História Beauty and the Beast - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias A Bela e a Fera, Gotham
Personagens Alfred Pennyworth, Bruce Wayne (Batman), Comissário James "Jim" Gordon, Dra. Leslie Thompkins, Harvey Bullock, Oswald Chesterfield Cobblepot (Pinguim)
Tags Conto De Fadas, Gobblepot, Homosexualidade De Epoca
Visualizações 19
Palavras 2.733
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Slash
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


(●´∀`●)

Capítulo 3 - Monsieur Zsasz!?


Fanfic / Fanfiction Beauty and the Beast - Capítulo 3 - Monsieur Zsasz!?

-- Oswald!

                O jovem se virou.

-- Olá Victor.

                Victor olhou para a bolça marrom do jovem que continha os pães, doces e o livro que o mesmo pegou na biblioteca.

-- O que tem aí?

                No começo o jovem olhou confuso para Victor, mas depois compreendeu.

-- Ah! Na bolça, meus livros, pães e doces para o café da tarde da minha mãe.

-- Tem planos para noite?

                Perguntou chegado um pouco mais perto quando o jovem recuou um passo.

-- Não...

                Se virou e começou a andar. Estava achando esta conversa muito estranha.

-- Pra você.

                Parou assustado quando foi surpreendido por uma adaga de ouro e pedras raras parada a centímetros do rosto.

-- Aonde vamos jantar?

-- Jantar?

                Respondeu muito mais desconfortável ainda. Queria sair dessa conversa o quanto mais logo possível.

-- Tem planos?

-- Não...

                Saiu de lá com um pensamento de “graças a deus”.

                Passou pelo açougue e comprou algumas linguiças para o café da tarde de Galavan e rumou para casa.

                Ao chegar foi cumprimentado pelo cão, que ao sentir o cheiro de seu lanche se alegrou ainda mais.

-- Acalme-se Galavan, isso é somente para mais tarde. Agora, onde está a mamãe?

                Um canto em alemão o chamou atenção para o sótão da casa. Não precisava ser adivinho para saber que sua mãe estava costurando seus belos vestidos e saias nem um pouco discretos.

                Ao entrar na cozinha colocou todas as compras em cima da mesa e seu livro na estante ao lado do armário. Pegou uma faca e uma bandeja de madeira, cortou os pães ao meio e adicionou as geleias de frutas e rumou para o sótão.

                Sua mãe estava exatamente como pensou: sentada em sua mesa enquanto costurava sua saia rosa-bebe cantarolando.

-- Mamãe trouxe seu café.

                Depois de um tempo observando-a resolveu chamar sua atenção.

-- Obrigado meu doce.

                Agradeceu-o já pegando a bandeja deixando sua linha enfincada em um pedaço pequeno de tecido enrolado e colocando sua saia em seu colo, deixando sua mesa livre. Oswald passou a andar pelo sótão passando a mão em todos os vestidos cuidadosamente bordados enquanto sua mãe comia.

-- Mamãe, me acha esquisito?

-- Meu bebe? Não nunca, quem anda dizendo isso querido?

                A mulher se levantou e ficou em frente o jovem.

-- Você sabe, o povo comenta...

-- Não de ouvidos para eles meu Oswald, meu menino é perfeito.

                As vezes sua mãe agia como uma mãe obcecada por seu bebe. Sempre o defendia, mesmo quando chegou chorando e com o joelho ralado porque foi empurrado pelos meninos da escola, a mãe ficou a noite toda cantando para o jovem dormir. Deve ser por isso que diziam que ela era maluca.

-- Agora, me ajude a colocar essas caixas de vestidos na carroça, os vendedores não esperam.

                O jovem riu e empilhou as caixas e começou a descer as escadas para cozinha. Gertrude jogou as linguiças para o cachorro e saíram de casa rumo a carroça.

                Ao colocar todas as caixas na carroça ajudou sua mãe a subi-la.

-- Quer algo, meu querido?

-- Me traga uma rosa.

-- Me pediu isso da última vez.

-- Pois quero outra.

                Sorriram um para o outro.

-- Claro querido. Vou indo agora, lembre-se de passar na casa de mademoiselle Mooney entregar seu corpete que este pronto. Até mais querido!

                Falou enquanto já guiava o cavalo para fora da vila.

-- Até mais mamãe.

                Ficou vigiando sua mãe até ela cruzar os velhos portões indo em direção a floresta. Após perde-la de vista se virou para Galavan que não havia saído de seu lado nem por um estante.

-- Bem, hora de levar as encomendas da mamãe.

                Entrou em seu quarto e colocou sua melhor cartola, estava muito sol e quase não conseguia enxergar direito. Pegou suas luvas e os corpetes e foi rumo a casa de mademoiselle Fish Mooney.

                Sua casa poderia ser comparada com um castelo, as colunas, janelas, portas, tudo era muito elegante para uma pequena vila do interior. Bateu na porta e aguardou. Foi atendido por uma moça negra com cabelos curtos e vestidos extravagantes (brilhosos).

-- Olá madeiselle Mooney, minha mãe me pediu que trouxesse seus corpetes.

                Entregou a pesada caixa para a mulher de braços estendidos, e a mesma devolveu um sorriso gentil.

-- Oswald querido, entre. Chegou um livro ótimo que eu quero que você leia.

                Ao ouvir a palavra “livro’ o jovem se animou, adorava conhecer historias novas enquanto cheirava as páginas novas de um livro. Entrou carregando a caixa e rumou para a imensa sala. Ao chegar a sala o foi pedido que se coloca a caixa no sofá, e foi isso que fez.

-- Aqui está querido, as moedas e o livro que lhe falei. Pode ficar com ele, considere parte do pagamento.

                Se animou ainda mais, pegou o saco de moedas e o livro e saiu agradecendo, muito, a moça.

                Voltava para casa tão distraído que não notou uma jovem garotinha que esbarrou nele enquanto brincava.

-- Vá com calma querida, não quer se machucar.

-- Desculpe senhor.

                A garotinha então viu o livro que Oswald estava segurando.

-- O que está escrito aí?

                Perguntou.

-- Olhe, está escrito “Fabulas e contos”, consegue ler?

-- Não senhor, não é permitido garotas aprenderem a ler.

-- Então vamos corrigir isso.

                Se sentaram em uma calçada e começaram a folear o livro. A mocinha tinha muita dificuldade, mas Oswald ensinava-a com toda a paciência. Quando estavam quase na metade do livro o professor e os meninos passaram em frente aos dois, e é claro que o professor não ia perder a oportunidade de tentar ridicularizar o pequeno.

-- Agora está ensinando garotas a ler? Não cansa de ser impertinente? E o que está lendo? Besteiras tenho certeza. Me dê isso aqui.

                O velho rabugento pegou o livro com os protestos de Oswald e o rasgou folha por folha. Os belos olhos azuis do pequeno se encheram de lagrimas e a garotinha correu para longe. Ao terminar com o livro o professor saiu com o nariz empinado deixando um Oswald no chão recolhendo as folhas do livro.

                Após recolher tudo, saiu bufando em direção a sua casa. Seria um dia longo. Bem quando não estava com paciência mais para nada, o seu pior estorvo chegou: Victor.

-- Oswald, soube que teve problemas com o professor.

-- É uma aldeia pequena, todos têm problemas com todos.

                Respondeu grosso com o intuito de acabar logo com essa conversa. Mas parece que não funcionou.

-- É, pois é. Mas saiba que eu não tenho problemas nenhum com você. Aliás o que você fez para ele ficar assim tão bravo?

                Falou pulando a cerca de madeira e pisoteando todas as alfaces.  Oswald olhou com indignação. Quem ele pensa que é? Fala em horas inapropriadas, pisa em suas verduras, falta mais o que? Invadir seu banheiro enquanto ele toma banho?

-- Eu estava ensinando uma criança a ler!

                Falou depois de um tempo.

-- Ora, as únicas crianças que tem que se preocupar, são as nossa.

                Oswald olhou com estranheza. Agora que queria sair mesmo dali.

-- Nossas? Sinto muito Victor, mas não posso engravidar e tenho certeza que você também não.

                Falou passando por Victor e subindo as escadas.

-- Talvez precise de tempo para pensar em nossos filhos e em nosso casamento. Talvez ficamos no noivado por agora.

                O jovem se virou correndo quando ouviu isso, até Galavan que estava dormindo perto das galinhas levantou a cabeça.

-- O que? Noivado? Acho que você não entendeu direito Victor: eu nunca vou me casar com você, sinto muito, só, não da.

                Fechou a porta correndo e se escorou nela para que Victor não conseguisse abri-la. Depois de um tempo esperando resolveu olhar. Área limpa. Victor já havia ido embora. Saiu.

-- Dá pra acreditar? Eu, casado com aquele... brutamontes roceiro?

Monsieur Zsasz

Casar com ele?

Monsier Zsasz

Mas que horror!

                Cantou descendo as escadas e indo para a parte de traz da casa.

Jamais serei marido dele

Eu quero mais que a vida do interior!

                Subiu as escadas que davam acesso ao telhado da casa e andou rumo a parte da frente, onde tinha vista privilegiada para a floresta.

Quero viver num mundo bem mais amplo!

Com coisas lindas para ver!

                Se sentou na ponta balançando as pernas no ar.

E o que eu mais desejo ter..

É alguém pra me entender

Tenho tanta coisa pra fazer...

                Resolveu ficar mais um tempinho observando a paisagem e se imaginando dançando com seu verdadeiro amor.

 

 

                                                                            ლ (❤ ʚ ❤ ლ)

 

-- Felipe acho que já passamos por aqui...

                Dizia Gertrude quando passou pela terceira vez por uma velha arvore torta.

-- Assim só vamos chegar em casa daqui a dois dias! Meu pequeno Oswald não sobreviveria muito tempo sozinho. Ele pode...

                Se calou ao ouvir, ao longe, uivos de lobos. Estava assustada. Nunca havia ficado a noite na floresta e agora estava cercada de lobos?

                Um estrondo a tirou desses pensamentos. Era um trovão. Eu pouco tempo começaria a chover. Precisava encontrar um local seguro para dormir.

-- Vamos Filipe, se andarmos mais um pouco acho que encontramos uma casa abandonada ou algo do tipo.

                Gertrude guiou sua carroça para a parte mais escura e densa da floresta. Nunca havia estado naquela parte da floresta e pouco sabia daquela região. Mas seus instintos falaram mais alto. Sentia que ali poderia haver algo. E estava certa. Depois de um tempo andando avistou um castelo escuro e abandonado cercado por um grande muro de pedra com plantas que ela não sabia identificar na hora. Desceu da carroça e tentou abrir o portão. Mas era pesado demais para uma (já) senhora, mas com um pouco de força conseguiu abrir o suficiente para somente ela e o cavalo passar, não iria deixar o pobre animal para ser devorado.

                Mesmo puxando o cavalo parecia que tinha algo que fazia o animal se assustar, como viu que o cavalo não cooperava, resolveu deixa-lo comendo as gramas altas do jardim.

                Abriu a grande porta que parecia ser feita de madeira escura e dura com muita cautela e tentando fazer o mínimo de barulho possível.

-- Olá? Tem alguém aqui?

                Gritou com um pouco de receio de ser reprimida.

-- Sou uma mulher viúva que apenas deseja um quarto para ficar até que a tempestade passe.

                Como viu que ninguém respondeu suas perguntas, tomou a liberdade de entrar no grande castelo e vagar pelo lugar. De tanto caminhar acabou chegando em um grande salão de jantar onde havia uma grande mesa negra como os outros moveis, cadeiras totalmente iguais, e um belo jantar onde haviam todos os tipos de comidas de vários países diferentes, um desses a moça percebeu que era de sua amada Alemanha. Vendo aqueles pratos não pode resistir.

-- Me desculpe mas vou pegar um dos pães alemães, é o meu pais de origem, não posso resistir. Espero que entenda.

                Pegou dois pães e colocou em sua bolça.

-- Creio que os lobos já devem ter ido embora, estou segura agora. Acho melhor não abusar da sua generosidade, vou indo embora agora.

                Disse depois que comeu alguns pães e bebeu um pouco de vinho. Seu intuito feminino lhe disse que estava abusando da hospitalidade do misterioso morador do castelo.

                Saiu do castelo e fechou a porta com um rangido. Ao se virar para o grande jardim avistou uma linda roseira que era a única coisa alegre naquele mar de escuridão e angustia. Então, naquele momento, se lembrou do presente para seu adorado filho. Correu para a frente da roseira e começou a procurar pela mais bela de todas. E lá, uma das últimas rosas, avistou a mais bela de todas. Entre todas as rosas vermelhas havia uma única rosa com um tom mais claro que as outras, uma rosa quase branca, e esta seria sua escolhida. Esticou seus finos dedos decorados com belos anéis e quando ia remover a flor do talo, uma sombra a cobriu e a única coisa que conseguiu fazer foi gritar em pânico.

 

                                                ☆*:.。. o(≧▽≦)o .。.:*☆

 

            Oswald estava preocupado. Já faziam horas que estava sentado em um tronco na entrada da floresta e nada de sua mãe chegar. Já haviam se passado dois dias desde que partiu e o tempo de viajem dali para a capital não era tão longe assim. Já começava a pensar no pior quando algo chamou sua atenção. Era Filipe, o cavalo de sua mãe que vinha correndo com uma aparência horrível.

-- Oh meu deus! O que houve com você Filipe?! Aonde está a mamãe?! Me leve até ela por favor!

            Perguntou afoito enquanto subia no lombo do animal, que começou a trotar o mais rápido para dentro da floresta.

 

 

                                                          (o⌒.⌒o)♥

 

            Ao chegar em frente ao portão se espantou, o que sua querida mãe estaria fazendo em um castelo tão sujo e malcuidado? Resolveu não discutir e desceu correndo do cavalo e correu para a porta. Bateu.

-- Olá?

            Entrou.

-- Mamãe? Mamãe aonde você está?

            Começou a gritar quando ia andando pelo salão em direção as escadas. Parou quando ouviu algumas vozes.

-- É um garoto!

-- Podia ser uma garota, mas ele da.

-- Quem está aí?

                Se virou assustado e começou a olhar por todos os lados procurando pelas vozes. Em cima de uma estante viu um candelabro e um relógio, que, ao contrário do resto da mobilha estavam polidos e pareciam que foram usados com grande frequência. Pegou o candelabro e correu para uma pequena porta que estava ao lado da escada. Passando por essa porta anda havia uma outra escada em espiral que levava para as grandes torres do castelo, onde, possivelmente, estavam as selas. Sem medo começou a subir as escadas enquanto chamava por sua mãe.

                Depois de grandes lances de escadas, finalmente sua mãe o respondeu.

-- Oswald querido o que faz aqui? Você tem que sair esse castelo é amaldiçoado!

-- Não vou deixa-la aqui.

                Colocou o candelabro no chão e começou a tentar abrir as fechaduras. Sem sucesso pegou um pedaço de pedra que estava caído no chão ao lado das grades e tentou quebrar os cadeados. Péssima ideia.

-- Quem tenta soltar essa ladra!

                Gritou uma voz grossa que parecia estar em todo lugar pelo eco.

-- Minha mãe não é uma ladra. A liberte por favor!

-- Aí que se engana. Pequei essa ladra tentando roubar uma rosa de meu jardim.

                Oswald começou a olhar para os lados procurando o dono da voz.

-- Uma rosa vale uma vida humana? A deixe ir, eu fico no lugar dela.

                O homem começou a rir.

-- Quer mesmo dar sua vida por uma ladra?

-- Ela não é ladra! Mostre-se.

-- Não vai gostar do que vê.

                O jovem pegou o candelabro e estufou o peito.

-- Venha agora.

                Em um piscar de olhos uma terrível fera saltou bem em frente os olhos do jovem que se assustou. A fera tinha pelos pôr todo corpo, uma longa calda longa e peluda, orelhas de cachorro, uma capa longa e vermelha e estava vestido como um príncipe. Todos teriam ficado com medo, mas não Oswald. Ele estava mais preocupado com sua mãe do que com sua segurança.

-- Ainda que ficar?

                Perguntou a fera grosso.

-- Não. Me deixe pelo menos me despedir de minha mãe.

                A fera bufou, mas no final resolveu aceitar. Abriu a cela.

-- Seja breve.

                Oswald entrou e abraçou sua mãe.

-- Meu querido vá embora enquanto pode! Eu já sou velha, vivi o bastante. Volte para Gotham, se case, tenha filhos, envelheça, e morra em paz. Me deixe aqui querido.

-- Eu te amo mamãe, nunca se esqueça.

                Gertrude olhou com curiosidade para o filho. Não havia entendido o que filho quis dizer com isso. Oswald que estava com os olhos cheios de agua, segurou os ombros de sua mãe e a empurrou com toda força para fora da sela e se trancou dentro. Gertrude, quando percebeu voltou para a grade e começou a chorar.

-- Você é mesmo um tolo. Trocar sua vida por ela.

                Disse a fera. Então pegou Gertrude pela cintura a levantando do chão e começando a descer as escadas aos sons de choro e despedida dos dois.

                Quando a fera saiu da vista do pequeno, o mesmo se sentou no canto da sala, abraçou seus joelhos e chorou até dormir.


Notas Finais


Uffa! Quase morri escrevendo isso. Até que ficou bom.... Eu queria fazer algo como “cap 3 parte 1” “parte 2” “parte 3” e assim vai. Mas eu sempre achei chato de ler coisas assim, então porque eu vou escrever algo assim?
Esse cap ficou meio grande mais tudo bem... eu acho que o próximo vai ficar um pouco grande também, por que eu vou fazer essa parte até a música, então vai ficar meio grande...
Eu já falei que não faço ideia de como acabar isso aqui? Então até depois de amanhã, eu acho...


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