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História Beauty and the Beast - Capítulo 30


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Notas do Autor


Olá leitores, tudo bem com vocês? Espero que sim, ainda mais nos tempos difíceis que estamos tendo, mas vamos torcer pra tudo acabar logo ❤️🙏🏻
Espero que gostem do capítulo, boa leitura :)

Capítulo 30 - Apologies


“— Você me perdoa?— perguntou ela brincalhona.

— Talvez eu encontre um perdão no meu coração...”— Como se casar com um marquês.

 

   Ler livros com meu melhor amigo se tornou a nossa rotina. No começo cheguei a pensar que ele estaria fazendo isso apenas para me agradar, mas conseguia perceber nos olhos dele que o ruivo estava realmente gostando das leituras. Agora já era, uma vez que entramos no mundo da literatura, nada mais nos tira de lá. E esse mundo é maravilhoso. 

   Por isso não escondo o sorriso ao sair do banheiro e encontrar com Bill no sofá lendo. Lentamente me aproximo dele tentando fazer o mínimo de barulho possível. Percebo a sobrancelha dele franzida e ele estava tão concentrado que nem me viu se aproximar. 

— Está interessante a leitura?— pergunto tirando o livro de sua mão como ele sempre fez comigo. 

— Ei, estou lendo— ele exclama se levantando do sofá tentando recuperar o livro. Olho a capa e volto minha atenção a meu melhor amigo erguendo o meu braço desafiadora— Invertemos de papel?— pergunta se aproximando de mim. 

— Talvez— respondo com um sorriso sapeca erguendo os ombros me afastando dele. 

— Hannah, Hannah, nunca imaginei que você fosse do tipo vingativa— ele continua se aproximando de mim se divertindo tanto quanto eu. 

— Não é todo dia que eu te vejo lendo... 

   Bill tenta recuperar o livro de minha mão e eu desvio dele, ela tenta outra vez e falha. Agora entendo o motivo dele fazer isso sempre comigo, é extremamente divertido. 

— Pois bem, você não me deixa com nenhuma outra alternativa a não ser...— meu melhor amigo respira fundo e olha para mim com sangue nos olhos— Jogar sujo.

— Não!— exclamo correndo na direção oposta dele, mas Bill é mais rápido e me agarra pela cintura me fazendo gargalhar com suas tentativas de capturar o livro. Subitamente ele parar de tentar pegar o objeto e com suas mãos ainda em minha cintura sinto seus lábios beijarem meu pescoço. Instantaneamente sinto os pelos do meu corpo se arrepiarem e fico paralisada por alguns segundos. 

   O livro some da minha mão e a risada de Bill me traz de volta a realidade. 

— Sabia que iria funcionar— ele ri se sentando no sofá. 

— Isso... Isso é jogo sujo— gaguejo sentindo meu rosto pegar fogo. 

— O que eu falei que faria.

   Abro a boca para respondê-lo, mas nenhum som sai. Tento formular frases, mas todas as palavras que se formavam em minha mente, nenhuma tinha nexo. Entretanto o que menos fazia sentido era eu ter gostado. Minha memória se volta para festa que parece que aconteceu há tanto tempo atrás, quando eu o beijei. Eu me esforçava tanto a não voltar a pensar naquela noite, mas esse simples ato dele fez tudo ir por água a baixo. 

   Volto a realidade e coro mais ainda ao perceber que minha atenção estava fixa nos lábios dele. Mas que droga estava acontecendo? 

— Eu ainda não li Drácula, está gostando?— pergunto desesperada para mudar de assunto e distrair minha mente com outra coisa e não todos os beijos trocados naquele quarto com meu melhor amigo de olhos vendados. 

— Sim, bastante. Acho que você vai gostar— ele responde alheio de tudo que estava fervilhando em minha mente. Sento no sofá mantendo uma certa distância entre nós. 

— Está na minha meta de leitura desse mês, afinal, o Halloween já é em alguns dias...

— Pois é— o cabeça de cenoura responde, mas ele parecia estar em outra dimensão que aposto que nem escutou o que eu disse. Ficamos longos segundos em silêncio até Bill resolver quebrá-lo — Hannah, a gente precisa conversar.

   Merda, ele sabe. Sabe que a gente se beijou e eu vou morrer de vergonha por conta disso. A nossa amizade vai se tornar completamente estranha e esquisita. Merda, merda, merda.

— Claro— minha voz sai falha. Ergo a coluna tentando não demonstrar meu pânico. 

— Na verdade eu já vinha querendo ter essa conversa com você há um tempo. Só estava organizando meus pensamentos sobre tudo que veio acontecendo nos últimos meses— confirmo com a cabeça quase esmagando minha mão de nervosismo— Pra começar, eu lhe devo um pedido de desculpas. Você estava certa esse tempo todo e eu fui cego e ingênuo por não ter percebido antes— solto um suspiro aliviada. Nossa amizade estava salva— Eu achava meus novos amigos incríveis e queria fazer parte do grupo, sabe? E quando eu finalmente me juntei a eles, não percebi que estava me afastando de quem eu era. 

— Fico feliz que você tenha percebido isso— respondo sincera— Você entende que eu não estava chateada com você por estar fazendo novas amizades, o que me deixava triste era vê você mudando. Usando roupas que antes falava detestar, mentir sobre seus gostos só pra se encaixar no deles, mentir sobre sua vida e inventar sobre seus pais. Eu não concordava com isso. Se eles realmente gostassem de você, iriam gostar pelo que você é, não pelas mentiras que você inventou.

— Eu sei, agora eu sei— ele dá um suspiro olhando para o chão— Também lhe devo desculpas por não ter ido a sua apresentação de dança. Sabia que era importante pra você e eu acabei estragando tudo e mentindo. Não deveria nem ter ido àquela festa e eu me arrependo de verdade, Hannah. Deixei de presenciar algo seu para ficar com amigos que me abandonaram no momento que eu mais precisava. 

— Se você tivesse me falado desde o princípio que não iria, eu entenderia. Claro que no fundo poderia ficar um pouco chateada pela sua escolha, mas eu entenderia. O que me irritou mesmo foi sua mentira de dizer que tinha ido e não foi. Mas eu ignorei, assim como tudo o que você vinha fazendo. Preferi não vê também o como você estava mudando. Até que chegou o dia da festa do Homecoming e bem, você sabe. 

   Até hoje lembrar daquela briga doía. Tudo o que eu disse e escutei dele. 

— Eu também lhe devo desculpas— continuo— na hora da briga falei coisas sem pensar. Você não é egoísta, pelo menos não tanto— falo o fazendo rir

— Quando eu disse que preferia ter ficado na festa do que ter ido na sua apresentação, eu fui um completa babaca. Não há lugar no mundo que eu prefira estar do que ao seu lado, livro-ambulante— meus olhos começam a arder e um sorriso bobo se forma em meus lábios. Penso em abraçá-lo, mas já nos aproximamos bastante por hoje e tenho medo desse abraço ultrapassar uma barreira que não terá mais volta. Limpo rápido uma lágrima que havia escorrido e volto a olhar para o ruivo.

— Então eu posso dançar com outros garotos sem você ter uma crise de ciúmes?— lembro da forma como ele me puxou da dança que eu estava tendo com Gustin. O sorriso do meu melhor amigo vai sumindo, como se ele tivesse se lembrado de algo.

— Hannah, tem uma coisa que eu preciso te contar sobre o Gustin— sua expressão fica sombriamente séria— Ele...

   Nessa hora a campainha toca me fazendo dar um pulo. 

— Você está esperando alguém?— pergunto olhando para meu melhor amigo.

— Não, você está?— nego com a cabeça e levanto do sofá indo em direção a porta. Abro a mesma e dou um sorriso ao vê Fred diante de mim com uma pequena cesta em sua mão.

— Alguém pediu doces?

— Era tudo que eu precisava!— digo lhe dando um abraço animada. Fred entra na casa e põe a cesta na mesa. Antes que eu pudesse esperar, Bill já estava bisbilhotando a mesma com um sorriso no rosto. Junto-me a ele e meu estômago ganha vida quando vejo um pote cheio de cookies. Pego um e ao dar a primeira mordida o mundo a minha volta some. 

   Os cookies que Fred fazia eram divinos. Esse ainda estava quente, ou seja, desmanchava na boca. O moreno ainda tinha recheado o cookie com Nutella. Era a perfeição em forma de cookie.

— Fred, acho que esse foi o melhor cookie que eu já comi na minha vida— revelo o fazendo rir. 

— Está sujo aqui— o cabeça-de-cenoura diz limpando com o polegar o chocolate que estava no canto dos meus lábios. 

— Ah, obrigada— agradeço com minhas bochechas corando de leve ao perceber que ele ainda encarava minha boca por um tempo. Será que meu dente está sujo?

   O relógio de pulso dele toca o despertando de seja lá onde seus pensamentos estavam.

— Está na hora do remédio— Bill diz mechando no relógio indo em direção a escada— Eu já volto. 

— Como está sendo tudo aqui?— Fred pergunta pegando um cookie.

— Tudo tranquilo. Mas ontem foi bem difícil— explico tudo o que aconteceu no dia anterior. Sobre o vidro quebrado, a demissão no emprego, o termino do namoro e os novos apelidos que ele recebeu. Ao terminar de contar, Fred estava revoltado. 

— Eu não acredito que fizeram isso!— exclama alto e eu peço para ele falar baixo— Ainda mais o nosso chefe do trabalho, que babaca. Deve ter sido muito difícil ontem mesmo.

— No começo foi, mas depois as coisas se acalmaram.

— Ainda bem que você está aqui com ele— dou um sorriso de lado— O condomínio só fala disso— Fred sussurra com raiva— O pior é que já inventaram tanta história do motivo dele estar desse jeito, uma mais absurda que a outra. Já ouvi falando até que tinha sido maldição, da pra acreditar?— reviro os olhos e por incrível que pareça, eu não estava surpresa com essa informação.

— Só espero que outro assunto surja e eles esqueçam logo o que aconteceu com Bill. Mas infelizmente julgar e falar da vida dos outros é muita mais fácil do que parar pra pensar que a pessoa que está na mira da fofoca tem sentimento e fica ofendida com os comentários maldosos. 

— Eles não tem noção. 

   Escuto os passos do Bill descendo as escadas e meu assunto com Fred morre. Quanto menos o ruivo souber do que estão falando dele lá fora, melhor. 

— Você vai ficar a tarde aqui, Fred?— o ruivo pergunta se aproximando de nós.

— Se vocês não se importarem. 

— Que pergunta, claro que não nos importamos— respondo pegando a cesta de doce e sentando no sofá— Vamos vê alguma coisa?

— Claro— meus melhores amigos respondem juntos e sentam do meu lado.

   O resto da tarde passou rápido e mais rápido ainda foram os doces que estavam na cesta. Assistimos a um filme e as horas restantes foi com nós três conversando sobre tudo. 

   Era tão bom estarmos juntos de novo. Por um momento parecia que nada havia mudado e Bill nunca havia se distanciado. Tudo o que aconteceu no passado me magoou bastante, mas fico feliz que resolvemos o que tínhamos que resolver e tivemos a conversa que eu tanto queria ter. Agora só uma coisa que não saia da minha cabeça, o que ele queria me falar sobre Gustin? Afinal, o que de tão grave ele poderia fazer para deixar Bill tão furioso como ele ficou no Homecoming?


Notas Finais


Gostaram? Comentem o que estão achando, fantasminhas tbm. A opinião de vocês é muito importante pra mim 😁😁❤️❤️


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