História Beautiful Goodbye - Capítulo 20


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Categorias TWICE
Tags Satzu Tzuyu Sana Twice
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Palavras 1.854
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 20 - A Sana voltou?


Existiam 3 grandes desafios na volta de Sana e ela sabia muito bem quais eram. O primeiro: falar com Mina, o segundo: Jihyo e Nayeon e o terceiro será o desafio final, que seria Tzuyu.

Ela não estava pronta pra enfrentar a fase dois, mas parece que os desafios não esperam que você esteja pronta pra enftenta-los, eles vem e vem quando você menos espera.

— Chae... Jihyo.

— Tia Nana, você conhece as amigas da mamãe? elas são minhas tias também. - Mimi foi até Jihyo pegando a mão dela e a de Chaeyoung, enquanto sorria pra Sana, a menina definitivamente não fazia ideia que tudo o que Sana queria fazer era correr.

— É.. eu conheço elas a muito tempo nenê, desde antes de você nascer. - a Minatozaki não tirava os olhos das duas, que ainda não conseguiam demonstar nenhuma reação.

— Mimi, vamos ver os gatinhos alí do outro lado? - Mina chamou a atenção da menina a chamando e ela logo foi.

— Tia nana, vamo com a gente.

— Eu já chego lá, ta bem? - a menina esticou o mindinho pra Sana e falou.

— Você pomete? - e então a japonesa se ajoelhou novamente juntando os dedos.

— Prometo.

Mina, Momo e Mimi se afastaram das outras, deixando Sana mais trêmula do que antes, ela não sabia se seria agora a hora em que ela iria apanhar ou a hora que deveria começar a correr.

— Eu posso saber onde você esteve durante todos esses anos? - Jihyo foi a primeira a falar. - O que deu na sua cabeça de abandonar sua namorada e sua filha recém nascida?

— Eu-

— Não, e sem contar que você praticamente morreu né, porque a gente te procurou em todos os lugares possíveis e impossíveis. - Chaeyoung interrompeu a fala de Sana e completou.

— Enta-

— E o que você veio fazer aqui agora? Fazer a Mimi confiar em você pra sumir de novo? A Tzuyu sabe disso? A Mina sabia? - Jihyo diz passando a mão pelos cabelos já impaciente.

— Eu posso falar ou..?

— Fala logo, ta esperando o que? - a pequena disse cruzando os braços.

— Tudo o que eu fiz, eu garanto que foi pelo bem de todas vocês, eu nunca faria nada que não fosse apenas com o intuito de proteger vocês, eu juro. - Sana juntou as mãos perto do rosto e respirou fundo. - Eu juro, eu sei que é difícil mas eu peço que vocês confiem em mim.

— Como você ousa pedir que a gente confie em você? Eu nem sei mais quem você é, porque a Sana que eu conhecia nunca sumiria sem deixar nenhuma informação ou muito menos deixando as pessoas que ela tanto dizia amar pra trás. - a Park tinha lágrimas nos olhos ao proferir tais palavras. - Você sabe como o quanto a gente se preocupou? O quanto a gente chorou? - ela caminhava em direção a Sana que dava um passo pra trás e Chaeyoung tentava segurar a mais velha.

— Unnie, eu não consigo imaginar, mas por favor, tudo isso também me machucou muito, confia em mim.

— Então porque você fez? - Chaeyoung perguntou a morena que passou a mão na nuca nervosa.

— É mais seguro se vocês não souberem.. mas eu peço que vocês confiem em mim, por favor. - ela deu um passo a frente tentando segurar as mãos das duas que apenas se afastaram. - Gente... por favor...

— Quando você pretende falar pra Tzuyu? - Jihyo limpava uma lágrima teimosa que insistiu em cair. - A quanto tempo você ta aqui?

— Tem algumas semanas.. eu ainda não sei, eu não planejei me aproximar da Mimi assim, acabou acontecendo por acaso, mas foi a melhor coisa que me aconteceu.

— Fale logo, ou eu vou falar - Jihyo disse dando as costas a mulher, mas logo parando e se virando novamente. - Você me decepcionou muito Sana, eu quero entender o que aconteceu de verdade e talvez te perdoar, eu realmente quero, mas eu não sei se vou conseguir tão cedo. - ela se virou e foi embora, Sana apenas caiu de joelhos no chão, tudo estava desmoronando de novo.

— Ei.. - a menor se ajoelhou próximo de si e por impulso Sana a abraçou. Chaeyoung se assustou de início, mas o choro copioso da japonesa partiu seu coração e ela não pode evitar abraça-lá de volta. - Eu ainda tô brava com você, ainda mais que eu achei que a Mina tava me traindo com você, mas eu senti sua falta.. eu não entendi o que aconteceu também, quero entender, mas acho que você precisa de tempo? Eu tô aqui, tá? - Sana assentiu com a cabeça e se juntou mais a Chaeyoung no abraço.

— Obrigada chaeng.. de verdade, obrigada. - a morena fungava enquanto se levantava com a ajuda da menor.

— Agora limpa esse rosto cheio de catarro que a sua filha ta te esperando pra ver os gatinhos. - Sana sorriu do comentário da Son.

— Ela é tão linda, né? - sempre que o assunto era a criança, era impossível não se abrir um sorriso gigante nos lábios da japonesa.

— Demais, claramente puxou a Tzuyu, porque você né.. - Sana deu um tapa de leve no braço da coreana e depois a puxou pra um abraço. - Agora vamos antes que eu me arrependa e vá atrás da Hyo Unnie.

••••

Tzuyu estava em casa quando Mina passou pra deixar a filha, a japonesa estava acompanha de sua irmã e de Chaeyoung, as quatro ficaram conversando um pouco até que Mina anunciou que estava na hora de ir, pois ela estava cansada.

A Chou preparava o banho da filha enquanto a menina estava sentada na pia, brincando com seus bonecos dos Monstros S.A., aqueles eram os favoritos da menina, mas pra ela, os outros brinquedos não poderiam saber disso.

— E então filha, você não me disse ainda como foi hoje com a tia Mina.

— Foi muuuuito legal mamãe, tinham variooos cachorrinhos, e gatinhos e sabia que tinham coelos? eles são tão lindinhos.

— Quer ir comigo na clínica amanhã? Tem um coelhinho lá que eu acho que você vai adorar. - Tzuyu pegou a menina no colo e a colocou na banheira.

— Quero, a tia Nana pode ir comigo? - ela olhou com uma carinha inocente pra Tzuyu que franziu o cenho mais uma vez.

— A Mina vai trabalhar amanhã, amor.. ela não pode.

— Não, não é a tia Mina, é a tia Nana mamãe.

— E quem é a tia Nana?

— Ela é a moça legal que me achou no shoppi, o nome dela é Sana.

Tzuyu estava estática, como isso era possível? Antes dela responder algo pra Mina a campainha de sua casa tocou, e ela pediu que Mimi não saísse do lugar e tomasse cuidado, a menina apenas assentiu e continuou a brincar.

Ela abriu a porta da casa e deu de cara com uma Jihyo que estava pálida, e com os olhos inchados.

— Jihyo unnie.. me responde uma coisa.. - pelo modo que Jihyo estava, a ficha de Tzuyu caiu no mesmo segundo. - A Sana voltou?

E sem delongas, sem enrolação, Jihyo apenas confirmou o que ela já sabia.

— Voltou, e estava com a Mimi.

••••

Sana voltou pra casa depois do que aconteceu na feira de adoção, mesmo com o encontro não planejado com Jihyo e Chaeyoung, estar com Mimi novamente fez a tarde ser salva em 100%.

Ela estava sozinha na casa, Momo havia sido convidada por Chaeyoung pra jantar na casa da irmã, Sana também havia sido convidada mas não quis atrapalhar, era assim que ela pensava, então apenas voltou pro apartamento e agora estava deitada no sofá olhando pro teto.

A campainha tocou e isso não a trazia boas recordações, da última vez havia sido Elkie, agora ela só esperava que fosse Momo que tivesse esquecido a chave, rezando que fosse isso, ela apenas gritou um "ta aberta" e esperou pela voz da japonesa, mas ela não veio e com isso Sana se levantou se virando pra mesma e dando de cara com mais uma surpresa.

— Quando você ia me contar que estava de volta?

Era ela. Depois de tantos anos ela estava alí, na sua frente. Seus cabelos estavam em uma tonalidade mais clara, quase um loiro, mas seus olhos estavam vermelhos e ainda molhados.

— Tzuyu.. - o coração de ambas batia tão forte quanto um tambor de escola de samba, as pernas de Sana tremiam e as mãos de Tzuyu soavam. - Como você soube que eu tava aqui?

— A Jihyo me contou, co- como você- onde você- a taiwanesa não conseguia terminar uma frase sem gaguejar ou sentir que desmaiaria a qualquer momento. - Onde você estava?

— Tzuyu.. eu- eu não posso-

— Não pode o que? O que você não pode? Me fala Sana. - Tzuyu dizia enquanto andava até Sana, com lágrimas descendo de seus olhos. - ME FALA ONDE VOCÊ TAVA, PORQUE VOCÊ FOI EMBORA? - ela começou a distribuir tapas pelo corpo da japonesa que segurou seus braços e a abraçou, mesmo que ela tentasse se soltar, Sana apenas a abraçou mais forte e Tzuyu desistiu de tentar.

— Me desculpa... me desculpa por isso... - Sana já chorava também enquanto susurava as palavras.

— Me solta! não chega perto de mim ou da minha filha! você foi embora antes e agora que eu tô finalmente aprendendo a viver sem você, você se acha no direito de voltar? - Tzuyu se soltou do abraço se afastando da morena. - Vai embora de novo, não é isso que você faz?

— Não é assim Tzu.. me escuta, por favor, tudo o que eu fiz foi pra proteger a nossa filha, pra proteger você, as meninas. - Sana tentou se aproximar novamente mas tudo o que Tzuyu fazia era dar passos pra trás até estar encurralada. - Eu só quero recuperar o tempo perdido enquanto ainda tenho tempo, por favor Tzuyu.

— Recuperar? Você nunca vai poder recuperar os primeiros passos dela, as primeiras palavras, os dias que ela acordava no meio da madrugada chorando e eu não sabia o que fazer porque era você que acalmava ela, VOCÊ! era você que acalmava ela e que me acalmava, mas você foi embora, do nada, como se nós não fossemos nada pra você e deixou um bilhete que não explicava nada, vai se foder Sana.

— Eu sei, eu nunca vou ser capaz de reviver as memórias antigas, mas você precisa me escutar, me deixa te falar a verdade e aí a você decide o que fazer. - ela se aproximou mais de Tzuyu, encostando as testas das duas, como costumavam fazer quando ainda estavam juntas.

Tzuyu tinha a respiração pesada e Sana tinha os olhos fechados.

— Eu odeio você, eu odeio você! - essas foram as últimas palavras da Chou antes da japonesa colar os lábios nos da maior. 



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