1. Spirit Fanfics >
  2. Bebidas entre anjos e demônios >
  3. Uma noite que mudou as outras

História Bebidas entre anjos e demônios - Capítulo 4


Escrita por: e Lampada2


Capítulo 4 - Uma noite que mudou as outras


Fanfic / Fanfiction Bebidas entre anjos e demônios - Capítulo 4 - Uma noite que mudou as outras

Quando afasto aquela lata de minha boca, faço uma expressão de amargura.

Dudão: Ek! Amargo...!

Paçoca solta uma risada baixa, parecia ter divertido com a expressão do amigo.

Quando pega a latinha de volta, bebe mais um gole, porém nesse gole pôde sentir sem querer a saliva do amigo...

Paçoca: Dudão... - Soluço - Acho que não quero que a noite acabe ainda...

Dudão não entedeu o que o amigo quis dizer. "Ele quer que a noite pare?", Dudão realmente levava tudo ao pé da letra...

Miguel (Paçoca) se levanta da calçada, se espreguiça e se apoia no amigo como se fosse algo comum.

Paçoca: Dudão... Eu preciso... - soluço - ...Eu preciso de um ombro amigo...

Paçoca começa a fazer uma expressão triste, como se algo horrível o atormentasse o pobre rapaz. 

Dudão ao ver aquilo, sentiu uma forte batida em seu peito.

"O que aconteceu? Por que ele está assim? Ele... Vai chorar?"

Logo, lentamente, Paçoca abraça Dudão. Chorava baixo e apenas Dudão sabia que ele estava chorando...

Dudão não sabia o que fazer, estava se desesperando por ver seu amigo naquelas condições.

Como se estivesse no automático, levou uma de suas mãos até as costas do amigo e começa a "dar tapinhas".

Aos poucos Paçoca se soltava mais e mais, chorava um pouco mais alto a cada minuto...

Dudão: Miguel... Você não está bem, não é?

Aos poucos, depois de ouvir essa pergunta, Paçoca começa a se acalmar. 

Ele seca suas lágrimas e como se nada tivesse acontecido volta a falar.

Paçoca: Ah cara! Isso é a bebida, eu tô ótimo!

Paçoca tenta sair dalí, mas acaba cambaleando.

Por sorte Dudão consegue segurá-lo.

Dudão: Vou te levar embora, você está muito bêbado

Dudão enquanto diz essas palavras, envolve um dos braços do amigo em seu pescoço para servir de apoio.

Após um quarteirão da festa Paçoca consegue conversar novamente.

Paçoca: Eu não quero ir embora agora...

Dudão: Está muito tarde, você precisa ir e eu também. Tenho que ir para a igreja logo de manhã

Paçoca pesa seu corpo para Dudão desacelerar.

Dudão: Estou falando sério Miguel!

Lentamente, o baixinho levanta sua cabeça em direção ao amigo, olhando diretamente em seus olhos.

Dudão fica um pouco vermelho e logo vira seu rosto para outra direção.

Um tempo andando depois, Miguel volta a falar.

Paçoca: Podemos parar nessa conveniência?... Um refri pode acabar um pouco com a minha embriaguez...

Os dois entram em consenso e vão até a conveniência.

Paçoca pega um refrigerante e Dudão pega uma água.

Os dois vão para o lado de fora e resolvem descansar para o resto da caminhada.

Por algum motivo, Dudão não parecia estar odiando a presença do anticristo...

Talvez por conta do choro? Ou ele está apenas o suportando para ganhar sua liberdade...

Em meio ao silêncio, o garoto baixinho olha para o céu.

Paçoca: O céu está realmente bonito hoje...

Dudão: Termine isso logo, precisamos ir embora

Paçoca parecia não se incomodar com aquilo, parecia estar gostando da companhia do amigo não queria que aquilo acabasse.

Paçoca: Ei... Por que... Por que resolveu finalmente falar comigo?...

Dudão se assusta com a pergunta. Mal ele sabia respondê-la... Mas pensou em seus questionamentos e respondeu.

Dudão: Minha vida ultimamente anda tão... Monótona. Se resume em acordar agradecer a Deus por mais um dia de vida, passar o dia na igreja... E por aí vai

Paçoca não sabia direito qual ponto era o que ele queria chegar. Ele poderia estar usando-o ou talvez só quisesse sua amizade.

Paçoca: Ei favelado... Valeu por essa noite

Essas doces palavras saem da boca de Miguel como uma linda música. No momento que as cita abre um sorriso.

Dudão, vendo aquela cena, aquele sorriso, aquelas doces palavras...

"O-o que está acontecendo comigo?..."

Ele estava envergonhado...

Aquelas palavras mexeram com ele, de um jeito tão... Único.


(...)


Assim que Miguel termina seu refri, eles andam até a casa de Miguel normalmente.

Conversavam, riam, brincavam...

Nem parecia que não se gostavam ou brigavam o tempo todo.

Seria um sonho muito estranho? Ou talvez uma lavagem cerebral?

Não importava... Os dois visualmente gostavam daquilo, pareciam que queriam mais e mais...


(...)


 - Em frente a casa de Miguel - 

Quanto mais se aproximavam da casa, mais devagar andavam.

Não queriam que aquela sensação boa fosse embora.

Quando estavam no portão...


Continua...~



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...