História Beautiful Creatures (imagine Jungkook) - Capítulo 11


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Ação, Ficção, Imagine Jungkook, Jungkook
Visualizações 52
Palavras 1.971
Terminada Não
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 11 - JJ


///Continuação///

-Posso dizer uma coisa. Esse lenço aqui pertenceu a Sulla Treadeau. Sulla, a Profeta, era como a chamavam. As pessoas diziam que ela podia ver o futuro nas cartas.

-Cartas de tarô? -perguntei. 

-Que outro tipo de cartas existe?

-Bem, há cartas de baralho, cartas de correspondência... -falou tia HaNeul. 

- Como sabe que o lenço pertenceu a ela?

-As iniciais dela estão bordadas bem aqui na ponta, e vê aquilo ali? -perguntou, apontando para um pequeno pássaro bordado sob as iniciais. -Era a marca dela.

-Marca?

-A maioria dos leitores de cartas tinha uma marca naquela época. Eles marcavam as cartas para garantir que ninguém as trocasse. Um leitor só é bom se tem boas cartas. Isso eu sei. -disse Thelma, cuspindo no pequeno vaso do canto do recinto com a precisão de um atirador.

Treadeau. Era o sobrenome de Amma.

-Ela era parente de Amma?

-É claro que era. Ela era tataravó de Amma.

-E as iniciais no medalhão? JJ e GKD? Sabem alguma coisa sobre elas?

Era um tiro no escuro. Eu não lembrava a última vez que as Irmãs tinham tido um momento de lucidez tão longo.

-Você está provocando uma velha, Jeon Jungkook?

-Não, senhora.

-JJ. Jeon Jungwoon. Ele foi seu tatara-tio, ou seria tatara-tatara-tio?

-Você nunca foi boa em aritmética. -interrompeu tia MiSook. 

-De qualquer modo, ele era irmão do seu tatara-tataravô Ellis.

-O irmão de Jeon Ellis se chamava Jungwoon, não Jungkook.

-Jeon Ellis tinha dois irmãos, Jungwoon e Kookwan. Você foi batizado em homenagem aos dois. Jeon Jungkook.

Tentei visualizar minha árvore genealógica. Já a tinha visto muitas vezes. E se havia alguma coisa que um sulista conhecia era sua árvore genealógica. Não havia nenhum Jeon Jungwoon na cópia emoldurada em nossa sala de jantar. Eu obviamente tinha superestimado a lucidez de tia HyunJin. 

Devo ter aparentado não estar convencido, porque em segundos depois tia Mi estava de pé, fora ca cadeira.

-Tenho a árvore genealógica dos Jeon no meu livro de genealogia. Mantenho registros de toda linhagem para as Irmãs da Confederação. 

As Irmãs de Confederação, a prima pobre do FRA, porém igualmente horrenda, era um tipo de círculo de costura remanescente da Guerra. Hoje em dia, os integrantes passavam a maios parte do tempo pesquisando suas raízes da Guerra Civil para documentários e minisséries como The Blue and The Gray.

-Aqui está. -Tia Mi estava de volta, carregando um enorme álbum de capa de couro, com folhas amareladas e fotos velhas aparecendo nas beiradas. Ela folheou as páginas, deixando cair pedaços de papel e recortes de jornais velhos no chão. 

-Olhe só isso... Luhan, meu terceiro marido. Ele não foi o mais bonito dos meus maridos? -perguntou ela, mostrando a fotografia rachada para todos nós. 

-Jung MiSook, continue procurando. Esse menino o está testando nossa memória. -Tia HyunJin estava claramente pertubada.

-Está bem aqui, depois da árvore dos Lee.

Olhei para os nomes que eu conhecia tão bem da árvore genealógica da sala de jantar da minha casa.

Lá estava o nome, o nome que faltava na árvore genealógica da propriedade Jeon: Jeon Jungwoon. Por que as Irmãs teriam uma versão diferente da minha árvore genealógica? Era óbvio qual árvore era a verdadeira. Eu estava com a prova na minha mão, enrolada no lenço da profetisa de 150 anos atrás. 

-Por que ele não está na minha árvore genealógica? 

-A maioria das árvores genealógica do sul é cheia de mentiras, mas estou surpresa de ele ter chegado a algumas cópia da árvore genealógica da família Jeon. -disse tia HyunJin, fechando o álbum e fazendo subri uma nuvem de poeira.

-É só devido a meus excelentes registros que ele chegou a esta. -Tia Mi sorriu com orgulho, mostrando a dentadura.

Eu tinha que fazê-las se concentrarem.

-Por que ele não estaria na árvore genealógica, tia Mi?

-Por ser um desertor.

Eu não estava entendendo.

-O que você quer dizer com desertor?

-Meu Deus, o que ensinam a vocês jovens naquela escola chique? -Tia HyunJin estava ocupada catando os pretzels do Chex Mix.

-Desertores. Os Confederados que abandonaram o general Lee durante a guerra. -Devo ter parecido confuso, porque tia Mi se sentiu compelida a explicar. -Havia dois tipos de soldados confederados durante a guerra. Os que apoiavam a causa da confederação e os que eram obrigados pelas famílias a se alistar.

Tia Mi ficou de pé e foi até a bancada, andando de um lado para o outro como uma verdadeira professora de História dando uma palestra.

-Em 1865, o exército de Lee estava cansado, com fome e em desvantagem numérica. Alguns dizem que os rebeldes estavam perdendo a fé, então simplesmente foram embora. Desertaram seus regimentos. Jeon Jungwoon foi um deles. Ele foi um desertor.

Todas três abaixaram as cabeças como se a vergonha fosse demais para elas.

-Está me dizendo que ele foi apagado da árvore genealógica porque não queria morrer de fome lutando do lado errado em uma guerra perdida?

-É uma maneira de interpretar, acho.

-É a coisa mais idiota que já ouvi.

Tia HyunJin pulou da cadeira tão rápido quanto uma senhora de noventa e poucos anos pode pular.

-Não seja insolente conosco, Jungkook. A árvore foi mudada muito antes de nós nascermos.

-Desculpe, senhora. -Ela esticou a saia e sentou novamente. -Por que meus pais me batizariam em homenagem a um tatara-tio que envergonhou a família?

-Bem, sua mãe e seu pai tinham opinião própria sobre tudo aquilo, com todos aqueles livros que leram sobre a guerra. Você sabe que eles sempre foram liberais. Quem sabe o que estavam pensando? Você tem que perguntar a seu pai.

Como se houvesse alguma chance de ele me contar. Mas conhecendo a sensibilidade dos meus pais, minha mãe provavelmente tinha tido orgulho de Jeon Jungwoon. Eu tinha orgulho também. Passei a mão sobre a página marron desbotada do álbum de tia Mi.

-E as iniciais GKD? Acho que o G deve ser de Genevieve. -falei, já sabendo a resposta certa.

-GKD. Você não namorou um garoto com as iniciais GD uma vez, HaNeul?

-Não consigo lembrar. Você se lembra de um GD, HyunJin? 

-GD... GD? Não, não posso dizer que lembre.

Eu as tinha perdido.

-Oh, meu Deus. Olhe a hora, garotas. Está na hora da igreja. -disse tia HaNeul. 

Tia HyunJin fez um gesto em direção à porta da garagem.

-Jungkook, seja um bom menino e traga o Cadillac, está bem? Temos que ajeitar a maquiagem.

Dirigi por quatro quadras para velá-las à missa da tarde na Igreja Batista Evangélica Missionária e empurrei a cadeira de rodas de tia HaNeul pela entrada de cascalho. Isso levou mais tempo do que o deslocamento de carro, porque a cada metro a cadeira atolava no cascalho e eu tinha que sacudi-la para soltá-la, quase virando-a e derrubando minha tia-avó no chão. Quando o pastor ouviu o terceiro testemunho, de uma senhora que jurou que Jesus salvou as roseiras dela de besouros japoneses ou a mão de bordar dela da artrite, eu já estava com a cabeça em outro lugar. Estava girando o medalhão nos dedos, dentro do bolso da minha calça jeans. Por que ele nos mostrou aquela visão?  Por que de repente parou de funcionar?

Jungkook. Pare. Você não sabe o que está fazendo.

(S/n) estava na minha cabeça de novo.

Guarde isso!

A igreja começou a desaparecer ao meu redor e eu podia sentir os dedos de (S/n) segurando os meus, como se ela estivesse ali ao meu lado...

Nada poderia ter preparado Genevieve para a visão de Greenbrier queimando. As chamas lambiam as laterais, consumindo as ripas de madeira e engolindo a varanda. Soldados carregavam antiguidades e quadros para fora da casa, pilhando como ladrões comuns. Onde estava todo mundo? Estavam se escondendo no bosque como ela? Folhas estalaram. Ela sentiu alguém atrás de si, mas antes que pudesse se virar, uma mão enlameada cobriu-lhe a boca. Ela pegou o pulso da pessoa com as duas mãos tentando se soltar. 

-Genevieve, sou eu. -A mão afrouxou o toque.

-O que está fazendo aqui? Você está bem? -Genevieve jogou os braços ao redor do soldado, vestido com o que tinha restado do que havia sido o uniforme cinza de Confederação que usava com orgulho. 

-Estou, amor. -disse Jungwoon, mas ela sabia que ele estava mentindo. 

-Pensei que podia estar...

Genevieve só tinha tido notícias de Jungwoon por cartas na maior parte dos últimos dois anos desde que tinha se alistado, e não tinha recebido nenhuma carta desde a batalha em Wilderness. Genevieve sabia que muitos dos homens que haviam seguido Lee naquela batalha nunca tinham saído da Virgínia.  Ela havia se resignado a morrer solteirona. Tinha tido muita certeza de que tinha perdido Jungwoon. Era quase inimaginável que ele estava vivo, parado ali, nesta noite. 

-Onde estão os outros do seu regimento?

-Na última vez que os vi, estavam perto de Summit.

-O que quer dizer com a última vez que os viu? Estão todos mortos?

-Não sei. Quando parti, ainda estavam vivos.

-Não entendi.

-Eu desertei, Genevieve. Não podia lutar nem mais um dia por algo em que não acredito. Não depois do que vi. A maioria dos rapazes lutando comigo nem se dava conta do que se trata essa guerra, de que estão apenas derramando sangue por causa de algodão. 

Jungwoon tomou as mãos frias dela nas dele, ásperas com vários cortes.

-Entendo se não puder se casar mais comigo. Não tenho dinheiro e não tenho honra.

-Não me importo que não tenha dinheiro, Jeon Jungwoon. Você é o homem que já conheci. E não ligo se meu pai pensa que nossas diferenças são grandes demais para superar. Ele está errado. Você está em casa agora e vamos nos casar.

Genevieve se agarrou a ele, com medo de que ele pudesse desaparecer no ar se soltasse. O cheiro a levou de volta ao momento. O cheiro rançoso de limão queimando, da vida de ambos queimando.

-Temos que ir para o rio. É para onde mamãe iria. Ela iria para o sul, na direção da casa de tia Marguerite.

Mas Jungwoon não teve tempo de responder. Alguém estava vindo. Galhos estalavam como se alguém se debatesse pelos arbustos.

-Fique atrás de mim. -ordenou Jungwoon, empurrando Genevieve para trás de si com um braço e segurando o rifle com o outro. O arbusto se abriu e Ivy, cozinheira de Greenbrier, saiu cambaleando. Ainda estava de camisola, preta de fumaça. Ela gritou ao ver o uniforme, assustada demais para ver que era cinza, não azul.

-Ivy, você está bem? -Genevieve correu para segurar a velha mulher, que já estava começando a cair. 

-Srta. Genevieve, o que está fazendo aqui?

-Estava tentando chegar a Greenbrier. Para avisar vocês. 

-É tarde demais para isso, e não teria ajudado em nada. Aqueles azuis quebraram as portas e entraram na casa como se fosse deles. Deram uma olhada em tudo para decidir o que queriam levar e depois começaram a botar fogo. -Era quase impossível entendê-la. Ela estava histérica com a fumaça e suas próprias lágrimas. 

-Em toda minha vida nunca vi ninguém como aqueles demônios. Queimando uma casa com mulheres dentro. Cada um deles vai ter que responder a Deus Todo-Poderoso em pessoa no fim da vida. -A voz de Ivy falhou.

Levou um momento para que as palavras de Ivy fossem processadas.

-O que você quer dizer com queimar uma casa com mulheres dentro?

-Lamento, criança.

Genevieve sentiu as pernas amolecerem. Ajoelhou-se na lama, a chuva escorrendo-lhe pela face, misturada com as lágrimas. A mãe,  a irmã, Greenbrier... não existiam mais.

Genevieve olhou para o céu. 

-Deus terá que resonder a mim.

O medalhão nos puxou de volta tão rápido quando nos tinha levado para a visão. Eu estava olhando para o pastor de novo, e (S/n) não estava lá. Eu conseguia senti-la escapando. 

(S/n)?

Ela não respondeu. Fiquei sentado na igreja suando frio, preso entre tia HaNeul e tia HyunJin, que estavam revirando as bolsas atrás de trocados para a cesta de doações. 

Queimar uma casa com mulheres dentro, uma casa cercada de limoeiros. A casa onde, aposto, Genevieve perdeu o medalhão. Um medalhão entalhado com o dia que (S/n) nasceu, mas mais de cem anos antes. Não era surpresa que (S/n) não quisesse ter as visões. Eu estava começando a concordar com ela.

Não existem coincidências. 


Notas Finais


Kyaaaa~
Espero muito que tenham gostado.
Me esforcei um monte.
Até o próximo cap. 💋❤


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