História Beauty and the Beast - Adaptação Jikook - Capítulo 5


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags A Bela, A Fera, Conto, Jikook, Jimin Bottom, Jungkook Tops, Kookmin, Meg Cabot, Mistério, Namjin
Visualizações 29
Palavras 2.449
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Mistério, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey Kookmins 💞

Boa leitura ^^

Capítulo 5 - Capítulo 05 - As várias faces de um salvador



Capítulo cinco




As várias faces de um salvador




Quando abri os olhos novamente, não saiba onde estava.


Não era no meu quarto, em casa, nem em uma das duas camas de casal espremidas na cabine que eu dividia com Taehyung.


Eu estava em uma cama imensa no meio de um quarto elegantemente mobiliado com mais ou menos o tamanho das salas de estar e jantar da nossa casa juntas. Mas, em vez de uma única porta de vidro deslizante para a varanda minúscula da nossa cabine, o quarto tinha janelas que iam do chão ao teto em uma das paredes. As longas cortinas roxas estavam


abertas, revelando um céu tão melancólico quanto o mar agitado abaixo dele. Uma chuva forte e que parecia gelada fustigava o vidro, mas não senti frio. Cobrindo-me, havia lençóis


luxuosos e macios — muito mais macios do que os da nossa cabine — e cobertores quepareciam feitos de cashmere... 


Provavelmente porque eram mesmo.


No meio da colcha roxa escura havia uma elegante e grande letra J costurada.


— Como está se sentindo? — perguntou a voz de alguém que estava sentado em uma cadeira na parte mais escura do quarto.


Era uma voz grave e muito masculina. Normalmente, eu teria ficado com medo de acordar sozinho em um quarto com uma voz daquelas saindo do escuro.


Mas a voz era muito gentil. Lembrou-me uma voz que ouvira antes. Só não conseguia me lembrar de quando.


— Acho que estou bem — falei, começando a me sentar.


A voz me alertou, apressadamente:


— Eu não faria isso se fosse você...


Tarde demais. Uma dor ricocheteou na minha cabeça. Fechei os olhos e afundei nos travesseiros de plumas.


— Ah. — Levei a mão ao rosto. — O que houve comigo?


— Não se lembra? — A voz agora estava cheia não só de gentileza, mas também de alarme. Parecia que seu dono tinha se aproximado, chegado perto da cama. Porém eu não podia olhar, porque a dor me obrigava a manter os olhos bem fechados.


— Não — respondi. — Quero dizer, eu me lembro do que aconteceu. — Como poderia esquecer aqueles momentos apavorantes no corredor perto do elevador, o som de ossos


esmagados? — Mas por que minha cabeça dói tanto?


— Ah. — A voz ficou menos alarmada. — O Dr. Tuan, o médico deste navio, acha que


você deve ter batido a cabeça em alguma coisa quando caiu. Ele deu alguns pontos.


Nada com que se preocupar, segundo ele.


— O médico do navio? — murmurei.


Ainda de olhos fechados por causa da dor, tateei na minha cabeça até localizar o ponto sensível onde estavam as suturas. Nada com que se


preocupar. Marcel certamente ia ficar preocupado quando eu voltasse a Nova York para minha próxima sessão de fotos e se eles não conseguissem fazer meu cabelo porque eu tinha


pontos no cocuruto.


— E eu estou na... na... — Como foi que Tae chamou aquilo quando


leu o folheto enquanto eu me maquiava? Ah, sim. — Na enfermaria?


Durante o breve vislumbre que tive do ambiente, achei que o quarto não parecia de nenhum hospital que eu conhecia. Mas aquele era o Enchantment of the Seas, então, quem poderia saber?


— Não — respondeu a voz grave, agora parecendo se divertir um pouco. — Está no meu quarto, na verdade. Espero que não seja um problema. Você esteve na enfermaria, mas tiveram de transferi-lo para acomodar todos os passageiros que desmaiaram devido à desidratação resultante do enjoo. No fim das contas, eles não conseguiram se desviar da


tempestade tropical. O Dr. Tuan disse que considera você um dos pacientes menos graves agora...


Era informação demais para absorver. Embora eu tivesse conseguido abrir um pouco os olhos, era impossível vê-lo com clareza, porque minha cabeça doía demais e não havia uma única luz acesa no quarto, apesar do dia tão lúgubre.


— Teríamos levado você para seu quarto — continuou ele. — Mas tive alguma


dificuldade para entrar em contato com seu ECE...


Eu não sabia do que ele estava falando.


— Meu o quê?


— Seu Em Caso de Emergência — disse ele. — A pessoa que preencheu o formulário de embarque como seu contato de emergência. Kim Taehyung? Ele não atendeu o celular e não parecia estar no quarto que vocês devem estar dividindo...


— Ah — falei vagamente. —Taehyung. Sim. Tae e eu decidimos ser o ECE um do outro, já que agora somos irmãos. Foi ideia de Tae. Ele deve estar com Hoseok em algum lugar...


Acho que eles disseram que iam fazer escalada. — Semicerrei os olhos para a janela. — Espero que seja indoor.


— Hmmmm — ponderou ele. — Não tenho como saber. De qualquer modo, o Dr.


Tuan achou melhor você ficar aqui. Ele acredita que é possível que você tenha sofrido uma leve concussão, e não queria deixá-lo sozinho. Alguém deve ficar de olho em você de tempos em tempos para saber se não entrou em coma... Mas, considerando o ronco, o coma me parece improvável.


Meus olhos se abriram rapidamente de alarme.


— Ronco?


Ele riu. Estava de pé, de costas para o vidro, então eu ainda não tinha conseguido ver as feições dele direito, mas agora reconheci de imediato a silhueta, não só da varanda em que o


vi parado antes — que, se eu não estava enganado, ficava bem do outro lado das janelas — mas também de quando ele saiu por aquelas portas de elevador e puxou Raul de cima de mim. Longilíneo e magro, com uma cintura atlética e peito e ombros impressionantes, além de uma cabeleira despenteada que precisava de corte, em torno da cabeça como uma aurora escura.


Era o Sombrio Misterioso.


Ofeguei, como Taehyung fez quando reconheceu Jung Hoseok, mas por motivos muito diferentes. Um medo frio me atingiu quando me lembrei do esmagar de ossos.


Ele deve ter lido minha expressão — eu definitivamente, não estava rindo de sua piada —, porque disse com um tom nem um pouco leve:


— Só estava brincando. Você não ronca. Parece um anjo quando dorme, na verdade. Também parece um anjo acordado. Mas é claro que o famoso Park Jimin não precisa ouvir isso de mim.


— Não... Não é isso. — Seria minha imaginação, ou ele ficava na sombra de propósito para eu não ver seu rosto? — É só que... É que...


Mas o que eu ia dizer, poxa? O que eu poderia dizer? Desculpe, mas eu vi você bater violentamente — com as próprias mãos — no homem que estava me atacando, ou foi só minha imaginação?


— O que houve com suas roupas? — perguntou ele. — É o que quer saber?


Retesei-me e baixei a cabeça. Eu vestia um pijama masculino muito grande que nunca


vira na vida. Costurada em um bolso sobre o peito esquerdo estava a letra P em preto


— Sua camisa social rasgou — disse ele — e havia sangue na calça. O médico achou que você ficaria mais confortável se trocasse de roupa. Quando não conseguimos entrar em contato com seu ECE, dei um pijama meu à enfermeira para vesti-lo. Mandei a blusa e calça para


a lavanderia. Acham que talvez possam consertar o rasgo e remover as manchas de sangue.


Acho que ele deve ter percebido minha expressão, porque acrescentou:


— Foi a enfermeira que trocou sua roupa. Não precisa se preocupar. Dr. Tuan e eu não vimos nada.


Senti meu rosto começar a esquentar.


— Eu não ia dizer que achava que tivessem visto.


— Mas estava pensando nisso — disse ele.


— Não, não estava.


— Então por que ficou vermelho?


— Não estou vermelho. Como sabia quem eu era para entrar em contato com Taehyung... Ou tentar, aliás? Além do fato de eu ser o famoso Park Jimin — acrescentei, devolvendo a ele a descrição que fez de mim.


— Encontramos sua chave e identidade no bolso da calça que vestia — disse ele. — A tripulação procurou.


Ah. Bom, isso provava que em uma coisa eu tinha razão: ele era inteligente e engenhoso.


Se era gentil ou não, ainda era preciso descobrir.


— Quem é você? — perguntei. — Por que está fazendo tudo isso por mim? Abrindo mão do seu quarto... do seu pijama... das suas férias... por um completo estranho? Não faz sentido nenhum. O que quer de mim?


Sua voz perdeu qualquer gentileza. Era fria como gelo quando ele perguntou:


— O que o faz pensar que quero algo de você?


— Porque ninguem é assim tão amável. — Eu estava tão cansado e minha cabeça


doía tanto... Ainda assim, lembrei-me dos alertas da Dra. Ling. Uma coisa é fantasiar. Recusar-se a enfrentar a realidade porque tem esperanças de algo que jamais existirá é outra


inteiramente diferente.


— Era você na noite passada, não era? Saindo do elevador? Quando


eu... Quando eu... — Nem me atrevia a dizer, quando aquele cara horrível me atacou, e depois ouvi seus ossos sendo esmagados? Em vez disso, continuei:


— Quando bati a cabeça?


Acho que foi a pergunta errada, porque ele pareceu se afundar ainda mais nas sombras.


Daquela vez, quando me sentei, torcendo para ter um vislumbre de seu rosto antes que o cabelo escuro o escondesse e ele se virasse, só o que vi foram suas costas enquanto ele ia para


um canto escuro.


Do lado de fora das janelas, o vento uivava e a chuva era furiosa


— Eu sei que era você ontem à noite saindo do elevador — repeti.


— E se fosse? — Sua voz, saindo das sombras, parecia quase inumana. — Preciso lembrar que o Dr. Tuan disse que você pode ter tido uma concussão? Então, no seu lugar, não confiaria demais nas minhas lembranças do que aconteceu ontem à noite.


— Mas — retorqui, desconcertado. — Mas...


— Mas o quê? Mas e aquele homem com quem você estava, aquele do corredor? —


perguntou ele. Sua voz ficou dura. — Ele também está na enfermaria, só que preso. Teria sido expulso do navio, mas a tempestade está forte demais para um helicóptero pousar. A polícia o estará esperando para efetuar a prisão quando chegarmos ao próximo porto.


Minha cabeça latejava. Estendi a mão para massagear a testa.


— Não é... Não era o que eu queria...


— Não podemos ter um homem assim andando pelo navio, Park. Se fez isso com você, fará com qualquer outa pessoa. — Ele demonstrava impaciência.


— Além disso, não está mais em suas mãos. Há câmeras de segurança nos corredores. Tudo o que ele fez com você foi gravado.


— Ah, não — falei, desesperado, porque isso significava que tudo o que ele fez com Raul também foi gravado.


— Pensei que ficaria aliviado — disse ele.


— Claro que não. Agora todo mundo vai saber. A notícia vai se espalhar para todos os lados.


— Oh. — Agora ele parecia decepcionado.


— É verdade. Imprensa marrom. Pensei que o famoso Park Jimin não fosse o tipo de garoto que liga para essas coisas. É difícil evitar artigos sobre você, e, a julgar por tudo o que li a seu respeito, pensei que seria superior a tudo isso. Mas acho que eu devia saber que você não é nada diferente de todos os outros garotos que têm exatamente a mesma aparência que você.


— Não estou preocupado com o que as pessoas vão dizer de mim. — Eu teria atirado alguma coisa nele, se pudesse enxergá-lo e minha cabeça não latejasse tanto. — Não acha que a essa altura já estou acostumado com esse tipo de coisa? Eu estou preocupado com você.


Você não quebrou a perna dele? Sei o que ouvi. Provavelmente você vai ser preso quando chegarmos ao porto. Vão prender nós três. Eu bati na cara dele com os sapatos.


Houve um momento de silêncio. Depois ele soltou uma gargalhada. Riu por tanto tempo que no fim acho que estava até chorando.


— Não se preocupe, Park — disse por fim, depois de se recuperar. — Você não será


preso. Ninguém vai ver o vídeo. Pelo menos, ninguém que importe. A empresa tem uma política rigorosa de privacidade quando se trata de seus passageiros. E estamos em águas internacionais. Raul não vai falar nada por um bom tempo; o queixo dele está quebrado também. Duvido que alguém vá acreditar em alguma coisa que ele disser quando estiver em condições de falar. E eu certamente nunca contarei a ninguém, se você não quiser.


Aliviado, comecei a me perguntar se a Dra. Ling estaria enganada.


— Sério?


— Claro. Não seria exatamente do meu interesse, seria?


— Eu... Eu... — Não sabia o que dizer. Mas precisava falar alguma coisa. — Obrigada. De verdade. Foi a coisa mais legal que alguém já fez por mim... Bom, em muito tempo. Talvez desde sempre.


— Não acredito nisso. — Todo o rancor tinha desaparecido de sua voz. Ele era gentil de novo.


— Acredite. É verdade.


— Se for mesmo verdade, foi uma das coisas mais tristes que já ouvi.


— Minha vida é muito triste — admiti. — Quero dizer, olhe para mim, estou em um


cruzeiro e tive uma concussão.


— Bem, as coisas estão começando a melhorar para mim — disse ele. — Estou sentado aqui com o famoso Park Jimin enquanto ele está em um cruzeiro com uma concussão.


— Ah, ha ha — falei com sarcasmo.


— E, por falar nisso... — Ele pegou algo que estava em uma mesinha ao lado. — O


médico me pediu para ligar quando você acordasse, para que ele possa passar aqui e “avaliar seu estado”, como ele próprio falou. Se você tiver sorte, talvez traga uns comprimidos para sua dor de cabeça. Então é melhor eu ligar para ele agora. Com licença. Ele pegou um celular, que acendeu quando ele apertou um botão e o levou ao rosto.


No início, pensei que devia estar imaginando coisas, ou no mínimo vendo. Afinal, tinha levado uma pancada na cabeça. Ele não falou se fizeram uma ressonância magnética. Talvez


houvesse uma rachadura no meu crânio que permitia que coisas que li nos meus livros


favoritos saíssem de fininho do meu subconsciente para a realidade. Talvez o médico do navio tenha chamado de concussão “leve” algo muito mais grave, e eu estivesse começando a sofrer de alucinações.


Mas depois ele se virou por um instante na direção das vidraças para ver melhor os


números que apertava, provavelmente sem ter consciência de que eu o observava — ou que tinha me recuperado o suficiente para vê-lo melhor. Embora a luz fosse muito fraca, eu podia ver com perfeição. E eu sabia que o que via não era alucinação. Não estava imaginando nada. O que via não


era obra do meu subconsciente


Era real demais. O mesmo horror que senti no corredor quando ouvi os ossos de Raul se quebrando me tomava agora como uma onda fria do mar, gelando até o meu âmago e provocando a volta


da minha dor de cabeça com a intensidade de uma facada.


Então, ao me recostar de novo nos travesseiros, com a escuridão clemente se fechando sobre mim e encurtando meu campo de visão, não me importava mais quem ele era. Isso não me preocupava em nada.


Em vez disso, enquanto afundava na inconsciência, só o que me perguntava era o queseria ele


— homem ou monstro?


Notas Finais


Até o próximo Kookmins ^^

Qualquer erro me desculpem


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