História Beautiful Galaxy! - JiKook - Capítulo 12


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Alien, Galaxy, Hoseok, J-hope, Jikook, Jimin, Jimin!bottom, Jimin!uke, Jin, Jungkook, Jungkook!seme, Jungkook!top, Kookmin, Longfic, Namjin, Namjoon, Novela, Romance, Suga, Taehyung, Universe, Vhope, Yoongi
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Palavras 5.899
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - Meu medo de sentir.


Em toda minha vida, eu só havia beijado acidentalmente uma pessoa. E nem foi exatamente um beijo, foi mais para um encostar não programado de lábios, e no fim disso eu ainda tive uma crise e nós dois, eu e Jimin, a pessoa que eu “beijei”, decidimos não comentar nada sobre, tentar nem sequer lembrar disso.

Não que eu não tenha gostado, afinal, por mais que simples, foi algo especial, mas… admitir isso para mim mesmo era uma tarefa difícil quando se tem uma cabeça tão conturbada de sentimentos. Eu sequer consigo ser receptivo com alguém, e mesmo que a situação em que eu estou esteja melhorando, eu ainda não consigo lidar bem com isso, mesmo que, confesso, eu tenha ficado bem feliz por ter controlado dois supostos surtos.

Mas o ponto não era esse. O fato era que, naquele momento, ver os lábios de Jimin tão próximos e tão receptivos, os olhos tão calmos e pupilas dilatadas, as bochechas envergonhadas em um momento que eu não queria que tivesse fim. Eu não sabia o que era aquilo, mas algo me puxava até ele, e mesmo que minha cabeça fosse tão conturbada, eu sentia ela em um silêncio sem fim.

“Eu quero sentí-lo.” Lembro de ter pensado exatamente estas palavras quando minha mente nublou e eu só vi o baixinho a minha frente, os cabelos caindo a testa e os olhos concentrados nos meus. Eu levei a mão ao seu rosto, e eu vi seus olhos fecharem vagarosamente, aproveitando o afago.

Naquele momento, meus olhos fitavam sua boca carnuda, rosada, e tão perfeita como nunca antes alguma já foi ao meu ver.

E foi então que eu me desliguei de tudo o que poderia estar acontecendo. Foi então que eu fiz o que meu coração tanto implorava.

Eu juntei meus lábios aos de Jimin, e não era possível explicar as sensações que tinha somente com palavras. Era mais.

Eu senti meu peito aquecer, a pulsação rápida triplicar, o estômago revirar agitado e a mente falhar por um segundo.

Mas eu precisava parar. Jimin podia não estar gostando… e se ele tivesse medo de se afastar para não me machucar.

Minha cabeça ainda era maldosa demais. Criava teorias e paranoias pesadas demais.

Mas eu nunca me senti melhor ao ver que ele queria mais dos meus lábios, ao sentí-lo mais fundo contra mim. E era tão bom… era perfeito.

Naquele instante, eu senti todos os pensamentos ruins se esvaírem. Não sobrou nada além da face de Jimin em meus pensamentos e o sabor dos lábios tão doces que ele tinha, tão gostosos, tão maravilhosos.

Eu não conseguia sequer respirar tamanha loucura que se fazia presente em meu peito, e foi então que eu comecei a mexer os lábios, temeroso que ele se assustasse e sem fazer muito alarde por nós dois não sermos experientes.

Eu o beijava desejando que ele nunca mais se afastasse dos meus lábios.

Aos poucos, eu fui querendo mais, e Jimin parecia acompanhar muito bem o que eu fazia, e eu enlacei minhas mãos em suas costas, deixando um afago e o sentindo suspirar deleitoso, foi então que eu chupei seu lábio inferior e senti o baixinho tremer e arfar tão manhosinho e delicado, Jimin fez o mesmo comigo e, segundos após, começamos com aquela troca de sabores como um momento completamente e incrivelmente nosso e cheio de carinho.

Eu já sentia meu coração querer sair pela boca e se jogar contra o Jimin, eu sentia uma de suas mãos se movimentando até meu pescoço, deixando ali as mais preciosas carícias, mais delicadas, fazendo-me arrepiar por completo, e então chupar seus lábios avidamente, vendo ele arfar contra os meus, em um próximo gemido sensível à situação.

Até que o ar se fez escasso no pulmão, e eu decidi me afastar minimamente, tentando pegar o pouco dele, vendo Jimin fazer o mesmo, para logo então voltarmos ao beijo.

E eu nem sei quanto tempo durou aquele momento, mas ainda sim era pouco para a eternidade que eu queria que ele durasse, pois sentir aqueles lábios tão perfeitos aos meus era enlouquecedor.

Era como um droga extremamente viciante que te faz enlouquecer cada vez mais.

E então, eu selei os lábios de Jimin ao fim, o vendo sorrir contra os meus, as bochechas coradas dele indo aos olhos, espremendo-os e os deixando quase fechados. Tão fofo, tão delicado.

E eu já estava voltando ao desespero quando Jimin deixou mais um selar em meus lábios, e eu, ainda extasiado, dei mais dois selinhos carinhosos em si, escutando a risada envergonhada e involuntariamente rindo.

Logo após, eu o abracei, tentando acalmar a mente aturdida sobre o que aconteceria a partir dali.

– Se estivéssemos em Omelas, eu consideraria isso um pedido de casamento de um fora da lei. – Rindo baixinho e calminho, ele murmurou contra meu pescoço.

Eu ri, levemente – lê-se completamente – nervoso.

– Minnie… – Murmurei, me encolhendo e suspirando.

Escutei o baixinho murmurar em resposta e logo em seguida senti o carinho singelo em meu pescoço com a ponta de seu nariz. Me arrepiei novamente, mas me mantive calado. Eu queria falar algo, queria pedir desculpas por ter o beijado, mas não sabia se devia. Provavelmente não, mas… ele havia gostado do beijo, né?

– Kookie, Jiminnie tá envergonhado. – Sussurrou bem baixinho ao meu ouvido, se encolhendo em meus braços que ainda o abraçavam.

Eu ri baixinho, Jimin era muito fofo.

– Eu também! – Sussurrei no mesmo tom, o apertando mais em meus braços.

Eu não sabia o porquê de eu ainda não ter surtado, mas tinha a leve impressão de que era porque tudo o que se passava na minha cabeça, adornando todos os mínimos lugares dela, era a cena de beijo de segundos atrás com Jimin.

Ele havia tomado toda minha cabeça, todos os meus pensamentos e sensações.

Jimin ainda fazia carinho em meus fios quando meu celular vibrou, em cima da mesinha. TaeHyung havia mandado mensagem, mas achei estranho pelo horário. E ele estava no quarto ao lado, afinal.

“Eu vi a cena de beijo e não quis interromper, mas será que você pode me dizer onde tem uma toalha?”

Eu corei, não havia escutado a porta abrir – não era para menos, ela não fazia barulho ao abrir – e saber que ele havia visto me deixava um tanto embaraçado, envergonhado. Senti Jimin se mexer e olhar na direção do celular, e logo corando e deixando um muxoxo envergonhado sair por seus lábios.

Lábios esses que agora se encontravam muito bem inchados e vermelhinhos.

Suspirei deleitoso, decidindo somente informar onde estava a toalha ao TaeHyung e jogando o celular em qualquer canto para voltar ao enlace na cintura de Jimin.

Não falamos mais nada, mas eu me sentia tão imensamente feliz naquele momento que poderia sair pulando por todos os lados sem cansar tamanha euforia.

Dormimos tarde naquela noite e acordamos no outro dia ainda mais tarde e com um TaeHyung chamando para um café não muito agradável.

[…]

Uma semana.

Uma semana desde que eu e o Jimin nos beijamos.

Uma semana desde que eu e o Jimin andamos envergonhados sempre.

Uma semana desde que, pela vergonha, não nos falamos direito.

Ou pelo menos o TaeHyung achava que era pela vergonha, porque na minha opinião foi porque ele não gosta de mim e agora está me evitando.

Se nós ainda dormíamos juntos? Eu de um lado, Jimin do outro – mesmo que eu sempre acordasse com ele grudado em mim como o pequeno coala que parecia ser.

Tudo bem, admito que esse era o momento que eu mais amava no dia. Ficar velando meu sono e tocando seus lábios com o desejo de prová-los novamente já havia até mesmo virado rotina. E não. Eu não o beijava, mesmo que quisesse e desejasse aquilo, eu não o faria sem seu consentimento.

Minha mente me mutilaria caso eu o fizesse.

E bem, agora era uma daquelas manhãs em que Jimin estava todo agarradinho a mim enquanto eu velava silenciosamente o seu sono, mas Jin e NamJoon entraram no quarto nos mandando acordar, então eu simplesmente fiz a egípcia e fingi que também tinha acordado agora quando Jimin quase pulou na cama.

– Aish! Eu não deveria ter deixado o Kookie dar a chave de casa a vocês! – Jimin falou emburrado e Jin riu, falando um “sou lindo” debochadamente e me olhando com um sorriso carinhoso em seguida.

– Café da manhã está pronto e obrigada por ficar com a MinGyu ontem. – Ah, Jin havia pedido para que eu cuidasse da sobrinha dele enquanto a família, a mãe da criança, no caso, ia resolver uns problemas de divórcio no tribunal.

Ele não pode ficar com a criança por ter que resolver algumas coisas, então pediu a mim. Em troca, eu pedi por café da manhã por dois dias, mas ele ainda achou muito pouco como pagamento, afinal, de acordo consigo, cuidar de uma criança tão bem como cuidamos e ainda mais com a mesma sendo tão danada não era para qualquer um.

E devo admitir que foi realmente difícil cuidar da baixinha de cabelos cacheados e dente faltando.

Jimin levantou da cama preguiçosamente minutos depois, eu ainda coçava os olhos emburrado pela forma de como me “acordaram” junto a Jimin. O baixinho parecia sonolento demais para sentir raiva, afinal quase caía para os lados enquanto murmurava palavras irreais de ódio aos amigos.

Bem, com o tempo – mais especificamente três dias – os meninos decidiram que confiaram em Jimin, mas ele teria que prometer fazer o possível e o impossível para não causar mal a nenhum deles e nem ao nosso planeta. O baixinho prometeu rapidamente, mesmo que um pouco temeroso, afinal promessas quebradas poderiam causar morte em um omelianose, de acordo com o que ele me disse.

Ao descermos para a cozinha, Jimin comeu bem a alimentação, Jin foi para a sala assistir televisão com o NamJoon e eu decidi que não comeria nada além de beber um copo de leite. Jimin parecia emburrado com a visão.

– Coma direito, se não eu ligo para sua mãe mandando ela vir aqui te forçar a comer. – O baixinho, meio emburrado, disse.

Eu não respondi, sempre que olhava para Jimin, lembrava do beijo que tivemos, mas me senti mal ao ouvir o baixinho suspirar tristemente, mesmo que eu houvesse começado a comer.

Mas eu ainda tinha tanto medo…

Eu tive medo naquele momento e tenho medo agora. Medo de tentar e fazer tudo dar errado, medo de machucar o rosado, medo de me machucar, medo de não ser o suficiente para o Jimin.

Eu tinha muito medo.

Não foram precisos muitos segundos até Jimin deixar a mesa sem uma única palavra dita, e eu sentia vontade de chorar por ser tão covarde.

A verdade era que aquele clima pesado me matava cada vez mais e eu o evitava a todo custo.

E era óbvio que eu deveria estar enfrentando aquilo. Mas maldita seja a insegurança! Maldita seja a ansiedade!

Eu jurava que estava tudo bem a mim mesmo para me sentir melhor, mas ao mesmo tempo me martirizava pelo fato de que eu sabia que nada estava bem e que Jimin precisava de mim, que eu precisava dele e que deveríamos conversar o quanto antes.

Mas novamente eu não tinha coragem por estar sucumbido ao medo. E por esse medo, eu vi Jimin ainda mais distante naquele dia. E quando a noite chegou, eu gostaria de respirar fundo e dizer que tudo bem, pois ele acordaria ao meu lado. Mas não foi assim. Não foi porque ele decidiu não dormir comigo.

Ao menos não naquela noite.

E a insônia, insegurança, medo, pensamentos ruins e tudo o que eu consegui finalmente controlar antes me atacou.

Eu não queria ter uma crise pela noite onde ninguém iria escutar, mas eu tive. Eu não queria estar naquela situação causada somente e unicamente por mim, mas eu estava.

E eu implorava e implorava mil vezes para que eu voltasse aquela cena de beijo onde eu estava tão despreocupado e feliz.

Mas eu não podia voltar ao passado e eu comecei a me machucar por isso. Não fisicamente, mas psicologicamente.

Eu comecei a cutucar com lâminas afiadas as feridas ainda não cicatrizadas.

Até que Jimin apareceu com os olhos banhados em lágrimas no meu quarto, sem me olhar ainda, dizendo baixinho, ao perceber que eu ainda estava acordado, que não conseguia dormir sem mim. Que sentia falta do meu abraço e perguntando se podia dormir junto.

Eu me senti tão liberto. Tão bem. Tão feliz.

Parecia que cada pensamento ruim ia se dissipando a cada palavra sua. E no fim, eu lembro de ter levantado correndo e ido até Jimin, o abraçando tão forte e tão necessitado.

– Me perdoa… – Eu sussurrava milhares de vezes, soluçava baixinho, o apertava e era apertado por seus bracinhos tão aparentemente frágeis e gentis.

E logo então Jimin chorava junto, soluçando.

Porque era assim que sempre acontecia. Eu tinha medo até não aguentar mais, até chegar no ponto em que Jimin teria que ir até mim me tirar da escuridão e me banhar com a luz do seu amor e carinho, sua pureza.

E eu era tão impuro e corrompido por sentimentos ruins.

Mas Jimin me curava, então estava tudo bem. Contanto que ele estivesse ao meu lado. Tudo estava bem. Contanto que eu o tivesse em meus braços, tivesse seu sorriso, estava tudo bem.

E após aquela crise que deixou Jimin tão preocupado, nós fomos dormir. Abraçados, de conchinha, calminho e quentinhos.

Enquanto eu agradecia por ter Jimin ao meu lado. Enquanto eu agradecia por ele caber tão bem em meus braços.

[…]

– Bom dia, Minnie! – Era domingo, eu havia feito o café da manhã e dispensado o Jin, pedindo para que ele viesse no dia seguinte.

Jimin estava todo embolado nos lençóis felpudos e macios da cama, sonolento e com as bochechas vermelhinhas por algum motivo que eu não tinha ideia.

Eu somente ri, o baixinho era fofo demais.

– Minnie~. – Chamei baixinho, em seu ouvido, soprando sua nuca para que acordasse com as cosquinhas.

A bandeja com a comida estava em cima da cômoda, eu decidi deitar e acordá-lo com beijinhos amigáveis e carinhosos.

Aquilo era como o meu pedido de desculpas a ele.

– Acorda! – Murmurei o apertando em meus braços, o sacudindo carinhosamente, deixando selares em sua bochecha e nariz.

O vi franzir o cenho, ainda sonolento, porém ele logo segurou a risadinha. Havia acordado.

– Neném, acorda! – Pedi começando um carinho em seus fios e o vendo murmurar algo manhosamente, pedindo mais algum tempo de soneca.

Eu ri, mas tive uma ideia em seguida, apertei Jimin em meus braços e pedi para que ele, novamente, acordasse, deixei um selar em sua bochecha e, logo após, mordi sua bochecha fofinha, vendo-o dar um pulinho na cama e gemer manhoso, mas não chegando a ser dolorido, somente surpreso. Lambi o local logo em seguida.

– Kookie! – Jimin exclamou vermelhinho, finalmente acordando enquanto eu ria alto, vendo a face tão corado quanto o próprio próprio cabelo rosado.

Puxei Jimin para que ele ficasse por cima de mim, o rosto enterrado na curvatura de meu pescoço, logo em seguida, puxei suas pernas para que ficassem uma de cada lado de meu colo e me sentei, o levando junto no processo.

– Vamos comer, neném? – Indaguei, rindo de sua face envergonhada.

– V-vamos… – Murmurou baixinho, me abraçando.

Jimin era tão fofo, mas devo admitir que eu também estava corado, mesmo que não tanto quanto Jimin.

Aquela manhã simplesmente foi a melhor da minha vida. Jimin estava agitado, carinhoso e manhoso, basicamente, passamos todo o tempo brincando até que os meninos decidiram nos ligar para irmos a casa do casal NamJin.

Iríamos almoçar lá.

Já no carro, Jimin e eu conversávamos sobre coisas irrelevantes.

Hoje quando eu acordei, prometi a mim mesmo que tentaria seguir como estávamos. Se rolasse alguma coisa, tudo bem, eu tentaria continuar com isso, se não, eu ficaria de bem com Jimin.

Eu só não queria o afastar de mim.

Eu também devo admitir que sempre que nos olhávamos por mais de cinco segundos, corávamos, e com certeza isso era por causa da lembrança do beijo, mas isso não quer dizer que eu me afastava, somente decidi ficar calmo e não entrar em pânico.

Jimin parecia tão feliz com isso.

– O que foi? – Ele perguntou envergonhado, eu o olhava enquanto o sinal de trânsito estava vermelho, e tentava achar uma resposta por Jimin estar sempre comigo quando eu sou alguém tão simples.

Bem, existem pessoas muito mais interessantes por aí.

– Nada. – Murmurei olhando para o sinal novamente, vendo este abrir logo em seguida. – Tem fome? – Indaguei, Jimin afirmou, ainda envergonhado.

– Vamos almoçar lá, Kook-ah?

– Vamos sim, bebê. Já estamos chegando, logo eu coloco sua comida. – Disse e vi Jimin assentir ainda mais vermelho.

Ele era simplesmente adorável!

Algo que eu havia notado, era que Jimin estava extremamente manhoso, corado e tímido, mais do que o comum desde essa manhã, parecia vez ou outra querer perguntar algo e sempre desistia, ainda mais vermelho que antes.

– K-Kookie… – Murmurou após um tempo, eu o respondi carinhosamente para que ele continuasse. Assim ele o fez. – O-o que vamos… V-vamos fazer em… – Engoliu em seco, parecia querer explodir de tanta vergonha e eu estava começando a me envergonhar ao ter uma ideia do que ele provavelmente queria falar comigo. – Em relação a… a-aquele… b-be-ijo? – Se escondeu nas próprias mãos.

Desta vez fora minha vez de engolir em seco, não imaginei que Jimin perguntaria aquilo. Eu fiquei um tempo calado, e logo estacionei em frente a casa do Jin, respirando fundo e apertando o volante. Jimin tinha se encolhido no banco e eu estava completamente corado, envergonhado e nervoso.

– J-Jimin… – Sussurrei, chamando sua atenção. – E-eu… eu… – Eu sequer conseguia continuar aquela fala tamanha vergonha. – Eu g-gostei do… beijo. – Sussurrei tão baixo que cheguei momentaneamente a duvidar se ele tinha escutado, mas ao ver sua reação completamente e extremamente envergonhada e nervosa, eu percebi que sim, ele havia escutado. – Mas… p-podemos falar disso… d-depois? – Eu abaixei minha cabeça, brigando comigo mesmo por ter evitado o assunto.

Mas vi Jimin assentir um pouco mais tranquilo.

– Vamos… entrar? – Murmurei e Jimin assentiu, soltando o cinto e saindo do carro junto a mim.

Minutos depois estávamos eu e todos os outros meninos nos divertindo e rindo sentados à mesa cheia de comida do Jin.

– Tae, lembra do dia em que você ia caindo de bicicleta ao querer se mostrar para um cara hétero que tinha namorada? – E lá estavam os gritos do HoSeok e a cara engraçada de Tae ao lembrar da cena vergonhosa. – Vocês deveriam ver quando ele desceu da bicicleta se achando o cara, mas no fim uma mina bonita ainda passou numa moto linda e banhou ele de lama. O crush hétero ria enquanto o Tae quase caiu no chão, e a namorada do bonitão hétero ainda riu da mina que quase caiu no chão ao final da rua. – É, estávamos contando histórias estranhas da nossas vidas e estávamos nos rachando de rir.

O clima estava bom, Jimin havia terminado de comer e eu repetia o prato, vez ou outra parando para dar carinho ao baixinho necessitado de atenção.

– Ei, JungKook, você somente ri e observa, não tem nenhuma história pra contar, não? – Tae mudou de assunto, tentando fugir da própria vergonha, e conseguiu, visto que todos foracaram suas atenções em mim.

– Desculpem, eu não… – Tentei, mas Jimin arqueou a sobrancelha e riu.

– Não, JungKook? – Indagou e eu bufei, revoltado.

– Então o Jimin sabe da história, não é mesmo… – YoonGi falou sorrindo de lado, com um olhar arteiro sobre nós.

– Eu sei de uma que foi engraçada para mim, não sei se vocês gostariam. – Foi sincero, mas rindo ao, aparentemente, lembrar sobre. – Eu lembro que ainda não estava na terra, tinha raqueado o celular de JungKook e invadido o sistema, eu podia escutar tudo o que estivesse perto do celular e até mesmo ver através da câmera, mas… aquele dia foi um dos melhores! Eu invadi a câmera de segurança da rua pra ver aquele show! – Riu novamente.

– Conta aí! – Jin Disse e eu bufei, me ajeitando no acolchoado da cadeira mais confortavelmente, demonstrando meu incômodo.

– Ah, ele estava voltando da escola no dia… – Jimin se interrompeu, rindo um pouco. – Era uma sexta, ele estava feliz de ter o final de semana livre e por isso estava todo distraído, só que do nada uma mulher louca parou ele na rua, nisso ele já estava quase tendo um ataque do coração, já que na época ele tinha quase uma fobia de gente. – Eu não acredito que ele falaria aquela história mesmo. – E a mulher começou a dançar e rodear ele como se estivesse fazendo uma macumba ou uma dança muito louca, mexendo os braços assim, olha. – E começou a balançar os braços feito doido e fazer uma careta mostrando os dentes, logo em seguida ficar se curvando e fazendo movimentos circulares com o braços. Nessa hora eu já fazia uma careta ao lembrar daquilo e os meninos já estavam rindo. – E nem chegou a melhor parte ainda! – Jimin informou e riu antes de voltar a contar minha vergonhosa história. – A velha doida do nada olhou pra trás quando parou em frente ao JungKook e pulou em cima dele em seguida, aí duas outras velhas passaram falando: “esses moleques de hoje já não se prezam mais, ficam agarrando senhoras na rua, mais sedentos que cadela no cio” e a velha doida em cima do Kook começou a gritar em seguida: “Eu como cachorros e como pênis, vagina de puta eu estralhaço!” – E a essa hora eu já estava como um tomate, Tae estava quase se jogando no chão e Jin parecia uma foca engasgada. – Vocês tinham que ver a reação do JungKook! E eu nem sei o que é vagina, mas eu ri tanto! – E os meninos riram mais ainda quando Jimin fez uma imitação barata da minha reação ao levantar-se da cadeira. Olhos arregalados, pernas se batendo demonstrando uma pessoa assustada e de pernas bambas e as mãos tampando a visão e mostrando algo como um afastamento de um corpo que não existia. – “Meu Deus, essa mulher vai me estuprar!”, quando o JungKook falou aquilo, eu juro, a velha se ajoelhou na frente dele e chamou a parte íntima do JungKook de Caranguejo Linguarudo! – E lá estavam todos aos berros e eu querendo me esconder num buraco que fosse até o núcleo da terra. – No segundo depois, o JungKook saiu correndo dizendo que era novo demais para sofrer tal atrocidade e levou uma queda na frente de uma mulher acima do peso da rua a uns cinco quarteirões daqui! E pra finalizar, quando ele olhou pro lado e viu aquela mesma mulher, usando um vestido verde, acabou sem querer dizendo a primeira coisa que veio na cabeça: “Ai meu deus, uma melancia gigante com verruga". – E riu alto, levando os meninos juntos consigo.

É, aquele dia foi realmente vergonhoso.

– Aish, Jimin! – Bufei, emburrado enquanto ele ria.

Ah, mas ele vai ver só, não vou dar carinho nele até fazê-lo implorar por atenção.

No fim, depois de tantas risadas de minha pessoa, acabamos indo para a sala e Jin disse que levaria a louça, ficamos um tempo ali um tempo conversando e brincando, Jimin começara a perceber a falta de carinho que eu lhe negava caladinho na minha.

Ele já estava levemente emburrado.

– Aish, que tédio… – Tae murmurou emburrado quando não tínhamos mais assunto para tratar. Jin havia voltado da cozinha e Jimin estava silenciosamente tentando chamar minha atenção para que eu o desse carinho.

– Quer brincar de algo, então? – Jin perguntou, pensativo.

– Tem corda aí, podemos brincar de pula corda. – Logo a ideia de HoSeok foi descartada, afinal, ninguém gostava de pular corda e todos ali eram perfeitos sedentários.

– Eu nunca? – YoonGi perguntou do nada e Jin negou.

– Não tem bebida. – Murmurou e eu fiz careta.

Aquilo era com bebida?

– Brincamos sem, o quem já fez paga um desafio ou fala uma verdade. É como juntar “verdade ou desafio” com “Eu nunca”. – YoonGi retrucou e Tae se levantou agitado.

– Eu topo! – Gritou, e eu ri quando ele começou uma dancinha animado com a ideia.

– É, achei interessante. – NamJoon murmurou pensativo e Jimin concordou animado.

– Eu nunca é aquela brincadeira que a pessoa fala que nunca fez algo e se você fez, você bebe bebida alcoólica? – Jimin indagou e eu sorri.

– Estudou bem, Minnie. – Disse sorrindo e Jimin sorriu ainda mais largo, feliz.

– Mas nós vamos trocar a bebida por uma prenda, no caso você paga um desafio ou fala uma verdade de acordo com sua resposta para o Eu Nunca. – Jin disse colocando a mesa de centro para o canto na sala. – Sentem formando um círculo, vamos fazer Kai-Bai-Pô pra saber quem será o primeiro.

Não demorou para que o círculo estivesse formado, Jimin estava ao meu lado esquerdo e TaeHyung ao lado direito, YoonGi, HoSeok, Jin e NamJoon seguidamente depois do Tae. Quem começou fora o YoonGi.

– Eu nunca beijei. – YoonGi falou me olhando arteiro e os meninos riram, ficando quietos esperando que eu me apresentasse.

Eu corei na hora, junto a Jimin, e Tae riu. Já sabia da história e não falou para ninguém.

– Se acusa logo, JungKook. – Jin Disse rindo e eu bufei.

– Mas eu já beijei, oras! – Indignado, falei e os meninos franziram o cenho.

– Como, quando e onde? – YoonGi disse curioso e impressionado.

Eu não os culpava, até onde eles sabiam, eu realmente não havia beijado ninguém.

– Não faz parte do jogo responder essas perguntas. – Disse corando ainda mais e bufando.

– Jimin, o JungKook beijou mesmo? – YoonGi pulou para o baixinho, e então todos perceberam que ele estava ainda mais cora que eu. – Espera, não me diga que!? – Ele gritou e Tae caiu na gargalhada.

– Pula pro próximo! – Gritei enquanto os meninos faziam caras maliciosas.

Aish, que vergonha!

– Vai logo Tae, segue a fila. – Disse emburrado.

– Ok, eu nunca… eu nunca pulei no banheiro pra ver o pinto balançar…? – TaeHyung com certeza era estranho.

Os meninos riram, mas não levantaram as mãos, nem eu levantei, isso era uma pergunta idiota, mas acho que pelo menos, noventa por cento dos garotos já fizeram isso.

Mas o Jimin levantou a mão, com o cenho franzido e Tae riu.

– Nunca pulou dentro do banheiro pra ver o pinto balançando? – Tae perguntou e Jimin negou, corado, porém rindo.

– Caraca, que estranho. – NamJoon riu e Jin concordou.

– Verdade ou desafio, Rosinha? – Tae indagou risonho e Jimin pôs a mão no queixo, pensativo.

– Verdade! – Disse agitado e TaeHyung riu maléfico.

Eu fiquei até com pena do Jimin, agora.

– É verdade que você já beijou o JungKook? – Eu corei.

Era uma verdade, e eu sabia que Jimin não negaria pelo simples fato de não poder mentir, mas ainda assim era algo delicado para nós dois falar sobre aquele assunto. Jimin estava completamente e extremamente envergonhado, temeroso, eu não estava muito diferente. Lembrar daquilo ainda era algo estranho.

Nós dois ainda não sabíamos como lidar com aquilo, era um assunto delicado e frágil demais. Qualquer palavra errada poderia nos fazer algum mal. Podia nos machucar.

Mas acima de tudo, aquilo era algo ainda não resolvido. Era algo que eu e Jimin tínhamos medo justamente porque envolve algo que eu e ele somos completamente inexperientes.

Envolve sentimentos demais – ou pelo menos da minha parte – e por nós dois, sem exceção, sermos tão inseguros, se tornava uma real zona de perigo para nossa relação.

E ainda era vergonhoso. Eu não sabia lidar com aquilo, sinceramente. Eu nunca havia beijado e não sabia como reagir àquele tipo de acontecimento. E Jimin provavelmente tinha esse ponto de vista exatamente como o meu. Ele também não sabia lidar com aquilo.

Na cabeça dele devia estar ainda pior. Céus, no mundo dele aquilo significava casamento!

E isso me era muito assustador. Era assustador porque eu não sabia se ele estava desconfortável com aquilo, se ele já achava que tínhamos algo sério, e que só precisávamos de uma conversa, ou, no mínimo, ele pensava que nós tínhamos algo e que eu só estava com vergonha.

O pior é que eu sentia algo, mas não sabia o quê, e saber que Jimin poderia estar criando expectativas para no fim se magoar me deixava atormentado demais.

Eu tinha tanto medo de não ser suficiente ou de suprir o que ele, no mínimo, esperava que eu fosse, que chegava a não conseguir dormir direito pela noite pensando em como ser melhor no dia seguinte. Eu tinha medo de o machucar. Eu tinha medo de ver suas lágrimas por minha culpa.

Porque da última vez que eu vi, doeu demais.

Mas ainda assim, eu amei aquele beijo como eu nunca amei algo em minha vida. E a sensação foi maravilhosamente perfeita, como se eu estivesse no paraíso.

Tudo o que eu senti no momento em que o beijei foi perfeito. Jimin foi perfeito.

– É… é v-verda-de. – Jimin finalmente murmurou baixinho, com as mãos nos rosto completamente vermelho e os meninos arregalaram os olhos, logo comemorando enquanto Jin gritava algo sobre o shipp ser real.

Eu estava quietinho, mordendo os lábios nervosamente enquanto YoonGi nos encarava risonho, como se planejasse algum plano maléfico contra mim.

Aquilo me deu medo, mas minha vergonha ainda era maior.

– Okay, é a vez do JungKook! – Quando todos se acalmaram, NamJoon disse risonho.

Eu pensei um pouco antes de falar, queria algo que tivesse certeza de que alguém ali não houvesse feito.

– Eu nunca usei camisinha enquanto batia uma. – Era vergonhoso e eu estava corado, extremamente envergonhado, mas era engraçado como Jimin, YoonGi, HoSeok e Jin levantaram as mãos.

– Por que a camisinha, JungKook? – Jin indagou rindo.

– Sei lá, eu tava na casa da minha avó. – Disse ainda envergonhado, porém risonho.

– Espera, bater uma é… fazer aquilo na parte íntima? – Jimin perguntou corando ao extremo novamente e fazendo uma caretinha.

– É, Jimin. – YoonGi confirmou rindo.

Ai, ai, estávamos corrompendo uma pobre alma pura. E eu me sentia culpado por isso, além de envergonhado, poxa, eu estava nervoso, com certo receio e não sabendo reagir por alguns segundos, mas estava me achando tão corajoso falando aquilo como um garoto normal.

– Okay, me manda meu desafio! – YoonGi disse agitado e eu ri.

– Também quero desafio. – HoSeok disse risonho e eu tive uma breve ideia.

– Os dois, HoSeok e YoonGi, beijem um ao outro. – Olha lá a minha vingança contra esses desgraçados.

TaeHyung arregalou os olhos, surpreso e logo em seguida riu, YoonGi deu de ombros e HoSeok corou bastante, mas quando eu vi que eles reclame fariam, virei a cara fazendo uma careta, mas levemente incomodado com aquela cena do qual eu não era nada acostumado em minha frente.

Mas acabei dando de cara com o olhar do Jimin sobre mim.

Aquilo me deixou ansioso. Estávamos perto e Jimin parecia levemente tristonho olhando em meus olhos. Eu me preocupei, mas logo percebi que ele queria carinho quando baixou o olhar para as próprias mãos, suspirando enquanto eu ainda o fitava meio perdido.

Ele não estava triste só pela falta de carinho. Isso no máximo o deixaria emburrado.

Eu suspirei, pensando um pouco. Desde uma semana atrás eu vinha percebendo estar muito mais solto com os meninos, mais confortável, mais próximo de como eu tratava o Jimin. Não que eu fizesse carinho neles ou desse beijinhos na cabeça, muito menos dormisse abraçado, mas eu os tratava melhor.

E pensando naquilo no decorrer da semana, eu comecei a refletir sobre o modo que eu tratava Jimin.

E eu podia dizer que, com certeza, eu não sentia vontade de tratar os outros presentes naquela sala como eu tratava o Jimin. Eu não sentia vontade de os abraçar direto, eu não sentia vontade de os beijar e muito menos de ficar dando carinho de cinco em cinco segundos.

Não era daquela forma que eu me sentia sobre eles, mas era daquela forma que eu me sentia sobre Jimin.

E agora, eu poderia adicionar algo a essa lista.

Eu odiava ver até mesmo uma mínima expressão de chateação em Jimin, e odiava mais ainda se isso fosse culpa minha de alguma forma.

E eu percebia que, por mais que eu dissesse que negaria carinhos a ele, eu sentia vontade de realmente dá-lo carinho e me sentia mal ao ver seu rostinho emburrado quando eu o negava isso.

E eu me sentia mal ao extremo ao ver Jimin tristonho daquela forma por algum motivo que eu não sabia qual.

Tendo aquilo em mente, eu não pedi permissão aos meninos e muito menos cheguei a pedir licença a eles quando me levantei de uma vez e puxei Jimin para vir comigo até a cozinha, me virando somente brevemente para pedir privacidade enquanto todos nos olhavam confusos.

E Jimin somente ficou calado enquanto eu o guiava por aquele percurso.

– Jimin. – O chamei, nervoso, porém ainda preocupado, vendo-o se encolher.

– Vamos voltar para a sala, é melhor. – Ele afirmou num fio de voz, baixando a cabeça ainda mais. Eu suspirei.

Eu não sabia o porquê de ele ter ficado daquela forma do nada, mas estava me machucando e incomodando vê-lo tão cabisbaixo.

– Eu estou escutando, pode falar. – Pedi, me aproximando, porém parei quando vi uma lágrima cair no chão.

Ele… estava chorando?

Por que?

– Ji… min? – Chamei, meio trêmulo, mas logo o abraçando.

Por que diabos ele estava chorando?

– Desculpe, eu só… fiquei com medo. – Ele murmurou, com a voz trêmula, porém ainda bastante controlada.

– Medo de que, bebê? – Sussurrei baixinho, tentando o confortar, porém também entendê-lo.

– É só que… me desculpa, eu que sou o culpado do meu choro em ficar pensando naquilo. – Disse baixinho, porém com um tom ainda mais magoado que antes.

– Minnie… – Sussurrei, querendo entendê-lo e, ao mesmo tempo, me sentindo triste por si. – Só… me diz o que te deixou assim, por favor… eu estou preocupado. – Pedi, sentindo o sentimento já bastante conhecido de insuficiência me atingir naquele momento.

– Me desculpe. – Pediu, a voz ficando mais alterada pelo choro, o aperto mais forte. – Você não quer sequer lembrar… do beijo, não é? – Ele finalmente indagou, porém antes que eu sequer formulasse algo para responder, ele continuou. – Me desculpa, eu nem devia estar falando sobre isso já que você não quer lembrar, é só que… eu quero lembrar, Kookie… – Sussurrou sôfrego, deixando as lágrimas molharem meu peitoral enquanto me abraçava. Eu estava chocado por suas palavras, eu não conseguia raciocinar bem. – Eu gostei daquele momento, eu achei especial e desde o nosso primeiro selinho eu queria estar com você daquela forma, mas… eu tinha medo e tenho medo agora. Eu não quero esquecer, não quero deixar de lado, mas… você quer, não é? Eu sei que para você provavelmente não é sequer importante, afinal beijos são normais e casuais para humanos, mas… – Me apertou ainda mais, eu estava sem reação olhando para o nada, no momento, tentando raciocinar o que diabos estava acontecendo e por que eu estava escutando aquilo que parecia entrar tão vagaroso em minha cabeça conturbada. Ele estava dizendo que... gostou do beijo? E que… queria outro desde o primeiro selinho? – Aquele simples contato de lábios foi tão importante para mim… – Fungou, começando um choro mais estridente. Escutei passos logo em seguida e sabia que os meninos tinham vindo ver o que estava acontecendo ao, provavelmente, escutar o choro do Jimin. – E eu estou com medo disso tudo. – Sussurrou, a voz fraquinha, trêmula, nervosa, triste. E aquilo foi como uma facada no meu peito, na verdade, sua primeira lágrima já havia sido, suas palavras já haviam sido, aquilo fora somente algo a complementar. E ninguém tinha noção do quanto escutar aquilo me machucou. – Eu tenho medo do que eu sinto, tenho medo do meu coração acelerado, tenho medo do meu estômago revirando, tenho medo do nervoso que sempre bate, tenho medo de como cada pequena ação sua me faz tão dependente… eu tenho medo de não ser suficiente, também. – E então ele finalmente se afastou para me olhar nos olhos. – Você é tão perfeito, inteligente, é bonito, divertido, sensível, carinhoso… eu tenho medo de não ser bom o suficiente para alguém tão bom, incrível e especial como você. – E então ele baixou o olhar novamente, fungando e me apertando, começando uma série de pedidos de desculpa. – E me desculpe por nutrir tantos sentimentos por você.


Notas Finais


Eu deveria ter postado semana passada, mas não deu, minhas dores meio que pioraram e eu tive que fazer um esforço grande essa semana, já que estava tão forte que eu cheguei a chorar e quase desmaiar, mas não vou dar detalhes. Enfim, eu me esforcei para escrever e espero que tenham gostado.

E GALERA, DIA 28 DESSE MÊS É MEU ANIVERSÁRIO E PRA QUEM LEU DELICATE HYBRID, VOU LOGO DIZENDO QUE EU VOU POSTAR UM EXTRA DE COMÉDIA MUITO FOFOOOOOO!

E mais um avisinho, eu vou postar uma one-shot NamJin em breve, tô tentando criar coragem pra fazer a capa.

Ah! Eu já ia esquecendo, também vou começar uma shot-fic em breve, já tenho toda a história na cabeça, sobre Arranged Married, pra quem lê, em breve saí capítulo tb, a história dela já está toda roteirizada, eu só tenho que repassar os detalhes com a Yoonnie pra escrever ela e postar.

E SOBRE O MEU AMORZÃO "DESDE O NASCIMENTO" GENTE, EU JURO QUE DAQUI PRO PRÓXIMO MÊS EU POSTO, NÃO ME MATEM, EU TÔ DOENTE!

E por fim, eu gostaria de dizer que eu preciso da opinião de vocês pra saber se eu estou indo muito rápido ou o ritmo tá bom (lembrando, meus amores, que não é pq o Jimin se "declarou" – vou dizer assim – que já vai tudo se encaixar para o final feliz não, ainda vai ter umas boas coisas e vcs não sabem quase nada sobre o Jimin)


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