História Beautiful disaster - Capítulo 1


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Categorias G-Friend
Personagens Eunha, SinB, Sowon, Yerin
Tags Choi Yuna, Eunha, Gfriend, Hwang Eunbi, Jung Eunbi, Jung Yerin, Kim Sojung, Kim Yewon, Sinb, Sinbxyerin, Sinrin, Sowon, Umji, Wonha, Yerin, Yuju
Visualizações 37
Palavras 1.575
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


E aí galera, tudo de boa?? Espero que sim. Vamos lá, essa é a minha primeira adaptação, então peguem leve com tia, ok?? E nao reparem na capa, juro que depois vou fazer uma bonitinha. CHEGA DE PAPO, sou apaixonada por essa história e espero que vocês se apaixonem também.

BORA LEEEEEEEER

Capítulo 1 - Capítulo 1


Era como se tudo naquela saída berrasse para mim dizendo que ali não era o meu lugar. As escadas se desfazendo, aquele alvoroço de clientes briguentos, e no ar, uma mescla de suor, sangue e mofo. As vozes viravam borrões enquanto as pessoas gritavam números e nomes, num constante vaivém, acotovelando-se para trocar dinheiro e gesticulando para se comunicar em meio a tanto barulho.

Passei espremida pela multidão, logo atrás da minha melhor amiga.

— Deixe o dinheiro na carteira, SinB! — Eunha gritou para mim.

Seu largo sorriso reluzia mesmo sob aquela fraca iluminação.

— Fiquem por perto! Vai ficar pior assim que começar! — Sowon avisou, bem alto para ser ouvido.

Eunha segurou a mão dela e depois a minha, enquanto Sowon nos guiava em meio àquele mar de gente. O som agudo de um megafone cortou o ar repleto de fumaça. O ruído me deixou alarmada. Tive um sobressalto e comecei a procurar de onde vinha aquela rajada sonora. Um homem estava em pé sobre uma cadeira de madeira, com um rolo de dinheiro em uma das mãos e o megafone na outra, colado à boca.

— Sejam bem-vindos ao banho de sangue! Se estão em busca de uma aula de economia... estão na merda do lugar errado, meus amigos! Mas se buscam O Círculo, aqui é a meca! Meu nome é Adam. Sou eu que faço as regras e convoco as lutas. As apostas terminam assim que os oponentes estiverem no chão. Nada de encostar nos lutadores, nem ajudar, nem mudar a aposta no meio da luta, muito menos invadir o ringue. Se quebrarem essas regras, vocês serão esmagados, espancados e jogados pra fora sem nenhum dinheiro e isso vale pra vocês também, meninas.

Sowon balançou a cabeça.

— Que é isso, Adam! — ela gritou para o mestre de cerimônias, em clara desaprovação à escolha de palavras do amigo.

Meu coração batia forte dentro do peito. Com um cardigã de cashmere cor-de-rosa e brincos de pérola, me sentia uma velha professora nas praias da Normandia. Eu havia prometido a Eunha que conseguiria lidar com o que quer que acontecesse com a gente, mas, naquele lugar imundo, senti uma necessidade urgente de agarrar seu braço magro com ambas as mãos. Ela não me colocaria em perigo, mas estar em um porão com mais ou menos cinquenta universitários bêbados, sedentos por sangue e dinheiro... Bem, eu não estava exatamente confiante quanto às nossas chances de sair dali ilesas.

Depois que Eunha conheceu Sowon durante a recepção aos calouros, com frequência ela a acompanhava às lutas secretas que aconteciam em diferentes porões da Universidade Eastern. Cada evento era realizado em um local diferente, que permanecia secreto até exatamente uma hora antes da luta.

Como eu frequentava círculos bem mais comportados, fiquei surpresa ao tomar conhecimento do submundo da Eastern; mas Sowon já sabia daquele mundo antes mesmo de ter se juntado a ele. Yerin, a prima e colega de quarto dela, participara de sua primeira luta sete meses atrás. Como caloura, os rumores diziam que ela era a competidora mais letal que Adam tinha visto nos três anos desde a criação do Círculo. Quando começou o segundo ano, Yerin era imbatível. Juntas, ela e Sowon pagavam o aluguel e as contas com o que ganhavam nas lutas, fácil, fácil.

Adam levou o megafone à boca de novo, e os gritos e movimentos aumentaram em um ritmo febril.

— Nesta noite temos uma nova desafiante! A lutadora de luta livre e estrela da Bastem, Stephanie Young!

Seguiram-se aplausos e gritos eufóricos da torcida. A multidão se partiu como o mar Vermelho quando Stephanie entrou na sala. Formou-se um círculo, como uma clareira, e a galera assobiava, vaiava e zombava da concorrente. Ela deu uns pulinhos para se preparar e girou o pescoço de um lado para o outro; o rosto estava sério e compenetrado. A multidão se aquietou, só restando um rugido abafado. Levantei as mãos depressa para tampar os ouvidos quando a música começou a retumbar, altíssima, nos grandes alto-falantes do outro lado da sala.

— Nossa próxima lutadora dispensa apresentações, mas, como eu morro de medo dela, vou apresentar mesmo assim! Tremam nas bases, rapazes, e fiquem de quatro, meninas! Com vocês, Jung Yerin!

Houve uma explosão de sons quando Yerin apareceu do outro lado da sala, relaxada e confiante. Foi caminhando a passos largos até o centro do círculo, como se estivesse se apresentando para mais um dia de trabalho. Com seus braços firmes e pele tatuada, cumprimentou Stephanie, estalando os punhos cerrados nos nós dos dedos da oponente. Yerin se inclinou para frente e sussurrou algo no ouvido de Stephanie, que fez um grande esforço para manter a expressão austera. Ela estava muito próxima de Yerin, pronta para o combate. As duas se encaravam. A expressão de Stephanie era assassina; Yerin parecia achar um pouco de graça em tudo aquilo.

As adversárias deram uns passos para trás, e Adam fez o som que dava início à luta. Stephanie assumiu uma postura defensiva e Yerin partiu para o ataque. Fiquei na ponta dos pés quando perdi a linha de visão, apoiando-me em quem quer que fosse para conseguir enxergar melhor o que estava acontecendo. Consegui ver alguns centímetros acima, deslizando por entre a multidão que gritava. Cotovelos golpeavam as laterais do meu corpo e ombros esbarravam em mim, fazendo com que eu ricocheteasse de um lado para o outro, como uma bolinha de pinball. Quando consegui ver o topo da cabeça de Stephanie e Yerin, continuei abrindo caminho na base do empurrão.

Quando enfim cheguei lá na frente, Stephanie tinha agarrado Yerin com seus braços grossos e tentava jogá-la no chão. Quando ela se inclinou para fazer esse movimento, Yerin deu uma joelhada no rosto de Stephanie. Antes que ela pudesse se recuperar, Yerin a atacou — repetidas vezes, os punhos cerrados socavam o rosto ensanguentado de Stephanie.

Senti cinco dedos se afundarem em meu braço e virei à cabeça para ver quem era.

— Que diabos você está fazendo aqui, SinB? — disse Sowon.

— Não consigo ver nada lá de trás!— gritei em resposta.

E então me virei bem a tempo de ver Stephanie tentar acertar Yerin com um soco, ao que esta se virou. Por um instante, achei que ela tinha desviado de outro golpe, mas ela fez um círculo completo e acertou o nariz da adversária com o cotovelo. Gotas de sangue borrifaram o meu rosto e se espalharam no meu cardigã. Stephanie caiu no chão de cimento com um som oco, e, por um breve momento, a sala ficou totalmente em silêncio.

Adam jogou um quadrado de pano vermelho sobre o corpo caído de Stephanie, e a multidão explodiu. O dinheiro mudou de mãos novamente, e as expressões se dividiam entre orgulhosos e frustrados.

Fui empurrada com todo aquele movimento de gente indo e vindo. Eunha gritou meu nome de algum lugar lá atrás, mas eu estava hipnotizada pela trilha vermelha que ia do meu peito até a cintura.

Um pesado par de botas pretas parou diante de mim, desviando minha atenção para o chão. Meus olhos foram se voltando para cima: jeans manchado de sangue, braços tatuados, abdomen bem definido, e, finalmente, um par de cálidos olhos castanhos. Fui empurrada, mas Yerin me segurou pelo braço antes que eu caísse.

— Ei! Cuidado com ela! — ela franziu a testa, enxotando qualquer um que chegasse perto de mim.

A expressão séria se derreteu em um sorriso quando ela viu minha blusa. Limpando meu rosto com uma toalha, ela me disse:

— Desculpe por isso, Beija-Flor.

Adam deu uns tapinhas nas costas de Yerin.

— Vamos lá! Tem uma galera esperando por você!

Os olhos dela não se desviaram dos meus.

— Uma pena ter manchado seu suéter. Fica tão bem em você...

No instante seguinte, ela foi engolfada pelos fãs, desaparecendo da mesma maneira como tinha aparecido.

— No que você estava pensando, sua imbecil? — gritou Eunha, me puxando pelo braço.

— Vim até aqui para ver uma luta, não foi? — respondi, sorrindo.

— Você nem devia estar aqui, SinB — disse Sowon em tom de bronca.

— Nem a Eunha — retruquei.

— Mas ela não tenta pular dentro do círculo! — disse ela, franzindo a testa. —Vamos!

Eunha sorriu para mim e limpou meu rosto.

— Você é um pé no saco, SinB, mas mesmo assim eu te amo! Ela me abraçou e fomos embora.

Eunha me acompanhou até o quarto, no dormitório da faculdade, e olhou com desprezo para minha colega, Yuju. Imediatamente tirei o cardigã e o joguei no cesto de roupa suja.

— Que nojo! Por onde você andou? — Yuju perguntou, sem sair da cama.

Olhei para Eunha, que deu de ombros.

— Sangramento de nariz. Você nunca viu os famosos sangramentos de nariz da SinB?

Yuju ajeitou os óculos e balançou a cabeça em negativa.

— Ah, então vai ver — ela disse, dando uma piscadela para mim e fechando a porta depois de sair. Nem um minuto tinha se passado e ouvi o som indicando uma mensagem de texto no meu celular. Como de costume, era Eunha me enviando uma mensagem segundos depois de nos despedirmos.

vou ficar com a Sowon te vejo amanhã rainha do ringue

Dei uma espiada em Yuju, que me olhava como se sangue fosse jorrar do meu nariz a qualquer instante.

— Ela estava brincando — falei.

Yuju assentiu com indiferença e depois baixou o olhar para a bagunça de livros espalhados na cama.

— Acho que vou tomar um banho — falei, pegando uma toalha e meu nécessaire.

— Vou avisar os jornais — ela respondeu, sem emoção alguma na voz e mantendo a cabeça baixa.


Notas Finais


Deixe sua opinião nos comentários pra eu saber se estão gostando e se devo voltar. beijos, até qualquer dia! ❤️


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