História Beautiful disaster - Capítulo 2


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Categorias G-Friend
Personagens Eunha, SinB, Sowon, Yerin
Tags Choi Yuna, Eunha, Gfriend, Hwang Eunbi, Jung Eunbi, Jung Yerin, Kim Sojung, Kim Yewon, Sinb, Sinbxyerin, Sinrin, Sowon, Umji, Wonha, Yerin, Yuju
Visualizações 109
Palavras 1.907
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Capítulo 2


No dia seguinte, fui almoçar com Sowon e Eunha. Eu queria ficar sozinha, mas, conforme os alunos foram entrando no refeitório, as cadeiras à minha volta foram ficando cheias de amigos da fraternidade da Sowon e de membros do time de futebol americano. Alguns estavam na luta, mas ninguém mencionou minha experiência na beira do ringue.

— Sowon — disse alguém que passava.

Sowon assentiu, e tanto Eunha quanto eu nos viramos e vimos Yerin se sentando em um lugar na ponta oposta da mesa. Uma voluptuosa loira tingida com camiseta da Sigma Kappa a acompanhava. A loira se sentou no colo dela, enquanto acariciava seu rosto.

— Acho que acabei de vomitar um pouquinho — murmurou Eunha.

A loira que estava no colo de Yerin se virou para ela:

— Eu ouvi o que você disse, piranha.

Eunha pegou um pãozinho e o jogou, errando por muito pouco o rosto da garota. Antes que a loira pudesse dizer mais alguma coisa, Yerin abriu as pernas e a garota caiu no chão.

— Ai! — disse ela em um grito agudo, erguendo o olhar para Yerin.

— A Eunha é minha amiga. Você precisa encontrar outro colo pra se sentar, Lex.

— Yerin! — ela reclamou, esforçando-se para ficar em pé.

Yerin voltou à atenção para o prato, ignorando a garota, que olhou para Eunha e bufou de raiva enquanto saia do refeitório.

Yerin deu uma piscadela para Eunha e, como se nada tivesse acontecido, enfiou mais uma garfada na boca. Ela e Sowon trocaram olhares de relance, e então Yerin começou uma conversa com uma das meninas que estavam do outro lado da mesa.

Embora a quantidade de pessoas à mesa tivesse diminuído, Eunha, Sowon e eu ficamos lá ainda um tempo para discutir nossos planos para o fim de semana. Yerin se levantou como se fosse embora, mas parou na nossa ponta da mesa.

— Que foi? — Sowon perguntou em voz alta, colocando a mão perto do ouvido.

Tentei ignorá-la quanto pude, mas, quando ergui o olhar, Yerin estava me encarando.

— Você conhece ela. A melhor amiga da Eunha, lembra? Ela estava com a gente na outra noite — disse Sowon.

Yerin sorriu para mim, no que presumi ser sua expressão mais charmosa. Ela transbordava sexo e rebeldia com aqueles antebraços tatuados. Revirei os olhos à sua tentativa de me seduzir.

— Desde quando você tem uma melhor amiga, Eunha? — perguntou Yerin.

— Desde o penúltimo ano da escola — ela respondeu, pressionando os lábios enquanto sorria na minha direção. — Você não lembra, Yerin? Você destruiu o suéter dela.

Ela sorriu.

— Eu destruo muitos suéteres.

— Que nojo - murmurei.

Yerin girou a cadeira vazia que estava ao meu lado e se sentou, descansando os braços à sua frente.

— Então você é a Beija-Flor, né?

— Não — respondi com raiva —, eu tenho nome.

Ela parecia se divertir com a forma como eu a encarava, o que só servia para me deixar mais irritada.

— Tá. E qual é seu nome? — ela me perguntou.

Dei uma mordida no que tinha sobrado da maçã no meu prato, ignorando-a.

— Então vai ser Beija-Flor — disse ela, dando de ombros.

Ergui o olhar de relance para a Eunha, depois me virei para o Yerin:

— Estou tentando comer.

Ela topou o desafio que apresentei.

— Meu nome é Yerin. Jung Yerin.

Revirei os olhos.

— Sei quem você é.

— Sabe, é? — ela falou, erguendo a sobrancelha.

— Não seja tão convencida. É difícil não perceber quando cinquenta bêbados entoam seu nome.

Yerin se endireitou na cadeira, ficando um pouquinho mais alta.

— Isso acontece muito comigo.

Revirei os olhos de novo e ela deu uma risadinha abafada.

— Você tem um tique?

— Um quê?

— Um tique. Seus olhos ficam se revirando.

Yerin riu de novo quando olhei com ódio para ela.

— Mas são olhos incríveis — ela disse, inclinando-se e ficando a pouquíssimos centímetros do meu rosto. — De que cor eles são? Castanhos?

Baixei o olhar para o prato, criando uma espécie de cortina entre a gente com as longas mechas do meu cabelo. Eu não gostava da forma como ela me fazia sentir quando estava tão perto. Não queria ser como as outras milhares de garotas da Eastern, que ficavam ruborizadas na presença dela. Não queria que ela mexesse comigo daquele jeito. De jeito nenhum.

— Nem pense nisso, Yerin. Ela é como uma irmã pra mim —Eunha avisou.

— Baby — Sowon disse a ela —, você acabou de lhe dizer não. Agora é que ela não vai parar.

— Você não faz o tipo dela — Eunha disse, mudando de estratégia.

Yerin se fez de ofendida.

— Eu faço o tipo de todas!

Lancei um olhar para ela e sorri.

— Ah! Um sorriso. Não sou uma canalha completa no fim das contas — ela disse e piscou. — Foi um prazer conhecer você, Flor.

E, dando a volta na mesa, ela se inclinou para dizer algo no ouvido de Eunha.

Sowon jogou uma batata frita na prima.

— Tire a boca da orelha da minha garota, Yerin!

— Conexões! Estou criando conexões — Yerin foi andando de costas, com as mãos para cima em um gesto inocente.

Algumas garotas a seguiram, dando risadinhas e passando os dedos nos cabelos na tentativa de chamar sua atenção. Ela abriu a porta para elas, que quase gritaram de prazer.

Eunha deu risada.

— Ah, não. Você está numa enrascada, SinB.

— O que foi que ela disse? — perguntei, temerosa.

— Ela quer que você leve a SinB ao nosso apartamento, não é? — disse Sowon.

Eunha confirmou com um sinal de cabeça e Sowon negou com outro.

— Você é uma garota inteligente, SinB. Estou te avisando. Se você cair no papo dela e depois acabar ficando brava, não venha descontar em mim e na Eunha, certo?

Eu sorri e disse:

— Não vou cair na dela, Sowon. Você acha que eu pareço uma daquelas Barbies gêmeas?

— Ela não vai cair na dela — Eunha confirmou, tranquilizando Sowon e encostando no braço dela.

— Não é a primeira vez que passo por uma dessas, Eunha. Você sabe quantas vezes ela ferrou as coisas pro meu lado por causa de transas de uma noite com a melhor amiga da minha namorada? De repente, vira conflito de interesse sair comigo, porque seria confraternizar com o inimigo! Estou te falando, SinB — ela olhou para mim. — Não venha me dizer depois que a Eunha não pode ir no meu apartamento nem ser minha namorada porque você caiu no papo da Yerin. Considere-se avisada.

— Desnecessário, mas obrigada — respondi.

Tentei tranquilizar Sowon com um sorriso, mas o pessimismo dela era resultado de muitos anos de prejuízo por causa da Yerin.

Eunha se despediu de mim com um aceno, saindo com Sowon enquanto eu seguia para a aula da tarde. Apertei os olhos para enxergar sob o sol brilhante, segurando com força as tiras da mochila. A Eastern era exatamente o que eu esperava, desde as salas de aula menores até os rostos desconhecidos. Era um novo começo para mim. Finalmente eu podia andar em algum lugar sem os sussurros daqueles que sabiam — ou achavam que sabiam — alguma coisa do meu passado. Eu era tão comum quanto qualquer outra caloura ingênua e estudiosa, sem ninguém para me encarar, sem boatos, nada de pena ou julgamento. Apenas a ilusão do que eu queria que vissem: a SinB que vestia cashmere sem nenhum resquício de insensatez.

Coloquei a mochila no chão e desabei na cadeira, me curvando para pegar o laptop na mochila. Quando ergui a cabeça para colocá-lo na mesa, Yerin se sentou sorrateiramente na carteira ao lado.

— Que bom. Você pode tomar notas pra mim — disse ela, mordendo uma caneta e sorrindo, sem dúvida com o máximo de seu charme.

Meu olhar para ela foi de desprezo.

— Você nem está matriculada nessa aula...

— Claro que estou! Geralmente eu sento lá — disse ela, apontando com a cabeça para a última fileira.

Um pequeno grupo de garotas estava me encarando, e percebi que havia uma cadeira vazia bem no meio delas.

— Não vou anotar nada pra você — eu disse, ligando o computador. Yerin se inclinou tão perto de mim que eu podia sentir sua respiração na minha bochecha.

— Me desculpa... Ofendi você de alguma maneira?

Soltei um suspiro e fiz que não com a cabeça.

— Então qual é o problema?

Mantive o tom de voz baixo.

— Não vou transar com você. Pode desistir.

Um lento sorriso se formou em seu rosto antes de ela se pronunciar.

— Não pedi para você transar comigo — pensativa, os olhos dela se voltaram para o teto —, ou pedi?

— Não sou uma dessas Barbies gêmeas nem uma de suas fãs ali — respondi, olhando de relance para as garotas atrás de nós. — Não estou impressionada com as suas tatuagens, nem com o seu charme de garotinha, nem com a sua indiferença forçada, então pode parar com as gracinhas, ok?

— Ok, Beija-Flor.

Ela ficou impassível diante da minha atitude rude, de um jeito que me enfureceu.

— Por que você não passa lá no meu apê com a Eunha hoje à noite?

Olhei com desdém para ela, que se aproximou ainda mais.

— Não estou tentando te comer. Só quero passar um tempo com você.

— Me comer? Como você consegue fazer sexo falando assim?

Yerin caiu na gargalhada, balançando a cabeça.

— Só vem, tá? Não vou nem te paquerar, prometo.

— Vou pensar

O professor Chaney entrou a passos largos, e Yerin voltou à atenção para frente da sala. Resquícios de um sorriso permaneciam em seu rosto, e droga, ela tinha um sorriso tão lindo. Quanto mais ela sorria, mais eu queria odiá-la, e no entanto era esse o motivo pelo qual odiá-la era impossível.

— Quem sabe me dizer que presidente teve uma esposa vesga e feia de doer? — perguntou Chaney.

— Anota isso — sussurrou Yerin. — Vou precisar saber disso pra usar nas entrevistas de emprego.

— Shhh — falei, digitando cada palavra dita pelo professor.

Yerin abriu um largo sorriso e relaxou na cadeira. Conforme a hora passava, ela alternava entre bocejar e se apoiar no meu braço para dar uma olhada no monitor do meu laptop. Eu me concentrei, me esforcei para ignorá-la, mas a proximidade dela tornava a tarefa difícil. Ela ficou mexendo na faixa de couro preta que tinha em volta do pulso até que Chaney nos dispensou.

Eu me apressei porta afora e atravessei o corredor. Justo quando tive certeza de que estava a uma distância segura, Jung Yerin apareceu ao meu lado.

— Já pensou no assunto? — ela quis saber, colocando os óculos de sol.

Uma morena baixinha parou à nossa frente, ingênua e cheia de esperança.

— Oi, Yerin — ela disse em um tom cantado e brincando com os cabelos.

Parei, exasperada com o tom meloso dela, e então desviei da garota, que eu já tinha visto antes, conversando de maneira normal na área comum do dormitório das meninas, o Morgan Hall. O tom que ela usava lá soava muito mais maduro, e fiquei me perguntando por que ela acharia que a voz de uma criancinha seria atraente para Yerin. Ela continuou tagarelando uma oitava acima por mais um tempo, até que ela estava ao meu lado de novo.

— Onde eu estava? Ah, é... você estava pensando.

Fiz uma careta.

— Do que você está falando?

— Já pensou se vai dar uma passada lá em casa hoje?

— Se eu disser que vou, você para de me seguir?

Ela ponderou sobre a minha condição e então assentiu.

— Sim.

— Então eu vou.

— Quando?

Soltei um suspiro.

— Hoje à noite. Vou passar lá hoje à noite.

Yerin sorriu e parou de andar por um instante.

— Legal. A gente se vê depois então, Flor — ela me disse.


Notas Finais


Yerin com seu jeitinho conseguiu convencer a Sinb heheh.
Comentem, preciso saber o que estão achando e se continuo.


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