História Before The Right Time - Capítulo 27


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Aegon Targaryen, Arya Stark, Brandon "Bran" Stark, Cersei Lannister, Daenerys Targaryen, Jon Snow, Sansa Stark, Ygritte
Tags Daenerys Targaryen, Got, Jogritte, Jon Snow, Jonerys
Visualizações 428
Palavras 2.432
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Incesto, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Cheguei com capítulo novo!!! Fiquei muito feliz lendo os comentários, confesso que estava nervosa se vocês iriam ou não gostar de como foi o reencontro, se ia atender às expectativas de vcs! Aproveitem esse capítulo ❤️

Capítulo 27 - Capítulo Vinte e Sete



Jon Snow estava admirando a paisagem de Pedra do Dragão, era um lugar tranquilo e calmo. O dia anterior tinha sido difícil, ele chegou da viagem e foi direto ao encontro com a rainha e não foi como ele esperava. Os conselhos de Sansa ecoavam por sua cabeça, ele achava que conhecia Daenerys Targaryen mas o que conheceu não passou de uma farsa. Agora ele estava ali, sem sua espada, sem o barco, apenas sendo torturado diariamente em seus pensamentos sobre o que pode acontecer com ele próprio.

Jon sabia que toda a história do Exército dos Mortos parecia uma loucura, principalmente para uma estrangeira. Ele sentia que ela fosse acreditar em sua palavra e aceitasse ajudar, mas o que realmente aconteceu foi que Daenerys não era muito diferente de Cersei, tudo que ela quer é ter o controle sob o Norte. Ele sabe o quanto os nortenhos o admiram, não poderia fracassar e entregar o Norte nas mãos de uma desconhecida, mesmo que isso cause sua morte.

— Eu adoro vir até aqui para refletir. Você faz isso melhor do que eu. – Tyrion se aproxima. Ele percebe a resistência de Jon em ignorar sua presença. — Sei que está com raiva de mim por ter ocultado poucos detalhes na mensagem.

— Poucos detalhes? – Jon vira-se para encarar Tyrion. — Você me conhece e sabe que eu nunca entregaria o Norte nas mãos de uma pessoa que eu não conheço. E agora eu sou um prisioneiro.

— Eu não diria que você é prisioneiro nesta ilha. Pode circular pelo castelo, ir às praias, aonde quiser.

— Menos ao meu barco, que vocês tomaram logo na minha chegada. – Jon sabia que tinha sido um erro ter ido até lá, mas sem suas armaduras e o barco, ele não poderia fazer nada.

— Vocês dois se conheceram na Muralha, ela me contou que você a salvou. – Tyrion desconversa.

— Eu conheci uma garota indefesa que precisava de ajudar. Essa pessoa que eu conheci ontem, não tem nada parecido com ela. – Jon respira fundo, tentando mandar a calma. — Mas eu mereço isso. Disseram-me para aprender com os erros de meu pai, para não atender ao chamado de uma rainha estrangeira, que por sinal é filha do Rei Louco.

— Ela não tem nada a ver com o pai dela. 

— Eu não a conheço, certo? – Jon altera a voz. — Minha mente já está uma confusão com tudo isso, por eu tentar separar a pessoa que eu conheci na Muralha dessa rainha que não escuta as pessoas e só se importa em ser a Rainha dos Setes Reinos.

— Você também não foi muito delicado. Exército dos Mortos? – Tyrion balança a cabeça negativamente. — Ela deve saber pouco sobre essas lendas. Daenerys passou a maior parte de sua vida nas cidades de Essos. Ela não aceitará largar tudo que está preparando para tomar o trono de Cersei, por algo que nunca viu. Seja compreensível!

— Você acredita em mim?

— Eu escutava as histórias. Mas Mormont o viu e agora você também. Confio mais em olhos honestos do que no que todo mundo sabe. Os Outros, o Rei da Noite e toda essa história, é um alívio enfrentar um monstro como a minha irmã. – Tyrion vai para o lado de Jon Snow, o forçando a encara-lo. — Mas eu sou apenas a Mão da Rainha. Daenerys me escuta, mas principalmente ela gosta de tirar suas próprias conclusões. Por mais que vocês tenham discutido, ela possui uma admiração por você. Mostre para ela que você não é um alucinador e se ajoelhe.

— Eu prefiro morrer do que me ajoelhar. Meu pai morreu protegendo o Norte, meu irmão também. Eu não irei falhar nessa missão! Os nortenhos me escolheram como Rei e eu não irei decepciona-los.

— Seu senso de honestidade me irrita. – Tyrion revira os olhos. Ele sabia que Jon Snow não desistiria fácil da coroa, não pelo poder e sim porque tinha sido dado a ele. — Mas vamos aos poucos. Diga-me uma forma de ajudar.

— Como assim? – Jon pergunta confuso.

— Você tem algum pedido sensato para fazer a rainha? 

— Vidro de Dragão. Meu irmão da Patrulha da Noite está na Cidadela e me enviou um corvo. Na mensagem ele me contava que aqui possuía os vidros para forjarmos armas para combater o inimigo.

                                      •••

— Vidro de dragão? – Daenerys nunca tinha escutado sobre.

— Vidro vulcânico, obsidiana. Ele disse que tem muito por aqui! – Tyrion explica. Ele tenta achar as palavras certas ou lembrar do que Jon Snow o contou, mas havia sido varias informações e ele não lembrava nem da metade. 

— Nós temos assuntos mais importantes a serem tratados. Olenna Tyrell, Ellaria e as Serpentes de Areia estão próximas ao castelo, dentre dois dias elas chegarão. – Daenerys sentia irritação ao lembrar de sua conversa com Jon Snow. Não foi exatamente o que estava esperando.

— Mas se formos comparar, o Norte é o maior aliado que nós podemos ter. – Tyrion vai até a jarra de vinho e enche o copo. — Você nem sabia da existência. Deixe-o extrair o Vidro de dragão.

— E o que o Rei do Norte pretende fazer com isso? – Daenerys enfatiza o título de Jon Snow. Aquilo a incomodava, saber que uma pessoa que ela admirava tinha se tornado um inimigo.

— Parece que serve para fazer armas que matam os Outros e seus soldados, ou podem detê-los, destruí-los – Tyrion tenta explicar. — Não conheço bem à nomenclatura.

— O que você acha desse Exército dos Mortos, dos Outros, desses Reis da Noite? – Daenerys o encara. A opinião de Tyrion a importava muito, diferente dela, ele passou sua vida inteira em Westeros e se fosse verdade saberia.

— Eu gostaria de acreditar que Jon Snow está errado, mas um sábio uma vez disse que nunca devemos acreditar só porque queremos acreditar. 

— Que sábio disse isso?

— Não lembro. – Tyrion é sincero.

— Quer colocar as suas ideias como ditados antigos? – Daenerys sente vontade de rir mas mantém a expressão séria. Uma das melhores coisas que tinha acontecido com ela foi a presença de Tyrion ao seu lado.

— Eu nunca faria isso com você. – Tyrion acompanha a rainha com o olhar. — Acredito em Jon Snow porque ele está aqui. Ele deve ter sido aconselhado a não vir. Eu o aconselharia a não vir, mas ele veio mesmo assim.

— Se ele pelo menos aceitasse dobrar o joelho e jurar fidelidade a Casa Targaryen. Mas ele prefere manter o título de Rei do Norte, o que o torna meu inimigo.

— Não seja dramática. – Tyrion diz por impulso e recebe um olhar incrédulo da rainha. — Desculpe. Jon Snow não é nosso inimigo e você sabe disso, por mais que odeie admitir, ainda nutre uma admiração por aquele homem. 

— Eu sou uma rainha. Se ele se recusou a ser leal ao meu reino, é meu inimigo independente de eu o ter conhecido antes disso.

— Dê esse tempo para ele extrair o Vidro e nesse período procure o conhecer melhor. Vocês são dois fortes aliados, mesmo que a rainha tenha três dragões e um enorme exército precisará do apoio dele para manter o reino. Assim como ele precisa de sua ajuda para deter esse Exército dos Mortos. – Tyrion vai até Daenerys e pega sua mão. — Você sabe que precisará de uma forte aliança por casamento, eu acho que o momento chegou.

— Casar com ele? – Daenerys ergue a sobrancelha. A ideia já tinha passado por sua cabeça, mas foi antes de se reencontrarem. — Eu não acho isso uma boa ideia e tenho certeza que ele não aceitaria.

— Agora ele não irá aceitar. Dependerá do rumo que as coisas forem tomando, você também não precisa pensar nisso agora. Como você mesma disse, dentre dois dias Olenna Tyrell, Ellaria e as Serpentes de Areia estarão conosco para planejarmos como será daqui para frente. Não faça Jon Snow de prisioneiro, o convide para fazer a refeição conosco e a participar de nossas reuniões.

— Você acha que será uma boa ideia? Nós sabemos que ele e os Greyjoy não se dão muito bem.

— Eles terão que aprender a conviver. – Tyrion suspira. — Você está de acordo com a minha proposta? De tratá-lo como um convidado e o fazer entender que você é melhor do que Cersei, o melhor para Westeros?

                                       •••

Daenerys observava seus dois dragões, Rhaegal e Viserion voando, eles ainda estavam se acostumando ao clima da região.  Drogon era o mais esperto dos três, diferente dos outros dois, ele já estava sobrevoando em outras regiões mas a noite sempre voltava. Ela gostaria de dar mais atenção aos seus filhos mas as obrigações a cada dia tem aumentado. Daenerys percebe que há alguém se aproximando e olha pelo canto do olho.

— São incríveis de ver. – Jon caminha em direção à rainha.

— Os homem homenageiam meus irmãos, Viserys e Rhaegal. Eles já morreram. – Daenerys suspira e vira-se para encarar o Rei do Norte. — Você perdeu dois irmãos também. – Jon apenas assente com a cabeça. — Os dragões eram considerados extintos, mas aqui estão. É preciso refletir sobre o que pensamos saber.

— Você falou com Tyrion. – Jon afirma.

— Ele é minha mão. – Daenerys vira seu olhar. Desde o dia em que o viu, a presença daquele homem a afetava de uma maneira que não conseguia explicar.

— Ele gosta de falar. – Jon tenta quebrar o clima tenso.

— Gostamos de fazer o que somos bons.

— Eu não. – Jon discorda. Ele gostaria de ficar com sua irmã, em Winterfell, sem ter que se preocupar com Guerras ou Batalhas. Por mais que tivesse escolhido ir para Patrulha, ele não sentia satisfação em matar como outros guerreiros.

Daenerys sente vontade de sorri, mas disfarça. Ela encara o homem ao seu lado, algo havia acontecido com ele desde a última vez que se viram mas ela não conseguia identificar.

— Nós começamos de um jeito errado. – Daenerys admite e Jon vira para encara-lá e os dois trocam olhares. — Eu sou grata por ter me salvado e acolhido. Mas eu sou a Rainha legítima do Trono de Ferro e dos Setes Reinos. O Norte pertence a esses Reinos, eu não posso aceitar a independência do Norte.

— Eu entendo você. Mas eu peço para que você me entenda também! – Jon dá um passo para ficar mais próximo da rainha. — Eu não pedi para ser Rei, nem direito eu tenho a isso já que sou um bastardo. Os nortenhos me escolheram como Rei do Norte porque acreditam em mim. Eu não posso simplesmente entregar o Norte em suas mãos, eles não a conhecem e eu nem sei se a conheço direito. O Norte sempre foi a minha casa, essa é a primeira vez que eu saio de lá. Todos foram contra eu vir até aqui, mas eu preferi acreditar que você me ajudaria. Seja qual for a sua decisão ao meu respeito, eu irei aceitar, porque eu estou lutando pelo meu povo, pelo Norte.

Daenerys escutava atentamente as palavras de Jon Snow. Ela reconhecia o homem por quem tinha tamanha admiração, e sabia que ele não era um inimigo. Sua respiração estava acelerada e ela percebe o quão próximo os dois estavam e dá um passo para trás, engolindo seco.

—  Eu queria ter isso que você possui. Uma proteção pela sua Casa. – Daenerys olha atentamente para o castelo. — Eu cresci escutando histórias sobre Pedra do Dragão. O castelo onde ficava os príncipes que assumiriam o Trono de Ferro. Durante a rebelião de Robert, meu pai mandou a minha mãe para cá e eu nasci em meio a uma tempestade.

— Daenerys Nascida da Tormenta. – Jon sorri. A rainha possuía vários títulos, dificilmente ele lembraria de todos, mas o primeiro chamou sua atenção.

— Minha mãe morreu e sobrou apenas eu e Viserys. Eu passei grande parte de minha infância em Braavos, na casa com porta vermelha. – Daenerys sente às lágrimas querendo descer mas fecha os olhos, para controlar. Ela não podia mostrar suas emoções. — Quando o dono da casa que tinha nos acolhido morreu, os criados roubaram nosso dinheiro e fomos colocados para fora. Lembro como se fosse a pouco tempo atrás, o meu desespero quando vi a porta vermelha sendo trancada para sempre. Eu passei grande parte da minha vida mendigando abrigo ao lado de meu irmão. Ele era mais agressivo e seu ódio pelos que usurparam o Trono se tornava maior a cada dia. Ele odiava ter que pedir ajuda, sempre que iríamos para uma nova casa ele afirmava para mim que nossa casa era Westeros, Pedra do Dragão. – Daenerys gesticula com a mão, mostrando o castelo. — Mas eu estou aqui, em casa. E eu não estou sentindo nada, sempre imaginei que um sentimento de conforto me atingiria assim que botasse os pés aqui.

— Eu sinto muito. – Jon não encontra palavras para consola-lá. Sua vontade era de abraçá-la, mas sabia que aquilo não seria certo.

— Você perdeu dois irmãos, mas ainda tem uma que o apoia e está ao seu lado. Você tem uma família, você tem um lar, eu nunca tive nada disso. Os três dragões são como filhos para mim. Eu sou a última Targaryen, eu passei por diversas dificuldades para chegar até aqui e eu não deixarei Cersei Lannister roubar o que é meu por direito. – Daenerys retoma sua expressão rígida, já estava começando a se arrepender de ter contado coisas que eram pessoais para Jon Snow. Mas ela sentia uma identificação com o homem que estava ao seu lado, algo que a deixava confortável para conversar sobre isso.

— Não achei que deixaria. – Pelo pouco que conhecia da rainha, Jon sabia que ela era tão teimosa quanto ele.

— Mas não mudei de ideia sobre que Reinos pertencem ao trono.

— Eu também não. 

Jon tinha escutado o relato de Daenerys sobre sua infância, se fosse escutar o seu coração, ele entregaria o Norte para ela. Mas ele não podia fazer isso por causa de um momento de fraqueza. Daenerys o olha incrédula com a relutância em dobrar o joelho, os dois desviam o olhar. A Rainha lembra das palavras de Tyrion, Jon Snow era um forte aliado e se conseguisse tempo, o faria entender que ela seria uma boa rainha.

— Pode extrair o Vidro de dragão e fazer armas com ele. – Daenerys quebra o silêncio. Jon volta a encara-la, surpreso positivamente com a atitude da rainha. — Vou providenciar tudo que você irá precisar.

— Obrigado. – Jon não esperava que Daenerys aceitasse o ajudar tão rapidamente. A conversa com Tyrion tinha surgido efeito na rainha. Jon faz menção de se retirar mas volta para fazer uma pergunta. — Então você acredita no Rei da Noite e no Exército dos Mortos?

— É melhor você ir trabalhar, Jon Snow. – Daenerys desconversa e Jon entende o recado e se retira do local. Daenerys espera o Rei do Norte se retirar e o observa de longe.


Notas Finais


Gostaram do capítulo? Deixem seus comentários!!! Aos poucos Jonerys vão se aproximando, espero que vocês estejam gostando dessa nova abordagem. Até amanhã meus amores 💟


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