na ignição antes de prender o meu cinto de segurança. Liguei o carro fechando a porta e meu irmão se debruçou contra a janela me olhando.

-Toma cuidado na estrada. –ele disse e eu o olhei assentindo. -E me manda mensagem quando chegar. Eu aviso a mamãe e o papai. –assenti mais uma vez com a cabeça.

-Nos vemos no sábado, mano. –eu falei e ele assentiu.

-Te vejo no sábado, mana. –eu sorri para ele soprando um beijo e respirei fundo antes de acelerar e sair dirigindo em direção a casa do lago.

**

Música: Belong –Cary Brothers

Eu estacionei o carro de frente para a casa com todas as luzes praticamente acesas. Eu respirei fundo e desci batendo a porta do carro no mesmo momento em que eu enfiava o meu celular no bolso de trás da minha calça jeans. Vi alguns carros estacionados não muito longe e notei que alem do carro de Hana e Sam, Brooke e Cory, e Finch, havia um carro preto estacionado embaixo de uma arvore. Balancei as chaves do meu carro nervosamente e desci as escadas em direção a casa com a porta de entrada aberta. O barulho do meu all-star esmagando as pedrinhas que havia pelo caminho, atraiu a atenção de Juliet que coloria usando a mesa de centro como apoio. Ela ergueu a cabeça e assim que me viu, abriu um sorrisinho e soltou suas coisas antes de se levantar apressadamente.

-TITIA! –ela gritou e eu abri um sorriso largo assim que ela veio correndo na minha direção, o que provavelmente chamou a atenção dos outros também.

-Oi princesa! –eu disse empolgada e eu me abaixei para pegá-la. Ela pulou no meu colo e me abraçou me fazendo rir.

-Liz? –eu ouvi a voz de Finch e o vi aparecendo na porta, certamente por querer saber para onde a garotinha de cinco anos havia saído correndo. -O que você fez no seu cabelo, doida? –eu ri fraco e ele veio na mina direção para me abraçar e eu sorri. -Amei, definitivamente loiro é a sua cara.

-Obrigada, Finch. Resolvi dar uma mudada, se é que me entende. –eu disse ainda não me separando do abraço enquanto me referia ao meu cabelo cortado acima dos ombros e totalmente loiro, igual quando eu era criança.

-Ainn eu já estava sentindo sua falta por aqui North Girl. –ele pegou Juliet do meu colo e a ajeitou no seu para que assim eu fosse capaz de respirar melhor. -Como você está? Porque não avisou que viria?

-Hmm eu estou bem, e não avisei porque vim fazer uma surpresa. –respondi e suspirei antes de sorrir mais uma vez. Ouvi um grito escandaloso e quando me virei vi Brooke vindo correndo na minha direção.

-Você veio sua louca! –ela gritou e nós duas gritamos nos abraçando. Nós rimos alto e eu vi Sam saindo da casa com um sorriso no rosto.

-Hana! –ele gritou. -Você vai querer ver isso! –eu e Brooke nos separamos empolgadas por estarmos juntas e eu abracei o Sam em seguida. -Hey... Tudo bem? –ele perguntou e eu assenti com a cabeça.

-É, já passou. –eu respondi e meu sorriso se alargou assim que eu vi a outra loira aparecendo do lado de fora da casa com Sierra. Nós gritamos novamente e nos abraçamos fortemente não planejando nos soltarmos tão cedo. Quando Hana praticamente deu um mini surto de felicidade por eu ter aparecido antes, eu ri mal acreditando em sua animação. -Eu sei, eu me dei conta de que eu não iria me perdoar se eu perdesse a sua despedida de solteiro amanhã, então tive que vir.

-Que bom, sendo assim vai poder dar a sua opinião na decoração. –ela falou segurando minha mão e começando a me puxar para dentro da casa. -Sis, você precisa ver o quanto as flores ficaram incríveis no salão. Você vai amar. –ela continuou me puxando e então pude perceber algumas risadas vindas da cozinha. -Eu e o Sam adoramos e achamos a nossa cara. –nós entramos na cozinha e então as risadas cessaram de repente, se tornando um simples sorriso no rosto do Chandler assim que nós dois nos encaramos. Eu engoli em seco não conseguindo desviar o olhar por eu estar sentindo um misto de sensações estranhas e ao mesmo tempo boas me invadindo. Ele estava de frente para mim. Finalmente ele estava de frente para mim e só então percebi o quanto ele também havia mudado. Seu cabelo estava curto, o que apenas fez com que os seus olhos azuis ficassem ainda mais destacados. Fazia exatamente quatro anos e meio que não nos víamos e era como se tudo estivesse voltando em pequenos e curtos flashes de todos os momentos que já tivemos juntos. Ele me abriu um sorriso bonito e eu retribuí na mesma intensidade enquanto o meu coração batia fortemente contra o meu peito me fazendo querer dar pulos de alegria.

-O-oi. –eu disse franzindo o cenho e cortando o silencio que havia se instalado na cozinha. Ele se levantou do banco em que estava e riu fraco assentindo com a cabeça.

-Oi. –ele disse com uma expressão muito parecida com a minha. Ele veio até mim e então nos abraçamos estranhosamente. Um arrepio percorreu pelo meu corpo e eu meio que fiquei travada não conseguindo sair dessa posição. Era diferente, e por mais de vinte segundos eu desejei ficar para sempre nesse abraço. As coisas podiam ter mudado, mas estar perto dele fazia à antiga Annelize voltar. E eu gostava disso, porque depois de muito tempo, a sensação de estar “em casa” voltou.

 


Notas Finais


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