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História Before Chaos - Imagine Hange Zoe - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Tormenta.


Fanfic / Fanfiction Before Chaos - Imagine Hange Zoe - Capítulo 5 - Tormenta.

Trevas. E então, dor.

A primeira lembrança verdadeira depois do meu apagão: Os picos de dor passavam dando uma trégua que para mim, parecia ser alivio.

A segunda lembrança: Eu era acordada em intervalos regulares com dedo grossos enfiando algo no fundo da minha garganta. Comprimidos, imagino.

Agora eu estava acordada, deitada em uma superfície dura, parecia uma mesa, minhas mãos estavam amarradas dos lados e meus pés... Bom, eu não os sentia.

Não havia janelas, o ar não circulava por ali, aquele ambiente fedia. Mas não tinha nada, só a escuridão e eu. Conseguia distinguir as paredes por ter acostumado a visão ao escuro, eu estava embaixo. Não sei se em um porão, uma cela, subsolo.... Onde céus eu estaria e porque eu estava ali?

 

Uma luz fraca começou a aparecer em degrade no topo da escada, a luz veio e parou atrás da grade onde deveria ser a porta.

— Ufaaa! Que bom que acordou, eu não queria que você morresse. — A luz clareou o rosto e eu finalmente entendi tudo. Imagens se passaram na minha cabeça com a velocidade de uma mosca gorda e lenta. Era Haru, um dos rapazes do time de Hange. Aquele que tinha flagrado nós duas mais cedo. Entendi os gritos que me atingiram e entendi o que ele estava fazendo ali.

 

“Minha, ela é minha”.

 

Meu peito apertou, a sensação de desespero começou a circular em minhas veias assim como senti tudo meu corpo esquentar.

 

Haru adentrou a sala, em sua outra mão havia uma tigela com um liquido de aparência nauseante. Ele se aproximou de mim com uma feição singela e levou a tigela até perto da minha boca.

Porra! Isso fede.

 

Involuntariamente levantei meu busto para desviar minha boca daquilo, batendo com o ombro. Isso fez com que ele derramasse um pouco no chão.

— Porra, S/N! Olha isso — Ele se afastou — OLHA O QUE VOCÊ ME FEZ FAZER!

Ele me olhou com o rosto contorcido, aquilo era a face de um psicopata. Senti arrepiar os pelos das minhas costas.

Ele atirou a tigela de sopa no chão. E então me encarou, imóvel.

Ficou assim por uns 20 segundos e eu posso jurar que nesse meio de tempo meu coração não bateu uma única vez.

— Ah, eu sinto muito! Por favor! — Disse sem pensar.

— Deve sentir mesmo. — Olhou para a sujeira com o rosto nublado.

Eu pensei que ele me falaria algo, mas em vez disso apenas suspirou e saiu.

O que eu estou fazendo aqui? Que horas são? ONDE ESTA A HANGE?

Outra pontada na cabeça me atingiu fortemente e eu adormeci.

 

 

Era de manhã, no laboratório da Tenente.

Hange estava fazendo suas experiências como sempre, estava pensativa sobre eu não ter aparecido no final do expediente e não ter dado notícias a noite. Afinal, tinha a deixado tão ansiosa...

Ela se levantou e foi até a biblioteca. Vazia.

Ué... O que aconteceu? Se dirigiu até a entrada, onde estaria o comandante Pixis.

— PIXIS! — Ele a viu acenar de longe e sussurrou para o novato que estava ao lado. — Lá vem ela...

— Ahh, bom dia! — Ela disse com o peito cansado. — Você sabe se a S/N veio trabalhar hoje? Eu precisava pegar algumas coisas na biblioteca....

 

Ele ergueu uma sobrancelha. Pegar algumas coisas, claro. Hange não demonstrou surpresa, porque todos já haviam percebido nós duas.

— Olha, até agora ela não passou por aqu... — MUITO BEM, OBRIGADA! — Ela o interrompeu e se dirigiu para dentro novamente enquanto ele fazia sinal de negação com a cabeça.

A preocupação tomava conta dela... O assunto que estava resolvendo ontem, será que tinha alguma relação com isso? A tropa estava suspeitando sobre a sanidade mental de um dos soldados, discutiam isso com ele incluído sem que ele soubesse que estava falando sobre ele, para avaliar as reações. Haru.

 

Hange já tinha notado como as vezes uma bipolaridade e falta de compaixão o consumiam brotando do nada, ele se tornava uma pessoa perigosa com raiva.

Ela também sabia a imensa “admiração” que ele tinha por ela.

 

Haru nos flagrou ontem...

— Não! — A Tenente socou a parede do corredor enquanto tentava afastar esses pensamentos. — Não pode ser isso!

 Ela continuou a caminhada até sua sala. Enquanto isso, o inferno estava prestes a bater em minha porta.

 

Já era tarde, em algum lugar.

Acordei com o barulho de algo molhado, abri os olhos com dificuldade, meu corpo latejava. A sala estava mais clara devido a uma lamparina, eu podia ver de relance algumas marcas roxas nos meus pulsos.

Haru estava abaixado limpando o liquido seco no chão com um pano úmido e um balde. Quanto tempo se passou desde que eu desmaiei de novo?

Minha garganta estava seca e doendo.

— Ha-haru? Esse é seu nome, ah — Ele me amarrou muito bem. — Certo?

Ele me olhou com grandes olhos negros. — Sim. Até que você é inteligente... — Sorriu de lado.

Ódio ferveu dentro de mim, eu queria responder, mas dependia totalmente dele, não podia. — Por que eu estou aqui? E o que você fez comigo? — Olhei para baixo.

 

— Você está aqui por que eu vou te colocar no seu lugar. O que uma mera bibliotecária como você acha que pode conseguir com a Tenente? Subir de cargo?

Não pude conter meu choque. Ele gostava de Hange. Não, ele era obcecado por Hange.

Era ali, naquele momento e naquele lugar. As portas do inferno se abriram.

 

Haru deu a volta na mesa e segurou a minha mão entre as suas.

— Olha... — Ele pegou em cada um dos meus dedos, parando no indicador. — Sabe por que você não pode ficar com ela? — Ele fechou a mão envolta daquele dedo e um som de estralo invadiu a sala seguido do meu grito de pânico misturado com uma dor alucinante e uma gargalhada que eu podia jurar ser do diabo. — HAHAHAHA! PORQUE EU — Outro dedo foi quebrado. — NÃO QUEROOOOO

 

Pelos corredores, Hange sentiu a falta de Haru no trabalho, e sentiu a minha falta.

 

Numa celeridade assustadora, ela ligou os pontos.... e correu.



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