História Beautiful with you - Capítulo 28


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Categorias Fairy Tail
Personagens Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel
Tags Nalu
Visualizações 276
Palavras 1.726
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey galera! Queria ter postado antes, mas esses dias foram corridos pra mim.
Enfim, quero agradecer a todos que estão acompanhando a história até aqui. Dedico esse capítulo a voces <3

Capítulo 28 - Sem opções


Você não precisa aceitar tudo que a vida te impõe. Lute pelo que quer.

As palavras de Aquarius ecoavam na minha cabeça durante todo o jantar. Eu comi, agora sem tanto ânimo quanto antes. Eu observei com um olhar vazio todas aquelas pessoas conversando, as risadas do meu pai, o sorriso cruel de Zancrow. Eles pensavam que haviam me encurralado, que não haveria nenhuma escolha da minha parte. E talvez estivessem certos.

Lute pelo que quer. Apesar da crença de Aquarius que eu sabia sim o que queria, eu não sabia. Eu era jovem e estava perdida. Sequer sabia que faculdade eu queria fazer… Mas, se eu visse por outro ângulo… Eu sabia o que eu não queria. Eu não queria me casar com aquele psicopata que já demonstrou ser violento. Não queria continuar convivendo nesse meio tão vazio e cheio de aparências, onde sua opinião de verdade não importava.

Não queria me casar tão jovem. Não queria ficar longe do Natsu, ou da Fairy Tail.

Natsu, Erza, Levy… O que eu deveria fazer?? Eu queria que estivessem aqui, mas tinha a leve sensação que não ficariam calados. Eu quase ri fora de hora ao imaginar Natsu e Erza chutando a mesa e dizendo que não permitiriam que eu fosse casada contra a minha vontade. Respirei fundo, me controlando. Eu precisava manter a calma acima de tudo, qualquer errinho e eu estaria perdida. Eu precisava agir com cuidado… E convencê-los que aquilo não era o melhor caminho. Meu pai não era de aceitar minha opinião, mas talvez o Hades… Talvez ele me escutasse.

Então, apenas fingi tranquilidade e comi o resto do meu jantar em silêncio. Não me atrevi a demonstrar meu descontentamento. Aos poucos os convidados foram embora, até que vi a casa vazia, exceto pelos empregados, meu pai, Zancrow e Hades. Os empregados começaram a arrumar o local, pegando as bandejas e taças de cristal. Três deles trouxeram o sofá de volta, e nós quatro sentamos nele. Não demorou para que trouxessem uma bandeja com chá e biscoitos.

-Essa noite foi ainda melhor que o planejado- Hades parecia satisfeito.

-Tenho que dizer que estou orgulhoso, Lucy. Finalmente se comportou de forma adequada- meu pai disse.

Aquilo doeu muito mais do que deveria. Ele nunca havia dito essas palavras para mim, e não era por um motivo que eu achasse aceitável. -Eu gostaria de ter sido avisada.

-Você apenas estragaria tudo, como sempre faz. Era melhor surpreendê-la.

Respirei devagar. -E o casamento, quando será? Ou eu vou acordar amanhã e já me ver casada?

-A cerimônia será em alguns meses- informou Hades, parecia estar de boa vontade agora que eu estava aparentemente calma. -Mas no civil ocorrerá em breve, é claro. Queremos garantir que cada um cumpra sua parte no acordo.

Em breve… Quando isso seria? Uma semana, um mês? Eu tinha que escapar. -Como… Do que se trata esse acordo? É um pouco antiquado, não acham, trocar um casamento por uma sociedade?

-Antiquado, sim, mas esse mundo moderno não me interessa- disse Hades com desprezo. -Eu prefiro o modo como as coisas eram feitas antigamente.

Que surpresa. -Entendo.

-É a única forma de garantir que meu filho esteja com uma moça de boa família, claro. E… Pelo que seu pai falou, você saberá lidar com ele.

Zancrow revirou os olhos. -Não fale de mim como se eu não estivesse aqui.

-Estou apenas dizendo a verdade, não teria tantos problemas se você conseguisse controlar suas… Preferências.

Eu lembrei do meu pulso torcido e conseguia imaginar o que ele quis dizer com essas “preferências”. Olhei para o meu pai, para Zancrow, para Hades e cheguei a conclusão de que não havia negociação com eles. Todos eles eram insanos, viviam em um mundo particular onde era tudo bem você marcar um noivado sem avisar a noiva, anunciar para todo mundo apenas para que ela se sinta encurralada. Onde era normal torcer pulsos de mulheres. E eu quis chorar, porque ninguém devia ser submetido a uma situação dessas. E eu senti meu coração partir, o último pedaço de esperança que meu pai pudesse me amar e se preocupar comigo se desfazendo em pedaços. Eu me levantei.

-Estou cansada da viagem- anunciei. -Peço licença.

-Claro, descanse- meu pai concordou com a cabeça.

-Vou te acompanhar- Zancrow se levantou.

Eu até esperei, mas nenhum dos dois disse nada, então eu fui obrigada a andar junto com aquela criatura. No corredor eu tirei os saltos, se ele tentasse alguma gracinha ia levar uma sapatada na cara. Ele sorriu pra mim, como se adivinhasse o que eu estava planejando.

-Você vai aprontar alguma, não vai?

-Não sei do que está falando.

-Vai ser melhor você não fazer nada. Duvido que tenha dinheiro ou algum lugar pra ir…

-Isso é problema meu.

-Sabe, essas patricinhas como você tem que se contentar com isso. É o melhor que podem conseguir.

-Cala. A. Boca.

-E eu aposto que poderíamos ter um bom tempo juntos…

Eu parei e bati com o salto nele. Dica do dia: uma pancada bem dada na região do queixo pode fazer uma pessoa desmaiar. Eu observei um tanto chocada o corpo dele cair no chão com estrondo. Ahhh o que eu fiz?? Não que eu me arrependesse, mas eu provavelmente ia acabar pagando por isso.

Eu não tinha dinheiro nem pra onde ir, mas de uma coisa eu tinha certeza: eu não ia ficar nem mais um segundo naquela casa, Minha opinião não contava ali e eu provavelmente apanharia quando ele despertasse. Eu comecei a andar na direção do quarto, mas resolvi voltar e dar um belo chute na barriga do Zancrow enquanto podia. Temos que aproveitar as oportunidades da vida, né?

Me certifiquei de trancar a porta ao entrar no quarto e larguei os sapatos. Eu não devia ter muito tempo… Tinha que ser rápida. Eu já tinha bastante coisa minha na mala, só precisava lavar… Então tirei tudo de dentro da minha mochila da escola e enfiei as coisas que eu ia precisar. Meu celular, meu notebook, meus documentos… Um casaco e mais roupas íntimas porque nunca eram demais. Pensei em trocar de roupa, mas ouvi a batida na porta e estremeci. Droga… Eu tinha menos tempo ainda…

-LUCY LAYLA HEARTFILIA- meu pai gritou. -ABRA ESSA PORTA ANTES QUE EU A ARROMBE!

-E-Eu já vou- eu respondi, nervosa. -Estou me vestindo.

Eu o escutei resmungar algo sobre eu ser uma vergonha e uma filha desnaturada. Naquele momento eu não me importei; sabia que aquilo significava que ele acreditou em mim e ia esperar. Coloquei a mochila nas costas, levantei a mochila de rodinhas e abri a janela. Eu hesitei ao olhar para baixo. Seria uma queda feia… Respirei fundo. Meu pai estava certo em não desconfiar de mim; eu nunca precisei fazer nada disso. Quando ele me deixava de castigo eu ficava enfiada no quarto até ele permitir que eu saísse. Quando era outra situação ele não estava nem aí para mim, então eu simplesmente saía pela porta da frente na hora que queria. Sair pela janela era muito coisa de filme para mim…

Mas agora era minha única opção. Eu coloquei a mala (que já começava a pesar no meu braço) em cima da telha com cuidado para não fazer barulho, então foi minha vez de sair. As telhas estavam geladas, e eu infelizmente estava descalça. Quando pudesse parar um minuto teria que pegar um chinelo na mala… Eu me equilibrei com dificuldade nas telhas, era difícil manter o equilíbrio e ainda segurar aquela mala. Quando cheguei na beirada das telhas eu escutei um estrondo dentro do quarto, que me desconcentrou e me fez escorregar. Acabei caindo nas telhas e minha mala caiu lá embaixo.

-Merda- eu murmurei e fiz uma careta, tinha que ignorar a dor nesse momento. Por onde eu iria sair? Olhei para baixo; a mala não havia feito barulho… Porque caiu em cima de um arbusto. Oh, Deus… Eu não conseguia identificar o que eram, mas apenas rezei para não serem rosas antes de pular.

Os arbustos afundaram sob meu peso. Apesar de terem amaciado um pouco a queda, ainda assim foi dolorida; eu devia estar cheia de arranhões dos galhos e espinhos do arbusto. É claro que tinham que ser rosas. Mais uma vez tive que ignorar a dor e me levantar, mas foi difícil. Achei que não conseguiria. Eu engatinhei pelo jardim, arrastando minha mala com uma mão, a cabeça baixa para não ser vista, e as mãos tremendo enquanto eu mexia no Uber. Eu mal conseguia ver o que estava escrito, meus olhos estavam embaçados. Eu consegui chamá-lo, e estava perto da saída…

E então uma luz de lanterna quase me cegou. Eu paralisei, horrorizada, e olhei para cima. Caprico estava de pé na minha frente, apontando a lanterna para mim. Eu ouvia vozes próximas de onde eu estava, meu pai devia ter mandado que não me deixassem sair. As lágrimas escorreram pelo meu rosto. Caprico recuou um passo.

-Nada por aqui.

Meus olhos se arregalaram e eu o olhei, em dúvida, mas ele não mostrou nenhuma emoção naquele rosto. Por que estava me deixando escapar? E por que não dizia nada? Ele parou entre dois arbustos, e eu percebi que estava cobrindo o buraco para que eu não fosse vista. Voltei a engatinhar, tremendo.

-O-Obrigada- eu murmurei quando passei por ele, mas não houve resposta. Resolvi deixar para pensar naquilo depois e segui o caminho, meus joelhos e mãos já estavam bem doloridos.

Eu não parei; não pararia até ver a saída. Eu cheguei ao portão e olhei para os lados; ninguém ali, estranhamente. Obra do Caprico, talvez? Eu meti a mão trêmula na bolsa e tirei minhas chaves. O portão era automático; era só apertar o botão que ele se abria sozinho. Foi o que eu fiz, e estava rolando através dele antes mesmo que estivesse totalmente aberto. Assim que me vi na calçada, apertei o botão para que o portão voltasse a fechar. Me levantei, ajeitei a mala, fechei a mochila. Tudo no modo automático. Eu sabia que não devia estar muito apresentável, então tentei arrumar o cabelo e alisar as roupas.

O Uber chegou e eu só podia tremer de alívio. Entrei e me forcei a participar da conversa que o Uber simpático insistia em ter.

Minhas mãos só pararam de tremer quando cheguei no meu destino.

 


Notas Finais


O coração de voces aguentou o capítulo? uauhahua
E agora gente??


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