História Because, I'm Falling in Love With You - Bechloe - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias A Escolha Perfeita (Pitch Perfect)
Personagens Personagens Originais
Tags A Escolha Perfeita, Barden Bellas, Beca Mitchell, Bechloe, Chloe Beale, Pitch Perfect
Visualizações 231
Palavras 2.481
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Cap 6


Fanfic / Fanfiction Because, I'm Falling in Love With You - Bechloe - Capítulo 7 - Cap 6

CAPITULO 6

Normalmente, eu poderia ter descartado totalmente a conversa com Jesse. Poderia apenas rolar os olhos, chamá-lo de idiota e seria isso. No entanto, conversar com ele do que havia em meus pensamentos a tanto tempo, fez com que eu me sentisse tonta. Literalmente. O banheiro girou por alguns segundos, me agarrei na parede para estabilizar meu corpo que recebia a corrente de agua quente enquanto uma náusea subia pela garganta.

Eu sei que é uma reação estranha, embora lá no fundo, talvez não.

Eu odiava Jesse por estar certo.

Meio certo.

Talvez seja um pouco exagerado, eu posso simplesmente deixar pra lá, mas há muito dentro da minha cabeça. O peso de tudo isso está fazendo meu corpo tremer. Eu não queria pensar em sentimentos, ou quedas, ou como meu estômago se retorce sempre que o assunto é Chloe.

Eu não tinha sorte.

Desliguei o chuveiro e voltei ao quarto para trocar de roupa. Dei uma checada rápida no celular, havia duas mensagens: uma de Amy querendo carona e a outra de Amy também, dizendo que vamos as oito. Rolei os olhos.

Me arrumei rapidamente, sempre fora prática nessas coisas, apesar de ter dado um grau a mais na maquiagem pra destacar bastante meus olhos azuis. Quando eu me olhei no espelho me senti confiante. Meu celular vibrou na cama, Amy estava me esperando no hall, desci decidida a não pensar muito, aquela noite tinha que ser pra diversão, pra esquecer os problemas e as perguntas sem resposta.

“Uhual, dá onde vem todo esse poder?” Amy me olhou fazendo meus olhos revirarem.

“Olha quem fala!” Retruquei olhando-a de cima a baixo. “Eu nunca vi você usar um salto tão alto”.

“Não vamos tirar a atenção do que realmente importa”. Me olhou enquanto caminhávamos até o carro. “Você que inventou essa história de ‘lady night’, se não tem nenhum motivo escondido atrás de toda essa maquiagem te trocaram no aeroporto por um ET bobo e sentimental”.

Era um comentário tão estúpido que ela quase me fez rir, mas segurei o riso pra não dar o braço a torcer, porque ela estava certa.

 

Quando chegamos na boate, as outras meninas já estavam ali. Aubrey conversava freneticamente com Staicie e Chloe estava na roda, mas não parecia tão animada quanto as outras duas. Enquanto isso Cintia, Lily, Flo e Emily avaliavam que bebida pedir.

Logo Amy se aproximou me deixando pra trás, eu não sabia como ela tinha esse poder de sumir tão rápido e tomar conta de qualquer espaço. Chloe logo me avistou, de imediato seus lábios formaram um sorriso e ela saiu de onde estava pra ir ao meu encontro.

E enquanto ela se aproximava eu definitivamente sabia que não tinha sorte. Porque ela caminhou como uma adolescente de um filme de romance como se a atenção de todos caíssem para o seu andar elegante e a primeira coisa que meu cérebro diz depois de conjurar essa analogia é que ela estava ótima naquele vestido e seu salto alto.

Chloe sempre foi bonita.

“Que bom que você chegou pra me salvar”. Ela diz me puxando pra um abraço, inesperado? Na verdade, vindo de Chloe e sua capacidade de invasão pessoal eu não precisava mais me surpreender. “Aubrey não para de falar sobre o casamento”. Desabafou e eu já sabia porque ela saiu correndo da roda. “Aliás, você está ótima!" Ela irradia, me puxando para o bar enquanto analisa minha jaqueta de couro.

Não me sentia muito diferente do habitual, e me perguntei um tanto freneticamente, se Chloe estava apenas sendo Chloe ou se ela sempre pensa que eu pareço ótima. Ela está usando um vestido pequeno e preto, cuja a parte superior parece um pouco modesta na medida em que não há decote, mas as costas estão abertas logo acima da cintura expondo sua pele. É possível ver os músculos se moverem sob a pele lisa. Pele que me pergunto se é tão suave quanto parece.

“Você não está nada mal também”. Respondi casualmente.

E quando ela sorriu, a conversa com Jesse me volta a mente, naquela noite eu precisava decidir se ia deixar de pensar por um momento e apenas aproveitar ou se ia continuar fingindo que nada estava acontecendo. E apesar que a segunda opção parecia mais correta, eu queria que a primeira tomasse conta.

“Eu realmente senti sua falta”. Ela diz me trazendo de volta do meu devaneio, com um sorriso maroto. E esse sorriso me leva a uma espécie de lugar seguro, que fazia meu cérebro parar de funcionar por um instante.

“Eu causo isso nas pessoas”. Ironizei um pouco convencida entrando no modo proteção em que meu subconsciente fazia esse tipo de sarcasmo para não precisar falar o que realmente queria. “Mas você sabe, passou um pouco de tempo desde a última vez que saímos”.

E ali estava essa parte segura e irônica tentando encontrar pistas do que eu deveria fazer. E enquanto nos aproximávamos das outras meninas eu senti que deveria ter mordido a língua e ficado no modo avião.

“Realmente faz muito tempo, mas eu tenho a sensação que não foi tanto assim”.

“Você acha?” Rebati um pouco surpresa com a resposta. “Eu tenho quase certeza que você era um pouquinho menos arrumada na época...”

“O que você está dizendo Mitchell?” Ela dá um leve empurrão no meu ombro fazendo nossos corpos se encontrarem de leve.

E quando eu olho seu rosto para saber que tipo de resposta dar, ela tem um sorriso em seus lábios, aquele sorriso que intuía eu continuar com meu pequeno jogo.

“Você sabe, não preciso ficar repetindo que você está ótima essa noite...”

“Você está flertando comigo?” Ela diz com falsa surpresa. E eu absolutamente gostava de causar aquela reação nela. ”Você “little bird” continua rabugenta com esse senso de humor que só você acha engraçado”.

“E que você adora”. Dei de ombros.

Era uma provocação, e parece que ela aceitou de bom gosto. Ali estava a Chloe que tinha a capacidade de dizer o que estava pensando. Que não tinha medo nem receio de parecer bobo ou chocante. Era Chloe, como não? Há pedaços dela que eu não podia explicar. Você sabe, como o cabelo dela de qualquer jeito que ela deixe sempre está perfeito; ou como ela é a única pessoa viva capaz de acalmar uma selvagem Aubrey Posen; ou como ela pode olhar para uma pessoa, alguém que ela talvez nunca tenha conhecido antes, e apenas a conheça. Ou o fato dela estar ali e realmente fazer parecer que o tempo não passara. Meu lábio se contorceu em um sorriso leve, e eu esperava que esse sorriso fosse sinal suficiente para ela saber que eu estava feliz por estarmos bem.

“Shots por minha conta”. Amy gritou animada quando alcançamos todas.

Era um ritual das Bellas tomar alguns drinks e dançar a noite toda, é claro que eu sempre evitava a maior parte da festa, até porque eu sabia o efeito que tequila tinha em mim.

Todas estavam super animadas e mesmo Aubrey querendo falar de todos os detalhes do casamento, Amy logo deu um jeito de cortá-la e adicionou mais uma rodada de shots para todas. E depois daquilo fora uma sequência atrás da outra, foi riso atrás de riso e os assuntos foram se misturando com nosso estado de espírito que começava a ficar no nível “álcool” de animação. E enquanto estávamos ali e eu via Chloe rindo e se divertindo, eu sabia que no meu interior eu tinha tomado a decisão do que fazer daqui para frente.

E enquanto nós falávamos qualquer assunto banal com as outras meninas, eu estava cada vez mais próxima dela, nossos olhares se trocavam constantemente e eu estava em plena consciência da forma que seu braço tocava o meu a toda hora. Havia muita coisa passando por mim. De certo modo a confiança de mais cedo continuava o suficiente para deixar meu vocabulário agudo e fazer com que tudo fluísse perfeitamente, é claro que havia álcool, mas eu percebia que ela estava diferente, se contendo um pouco talvez? Mas era difícil dizer, Chloe sempre fora alegre e espontânea.

“Gente, vamos dançar”. Stacie levantou agitada agarrando a mão de Chloe que estava ao seu lado.

E como se fosse automático a mão dela agarrou a minha me puxando para pista. O copo que eu mantinha em minha mão quase fora para o chão tão brusco o puxão, mas mantive-o firme enquanto era puxada por Chloe. E o contato da sua mão em meu pulso fora ardente, era quase como se ela me obrigasse a seguir até a pista.

As outras meninas se juntaram a nós e depois dali nós gritamos, cantamos e dançamos. Olhando além, eu vi Aubrey e Staicie dançando de cada lado de Flo; a forma alta de Emily se elevando sobre quase todos os outros enquanto ria de Amy fazendo sua melhor imitação robô. Lilly estava penteando sua franja no ritmo e Cynthia Rose observava tudo com sua cerveja na mão. E eu começava a me sentir eufórica com tanta felicidade despreocupada em torno de nós. O álcool, provavelmente, não tinha muito a ver com isso.

Porque eu adorava dançar, só era mais fácil com combustível alcoolico.

E no meio de toda aquela cena estava Chloe, ela parecia se destacar no meio de toda aquela luz super colorida. Seu corpo movia-se tão levemente que parecia flutuar. E quando ela invade um espaço vazio e encena um moonwalk, seus pés só param quando ela esteja no outro extremo da pista terminando com um giro rápido e um sorriso brilhante. As Bellas deram um uivo de aprovação.

Era tão fácil quando era Chloe.

"Dude!" Exclamei excitada quando ela se aproximou novamente de onde eu estava. “Desde quando você faz moonwalk? Como eu não sabia disso?" E o sorriso dela é tão grande que eu estava tendo problemas para mexer a boca para obter mais palavras.

"Eu acho", ela se inclina pra mim até seus lábios estarem próximos do meu ouvido. "Que existe uma quantidade justa sobre mim que você ainda não conhece, Becs."

"Hual”, Fiz uma pequena pausa enquanto seu olhar voltava ao meu. “Você soa super convencida quando está meia bêbada. Você sabia disso?" O riso dela saiu de dentro do seu peito fazendo sua cabeça inclinar pra trás.

“Sim, você me viu bêbada o suficiente pra saber disso”.

E aquilo me desequilibrou, porque o tom de voz dela era provocativo e eu sabia que ela não estava bêbada, apenas um pouco alegre.

“Sim, incontáveis vezes até mesmo quando segurava seu cabelo”.  

Meu tom era leve e ela me olha de um jeito que eu não consigo decifrar o que há por trás, e me pegando de surpresa, ela me puxa pra um abraço inesperado. Ela me pressiona a ponto de pensar que não consigo respirar, mas quando puxo o ar é o cheiro doce dos seus cabelos que eu sinto. E sinceramente, eu acho que poderia ficar ali a noite toda, embrulhada naquele abraço, no seu aroma e o calor que ela irradia. É como um lugar seguro, confortável e silencioso mesmo que aja uma festa furiosa ao nosso redor.

E quando ela me solta, continua perto, rindo daquele jeito maroto, puxando meus braços pra dançar com ela. Seu olhar ficou grudado nos meus, não desviou por nenhum momento. Meu corpo começou a entrar em um estado caótico e mesmo se eu quisesse desviar aquele olhar eu não conseguiria.

Porque era magnético.

Me atraia.

Muito.

E eu não podia evitar a provocação. Nesse momento, tudo a minha volta começou a se evaporar, literalmente desaparecer, porque nada importava sob aquele olhar. Meu corpo continuava movendo-se, mas de uma forma diferente, como se provocasse e fizesse cada movimento pensando na consequência seguinte. E eu tinha a sensação que ela estava na mesma sintonia, eu queria acreditar naquilo. E mesmo que as meninas estavam ali, tudo o que eu poderia fazer é olhar para ela, como seus lábios levemente separados emitiam um choque em meu corpo. Meu rosto deveria estar da mesma cor que o cabelo dela e eu agradecia por não ter essa visão sobre as luzes da pista de dança. Porque se fosse perceptível, eu estaria sendo traída pelas maneiras que meu corpo reagia ao dela. Porque eu coro assim mesmo quando não estou envergonhada, é como se meu corpo não considerasse isso e apenas arranjava uma oportunidade de me fazer parecer idiota. Não que eu realmente deveria estar pensando nisso agora, porque a outras coisas com que deveria me preocupar.

Como a maneira que Chloe está olhando para mim, como se quisesse me perfurar.

E a forma como o meu corpo e o cérebro começaram a sair do eixo.

E o que, exatamente, eu deveria fazer com tudo... isso.

Eu estava tentando raciocinar, respirar calmamente e não perder o compasso, mas os movimentos dela estavam me desconcentrando e quando ela se moveu para a frente eu não impedi que ela me puxasse para mais perto e quase colasse nossos corpos. Eu não impedi meu cérebro de cortar aquela ligação instantânea que rodeava a atmosfera fazendo meu corpo pulsar sobre os movimentos programados que ela lançou para mim. Pelo contrário, eu ria com ela, eu estava me divertindo, eu estava... leve.

Havia uma camada, uma bolha sobre nós que eu não queria que explodisse. E eu senti que ela também não, porque o seu olhar lascivo me dizia aquilo. Olhar que se perdeu por um instante quando ela tropeça em seus próprios pés e se joga para cima de mim segurando meus braços com força para não cair. Aquela era uma cena comum, Chloe sempre precisava do meu ombro quando tropeçava em seus saltos. Mas dessa vez foi perigoso, porque seus lábios quase encostaram nos meus. Ela endireita o corpo, mas não se afasta, continua perto, tão perto que eu sinto sua respiração em meu rosto. Existe uma pausa naquele momento que eu a vi olhando meus lábios, que meu corpo tremeu e eu não soube o que fazer para fugir daquele olhar e da respiração pesada que sentia. Eu sinto ela inspirando profundamente repetindo o que a minha própria fazia, nossos corpos pararam por um momento.

"Você é tão doce." Sua mão desliza por meu ombro e ela começa a se afastar de mim.

Sua voz fora tão baixa que eu não tive certeza se ela falara alguma coisa, a única indicação de que algo fora do comum aconteceu foi o sorriso no rosto de Chloe depois que ela se afastou. Ninguém pareceu notar. E eu não soube decifrar o significado das suas palavras se era um elogio ou um agradecimento.

"Dude". Finalmente eu recupero o poder da fala. ”Esses saltos ainda vão te matar”.

Ela ri e volta a dançar como se nada tivesse acontecido. Mas isso era demais para o meu cérebro lidar porque eu tenho a leve sensação que Chloe queria me beijar.



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