História Beautiful Galaxy! - JiKook - Capítulo 12


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Alien, Galaxy, Hoseok, J-hope, Jikook, Jimin, Jimin!bottom, Jimin!uke, Jin, Jungkook, Jungkook!seme, Jungkook!top, Kookmin, Longfic, Namjin, Namjoon, Novela, Romance, Suga, Taehyung, Universe, Vhope, Yoongi
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Palavras 3.877
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Leiam as notas finais! Boa leitura.

Capítulo 12 - Sempre parece a primeira vez.


Paralisado.

Era assim que eu e tudo ao meu redor se encontrava naquele momento. Desde o começo, eu sempre soube que Jimin era alguém especial, alguém diferente — no sentido literal mais estranho da palavra também —, eu sempre soube que havia algo nele que me faria totalmente diferente também.

E toda essa diferença é nada mais, nada menos que o sentimento. Independentemente de qual seja ele, com Jimin, eu, mesmo no primeiro momento, percebi que o que quer que eu sinto por ele, seria mais intenso que o comum.

Mas eu também sabia, desde o primeiro olhar, que o que eu sentiria por ele seria algo bom. Algo que aqueceria meu coração.

E bem, eu estava certo. Jimin aquecia como ninguém meu coração tão frio e machucado.

E tão rapidamente quanto ele chegou em minha vida, ele me mudou completamente e ao mesmo tempo que não mudou nada.

— Jimin… — Sussurrei, após todo aquele seu lindo discurso. Ele fungava com o rosto enterrado em meu peito, suas mãos apertavam minha camisa e eu sentia que aquilo era um pedido para que eu não me afastasse de modo algum. E eu realmente não iria. — Eu também tenho medo. — Sussurrei tão baixo que achei que ele não escutaria, mas percebi que sim, ele escutou, quando o vi se encolher ainda mais. — Eu… tenho medo de sentir, tenho medo do quão forte eu vou sentir, tenho medo de me machucar e machucar a você, tenho medo de fazer mais merdas e acabar te afastando de mim. E se você se afastasse, eu não aguentaria. — Eu sussurrava cada palavra com calma, e vagarosamente, minha voz ia tornando-se embargada. Os meninos haviam voltado para a sala. — Eu não conseguiria mais viver sem você. Eu não consigo. Eu sofreria demais, e eu tenho medo disso. — E então, o abracei finalmente, o apertando em meus braços de maneira tão forte, porém tão reconfortante que, então, me permiti relaxar sobre seu corpo tão fragilizado. — Eu… não queria lembrar do beijo. É verdade. Mas eu não queria porque achava que afastaria você de mim, achava que se eu tentasse mais vezes, eu magoaria ainda mais a nós dois. Eu sou tão inseguro que sequer cogitei a possibilidade de tentar, porque na minha concepção, o caminho que eu via menos sofrimento era o melhor, quando na verdade o melhor caminho era aquele que eu me sentiria mais feliz ao seu lado. Era o caminho no qual eu estaria te beijando todos os dias e te abraçando todas as noites para no dia seguinte, ver sempre sua carinha inchada ao acordar, pelo sono tão calmo. — E lá estava o choro alto do baixinho, junto aos vários soluços. E naquele momento, escutando toda a dor que ele sentia com a situação, eu me senti péssimo, me senti realmente um lixo. — Me desculpe… eu… realmente sinto muito por te fazer sofrer por algo que eu causei. — Sussurrei, afastando-me um pouco para olhar em seus olhos e segurar seu rosto delicado banhado em lágrimas, os fios rosas de sua cabeleira pareciam ainda mais leves que o comum e seus lábios estavam vermelhos e inchados, suas bochechas tão coradas como maçãs do amor cobertas por cobertura de morango, seus olhos inchados e vermelhinhos, encolhidos pelas pálpebras magoadas e ainda envolvidos na confusão de sentimentos que eu era. Mas ainda assim: — Você é perfeito. — E sua reação tão tímida e nervosa àquela frase me fez sorrir, sua face tão corada e seu soluço fofo me fizeram ainda mais apaixonado. “Apaixonado…” essa era uma palavra interessante, e eu tinha certeza que sentia isso naquele momento. — Eu estou completamente e perdidamente apaixonado por você. — Sussurrei, sorrindo enquanto vagarosamente conseguia completar meus pensamentos, colando nossas testas e fechando os olhos, demonstrando carinho através de um beijo de esquimó, acariciando também as bochechas vermelhinhas de Jimin. — Eu… posso te beijar? — Sussurrei, agora contra seus lábios, sentindo Jimin apertar forte o tecido de minha camisa e selar carinhosamente meus lábios.

— Por favor… — E então, eu finalmente o beijei como ansiava distante todo aquele tempo.

Jimin ofegou, e relaxou. E então, eu me envolvi completamente, me deixei levar pelo sentimento. E a sensação fora incrível! Os lábios eram tão doces e irresistíveis que eu temia ter que separar-me em algum momento, o carinho era intenso, quase palpável, o clima era maravilhoso, quase um paraíso, Jimin era perfeito, quase como… bem, eu não conseguia compará-lo a nada, era simplesmente, o Jimin. Perfeito, simples, apaixonante, doce, amável. Era o meu Jimin.

Suas mãos tão nervosas, porém tão carinhosas percorreram até meu pescoço, e seus braços se entrelaçaram ali, abraçando-me ao que eu o abraçava pela cintura tão fina e adorável, tão delicada e tão… perfeitamente bem encaixada em meus braços. Era como se houvesse sido feita milimetricamente para ser abraçada por mim, para caber exatamente em meu abraço.

Assim como seus lábios que beijavam tão bem os meus, era único. E tão unicamente como era seu encostar de lábios, foi também única a sensação de ter minha língua sentindo a sua, mesmo que pela segunda vez. Parecia ser a primeira, parecia ser tão especial quanto a primeira vez.

E de fato, era.

E depois de alguns minutos, sim, minutos — aquilo de forma alguma seriam somente segundos —, eu apertei ainda mais Jimin contra mim, sentindo a falta de ar pela escassa respiração querer me separar dele, mas eu não permitiria isso.

Eu queria mais, eu queria sentir seus lábios tão gostosos para sempre se possível. E então, Jimin agarrou meus fios da nuca, puxando-os como quem dizia que seu ar também não estava o suficiente, mas ele também não se separava. Ele sequer movia-se para separar-se do nosso contato, somente seguia o beijo doce.

E só foi preciso dois passos meus para frente e dois seus para trás, para que ele encostasse na parede da cozinha, e infelizmente, nós nos separássemos tão ofegantes quanto possível, porém tão sorridentes quanto a falta de ar permitia.

E Jimin me abraçou forte, tentando respirar também sobre aquele clima agora quente.

— Caralho, gravou mesmo tudo? — Escutei o sussurro e franzi o cenho, olhando para a esquerda e vendo, do outro lado da cozinha, SeokJin com o celular na mão e de boca aberta e YoonGi ao seu lado olhando com certa confusão para nós.

Eu corei na hora, e desconcertei-me totalmente, assim como Jimin, que se encolheu em meus braços.

— Caralho…! — O mais velho murmurou, parecendo voltar a “terra”. — YoonGi, o beijo desses dois safados durou uns quatro minutos sem parar em nenhum momento, eles não respiraram! O que vocês têm no pulmão, um reservatório com metade do oxigênio da terra, seus bostas!? — E lá se foi o surto do Kim, junto às gargalhadas do Min e a vergonha minha e do Jimin. E os outros? Ah, o Jin tratou de mostrar o vídeo para eles naquele mesmo momento.

— Kook… — Jimin sussurrou, e eu finalmente voltei a dá-lo atenção. Ignorando o fato do Kim estar mostrando aquele momento íntimo meu e do rosado para olhá-lo. Ele estava tão corado…

— Sim, meu amor? — E com o apelido, ele corou.

— E-estamos juntos? — Indagou incerto, corado, envergonhado.

— Quer que estejamos juntos? — Retruquei e o vi assentir contido, levando as mãos ao rosto e tampando por conta da vergonha. — Então estamos juntos. — Sussurrei, o puxando novamente para um abraço.

— Eu te amo. — Sussurrou, bem baixinho, como um segredo, e eu sorri, encantado.

— Eu também te amo. — Disse, nervoso, sentindo meu peito quentinho ao sentir ele sorrir tão largo contra meu pescoço, onde sua face estava enterrada.

— Eu quero te contar um segredo. — Ele sussurrou, segundos depois.

— Um segredo? — Sussurrei de volta, curioso e carinhoso.

— Sim, mas tem que ser em um lugar bem escondido e que não haja ninguém. — Voltou a sussurrar, afastando-se para olhar-me nos olhos.

— Vai ser nosso segredo? — Indaguei sorrindo bobo.

— Só nosso e de mais ninguém! — Jimin respondeu alegre, e então olhou em meu rosto, e corou ao olhar para meus lábios, abaixando o rosto tímido em seguida.

Eu sorri, e logo voltei a selar nossos lábios, o vendo surpreso, porém tão alegre que mal conseguia segurar o sorriso em meio ao beijo, o que me fazia sorrir também.

No fim, acabamos rindo e nos afastando, por fim, seguimos para a sala onde os meninos começaram a gozar conosco em relação ao “novato que beija melhor que veterano”.

Fora a vergonha, foi divertido.

Finalmente, eu estava junto ao baixinho, e mesmo que o medo predominante, eu tentaria continuar com ele.

[…]

— Tchau, Jinnie Hyung! — Jimin despediu-se, nós estávamos sendo os últimos a sair da casa do mais velho, NamJoon estava lá dentro, ele iria ficar, já havíamos nos despedido dele. Agora, Jimin estava mais concentrado em dar tchau ao amigo mais velho e sorrir.

Mas até parece que eu estava diferente, na verdade, era provável que eu sorrisse mais que o baixinho.

— Tchau, meninos. E juízo! Não quero casamento na próxima semana, só a partir do próximo ano. — Jin murmurou risonho e eu corei, porém gargalhei um pouco, Jimin também riu, ainda mais envergonhado.

Quando saímos dali, fomos em direção ao meu carro, e logo em seguida, à praia. Já estava de noite, a lua minguante se fazia presente em meio ao céu escuro e às ruas mal iluminadas, as estrelas, poucas, brilhavam com a intensidade que podiam e poucas pessoas estavam nas ruas naquele momento. Tudo estava silencioso, e então, eu suspirei.

— Por que passamos direto da sua casa? — Jimin indagou, quebrando o silêncio, curioso.

— Porque vamos à praia. — Respondi, o olhando rapidamente, sorrindo doce, e logo voltando o meu olhar para a estrada.

Por ser raramente frequentada de dia e com certeza não frequentada pela noite, aquela parte da praia era quase que completamente sem iluminação, era o local onde eu vi Jimin pela primeira vez.

— Sente fome? — Indaguei querendo iniciar algum assunto em meio ao silêncio, Jimin negou.

— Estou bem, só um pouco cansado. — Murmurou baixinho e eu estacionei o carro, logo levando minhas mãos até seus fios, agora castanhos, e os acariciando.

Sinceramente, eu amava o fato dos fios de Jimin sempre mudarem de cor. Se eu pedisse para que ficassem avermelhados, eles ficariam?

Ignorei a curiosidade por hora.

— Quer ir para casa? Nós podemos simplesmente voltar. — Tentei parecer calminho, Jimin é alguém que entende com facilidade as coisas de maneira ruim, como se estivesse sempre pensando de forma negativa.

Era algo que eu queria mudar nele. Queria torná-lo mais positivo. Mais confiante em si mesmo.

— Vamos ficar, eu gosto da praia. — Murmurou.

Eu sorri, e saí do carro, logo correndo para abrir a porta para o baixinho, este que tinha dificuldades com o cinto de segurança do carro.

— Eu te ajudo. — Informei, e observei as bochechas rubras de Jimin ao que me aproximava para soltar o cinto.

Sempre tão envergonhado…

— Pronto, vamos. — Deixei um selinho em seus lábios antes de me afastar e o vi enrubescer ainda mais. — Ah, é melhor tirarmos os sapatos, não? — Indaguei, lembrando-me da areia. Minutos depois, já estávamos descalços e os sapatos no carro.

A noite estava fria, o mar estava calmo, o silêncio confortável e Jimin parecia nervoso ao meu lado.

E a passos lentos e calmos, seguimos caminho até o momento em que decidimos sentar de frente para a grande imensidão de água salgada.

— Como era no seu planeta? — Curioso, Indaguei o que veio primeiro em minha cabeça, de certa forma, eu estava pensativo.

— Por que sempre me pergunta sobre ele? — Jimin perguntou, mais emburrado. Eu ri.

— Tá bom, então como funciona o seu corpo mais especificamente? — Mudei o foco da curiosidade imensa que ainda existia em mim.

— Todo nosso sistema corporal funciona a partir do que vocês chamam de cérebro, ele tem a capacidade de raciocínio lógico mais rápido que o de vocês, mais qualidade na armazenação de memórias. É mais complexo, o que vocês demoram algumas lidas para decorar, eu somente preciso ler uma única vez para nunca mais esquecer. Nós temos uma espécie de memória fotográfica também, porém determinadas memórias podem ser apagadas se quisermos, e restauradas por, vocês têm isso aqui, como é mesmo o nome…? Hipi… hilonogo? — Indagou e eu gargalhei alto, achando extremamente engraçado de sua troca de sílabas. Era tão fofo!

— Hinólogo. — Informei a carinha emburrada.

— Isso, hinólogo, e não ria mais de mim! — Bufou. Eu sorri e o puxei para um abraço, o colocando entre minhas pernas e descansando meu queixo sobre seu ombro. Eu estava sim envergonhado, até demais com a situação, mas tentava demonstrar meus sentimentos a Jimin e me dar a chance de ultrapassar os limites tão pequenos que eu mesmo me fazia ter. — E-eu vou continuar. — Murmurou, envergonhado e, mesmo que eu não estivesse olhando, com toda certeza, completamente rubro e nervoso com a situação. — Bem, nós, omelianoses, também temos um ótimo processo de cura, conseguimos, com ferimentos pequenos, até mesmo cicatrizar nos primeiros trinta minutos, acho que o ferimento de uma bala daqui, pelo que eu estudei, demoraria uns dois ou três dias para estar completamente bem, em um caso mais grave, uma semana ou pouco mais. — E então Jimin riu, me deixando levemente confuso. — Acho que só estou te mostrando os pontos bons, não é? — Jimin indagou, e virou-se para mim, sorrindo contido.

— E tem ponto ruim, realmente? — Indaguei risonho, tentando descontrair um pouco.

— O sentimentos são os pontos ruins. Sabe disso. — Nós suspiramos. E Jimin timidamente se aconchegou melhor em mim. — JungKookie… lembra quando eu disse que tinha que te contar um segredo? — Indagou, entre sussurros.

— Te trouxe aqui com esse intuito, na verdade. — Sussurrei de volta, ao pé de seu ouvido, vendo-o arrepiar-se completamente. Sorri com o quão sensível ele era.

— Se eu… se eu te dissesse que esse segredo pode me matar, você confiaria ainda mais em mim, certo? — Jimin parecia apreensivo demais, parecia estar com medo, porém o que me deixou ainda mais encucado com o assunto foi o fato de que ele achava que eu não confiava nele, ou pelo menos, não totalmente. Será que ele ainda acha que eu achava internamente que ele destruiria nosso planeta? Sei lá, eu não consigo imaginar esse Jimin, tão frágil em meu colo, fazendo algum mal a nós, seres humanos.

— Eu já confio a minha vida a você, Baixinho. — Retruquei, porém logo continuei. — E se esse é um segredo perigoso ao ponto de colocar em risco a sua vida, não vai colocar a minha vida em risco por eu saber de você, não? — Indaguei, achando que era algum tipo de código secreto ou sei lá o quê.

— Está achando que é um código secreto, por acaso? — Jimin indagou soltando risinhos. Bem… na verdade sim. Eu achava que eram códigos secretos.

— Puff, claro que não, até parece… códigos secretos… haha. — Disse envergonhado, escutando logo em seguida a gargalhada alta do baixinho.

— Bobo, não vai colocar sua vida em risco. Acha que eu te contaria se fosse te colocar em perigo? — Bem, de certa forma, era lógico. — A verdade é que… — Jimin suspirou, abaixando a cabeça, voltando a ficar calado por longos segundos.

Eu comecei a acariciar seus fios, tentando lhe passar conforto, até escutá-lo suspirar e virar-se de frente para mim, colocando-se sobre minhas pernas — Que fecharam-se para que ele sentasse em cima — e em seguida, Jimin me abraçou, forte.

— Eu… tenho uma forma verdadeira. Não é essa que você vê todos os dias. — Informou, nervoso, e eu fiquei um tanto apreensivo. Mas lhe dei toda a minha atenção.

— Calma, pode falar com calma, eu não vou te tratar mal ou te julgar, você sabe. —  Pedi, já que Jimin já estava até mesmo gelado, tamanho o nervosismo.

— Eu… vou te contar toda a história. — E eu o abracei ainda mais forte ao ver o quão inseguro ele estava. — Todas as pessoas de omelianoses tem uma forma verdadeira, que só podem mostrar para sua alma gêmea, ou então correrão risco de vida. Nessa forma, somos extremamente sensíveis a tudo. Normalmente, como eu estou agora, uma bala provavelmente não me mataria, em minha forma original, essa mesma bala sequer precisaria me atingir em cheio, um simples machucado poderia tirar minha vida. E por esse motivo, não mostramos essa outra face a ninguém. — Jimin estava tão amuado que eu até mesmo temia o que ele iria falar. — Mas… ainda que extremamente sensível, é extremamente bom estar naquela forma. Esse era o único jeito que as pessoas de Omelas poderiam sentir-se bem. Poderiam sentir. E é nessa forma que todo o amor aprisionado pode ser solto. — E então, Jimin apertou o abraço, respirando fundo antes de continuar. — Mas eu… eu não tenho alma gêmea, então, eu nunca pude me transformar. Quando não se ama alguém, dói como o inferno estar naquela pele. Queima. E também machuca o coração. — Jimin parecia ter começado um de seus desabafos naquele momento. Porém pareceu decidir parar. — Se eu… te mostrar minha verdadeira forma, você vai me abraçar bem firme? — Indagou, medroso e nervoso.

— Eu te abraçaria e te seguraria em meus braços mesmo sem que você pedisse. — Eu sorri.

— E se eu for muito feio daquele jeito? — Indagou, abaixando seu rostinho que antes me olhava, para meu peitoral um pouco molhado por suas lágrimas.

— Independentemente de tudo, você vai ser lindo para mim. — Afirmei e Jimin sorriu. — Mas sabe o que é curioso? — Indaguei rindo e Jimin olhou-me confuso. — Omelianoses não podem sentir, mas você foi o ser com os sentimentos mais puros que eu já presenciei. — E Jimin voltou a sorrir.

— Eu aprendi a te amar e a sensação dos sentimentos no momento em que eu pus meus olhos em você, dentro daquela nave. Eu não poderia ser diferente vendo seu rosto tão lindo ao acordar ou seu jeito tão tímido ao falar com desconhecidos. Você foi perfeito ao meu ver desde o primeiro momento. E por ser perfeito, eu senti. — E riu, tão envergonhado, tão corado, mas tão amável e tão lindo.

— Desculpe por já ter te feito chorar. Você não imagina o quanto eu me sinto um idiota por ter te feito tão triste quando eu poderia estar vendo o seu tão lindo e cintilante sorriso. O meu sorriso mais lindo do mundo. — E então, ele sorriu mais, ainda mais envergonhado.

E eu tive que o beijar, eu precisava o beijar. E novamente, fora como o primeiro beijo, perfeito e único. Mágico.

Quando nos separamos, Jimin afastou-se, e pôs-se de pé sobre a areia macia. O som do mar era calmo, a maré estava baixa e o vento estava fraco, mesmo que estivesse bastante frio. E Jimin, iluminado pela luz da lua, parecia até mesmo um anjo, e como um ser divino, de olhos fechados, pétalas de rosas brancas começaram a ficar sua pele, como se antes estivessem coladas, e agora soltas.

Mas o que eu vi me paralisou totalmente. Digo, Jimin era lindo, porém, naquela forma, ele era ainda mais.

Toda sua roupa se desfez, e caíram sobre o chão, seus lábios ficaram ainda mais rosados e sua face mais calma, menos rubra, seus olhos tinham uma espécie de maquiagem natural, perfeita, e seus cabelos agora na cor cinza, assim como seus olhos, que ao serem abertos, demonstraram a cor mais linda que eu já havia visto, fizeram meu psicológico pifar por longos segundos, e quando consegui voltar a órbita, reparei nas curvas do ainda baixinho, e seu cheiro logo em seguida adentrou minhas narinas, fazendo-me delirar e entrar em um estado de transe total. Um cheiro doce, tão bom, tão único, me fazia enlouquecer. A cintura tão bem delineada, os ombros não tão largos e o quadril tão torneado. As coxas tão fartas e saudáveis, assim como a coloração de sua pele, sua parte íntima livre de pelos e branquinha, completamente virgem, Jimin parecia ser um anjo de tão perfeito.

Eu arfei e perdi o ar.

— Eu… estou feio, não é? — Ele indagou, os olhos cheios de lágrimas em instantes.

— Você está… perfeito. — Sussurrei, “voltando a terra” quando percebi seu estado tão frágil. — Como um anjo. — Completei, dando dois passos para frente e o vendo tão corado, tão envergonhado, porém de uma forma tão excitante que eu sequer sabia como reagir. — Você está tão lindo… realmente lindo. — Voltei a sussurrar, dando mais um passo e o alcançando. Em questão de milésimos de segundo, eu o abracei, quase chorando de prazer ao sentir o contato da minha pele contra a sua e seu cheiro tão, mas tão delirante, entrando em meus pulmões, me deixando extasiado. Eu sequer conseguia formular algo se não a necessidade de estar colado a Jimin. — Ah… Jimin. — Sussurrei, arfando em seu pescoço, respirando fundo, eu me sentia tão bem. Era como o paraíso estar sentindo tudo aquilo.

— Ggukie… — Escutei sua voz tímida, e logo o apertei com mais força, começando a deixar selares em sua pele, logo correndo até seus lábios e os beijando como se minha vida dependesse daquilo.

Eu não precisava, eu necessitava daqueles toques.

Minhas mãos percorriam seu corpo, eu não conseguia raciocinar, e no fim, eu escutei Jimin gemer alto, agudo, contra meus lábios, ao que eu apertei com uma força anormal sua bunda tão branquinha, grande e redonda.

Ele pareceu se derreter em meus braços.

— Kookie… — Murmurou, sôfrego, e eu o olhei, com meu coração a mil. Parecia que sairia da minha caixa torácica. — Vai com calma, eu… — E então me apertou em seus braços, com a respiração desregulada.

— Eu também não quero ultrapassar isso. — Sussurrei, entendendo o que ele queria. — Mas eu não consigo segurar a vontade de te ter colado ao meu corpo e te tocar. — Selei brevemente seus lábios. — Seu cheiro é… delirante. — Murmurei, voltando a nossa sessão de beijos.

E eu realmente não me afastaria, se não fosse o barulho de algo caindo contra a areia ao nosso lado — coisa que com toda certeza assustou a mim e a Jimin.

— Volte para sua forma normal! — Mandei,assustado, ao que vi uma espécie de pedra bem estranha ao nosso lado, Jimin obedeceu e voltou a aparência do Jimin “comum”, porém tão perfeito quanto o outro. Na verdade, se o Jimin “comum" era tão lindo, fico imaginando se o que eu vi foi uma imagem mandada pelos deuses.

Observei o objeto enterrado levemente sobre a areia, Jimin se vestia novamente com as roupas caídas no chão e eu me aproximava para observar.

“Curioso… eu já vi isso em algum lugar…” Pensei.

E então, arregalei os olhos.

— É uma Criptis? — Jimin indagou, eu o olhei confuso, porém ao ver sua face assustada, entendi o que ele queria dizer.

Com certeza aquilo era uma daquelas pedras que Jimin mandava antes de chegar a terra, mas… o que diabos aquilo estava fazendo ali se Jimin não as mandava mais?

E então, o baixinho correu até a pedra de textura estranha, e a abriu.

E com meus poucos conhecimentos de grego, eu decifrei os simples caracteres que haviam ali.

“De: Number 6; Para PJM: SOCORRO!”


Notas Finais


DESCULPEM PELA DEMORA!

Depois posto os avisos, tenho que ir para o hospital agora e qd voltar ou tiver internet eu falo com vocês! Beijos e não me matem!


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