História Beauty and the Beast - Adaptação Jikook - Capítulo 6


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags A Bela, A Fera, Conto, Jikook, Jimin Bottom, Jungkook Tops, Kookmin, Meg Cabot, Mistério, Namjin
Visualizações 30
Palavras 2.547
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Mistério, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey meus Kookmins, voltei 💕💕

Boa leitura^^

Capítulo 6 - Capítulo 06 - A aparência externa é superficial


Capítulo Seis




A aparência externa é superficial 




— Ah, olha. Ele está acordando.


Ouvi a voz de Tae antes de abrir um dos olhos e vê-lo. Ele estava curvado sobre mim, com um enorme sorriso.


— Bom dia, dorminhoco. Adivinha o que eu trouxe? Suco de laranja. Feito agora, bem


aqui neste quarto.


Cautelosamente, abri o outro olho. Não sentia dor. Mais importante, descobri que, quando girei a cabeça e olhei em volta, não havia sinal dele.


Eu ainda estava no mesmo quarto, mas ele não estava lá. Só havia Tae e um enorme carrinho carregado de pratos, potes e travessas, com tampas prateadas (gravadas com a inevitável letra J) para manter a comida quente. Senti cheiro de bacon.


— Que horas são? — perguntei, um pouco tonto, sentando-me. Ainda não sentia dor nas costas e na cabeça. Era um bom sinal. E todas as lâmpadas do quarto estavam acesas. Outro bom sinal.


— O que você está fazendo aqui?


— Que horas são? — repetiu Tae. — Devia perguntar que dia é.


— Por quê? Quanto tempo fiquei dormindo?


Ele olhou para um enorme relógio esportivo de ouro que tinha no pulso. Era novo. Pelo menos, eu nunca tinha visto.


— Quarenta e oito horas. Mas isso é bom.


O médico receitou repouso total por pelo


menos uma semana, então você só precisa ficar deitado mais cinco dias.


— Ah, meu Deus — falei, atordoado. — O papai e Jin devem estar tão preocupados.


— Bom — retrucou Taehyung, devagar. — Eles ficariam, se soubessem o que aconteceu.


Arregalei os olhos. Isso também não me provocou dor.


— Taehyung! Eles não sabem? Como assim eles não sabem? Você não contou?


— Bom — disse ele, passando-me o prometido copo de suco de laranja. Estava tão gelado que as laterais do copo suavam e tive de segurar com as duas mãos para não escorregar. O suco tinha um sabor incrivelmente fresco, como Tae prometera. — Eles também não estão


se sentindo muito bem — continuou. — Então, decidi que era melhor não incomodá-los. O médico disse que, a não ser por um pequeno desmaio que teve ontem de manhã, você está indo muito melhor do que eles...


Quase engasguei com o suco.


— Taehyung! O que houve com eles?


Ele assentiu para as janelas.


— É essa tempestade. Todo mundo no navio está botando as tripas para fora, inclusive mamãe e papai.


Acompanhei o olhar dele. O céu do lado de fora estava cinza-escuro. A chuva passara, mas o mar ainda estava agitado o bastante para ter espuma nas marolas.


— Não dá para sentir o navio balançar daqui — disse Tar, olhando com apreço o quarto bem-iluminado —, porque esta é a Suíte Real, o ponto mais alto no navio... Além da sala de controle, é claro, e a tirolesa. Pode acreditar, quanto mais baixo você vai, mais ele balança. Eu estou bem, é claro, porque nunca fico enjoado. Mas mamãe e papai nem conseguem sair do quarto sem vomitar. Então imaginei, por que sobrecarregá-los com toda a


história de você ter escorregado e caído quando eles já se sentem tão mal? Só vai deixar os dois preocupados sem necessidade nenhuma. Você está em ótimas mãos. Agora, quer french


toast ou ovos de café da manhã?


Precisei de um segundo para processar o que ele havia contado.


— Como, eu escorreguei e caí? — Coloquei com cuidado o suco de laranja na mesa de cabeceira. — Foi isso o que o médico contou a você?


— Não — disse Tae, levantando-se e indo ao carrinho de serviço de quarto. — Foi isso o que Jungkook me disse. Ele falou que te encontrou no corredor naquela noite, depois que você escorregou pelo inicio do balançar do navio durante a tempestade. A gente se sentiu tão mal por ter deixado você voltar sozinho para a cabine.


Não foi, Hobi?


— Sentimos mesmo.


Olhei em volta, assustado. Pela primeira vez, percebi que Jung Hoseok estava em um dos sofás de couro preto, a pouca distância de mim. Eu não o havia visto porque o sofá ficava de frente para a janela, e Jung estava deitado, inteiramente escondido pelo encosto. Então ele se


levantou e acenou para mim, com um videogame portátil nas mãos.


— Peraí — falei, ignorando Hoseok. — Quem é Jungkook?


Tae riu ao começar a tirar as tampas das travessas do serviço de quarto.


— É seu salvador, claro. O Sombrio Misterioso! Esta suíte é dele. Foi ele quem encontrou você quando caiu e chamou o médico. Não é uma coincidência muito estranha? Quando percebi que era o mesmo cara com quem você estava flertando na varanda no primeiro dia,


quase surtei.


— Peraí — repeti.


Meus ferimentos não doíam, mas era informação demais ao mesmo tempo, e minha cabeça rodava.


— O nome dele é Jungkook? E ele falou que eu escorreguei no corredor? Foi só o que ele disse que aconteceu?


— Claro. Por quê? Aconteceu mais alguma coisa? — Sua expressão ficou preocupado, e ele abaixou a tampa que tinha acabado de erguer. — Jimin, aconteceu mais alguma coisa?


— Não — respondi rapidamente. — Não, claro que não. Nada. Nada, exceto que ele havia salvado a minha vida — na verdade, mais do que simplesmente a minha vida. Ele me salvou de ser atacado sexualmente, depois manteve toda


a história em segredo, simplesmente porque pedi a ele.


— Tem certeza? — perguntou Kim, desconfiado. — Porque o Hoseok acha toda essa história muito estranha...


— Na verdade, fiquei agradecido ao cara — interrompeu ele, do sofá. — Tae e eu


temos a sua cabine toda para nós desde que você saiu. Meu colega Yoongi conheceu um garoto no cassino e eles andam usando meu quarto como se fosse...


— Jimin, não dê ouvidos a ele — interrompeu Tae, ficando vermelho. — Quando estiver pronto para voltar para a cabine, será bem-vindo. Jungkook disse que talvez seja hoje.


— Então você conheceu... Jungkook — falei, cauteloso.


— Claro! — respondeu Tae animado, ao mesmo tempo em que Jung falava o contrário. Olhei de um para outro, confuso.


— Bom, a gente não o conheceu — explicou Taetae. — Não pessoalmente. Mas falei com ele por telefone umas mil vezes. Ele é super legal.


— Ele é super esquisito — disse Hoseok, sem tirar os olhos do celular. Olhei alarmado para Jung. Sua avaliação combinava perfeitamente com a minha. A


lembrança do que Jungkook tinha feito com Raul — e o que vi sob a luz da janela quando ele se


virou — me fez tremer.


— Ah, Hoseok, para com isso — disse Taehyung. — Ele não é esquisito.


— Ele é — falou Jung com certa autoridade. — Que tipo de cara daria um lugar desses a um garoto se não esperasse alguma coisa em troca?


Hummmm. Era exatamente o que eu pensava com meus botões.


— Tem um quarto de hóspedes no andar de baixo — observou Tae. — Ele dorme lá.


Dei uma olhada; a cama está desarrumada e as roupas, jogadas por todo o quarto. — Sob o meu olhar acusativo, ele exclamou:


— Bom, você não achava que eu não daria uma volta por aqui! Quando é que eu teria a chance de entrar em uma Suíte Real? É linda, aliás. Tem até uma mesa de sinuca.


— Que ele não usa — queixou-se Hoseok. — Não tinha giz nenhum nos tacos. E não tem um único videogame à vista. Nem aparelhos de musculação. Só livros. — Ele gesticulou para um que encontrara na mesa de centro. Parecia pesado e difícil.


— Pior ainda, livros de medicina. Sobre doenças. — Jung estremeceu antes de deixar o livro na mesa e voltar ao jogo. — O cara é super esquisito, sem dúvida.


Tae olhou feio para ele.


— Hoseok — disse ele em uma voz de alerta. — As férias do meu irmão já foram estragadas. Não precisa piorar tudo sugerindo que o cara de quem ele está a fim é um monstro simplesmente porque gosta de ler. Jimin também gosta.


Ele pestanejou, depois olhou para mim, arrependido.


— Epa. Desculpe, Jimin. Eu esqueci.


— Está tudo bem, Hoseok.


Tae, claramente, não sabia nem metade da história. Jungkook podia ser verdadeiramente um monstro. Por que ele tomava tantas precauções para nunca mostrar seu rosto e não estava presente quando Tae e Hoseok estavam aqui?


Eu sabia o motivo: porque eles desmaiariam de pavor ao vê-lo, exatamente como tinha acontecido comigo.


Agora eu também sabia por que ele não estava no salão de jantar na primeira noite e por que tinha a Suíte Real, com serviço de quarto e funcionários exclusivos; Jungkook nunca precisava sair do duplex. A não ser...


— Onde está Jungkook? — perguntei, cauteloso.


— Ah, quando ele ligou esta manhã, disse que tinha umas coisas a fazer — respondeu Taehyung.


— Deve ter ido comprar mais alguns livros — disse Hoseok.


Ele lhe lançou um olhar exasperado, mas estava claro que o adorava e, a julgar pelo olhar dele para ele — e o imenso relógio de ouro que dera para Tae —, o sentimento era mútuo.


— Ele disse, quando ligou — falei, para saber se tinha entendido bem —, que achava que quando eu acordasse estaria pronto para ir embora?


— Foi o que ele disse — respondeu Tae.


Em outras palavras, ele estava me expulsando por que eu tinha visto o rosto dele e desmaiara na mesma hora.


Bom, eu me expulsaria também.


— Sinceramente, Jimin — Taehyung se aproximou da cama e afundou ao meu lado —, pensei que você ficaria emocionado com tudo isso... Parece algo que aconteceria em um desses livros que você lê. Só o que diferencia é que seria uma garoto e não garota. Sabe, o garoto faz um cruzeiro romântico, conhece o homem dos seus sonhos, o cara resgata o garoto depois que ele cai dramaticamente... E se algum médico


me colocasse sob ordens de fazer repouso absoluto, eu iria querer que fosse em um quarto desses, e não em uma cabine horrível como a nossa. Sabe quem espremeu as laranjas do suco, bem neste quarto? O mordomo de Jungkook.


— O Sr. Worth — disse o Hoseok com um falso sotaque britânico.


Se Taehyung e Hoseok tentavam fazer com que eu me sentisse melhor, não conseguiam.


— Ainda assim eu acharia que na vida real a coisa toda era meio esquisita continuou


Tae, ignorando ele. — Tipo o que você disse sobre levar os homens à loucura com... Bom, você sabe. Agora que eu realmente fiz isso, entendo que você não faria o mesmo com alguém que não gosta também.


— Ei, — disse Hoseok — do que estão falando?


— Nada — respondeu ele. — Só estou dizendo, o que sabemos sobre Jungkook, de verdade, além de que ele gosta de ler?


— É verdade — falei, sentindo-me estranhamente amargurado. — Nada.


Nada... apenas que ele salvou minha vida.


Na minha mente, ouvi o sino do elevador quando as portas se abriram, depois uma voz dizendo meu nome, Jimin.


E então ele quebrou a perna do outro cara — e o queixo. Mas fez aquilo para salvar


minha vida. Não pediu nada em troca.


E como agradeci? Desmaiando ao ver seu rosto. Não me admira que ele me quisesse fora de sua suíte.


— Mas o Hoseok deve ter razão — continuou Tae, afagando minha mão. — Quero dizer... Não acredito que Jungkook seja um stalker, mas, se mamãe e papai soubessem, acho que diriam que a gente deve ir embora. Suspirei. Lá se foi o Sombrio Misterioso. Lá se foram minhas férias. Lá se foi a minha vida.


— Eu não... Não sei como vou fazer para agradecer a ele — murmurei.


— Ah — disse Tae. — Essa é fácil. — Ele se curvou e pegou um papel timbrado do


Enchantment of the Seas na mesa de cabeceira, assim como uma caneta. — Escreva um bilhete de agradecimento a ele. Minha mãe sempre diz que é a coisa educada a se fazer. Escreva que o verá mais tarde em um dos restaurantes, talvez no cinema ou coisa assim. Mordi o lábio. Eu sabia que não veria Jungkook em nenhum restaurante, nem no cinema.


— Enquanto isso, nem precisamos esperar por uma cadeira de rodas nem nada — disse Tae, animado. — O Hoseok pode carregar você para a cabine. Não pode, Hoseok? Jung jogou o game de lado e se levantou, flexionando os bíceps em uma exibição impressionante de masculinidade.


— Posso carregar você e Jimin — declarou ele. — Tranquilo. Não pude deixar de rir um pouco. Era tudo absurdo demais.


Ainda assim, meu pai tinha feito um bom trabalho. Hoseok podia não fazer o meu gênero, mas, para Taehyung, ele era o par perfeito.


— Que bom. — Ele ficou aliviado. — Você está sorrindo. Então, quer ir agora? Ou depois do café? Acho que devemos ir depois do café da manhã. Seria grosseria não comer, porque Jungkook teve todo o trabalho e a despesa de pedir.


— Uma grande grosseria. — Hoseok se levantou para pegar um prato.


Seria um alívio ir embora com Tae e Hoseok, decidi. Eu não teria de ver o Sombrio Misterioso de novo, nem me preocupar com o que faria se olhasse mais uma vez seu semblante inquietante.


É claro que, se eu fosse, talvez nunca soubesse a verdade por trás daquele triste mistério, mas eu tinha certeza de que não queria saber.


Além disso, ele não me deixou opção. Basicamente tinha me expulsado.


Olhei o papel timbrado que ela me entregou. Tinha o mesmo J roxo da colcha que me cobria e das tampas prateadas que Tae retirava das travessas de comida... E notei, quando


olhei para baixo, que o bolso do pijama imenso que eu usava... O pijama dele.


— Tae — comecei, pensativo. — Ainda tem um daqueles folhetos que pegamos


quando fizemos o check-in?


Ele ficou surpreso.


— Claro. — E retirou um, muito amassado, do bolso de trás dos jeans, estendendo-o para mim. — Pode ficar com ele. Eu praticamente decorei. O que queria saber?


— Diz aí se os passageiros VIP recebem um pijama de cortesia da Royal Jeon Cruise Lines como parte das conveniências?


Com a boca cheia de bacon, Tae falou:


— Não. Acho que não. Você recebeu pijama de cortesia no Camarote Presidencial, Hoseok?


Ele fazia um bom progresso no prato de french toast que tinha se servido.


— Não. Mas não sou exatamente um passageiro VIP. Sou só importante, e não muito importante. Por quê?


— Eu só estava conjecturando — respondi.


Mas não estava só conjecturando. Minha


mente disparava a mil por minuto. De repente, coisas que nunca fizeram sentido começavam a fazer... Ou fariam, se eu tivesse razão. — Qual é o sobrenome de Jungkook?


Os dois se olharam com uma expressão vaga.


— Sabe que ele nunca disse? — respondeu Tae.


Claro que não.


— Mas tenho certeza de que se escrever só o nome dele no envelope do bilhete de


agradecimento — disse Tae, feliz — vai ficar tudo bem.


Assenti e deixei o papel e a caneta de lado.


— Sei disso — eu disse. — Mas, se não tiver problema para você, gostaria de ficar mais um pouco e esperar que ele volte. Assim, posso agradecer pessoalmente.


Tae ficou preocupado.


— Tem certeza, Jimin?


Eu nunca tive menos certeza de nada na minha vida, mas concordei com a cabeça.


— Eu vou ficar — declarei.


— Ah — disse ele, animando-se. — Que bom. Não porque eu queira a cabine só para mim — acrescentou rapidamente —, mas porque gostei mesmo de Jungkook e acho que você também ia gostar, se o conhecesse um pouco melhor.


Ele não fazia ideia de como eu já o conhecia... E o quanto a ideia de conhecê-lo melhor me apavorava.


Mas talvez a Dra. Ling tivesse razão — de novo —, e eu tivesse uma ou duas coisinhas a aprender sobre julgar as pessoas pela aparência.


Notas Finais


Hoje ainda posto tudo.
Estamos chegando no final, são apenas 8 capítulos 🤧❤️

Me desculpem qualquer erro.


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