História Beauty Through Pain - Interativa - Capítulo 4


Escrita por: e arianatorwalker

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Palavras 2.324
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Festa, Ficção Adolescente, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


AAAAAAAAAAA que ansiedade, leiam as notas finais e boa leitura.

Capítulo 4 - 01. Quem está do outro lado?


CAPÍTULO 1 — APRESENTAÇÃO 

17 de março do ano de 2018, às 07:15 da manhã. 

Narração pela terceira pessoa

Wiversize High School.

 

Ninguém esperava que o colégio já estivesse em seus conformes, obviamente os acontecimentos do mês haviam mexido consideravelmente com a estabilidade da escola. Alguns professores vêm faltado faz dias e diversos alunos haviam saído da escola. De fato, o desaparecimento e possível morte de Alisson O'Connor assustou muita gente. Alisson ainda era o lobo de muitas ovelhas.

O corpo se movia sinuosamente pelo lado de fora da Wiversize High School e, assim com a grande maioria, se encontrava totalmente perdido. Cordelia Chermont segurava alguns livros na mão esquerda, enquanto passava o polegar da direita pela tela de seu celular e revirava os olhos para alguns idiotas que insistiam em assobiar em sua gloriosa passagem.

Ouvi dizer que o reinado dos quatro palhaços está chegando ao fim. — Cordelia deu um pulo com o susto e, apesar de conhecer aquela voz muito bem, virou a cabeça para trás para conferir.

— Não me assuste assim. — a morena franziu o cenho vendo Nicholas Sloan revirar os olhos.

— Ao que parece — ele continuou, passando a mão pelos cabelos — Teremos uma república em breve.

Ela sorriu de lado, sem virar-se na direção do amigo.

— O ninho de cobras está perdido

O plano de Cordelia era chegar logo ao interior do colégio mas a risada de algumas pessoas chamaram sua atenção, os dois viraram a cabeça na hora, parando a caminhada.

— Sai de perto, sem noção! — Lilith Horowitz berrou com o menino que tentava a encoxar — Um fio de cabelo meu vale mais que todo o dinheiro que você gasta diariamente fazendo essa chapinha tosca

A loira deu um empurrão no ombro do menino, que caiu estatelado no chão

 Lilith continuou caminhando sem notar os dois parados encarando a cena.

— A Barbie voltou, não está acostumada com um mundo que não seja cor de rosa e brilhante. Esse mundo está escuro. 

— Foi exatamente desse jeito que eu vi a semana: um breu total. — a garota suspirou olhando para frente, sem parar de caminhar — Mas se trata disso, não é? A escuridão é o ponto de partida para encontrarmos a luz

Profundo. — ele levou as mãos ao peito, fingindo comoção. 

— Idiota.

Os dois seguiram para dentro da instituição sorridentes, enquanto todos pareciam sombrios. Wiversize está escura, repleta de sombras. E são nelas que todos os segredos e mentiras se escondem, pois ninguém está disposto a mudar. E nem estarão por um bom tempo.

[...]

Mercy balançava exasperadamente o pé esquerdo, enquanto aguardava na delegacia. Um leve tremor em suas mãos a deixou irritada, ela não era de ficar nervosa por coisas bobas. Por mais que um sequestro não seja uma bobeira.

— Senhorita Turner. — a voz veio de trás, dando um leve susto na ruiva — Não sei por quê, mas algo em suas palavras não me parece coerente.

— Eu te disse tudo que aconteceu 12 de março. — ela manteve a voz firme, encarando o Xerife — Lucas deu essa pulseira para Alisson no dia do baile, eu fiquei com ciúmes. Eu e Lucas... — Mercy fechou os olhos, a mentira saia fácil — Enfim, eu fui atrás de Alisson tirar satisfações e nós brigamos. A partir daí você já imagina o que aconteceu.

O Xerife a encarava, sustentando o olhar por uns segundos. Ele abaixou o olhar para uma pasta em cima da mesa e a abriu, pegando um papel e lendo-o em seguida.

— Uma testemunha nos confirmou que você não saiu em momento nenhum do baile. — ele comentou, voltando a encarar os olhos de Turner — A pessoa nos disse que você achou a pulseira no chão e apenas guardou-a na bolsa. Então, a pergunta que não quer calar, por que você mentiu?

Mercy estava sem expressão, não conseguia entender. O que?

Como... — ela gaguejou, confusa. — Eu fiz isso porque não aguentava mais todos os olhares sobre mim, tantas pessoas me julgando. Achei que ser presa era a melhor saída. Às vezes a mentira é a melhor saída para os problemas, Xerife Garret. 

Mais uma mentira. Mercy não se importava com os olhares, aquilo alimentava seu ego. Gostava de atenção, então isso nunca seria um problema. 

— Não conseguimos falar com seus pais.— ele falou, suspirando e se encostando na cadeira. — Você já pode ir.

— Eu imaginei. — ela desviou o olhar, voltando a sorrir. — Obrigada por ontem e por hoje, mas eu tenho que ir para a escola. Tenho um longo dia pela frente.

Ela levantou-se, caminhando para a saída. Não conseguia deixar de pensar em quem a denunciou para o Xerife, isso a deixou irada. 

— Esses sem noção vão pagar por tudo que estão me fazendo. — ela sussurrou para si mesma — O Clero não perdoa, muito menos eu.

[...]

Wiversize High School — às 08:33 da manhã. 

As horas passavam, a troca de horários ia acontecendo e os corredores recebiam centenas de alunos a cada hora. Apesar do clima da escola, alguns tentavam se manter firmes, como Lilith Horowitz e Vincent Eric, que se encontravam aos beijos pelo corredor enquanto Loretta Morgan - uma das supervisoras presentes - os impedia, levando-os diretamente à diretoria, o garoto travou o maxilar da mesma forma que a loira protestava, mas acabaram tendo que ir mesmo assim, poucos conseguem se livrar das mãos de Loretta. 

Essa louca... Deveríamos processar essa vadia. — falou Lilith, irritada. 

Ela buscou um chiclete dentro da bolsa e abriu o pacote, revelando ser um dos de morango que, estranhamente, combinava com a sua roupa por ser rosa. 

— Não fale besteiras. Como acha que vamos processá-la? Vamos contratar um advogado? — sussurrou enquanto andavam. — Ele ficaria com vergonha da gente. Ei, já viu quem está ali atrás? A patricinha. Ficou sabendo que ela quase foi presa?

Mercy estava a poucos metros do casal, encostada em seu armário conversando com Dave e Lucas. A mesma lança um aceno de mão balançando os dedos e sorri debochadamente.

Eles vão pagar. —  falou simplesmente, o silêncio dos amigos mostrava que sabiam do que Mercy falava. Os dois que passavam a olhavam torto, como se ela não estivesse vendo. 

Encostada em uma parede do lado do banheiro feminino, encontrava-se uma menina loira tentando esconder seus olhos vermelhos e marejados. Era a primeira vez que Meghara Dione voltava à escola depois do trágico baile para os novatos e isso a deixou perturbada, se lembrava de Alisson em todos os lugares. Ao olhar para frente viu Lucas, Mercy e Dave, que apontava e ria para algumas meninas que passavam. 

Lucas então, ao seu ver, parecia o que mais se importava com a amiga — e namorada — desaparecida. Isso a impressionou, já que sempre o achou tão metido à besta, ao ponto de parecer só se importar consigo mesmo. O mesmo notou a presença da menina e se virou para ela inexpressivo. Meg deu de ombros e secou as lágrimas rapidamente.

Meghara sempre viu Mercy como o verão. Cheio de personalidade e quente, ele rouba a cena no ano, porém quando você menos espera pode se tornar frio e arrogante, terminando com qualquer passeio à praia. Até tomar sorvete incomoda... Ela não gosta disso, prefere coisas mais estáveis, como a primavera ou o outono. Já Lucas se encaixa perfeitamente na Primavera, deixando as pessoas mais animadas, impressionadas. Nunca incomoda e é muito bonita. De fato, uma paisagem muito bonita.

Alisson, diferente dos outros, não tinha uma estação do ano definida. Ela era tudo ao mesmo tempo. Uma mistura de sensações. Fria como o inverno, impulsiva como o verão, independente como o outono e bonita como a primavera. Meghara nunca sabia como Alisson estava e isso a animava. Todo dia era diferente. 

Sua próxima aula era de Inglês, então ela saiu de onde estava, subiu um lance de escadas e entrou na sala vinte e dois. As carteiras, todas de uma madeira escura, não eram tão confortáveis mas, depois de uma ou duas semanas, ela já terá se acostumado. A loira se sentou na fileira do meio, colocou seu material em cima da mesa e deitou a cabeça sobre deles, esperando a chegada do professor. 

— Está tudo bem? — ela ouviu uma voz um tanto grossa e se virou para ver de quem era.

Viu um garoto loiro, de olhos claros e um ótimo porte físico. Era bem bonito, mas não que ela vá falar isso pra ele. O loiro se sentou na carteira ao seu lado. 

— Por que não estaria? — perguntou se apoiando a cabeça em um braço. 

— Não sei, sempre que você andava com Alisson te via tão alegre. Agora parece um cachorro sem dono. 

Ela soltou uma risada fraca pela comparação do garoto. 

— Então eu tenho um espião? — ele abafa um riso e olha pra baixo — Obrigada por me comparar com um cachorro, estou realmente parecendo um agora. — a loira gesticulou em direção ao seu rosto e cabelo, que estavam bagunçados — Um cachorro triste e deprimido.

— Não diria que sou um espião.— ele comentou, sorrindo — Você deve estar péssima, precisa desabafar? Sou Christopher Palmer, pode me chamar de Chris. — o loiro estendeu a mão. 

Ela deu um sorriso de lado e apertou a mão dele.

— Me chamo Meghara. Bom, talvez possamos -

A verdade é clara, Alisson era a estrela dessa escola e agora que ela desapareceu, as pessoas estão sentindo falta de ter algo para fazer nesse hospício. — outra voz se meteu na conversa, fazendo os dois prestarem atenção. Lindsay Ross mexia no cabelo, com os olhos atentos.

Chris inclinou a cabeça, como se concordasse.

— Alisson era muito mais do que uma simples estrela, Lindsay. 

Vincent virou-se para o trio e passou a mão nos cabelos, franzindo a testa.

— Vocês tem alguma caneta para me emprestar? — ele pegou uma perdida no material de Meghara e colocou em sua mesa — Que gentil, prometo não devolver. 

Meghara faz uma careta e contou alguns números primos em sua cabeça, como uma mania. Tentava se acalmar, o abuso a tirou do sério. 

Vincent, peça antes de pegar as coisas dos outros, eu não sou nem íntima sua. — ela protestou, fechando a cara. 

— Mas tenho certeza que quer ser. — ele piscou, lançando um sorriso malicioso. 

Chris revirou os olhos para a morena do outro lado e virou-se para Vince.

— Você não tem respeito não?

— Desculpe incomodar, estrelinha. — retrucou Vincent, encarando Chris.

O loiro fechou a cara e se encostou na cadeira, mordendo a língua. Idiota

Ai, que desnecessário. — comentou Lindsay, se calando ao ver o professor entrar, dando início a aula.

Vai ser um longo ano, pensou Meghara.

[...]

Casa dos Washington — às 09:12 da manhã.

 

Redany Washington balançava as pernas, ansiosa. Tinha um quadrinho qualquer à sua frente, lendo-o enquanto esperava suas mães e sua irmã chegarem para o café da manhã. Acordar tarde definitivamente não havia sido possível nesses últimos dias. Sua mente não lhe dava tal luxo.

— ''No dia mais claro, na noite mais densa, o mal sucumbirá perante minha presença''. — a morena sussurrou, passando as folhas.

A porta bateu atrás de si, que não se mexeu. A menina apenas continuou passando as folhas, de forma calma.

— São nove horas da manhã, Blue. Você acordou agora? — Rubia indagou, franzindo as sobrancelhas.

Redany suspirou, virando-se para a irmã. A mesma tinha o rosto amassado, com os olhos ainda pequenos, a maquiagem não conseguira esconder tudo. 

Sim.— ela mentiu, forçando um sorriso — Perdi o horário da escola. 

Ela apenas não conseguia ir à escola, o humor das pessoas não estava bom e o dela muito menos. O dela nunca estava. 

Aham. — ela estreitou os olhos e cruzou os braços — Acredito. 

Saphira e Scarlet entraram pela porta da frente, claramente não estavam de bom humor. As irmãs se entreolharam, preocupadas. Alguma coisa havia acontecido. 

— Os O’Connor ligaram, pediram para que fôssemos à sua residência imediatamente. — Saphira falou, antes de qualquer coisa — Disseram que é ''urgente''.

—  Elena deve ter quebrado algumas unhas, suponho. — Scarlet comentou, abafando um risinho.

Blue olhou para mesa do café e logo para as mães, que trocaram um olhar.

— Quando voltarmos, eu prometo. É aqui do lado. — Scarlet falou, com um sorriso gentil. — Vamos.

As quatro mulheres, seguiram para a porta de entrada — que, naquele momento, era a de saída — e a abriram, saindo uma de cada vez. Os O’Connor já estavam na porta, obviamente não as convidaria para entrar no ninho de cobras. O patriarca da casa vinha à frente, sendo seguido por sua esposa e seu outro filho, Estevan.

— Não temos muito o que conversar, vou ser breve. — Christopher O’Connor falou, rápido — Faremos a cerimônia de enterro de Alisson no sábado de manhã, por mais que ainda não tenhamos seu corpo. 

Elena O’Connor deu um passo à frente, deixando o filho desorientado atrás.

— Achamos adequado convidá-las, por mais que não fosse de nosso total gosto. — ela continuou, sarcástica — Preferimos manter as aparências, vocês são nossas vizinhas. 

Ruby mordeu a língua, irritada. A morena trocou um olhar com a irmã, que revirou os olhos. 

— Vocês nos chamaram para isso? — Blue reclamou, cruzando os braços — Estevan tem o meu número, estudamos na mesma escola.

— Imagino que seja difícil vocês manterem algum contato com o menino quando não é para discutir ou jogar na cara dele o quanto Alisson era mais “prestativa”. — Saphira forçou um sorriso debochado 

O menino endureceu a feição e virou-se, andando de volta para a casa.

— Faremos o possível para comparecer. — Scarlet fingiu um sorriso — Bom dia.

Bom dia.

Elena e Christopher viraram-se, sem dizer mais nada e seguiram para a entrada de sua casa.

— Ouvi dizer que Elena envenena o marido contra o próprio filho. — Saphira comentou, dando um risinho.

Ruby torceu o nariz, erguendo uma sobrancelha e perguntou:

— Como você sabe disso?

A mais velha trocou olhares com Scarlet, esboçando um sorriso.

— Eu tenho alguns contatos, querida. — a castanha falou, quase sussurrando.

Blue sabia do que se tratava, ou de quem se tratavam. Perdeu o fôlego por uns instantes e entrelaçou as mãos, nervosa.

Alguns amigos do Sul, mamãe? — ela se viu perguntando, com a voz trêmula e falha.

Pode apostar.


Notas Finais


—♡ Oi gente, turu bom? Depois de um tempão, nós viemos com o primeiro capítulo oficial de Beauty Through Pain para vocês. Perdão aos que não foram aceitos, nós queríamos poder aceitar todos, mas o prazo oficial ainda não acabou e não podemos acabar com as vagas todas agora. O capítulo ia ter um banner, mas a liv (@mtvgeneration) começou a trabalhar e nós não queríamos incomodar, então o banner que nós pedimos ficará para o próximo capítulo que terá todos os aceitos.

—♡ Nós colocamos os aceitos em um tumblr, que servirá como um jornal da cidade, para que vocês possam acompanhar. Nos digam o que acharam do capítulo e façam qualquer crítica que desejarem. O tumblr ainda está em construção, mas logo ele estará completo na mesa de vocês. Eh nóis. <3

tumblr: https://beautytpain.tumblr.com/


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