História Beautiful Crime - Capítulo 35


Escrita por:

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Categorias Teen Wolf
Tags American Assassin, Mitch Rapp
Visualizações 51
Palavras 3.370
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Ficção, Policial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


boa noite com um capítulo novo p vcssssss

Capítulo 35 - Não seja covarde!


Fanfic / Fanfiction Beautiful Crime - Capítulo 35 - Não seja covarde!

Quantico, Virgínia

 

Enquanto mexe no seu celular, Lydia caminha pela Academia de Treinamento do FBI que parece mais uma enorme universidade. Possui diversos prédios, alguns pequenos e outros maiores e possui uma enorme área verde ao redor e até mesmo dentro da base.

Fecha a mensagem que recebeu do namorado e ao colocar o celular dentro da bolsa e levantar o olhar, vê Stephanie Fields caminhar em direção a ela e por mais que Lydia seja bastante educada, preferia não ter visto isso e passar direto. Ao recordar do olhar que a recruta deu pra Mitch, o estômago dela revira em incômodo.

— Agente Martin! — Stephanie reage animada, mas em um pingo de falsidade que Lydia sente de longe. Por dentro, se vangloria por ser dirigida com tanto respeito — Ansiosa pelo treinamento de hoje.

— Obrigada, Stephanie — Lydia assente com a cabeça, não tão séria.

— Vi o que você fez com Peter Johnson, incrível — A mulher a elogia, mas não conquista muito o agradecimento de Lydia.

— Eu não fiz nada, Fields — Lydia franze o cenho, rejeitando a idéia de Stephanie achar que Lydia apreciou o que fez — Quero dizer, desejaria não ter feito, mas você sabe… igualdade.

— Verdade.

Lydia se mantém séria, encarando a ela enquanto o silêncio se instala entre as duas. Diferente de Lydia, Stephanie parece nervosa, já a ruiva a encara com tanta confiança que chega a ser debochada.

— E agente Rapp? — Stephanie pergunta e no mesmo instante, a seriedade debochada de Lydia se transforma em uma seriedade quase a fuzilando — E Hawkins, claro — Ela tenta voltar atrás, mas já conquistou o incômodo de Lydia de vez.

— Mitch não dará mais aulas, Stephanie, só eu e Hawkins — Lydia melhora a postura, cruzando os braços — Triste, por perder seu professor preferido?

— O que? — Stephanie solta um sorriso nervoso, sem conseguir olhar nos olhos de Martin — Quer dizer, eu-eu realmente sou fã do trabalho dele.

— Pude ver nos seus olhos no dia da apresentação — Lydia é irônica, enquanto agarra a alça grossa de sua bolsa lateral — Agora, com licença, tenho recrutas para treinar e temo que você seja um deles.

Debochada, Lydia dá um sorriso extremamente forçado e assim que passa ao lado de Stephanie, fecha a cara e continuar a andar em direção á sala de treinamento.

Ao chegar em frente a sala, caminha no meio dos arbustos que enfeitam a entrada e assim que abre a porta, vê todos conversando e brincando e no fundo, ela acha a cena linda. Parece estar vendo a sua turma de anos atrás.

Por trás, a porta se abre e Stephanie entra e finalmente, Lydia vê o olhar frio da agente pra ela.

— Gente! — Lydia coloca sua bolsa em cima de uma cadeira e dá duas palmas, para chamar a atenção dos recrutas e assim, consegue — Bom dia, primeiro de tudo.

Quase todos respondem e Lydia não evita de sorrir.

— Bom, como muitos sabem, armamentos são companheiros durante missões e táticas. Algumas vezes, nos vemos sem saída diante a mira de uma, mas acreditem em mim, sempre há algo a fazer se você for bem treinado e claro, ágil e esperto — Lydia explica sob a atenção de todos. Leva sua mão até a cintura e tira de dentro de sua calça a sua pistola — Aqui eu tenho uma HK-USP e eu preciso de alguém para uma representação.

— Que tipo de representação? — Uma voz masculina pergunta e Lydia não se importa em saber quem é.

— Uma pessoa com a arma e eu faço meu trabalho de continuar viva, que tal?

A pergunta é sarcástica e logo quase todos os braços se levantam para se oferecer. No canto, é justamente Stephanie Fields que começa a andar e ir em direção a Lydia.

— Eu me ofereço — Ela diz, cruzando os braços em um ar afrontoso.

— Qual é, Stephanie! Martin que tem que escolher!

Uma pessoa reclama e logo começa o burburinho. Por mais que essa pessoa esteja certa, Lydia não perderia essa oportunidade.

— Todo mundo terá oportunidade, mas como a garota faz tanta questão, vamos começar com ela — Martin fala com os recrutas e logo volta a olhar para Stephanie. Estende a arma em sua mão e por alguns segundos, vê nos olhos da menina uma certa relutância, mas ela respira fundo e pega a arma de Lydia — Ótimo.

A ruiva observa Stephanie segurar a arma com a mão dominante dela, apontada perfeitamente para Lydia. Ela usa a outra mão para segurar a arma por baixo de maneira correta.

— Ok, prestem atenção — Lydia aumenta a voz, uma está de frente pra outra e assim, de frente para todos os recrutas — Aqui é uma situação calma, mas tudo isso que nós iremos fazer, imaginem em uma situação caótica e extremamente urgente, certo? Eu acredito que esse método seja o mais fácil, sejam rápidos e assim — Lydia agarra o pulso de Stephanie e move o braço completamente pro lado — Saiam da mira. Vocês precisam se assegurar e por isso…

Martin usa a sua outra mão para segurar o pulso de Stephanie no exato segundo que a que segurava, solta e faz um ângulo perfeito para seu cotovelo acertar entre o braço e o antebraço dela, causando a elevação do braço e assim, Lydia consegue pegar a arma perfeitamente pelo cabo e mirar em Stephanie.

— Não podem parar até se livrarem da ameaça — Lydia fala, encarando Stephanie por trás do braço estendido — Entenderam?

Todos assentem perfeitamente.

— Vamos tentar outra — Martin entrega a arma de volta para Fields.

— Você é boa, Lydia — Stephanie sussurra, mas o tom de voz dela não convence Lydia em sinceridade.

— Eu ou Mitch? — Ela provoca e mais uma vez, deixa a recruta em uma saia justa — Pegue a arma.

Logo, Stephanie pega a arma e aponta novamente para Lydia.

— Essa é preciso o ritmo e o conjunto perfeito. Se vocês errarem, o tiro na cabeça é certeiro. E particularmente nessa, é preciso um pouco de teatro. Se vocês perceberam que se forem rápido demais pode acabar matando vocês, finjam medo e derrota ao oponente — Lydia explica e abaixa a cabeça, enquanto seus braços estão levantados como se estivesse se entregando — E então…

Em segundo completamente igual, uma mão segura no cano mais pra trás da arma e outra é levada no pulso de Stephanie, porém, está reta. Com a mão que segura o cano, eleva somente a arma para cima. Com força, entorta a mão dela junto com o braço para o lado em um movimento sutil e logo após, mais um pouco para baixo, fazendo-a soltar a arma e quase disfarçadamente, a arma passar para a mão de Lydia e mais uma vez, ficar sob a mira.

— Se vocês não segurarem ao mesmo tempo que a sua mão espalma no pulso dela, não adiantará de nada. Todos entenderam? — Lydia abaixa a arma e fica de frente para os recrutas, que assentem com a cabeça — Ótimo. Como eu estou extremamente gentil hoje, treinem em duplas, fiquem nos sacos de pancada, treinem como quiserem, mas não esqueçam, estou de olho.

Quase todos comemoram e Lydia acha graça. Ao verem eles se dispersarem, se dirige até sua bolsa e coloca sua arma dentro.

— Lydia? — A voz de Stephanie faz Lydia se virar, olhando para ela — Talvez tenha ficado um mal entendido entre eu e você…

— Olha, Stephanie — Martin cruza os braços, respirando fundo e passando a mão no rosto rapidamente, sem muita paciência — Eu não gostei da forma que você olhou pro meu namorado na minha frente, ok? Eu não sou de ter ciúme, mas eu exijo um pouco de respeito. Isso é tudo. E se você falar que você não olhou pra ele como se Mitch algum tipo de pedaço de carne, sinto muito, mas você será a maior mentirosa do mundo — Lydia despeja o que acha pra fora, sem mais delongas e sem conseguir aguentar a cara de sonsa de recruta — Agora, vá treinar antes que eu faça você pagar cem flexões.

 

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Alexandria, Virgínia, 11h23

 

Mitch pode jurar sentir seu coração acelerado e um aperto no mesmo tempo. Não consegue acreditar no que está fazendo, principalmente, depois de tantos anos. Mitch finalmente está ali, em frente a casa de sua tia Elizabeth. Mas dessa vez, não deseja ter a covardia de somente ver sua irmã de longe.

Mitch está longe de suas roupas pretas, está longe do ar de seriedade que possui em quase todas as situações. Ele veste uma camisa cinza, um casaco vermelho cor de sangue por cima, calça jeans e um par de tênis confortáveis.

Resolveu ir sozinho porque é assim que ele precisa agir e claro, não teria alguém para empurrá-lo de volta se ele quisesse desistir ou tivesse um surto de nervoso. Pra ele, é uma coisa boa, mas pra qualquer outra pessoa não seria dessa forma.

Finalmente, abre a porta do carro de forma tão lenta, sem tirar os olhos da casa tão familiar.

Parece que está pesado de tão tenso que está e a cada passo que começa a dar assim que fecha desce do carro e o fecha, é como se estivesse vivendo exatamente anos atrás.

Se recorda perfeitamente do dia que Noah finalmente chegou com Annie recém nascida da maternidade e de como ele correu tão rápido para chegar em casa e conhecer sua irmã. No mesmo segundo que a conheceu, viu os olhos do pai se encherem de lágrimas e em minutos, soube o que aconteceu. Doeu e ele deixou doer. Porém, a idéia de ter uma irmã pro resto da vida era incrível, é como se nunca pudesse ficar sozinho.

As coisas mudaram, se afastaram e agora, é exatamente como naquele dia ensolarado.

Mitch sobe as escadas e ao fazer menção para bater na porta, sua mão se fecha e ele sente um nó apertar em sua garganta. É a sua última chance. Depois que bater nessa porta, não tem como correr atrás.

Não seja covarde!

Rapp esbraveja pra si mesmo mentalmente e aperta os olhos, tentando manter a calma.

E então, sua mão se fecha e bate duas vezes na porta de madeira escura.

Poderia ser Annie e Elizabeth a atender a porta e por isso, parece morrer de ansiedade. Como elas irão reagir? Será que elas vão bater a porta na minha cara? Será que vão me reconhecer? Pergunta e mais perguntas martelam na cabeça de Mitch.

Assim que vê a maçaneta se mover e ouvir um barulho de chave, Mitch em um lapso de nervosismo, dá de costas e antes que pudesse descer as escadas e desisir, a porta se abre.

— Posso ajudar?

Mitch reconheceria essa voz em qualquer lugar. A voz que o perguntava se ele estava tendo pesadelos, se ele estava bem, constantemente. Mitch reconheceria Elizabeth em qualquer lugar. Se recorda de vê-la entrar na delegacia para pegar Annie e Mitch, lembra dos olhos dela vermelhos de tanto chorar e recorda do abraço que ela deu nos sobrinhos, prometendo que iria cuidar deles como se fossem seus filhos.

Enquanto Elizabeth encara aquele rapaz alto, vestido em um casaco vermelho, sem conseguir entender o que está acontecendo, Mitch está com os olhos fechados, implorando por coragem e calma.

— Quem é você? — A voz dela sai calma, se aproximando de Mitch.

Elizabeth pousa a mão delicadamente no ombro de Mitch e somente aquele toque o faz respirar fundo, grato por finalmente estar tão próximo da tia depois de todos esses anos.

Ela aperta os olhos e tira a mão do ombro daquele rapaz assim que o vê olhar para o lado.

A mulher dá um pulo pra trás ao começar a reconhecer aquele nariz afilado, as pintinhas no rosto. O coração de Elizabeth acelera de imediato e por mais que venha a tona, tem certeza assim que Mitch se vira para ela.

A mão de Elizabeth é levada a sua boca, deixando escapar um barulho de susto tão baixo que Mitch sente seu coração apertar ao ver a emoção da tia. Os olhos de Elizabeth são inundados por um marejar que embaça a visão dela.

É seu sobrinho e a emoção de vê-lo a domina como se ela fosse do tamanho de nada. Diferente de Annie, Elizabeth sempre torceu por esse dia de braços abertos. Sempre esperou pelo dia de ver seu menino de volta, poder abraçá-lo. Nunca duvidou do retorno de Mitch e hoje, reencontrá-lo, Elizabeth pode dizer que é um dos dias mais felizes de sua vida.

Ela mudou e Mitch percebe isso nos cabelos brancos em mistura com os castanhos. Fisicamente, Elizabeth mudou, mas a simplicidade que ela possui no olhar é algo nunca mudará. A inocência, o carinho que fazem de Elizabeth ser quem ela é, Rapp sente.

A tia de Mitch e Annie se aproxima do agente e assim que toca o rosto dele, ele se deixa se afagar no carinho de Elizabeth. Delicadamente, ele encosta a cabeça na mão dela e o conforto e a proteção o domina por completo.

— Meu menino… — Ela sussurra e não consegue mais controlar as lágrimas que rolam pela sua bochecha facilmente.

— Oi — Mitch sorri, um sorriso tão vivo e emocionado que Elizabeth é levada a fazer a mesma coisa — Eu senti sua falta.

— Meu Deus, venha cá, me dê um abraço!

Tantos anos, que ambos ficariam ali pra sempre. Mitch sentindo o cheiro do cabelo dela inundar suas narinas, o colo que ele se sente tão bem e cuidado.

— Tão lindo — Ela fala, ainda no abraço.

Assim que se afastam, Elizabeth segura as mãos dele.

— Você está lindo, meu sobrinho! — Ela gargalha, animada — Meu Deus, entre, entre!

A mulher dá espaço para Mitch passar e ele não evita de ser envergonhar de entrar na casa que saiu a tantos anos atrás. Mas, assim que coloca os pés ali dentro, é como se nada tivesse mudado. O mesmo cheiro bom de comida vindo da cozinha, tão silenciosa, que somente era preenchido pelos gritos de Annie e Mitch quando brincavam e brigavam.

Ela está da mesma forma, cada detalhe.

Mitch somente para de admirar a casa quando escuta a porta fechar por trás dele. Delicadamente, Elizabeth o puxa pela mão e o leva até o sofá, fazendo-o se sentar.

— Eu não posso acreditar que você está aqui, Mitch — Beth passa a mão no rosto do sobrinho, que sorri — Você está tão bem, saudável, lindo!

— Eu tento meu melhor, tia — Ele dá de ombros, arrancando um sorriso de Elizabeth — Você também está ótima.

— Já é o meu melhor, son — Beth brinca, fazendo Mitch abaixar a cabeça sorrindo — Há quanto tempo você está na cidade?

— Ahn… Eu estou morando em Washington DC, agora.

— Por trabalho? — Ela cerra os olhos, curiosa.

— Sim — Mitch trava, não sabe como a tia irá reagir ao trabalho que ele possui, por mais que seja totalmente nobre e justo — Por trabalho — Ele conclui.

Ao perceber o nervosismo e desconfiança dele, Elizabeth comprime os lábios, mostrando que realmente já entendeu o que está se passando ali.

— Você pode me contar tudo, Mitch — Ela o assegura, juntando suas mãos as dele.

— Bom — Ele respira fundo, abaixando a cabeça rapidamente e logo volta a olhar para a tia — Eu trabalho no FBI. Estava na unidade de Manhattan, me fixei lá depois que você sabe, sai daqui. Quer dizer, fui pra Quantico e logo passei pra lá e era naquela belíssima cidade que eu estava, até resolver me mudar pra cá com minha namorada e meu melhor amigo.

— É muita coisa que eu quero te perguntar — Elizabeth reage surpresa, nem de longe pensou em julgar o sobrinho.

— Siga em frente.

— Namorada? — Beth entra no assunto de forma maliciosa, brincando com Mitch — Me diga, como ela é? Qual é o nome dela?

— Sim — Mitch sorri, confirmando — É uma longa história, mas sim, eu tenho uma namorada e ela se chama Lydia, Lydia Martin. Bom, ela é linda, doce, gentil, tão forte. Aquela ruiva é o amor da minha vida.

— Eu estou tão feliz por você, Mitch. Feliz que você conseguiu o que queria, se apaixonou… Mas agora, me diga, porque você se mudou pra cá?

— Essa é a parte pesada, tia.

— Não existe parte pesada pra mim, rapaz.

— Ok. Me mudei pra cá porque tentaram matar a mim, Lydia e meu melhor amigo.

— Risque isso, retiro o que disse.

Mitch acha graça e gargalha, enquanto Elizabeth o encara como se fosse matá-lo.

— Não tem graça, Mitch! — Ela o repreende, soltando as mãos das dele e colocando na sua cintura — Tentaram matar você? E como você fala com essa calma?!

— Tia, querendo ou não, eu sei lutar, ok? — Mitch tenta acalmá-la, em vão — Mesmo com esses incidentes, eu gosto de ser um agente.

— Incidentes?! — Elizabeth reage chocada e mais uma vez, ele acha graça — Mitch!

— Eu sei me cuidar! — Ele segura as mãos dela novamente, se aproximando — Confie em mim, essa deve ser a menor coisa que você deve se preocupar.

Elizabeth respira fundo e mesmo preocupada, se deixa vencer pelo sobrinho naquele momento. Não sabe exatamente o que ele faz, bom, sabe que envolve sangue, mas pelo o que conhece de Mitch, tem certeza que ele é bom no que faz.

Após colocar os papos em dia, Mitch muda a expressão ao se recordar de Annie. Abaixa a cabeça, encarando suas mãos juntas a de sua tia e naquele segundo, deixa o nó se formar e uma vontade súbita de chorar o controlá-lo.

Ao sentir as mãos de Elizabeth apertarem a dele delicadamente, Mitch se sente forçado a engolir o choro, mas seus olhos já estão marejados.

— Annie… Ela me odeia? — Mitch pergunta, assim que levanta a cabeça.

Ver o seu sobrinho assim, a parte o coração. Em meio disso, Elizabeth se vê pela primeira vez sem saber o que falar. Vê Annie afirmar muitas vezes que não quer mais ver o irmão e já ouviu ela falar que o odeia. Elizabeth sabe como é a sobrinha e por isso, sente que Annie não o odeia, mesmo que ela afirme.

O que ela sabe, é que Annie foi consumida pela mágoa que possui pelo irmão e a mulher não evita de se preocupar por achar que isso a faça nunca perdoá-lo.

— Todas as feridas saram, Mitch.

Elizabeth toca o rosto dele, tentando confortá-lo.

— Aonde ela está? — Ele pergunta.

— Faculdade, daqui a pouco ela chega — Elizabeth responde, comprimindo os lábios — Estou fazendo o almoço, vamos pra cozinha.

— Na verdade, preciso no banheiro — Mitch dá ouvido a sua necessidade de forma relaxada — Lá em cima?

— Lá em cima — Ela assente, achando lindo a forma que ele ainda se recorda das coisas.

Os dois se levantam e enquanto Elizabeth segue para a cozinha, Mitch sobe as escadas da casa que viveu. Assim que está em cima, vê o quarto de Annie com a porta entre aberta e ao lado, o quarto que recorda ser de Elizabeth e no canto, o banheiro.

Porém, se prende naquela porta entre aberta. Vê de longe os quadros coloridos, a cama dela, livros na parede e não evita de ver isso de perto.

Mitch caminha até o quarto e ao tocar a porta e empurrá-la, sente um cheiro doce de morango. Ao olhar pro lado, vê em cima da bancada uma vasilha com morangos, alguns mordidos. Se lembra de como ela odiava morango e não afasta a idéia dela ter tentando enganar Elizabeth dizendo que tinha comido. E ao pensar isso, ele sorri.

Ele anda pelo quarto, admirando uma organização em mistura com bagunça. Algumas roupas jogadas no chão, a porta do guarda roupa aberta, livros abertos em cima da escrivaninha e o resto, está tudo organizado. Cada detalhe desse, é como se realmente fizessem parte de Annie.

Mitch escuta um barulho e ao se virar, vê um cachorro de raça pug adentrar o quarto. Ele para, encarando Mitch e o rapaz não evita de se aproximar e dar um carinho ao cachorro, se agachando.

— Hey, buddy — Mitch o alisa, sentindo a textura lisa dos pelos dele — Qual é o seu nome, uhn? — Mitch brinca com ele e quando o cachorro se deita, ele não evita de gargalhar baixinho com a fofura dele — Você tem cara de Sherlock, porque você tem cara de Sherlock?!

— DEX!

Ao ouvir uma voz feminina, o corpo de Mitch congela.

É ela. É Annie.

E assim que levanta o olhar, a vê o encarando, consumida pelo choque.


Notas Finais


gente, sério, o próximo capítulo tá muito emocional!!!! só posso dizer isso e uau, lydia dando umas lições na stephanie é uma das melhores coisas rs
até o próximo!


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