História Beautiful Goodbye - Capítulo 19


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Categorias TWICE
Tags Satzu Tzuyu Sana Twice
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Palavras 2.158
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 19 - Um hamster?


Tzuyu, Elkie, Mimi e os pais de Elkie estavam reunidos ao redor da mesa da casa da Chou, eles conversavam sobre assuntos que a taiwanesa estava achando extremamente chato, mas precisava manter a postura e fingir que se interessava, vez ou outra ela apenas falava algo com a filha que ficava feliz em ter a atenção da mãe, pois ela também estava achando chato demais.

— Então meninas - o pai de Elkie chamou a atenção das duas, fazendo com que elas olhassem pra ele. - Vocês planejam se casar em breve?

Tzuyu, que tomava um gole do seu vinho se engasgou com o líquido, assustando a filha e fazendo Elkie se virar pra si e passar a mão em suas costas, tentando aliviar a tosse da namorada.

— Casar? como assim casar? - Tzuyu perguntou ainda vermelha devido ao engasgo.

— Casar meu bem, vocês formam um casal tão lindo - dessa vez foi a mãe da Chong que se pronunciou. - E acho que a Mimi merece ter uma outra mãe, não é mesmo? uma família completa.

— Desculpa Sra. Chong, mas eu não acho que isso seja necessário, eu e a sua filha temos uma ótima relação sim, mas casamento não é algo que passe pela minha cabeça.

— Mas pra Mimi talvez-

— Não, perdão, - Tzuyu interrompeu a mulher - A Mimi já tem uma mãe, ela não precisa de mais que isso, eu aprendi a cuidar dela sozinha e é assim que vai ser, a Elkie sempre será a tia dela, o papel de mãe não se encaixa aqui.

Após o comentário de Tzuyu os pais da mulher se calaram durante o resto da refeição, ninguém dizia nada e o clima ficou extremamente pesado. Algumas horas depois, Mimi dormia no sofá quando eles decidiram ir embora, o casal os levou até a porta se despedindo e fechando a mesma logo depois.

— Eu vou levar essa mocinha pra cama. - a taiwanesa pegou a filha no colo e Elkie apenas concordou na cabeça sentando no sofá.

Tzuyu voltou e se sentou ao lado da namorada, que deitou-se com a cabeça em seu colo, e a maior se pôs a fazer um carinho nos cabelos da namorada.

— Você acha que eu fui muito dura com seus pais?

— Eles foram meio desnecessários, mas eu não vou negar que fiquei um pouco decepcionada em saber que você não planeja um futuro a mais comigo. - Elkie se sentou novamente se aproximando mais de Tzuyu e colocando uma mecha de seu cabelo atrás de sua orelha. - Sabe, eu queria poder te chamar de minha esposa um dia..

— Desculpa ting.. - Tzuyu abaixou a cabeça e respirou fundo antes de continuar - Eu realmente não penso em me casar com ninguém.

— Com ninguém ou com alguém que não seja a Sana? - Elkie se levantou cruzando os braços.

— Porque falar dela agora? Você reclama que eu não esqueço ela mas como eu vou se você é quem sempre coloca ela no meio das nossas brigas? - Tzuyu se levanta ficando em frente a namorada. - Você era minha amiga enquanto ela ainda estava aqui então você sabe muito bem todos os planos que eu fiz com ela, você quis entrar nesse relacionamento mesmo sabendo disso, porque quer me cobrar algo agora?

— Você já não acha que deu tempo o suficiente pra você esquecer ela não? Tzuyu, ela te abandonou com um bebê e sumiu só Deus sabe pra onde, você acha que ela te amava? se ela te amasse não teria feito isso e você sabe o que eu penso.

Tzuyu nunca gostou de falar sobre a partida de Sana, mas Elkie sempre esteve alí pra si quando a outra não estava, então acabou presenciado suas enumeras crises de choro de madrugada quando se perguntava onde havia errado ou se a japonesa não a amava mais, e ela não pode negar que vez ou outra esses pensamentos ainda voltavam a sua mente, haja vista que era impossível olhar pra sua filha e não lembrar.

— Elkie, por favor, se você for começar com isso eu prefiro que você não durma aqui hoje.

— Olha.. amor, desculpa, - ela se aproximou de Tzuyu e pegou uma de suas mãos. - Eu te amo e queria ter um futuro com você, só isso, mas se você não quiser, podemos ser apenas eternas namoradas. - ela passou os braços ao redor da cintura de Tzuyu e deixou um beijo em seu pescoço. - Tudo bem assim?

— Tudo.

•••••

Apenas o som da televisão era ouvido naquela sala, as duas japonesas estavam sentadas no sofá vendo um filme que nenhuma das duas sabia qual era, ainda era cedo, após voltar do supermercado elas chegarem e digamos que morreram no sofá e lá ainda estavam.

A campainha tocou e elas se olharam, fizeram um pedra, papel e tesoura pra decidir quem iria abrir a porta e a perdedora, que no caso havia sido Sana, teve que se levantar e ir abrir, ela se arrastou até a porta e nada era a maior do que a surpresa que ela teve ao abrir a mesma.

— O que você ta fazendo aqui?

— Oi sana, não vai me convidar pra entrar? - antes mesmo que Sana pudesse dizer alguma coisa a mulher adentrou a casa, assustando Momo que ainda estava no sofá. - Hm.. já tem outra?

— Eu posso saber quem é você? - Momo disse cruzando os braços enquanto Sana chegava na sala.

— Momo, vai lá pra dentro. - Momo olhou a outra de cima a baixo e fez o que Sana pediu. - Agora você pode me dizer o que porra você ta fazendo aqui?

— Eu quero saber o porque de você ter voltado, porque pelo que eu me lembre, o combinado era você não voltar NUNCA mais. - Elkie disse se aproximando de Sana, que já tinha as narinas infladas de ódio, apenas por ter a mulher em sua frente.

— É que eu não gosto de seguir o combinado, eu quis voltar e aqui estou, - Sana deu um sorriso ladino e continuou - Ou você achou mesmo que eu iria abandonar minha filha e minha mulher pra sempre?

— Você vai se arrepender de ter voltado. - Elkie e Sana estavam a poucos centímetros uma da outra.

— Nossa, eu tô morrendo de medo? - Sana sorriu e Elkie fechou mais a cara. - Você pode tentar o quanto quiser, pode até estar namorando a Tzuyu agora, mas isso não vai me impedir de tentar reconquistar ela e a minha filha.

— A Tzuyu não quer nem olhar na sua cara, ela te odeia e você, - a Chong apontou um dedo no rosto de Sana - Você fique longe da fedelha, eu já entendi o que você quer fazer, mas não vai funcionar.

— Olha como você fala da minha filha, ta louca? - Sana empurrou Elkie pelos ombros - EU VOU QUEBRAR SUA CARA! - Momo entrou correndo na sala e segurou a amiga pela cintura, impedindo que ela avançasse mais.

— O que? vai me bater? tenta, se encostar em mim você sabe muito bem o que pode acontecer. - Elkie riu e abriu a porta, mas antes de sair ela completou. - Ah, Sana, você se lembra como a Tzuyu geme? ouvi ontem a noite. - e fechou a porta.

Momo soltou Sana e a morena viu a primeira coisa que tinha na frente e jogou na porta, a Minatozaki explodia em ódio e jogava tudo o que via pela frente no chão.

— QUEM ELA PENSA QUE É PRA FALAR ASSIM DA TZUYU E DA MINHA FILHA? MOMO, EU VOU MATAR ESSA FILHA DA PUTA DO CARALHO!

— SANA! RESPIRA! VOCÊ VAI SURTAR ASSIM.

— EU JÁ TÔ SURTANDO MOMO, EU JÁ TÔ! INFERNO DE VIDA, EU ODEIO TER QUE ESTAR NA MÃO DESSES FILHOS DA PUTA, JÁ NÃO BASTA A MINHA FAMÍLIA? QUE PORRA! - Sana se sentou no sofá e se pôs a chorar, Momo logo correu pra abraçar a amiga.

— Calma meu bebê, tudo vai se resolver, você vai ver!

O celular de Momo tocou e a japonesa se esticou pra alcançar ele sem se separar de Sana, assim que pegou o mesmo ela atendeu.

— Mana? O que foi?

Eu não sabia bem se deveria fazer isso, mas eu peguei a Mimi na escola, e queria saber se a Sana não quer ver ela, levar ela pra algum lugar..

Sério? Meu Deus Mina, você é um anjo! Ela vai querer sim, diz onde você está e a gente vai aí.

Momo terminou a ligação com Mina e logo contou a notícia pra Sana, esta que ficou radiante com a possibilidade de ver a filha de novo, nem parecia que a minutos atrás ela estava explodindo em ódio.

Mina disse a irmã que estaria em uma feira para adoção de animais que estava acontecendo próximo a escola em que a menina estudava, Sana se dirigiu ao local o mais rápido possível. Chegando lá ela pode avistar as duas Mina's abaixadas brincando com alguns cachorrinhos que estavam em um cercado, Sana sorriu e puxou Momo pra se aproximar das duas logo.

— Olá, acho que alguém gosta muito de cachorros. - a Minatozaki disse fazendo a pequena Mimi se virar rápido e ao notar quem era abrir os bracinhos em direção da mais velha, que a abraçou apertado logo em seguida. — Own, meu amorzinho, eu já tava com saudade.

— Mas você me viu ontem tia Nana. - Mimi disse ao se separar do abraço.

— Eu sei, eu sei, desculpa, você gostou de algum deles? - Sana acarinhava a mão em um filhotinho que havia se aproximado de si, enquanto Mimi brincava com outro.

— Eu amei todos eles, eu quelia levar todos pra casa.

— Cachorros são seus animais favoritos?

— Não, eu não tenho um animal preferido - Mimi dizia ainda agachada brincando.

— Porque não? - Sana a olhou curiosa.

— Porque eu amo todos eles, eu não quelo que eles se sintam menos especial porque eu não gosto de um. - a Minatozaki a olhava sorrindo encantada, aquela menina era mesmo filha dela? ela era perfeita demais. - Você sabia que um dia a mamãe me levou pro tabalho dela e ela tava cuidando de uma cobra? era uma cobra muito bonita, eu quelia uma.

— Então no lugar do cachorrinho, você quer uma cobra? - Sana já não aguentava ficar agachada então sentou-se no chão mesmo.

— Não, eu quelo um hamster.

— Um hamster?

— É, mas a mamãe não sabe ainda que eu quelo, então não conta, ta bom? - Mimi a olhou com seus olhinhos brilhantes e as mãozinhas juntas e Sana sorriu.

— Claro bebê, prometo não contar. - ela mostrou o dedo mindinho pra menina que olhou confusa. - Quando você junta o dedo mindinho com alguém, você está fazendo uma promessa que não pode ser quebrada.

— É? então, - ela juntou o dedinho ao de Sana e selou a promessa. - Temos uma pomessa.

••••

— Jihyo unnie, eu tô te dizendo, a Mina ta me traindo e você vai ver que eu não tô louca. - Chaeyoung saiu do carro esperando Jihyo sair do mesmo pra trancar as portas.

— Chae, é óbvio que você ta louca, a Mina nunca faria isso.

Chaeyoung havia ligado pra Jihyo aquele dia pra reclamar suas desconfianças, ela não havia acreditado muito na história que a namorada contou no outro dia, e ao ligar pra secretária da mulher e descobrir que ela havia saído mais cedo só aumentou suas desconfianças.

— Eu liguei pra yoda e ela disse que a Mina pegou a Mimi de novo, ela ta usando a Mimi pra se encontrar com essa mulher.

— Chaeyoung, se você estiver errada e a Mina terminar com você, eu não vou te acolher chorando, ta me ouvindo? - Jihyo e a menor andavam entre as pessoas alí procurando a japonesa, Tzuyu havia dito que Mina avisou que levaria a filha a uma feira, então elas apenas foram ao local esperando que ela estivesse lá.

— Alí! achei, olha a Mina ali.. ela ta com.. a Momo?

— Ta vendo imbecil, é só a irmã dela mesmo. - Jihyo deu um tapa na cabeça de Chaeyoung, mas quando a mulher que estava sentada se levantou pegando a mão da pequena Chou, o coração de Jihyo errou a batida. - Espera, Chae, vamo lá.

— O que? Porque? Eu já sei que ela não ta me traindo. - Chaeyoung se deixou levar sem vontade mas quanto mais perto ela chegava, ela entendeu o que Jihyo queria. - Espera, essa é..

— Sana? - as três japonesas se viraram para as duas coreanas que tinham os olhos arregalados.

— Chae.. Jihyo.



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