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História Before You Go - Sam Uley - Capítulo 5


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Notas do Autor


O capítulo não foi revisado!

ATENÇÃO: Como eu disse no começo da fanfic ela abordará temas fortes! Então estejam preparadas para o próximo cap.

Capítulo 5 - 05


Fanfic / Fanfiction Before You Go - Sam Uley - Capítulo 5 - 05

“Você me deixou no escuro, não há madrugada, não há dia. Eu estou sempre neste crepúsculo, na sombra do seu coração.”

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SAM TEVE QUE ANDAR rapidamente até Seth, que estava com os olhos brilhando em fogo quando suas mãos foram em direção a Paul, tentando alcançar seu pescoço.

— Seu cretino desgraçado! - o irmão mais novo de Leah gritou, batendo os cotovelos em Sam na tentativa de se livrar dele para bater no companheiro da matilha.

Jacob foi até ele agradecido por Sam tê-ló segurado e agarrou os pulsos de Seth. E foi a vez de Sam com Paul.

O lobo mais velho agarrou a camisa do seu irmão e o arrastou pela sala como se ele fosse um pedaço de papel. Emily engasgou com o som pesado que fez quando as costas de Paul colidiram com a parede laranja da casa.

— Você ficou louco?! - Sam questionou, puxando Paul para frente e batendo-o de volta na parede.

Para Sam, ele estava falando normalmente. Para Emily e Paul, o lider normalmente calmo estava gritando em plenos pulmões. Era a primeira vez que ele via Sam tão descontrolado.

— M-mas e-ela que... - ele começou de olhos arregalados.

— Eu não dou a minima para o que ela fez! Você não tinha o direito de fazer isso, seu idiota insensivel! - A voz de Sam era um murmuro mortal e explicito que congelou até Seth em sua necessidade de acabar com Paul.

— Se ela se machucar Paul, eu juro por Deus que... - ele cerrou os dentes e trincou o maxilar.

Paul estava tremendo e seus olhos arregalaram ainda mais, Sam estava segurando-o com tanta força que o alfa podia sentir seus músculos ondularem com o estremecimento. O Lahote quase teve um ataque cardíaco quando Sam recuou a mão e bateu com tanta força na parede ao lado da cabeça de Paul que afundou a madeira.

— Sam! - Emily ofegou com as mãos na boca horrorizada. - Pare, por favor!

A voz dela era possivelmente a única que poderia fazer Sam sair de sua raiva, e isso aconteceu.  Olhando em volta, o alfa viu sendo observado por cada pessoa que estava ali. Os outros membros do bando estavam prontos para intervir se algo a mais acontecesse e Quill parecia que iria mijar nas calças a qualquer momento.

— Sam, acalme-se... - Embry murmurou baixinho gesticulando para ele abaixar o punho que ele aparentemente levantou pronto para atacar novamente, que desta vez ele com certeza acertaria o rosto de Paul.

Apertando o dentes com mais força, Sam soltou Paul no chão, que perdeu o equilíbrio por ficar fraco. Olhando em volta novamente, ele abaixou o punho e observou as mãos de Emily estendidas, como se ela tivesse pensado em intervir, mas estava com medo. Perecia que todos estavam aterrorizados.

Sam não conseguiu encontrar as palavras para pedir desculpas, ou até formular uma frase decente em sua cabeça. Tudo que ele sabia era que a raiva que ele consumia era tão grande que poderia arrancar a cabeça de Paul e jogar o corpo dele no mar para servir de comida de peixe.

Mas acima de tudo, ele desejava encontrar Leah e secar suas lágrimas e fazer com que ela nunca mais chorasse.

— Temos que encontrá-lá, esta tempestade vai ficar pior.

Os ombros de todos na sala caíram em alivio quando a velha voz sábia de Sam retornou. Seth foi o primeiro a assentir rapidamente.

— Sim, temos que ir. Ela nem ao levou o casaco. - Seth disse puxando a camisa por cima da cabeça - Eu aposto que ela foi correr, mas de qualquer jeito, não gosto de minha irmã andando por ai sozinha.

Seu tom mostrou preocupação, mas ao mesmo tempo o alivio era evidente por ver Paul ainda vivo - por mais idiota que ele tenha sido. Sam assentiu, com os braços ainda tremendo.

Ele sentiu o toque gentil e uma pequena carícia, ele olhou para Emily e ela estava com os olhos castanhos cheio de lagrimas.

E pela primeira vez, Sam apenas olhou para ela e se afastou enquanto tirava o celular do bolso.

Discando rapidamente, ele contou segundos entre os toques e sentiu o aparecimento de rugas nas sobrancelhas, além de gotas de suor na testa.

— Droga Leah, atenda a merda do telefone! - Sam implorou para si mesmo, começando a andar pela casa quando caiu na caixa postal. Ele tentou novamente, e não conseguiu resposta.

Rosnando, Sam começou a digitar uma mensagem de texto apressado para ela.

Por favor Leah, não faça isso.”

Não hoje. Ele pensou.

Os minutos que se passaram foi os mais longo da vida de Sam, ainda sem resposta de Leah. Jesus, isso era horrível. Ele tentou o telefone da casa dos Clearwater, nada.

— Vamos tentar não entrar em pânico. - Jake disse colocando uma mão no ombro de seu colega alfa apenas para tirar quando ele se virou para encarar-ló - Olhe, ela já fez isso uma vez. Apenas de algumas horas para ela, ela sempre volta para casa.

Seth engoliu em seco e contra gosto, ele concordou. Ele já passará dias se preocupando com sua irmã sem motivo, já que ela estava bem.

— Jake está certo, Sam. Leah logo estará de volta.

Seth murmurou indo até a janela e viu um raio hediondo cortar o céu, fazendo seus instintos mudarem rapidamente.

— Eu acho que irmos encontra-lá não vai ser uma ideia ruim também.

O vento uivava como um urso preso em uma armadilha do lado de fora, enquanto as gotas de chuva batiam ferozmente no vidro das janelas. Era realmente uma tempestade violenta, e se piorassem, La Push certamente estaria em estado de desastre no fim da temporada. Na verdade, não apenas La Push, mas toda Washington. Os jornalistas chamaram de "estação temporária das monções" e alertaram a todos para cancelar quaisquer planos de viagem e estocar bons suprimentos e coisas assim, porque a área do estado de Washington poderia esperar tempestades horríveis quase todos os dias da semana durante um mês próximo. As nuvens agourentas que vinham se escondendo em La Push por dias eram sinais de alerta do furacão que se aproximava.

Sam gemeu baixinho, Leah escolherá o pior dia para desaparecer, no começo de uma tempestade.

Não que as coisas estivesse indo tão bem para ela antes ds tempestade mas, droga, ela estava se esforçando e Sam sabia disso. Era justo ser gentil com Leah, especialmente o resto da matilha, mas era uma tarefa dificil já que ela afastava todos com seu rancor e palavras duras. Mas ele mais do que ninguém deveria estar mais chateado, só que não. Ele estava aqui, preocupado com a vida de sua ex-namorada - por quem ele se recusou a admitir que ainda era apaixonado - que foi dar um passeio na tempestade? Sim ele estava, Sam Uley iria ser pai, ele tinha um bebê a caminho, Leah era a ultima coisa que ele deveria estar pensando nesse momento.

Enquanto Jacob se despia para transformar-se, Sam olhou para sua noiva encontrando as mãos dela juntas sobre o colo, observando todos os membros da matilha com os olhos preocupados. Então seu olhar se voltou para ele, e droga, isso fez Sam se sentir culpado. Ele lhe lançou um olhar de desculpas pelo acidente na parede, prometendo que consertaria.

A mão maciam de Emily repousou em seu braço.

— Sam, eu tenho certeza que Leah irá ficar bem. Deixe Jake e Seth irem procura-lá, talvez Paul. Mas por favor, fique comigo.

Sam se perguntou como Emily poderia ser tão egoísta, no fundo, ele sabia que ela só o queria lá para que podessem aproveitar a noticia da gravidez juntos. Mas tudo que ele conseguiu se concentrar era com o desaparecimento de Leah. A celebração poderia vir depois, Leah sempre veio primeiro, sempre.

Sam percebeu que a dedicação por trás desde pensamentos o assustou um pouco, então ele balançou a cabeça e tirou a camisa.

— Não, eu tenho que ir procura-lá. Paul, você vai ficar aqui. Você é a ultima pessoa que ela vai querer ver agora. - Sam esperava que não fosse ao contrário, já que normalmente sempre era.

Não demorou muito para que o resto dos garotos se despissem e saírem em direção a chuva.

— Boa sorte, vão com os deuses. - Quill acenou numa péssima tentativa de humor quando os três lobos desapareceram no fim de tarde.

Uma hora se passou enquanto ele percorria cada pedaço de Forks e Port Angeles, sem qualquer traço de Leah ou do seu perfume.

— Droga, aposto que é por conta do vento. - Jake disse com o nariz castanho-avermelhado no chão molhado, mas sentiu nada mais do que o cheiro de terra molhada.

— Sim, e a chuva deve ter lavado a trilha. - Seth concordou.

Céus, por que Leah sempre tinha que escolher os piores dias para fugir? Ele pensou frustado.

Ele lembrou-se de que quando Laah tinha sete anos ela brigou com sua mãe por ela ter feito uma festa do pijama e Seth convidou todos os meninos da reserva fazendo-a surtar e fugir apenas de pijama no mesmo dia em que uma gangue de motociclistas passaram por La Push. Quando Leah não voltou para casa Sue quase arrancou os cabelos da cabeça de tão preocupada que ela ficou, o mesmo aconteceu quando Leah tinha dez anos, aos doze e assim se foi. Ele se viu pensando nos problemas que sua irmã poderia ter se Sue descobrisse que ela fugiu depois de tanto tempo.

— Nós a encontraremos, não se preocupe Seth. - a voz do antigo alfa o fez sair de seus pensamentos.

— Ei, Sam?

— Sim?

— Obrigada. Ela nunca admitiria, você sabe, mas tenho certeza que ela gostará de você indo encontra-lá.

Sam quase sorriu, Seth era tão inocente e honesto com suas emoções que às vezes parecia que os dois lobos Clearwater não era da mesma familia. Era como se Leah fosse a água, ela se infiltrava em fendas para desgastar sua personalidade com sua própria corrente, mas sempre acabava presa, mas sempre encontrava uma maneira de se libertar. Já Seth era o fogo da familia, com toda sua ousadia e seus sentimentos profundos. Seth era realmente muito apaixonante e irradiava calor para todos que o conheciam, até os Cullens de corpo frio.

O grande lobo preto parou exatamente como seus outros dois companheiros de busca, seu pêlo quase invisível no começo da noite sombria.

— Nenhum vestigio, isso é realmente frustante. - Jake disse sacudindo o corpo e espalhando gotículas de água pelo ambiente.

— Ela não poderia ter ido longe demais. Vamos esperar um pouco antes de partimos. - Sam tentou tranquilizá-los. Ele era o alfa juntamente com Jacob, seu trabalho era tomar decisões e acalmar seus irmãos e irmãs quando eles precisavam.

Não importa o quanto ele não acredite em suas próprias palavras.

— Eu duvido muito Sam, Leah é muito rápida e fica ainda mais quando ela está com raiva. - Seth choramingou, não conseguindo evitar os pensamentos ruins que invadiram a sua mente de Leah machucada, Leah sangrando e até perdida.

— Tente ficar calmo Seth, tenho certeza que sua irmã está bem, sério. Ela e Paul já descutiram antes. - Seth rosnou com a menção do nome de Paul e, estranhamente, Jake também.

Os olhos dourados e surpreso de Sam se voltou para Jake, e ele tentou esconder ao maximo seus pensamentos sobre o beijo deles que acontecerá de manhã.

— Só acho que ele foi longe demais desta vez. - Jacob respondeu quebrando o contato visual.

— Ele sempre vai, aquele idiota. - Seth ralhou, saboreando a imagem dele rasgando o rosto de Paul.

— Acalme-se vocês dois. Paul é um idiota arrogante sim, mas ele tinha o direito de ficar com raiva, mesmo que eu não desculpe as coisas que ele disse. - Sam suspirou, se forçando a ficar calmo novamente, tentando voltar a ser aquele que agia com a cabeça e não com o coração.

Jake abaixou a cabeça mais uma vez quando soube que Sam estava certo. No fundo, ele sabia que Sam se sentia da mesma maneira que quando foi forçado a tomar partido em relação ao Beta anterior, porque era a norma e na maioria das vezes, como ele havia ponderado anteriormente, Leah trouxe seus infortúnios para si mesma. Era como se a garota estivesse se afogando nesse profundo e escuro abismo de dor e era tarde demais para alguém puxá-la para fora, porque cada palavra que parecia lhe dizer hoje em dia era outro tijolo amarrado no seu tornozelo.

O latido repentino e o rosnado de Sam assustaram o pensamento da cabeça de Jake e ele se virou para encarar seu companheiro líder.

— Sam, você está bem?

— Eu estou bem. Mas todo mundo precisa parar de pensar que Leah não pode se curar sozinha, porque eu sei que ela pode. Sei que vai levar tempo, mas a última coisa que ela precisa é que todos desistam dela.

— Você mesmo estava quase desistindo dela! - Jake disse sem pensar, mesmo sabendo que não era verdade.

Sam soltou um rosnado alto e antes que ele avançasse em Jake o Clearwater entrou no meio, intervindo. Jake não pretendia que esse tipo de coisa escapasse de sua boca, mas ele estava tão frustado que nem conseguia pensar direito. O alfa de cor ferrugem podia ver que seu amigo estava tão preocupado com Leah quanto o resto deles, talvez até mais, e ele não queria mais agravá-lo. Mas sempre que Sam pensava na dor de Leah, pedia desculpas repetidamente, fazendo Jake perder a noção e deixando se levar pelo impulso.

Sam causou a Leah a dor que ela sentia hoje em dia. Inferno, ela havia perdido os dois homens que mais amavam no mundo no mesmo dia e mesmo assim ela se sentia culpada. Sendo que o único culpado de tudo era Sam.

Sam não fez nada além de rosnar para ele movamente, virando-se na direção de Jacob e começou a caminhada de volta a La Push.

— Você tem sorte que eu tenha coisas melhores para fazer, coisas mais importantes do que lutar com você, Jacob. Eu sei o que fiz.

Foi tudo o que Sam disse enquanto desaparecia nas árvores. Jacob e Seth trocaram olhares arrependidos entre si antes de seguir atrás dele.

Mais uma hora se passou enquanto o trio vasculhava as praias e os sertões de La Push e Forks e ainda nada. Tristemente, os meninos sabiam que tinham que voltar oara casa, por mais que quisessem permanecer no frio e continuar a procura. Com suspiros cansados todos os meninos voltaram de volta para casa.

Jake foi para casa e perguntou a Billy se ele tinha notícias de Sue. Não. Seth foi para casa e encontrou apenas sua mãe, olhando pela janela com os braços cruzados aborrecida e preocupada com o desaparecimento de sua menina. Sam foi para casa, tentou o seu melhor para ser feliz e depois foi para a cama com a Emily grávida, ainda preocupada.

Seth acordou na manhã seguinte com o fraco sol raiando através das nuvens escuras e pesada, ainda sem notícias de Leah.

Leah estava sentanda em um tronco a cerca de três quilômetros da fronteira do Canadá, foi lá onde ela passou a noite. Ela não dormiu, quem poderia dormir quando parecia que a morte envolvia as mãos cinzentas e frias ao redor de seu mundo enquanto lhe roubava a cor.

Ela chorou por horas, não por causa dos raios e trovões e sim pelo seu coração partido. Seu único abrigo contra o tempo destrutivo era uma árvore quase árida de folhas. Suas roupas estavam encharcadas e ela sabia se fosse um humano normal a hipotermia já teria começado. Mas ela não ligou, apenas chorou, chorou como um bebê na frente de seus piores monstros. Mas uma vez, o laço que ela e Sam tinha foi se partindo cada vez mais aquela noite, não sobrará quase nada.

Ela apertou seu peito e soluçou de todo o coração, tudo o que ela lutou para controlar, todas as lembranças que ela reprimiu estavam desmoronando sobre o chão. O rosto bonito e perfeito de Sam brilhava diante dela em sua mente, sua expressão cheia de puro amor, significada apenas para ela, quando eles estavam juntos. Como ela tinha magoa de Emily por tirar a única chance de felicidade que ela tinha. Ela estava vivendo sua vida. Leah deveria estar grávida do bebê de Sam. A bela cabana - com as paredes horrendas - deveria ser dela. Sam deveria ser dela. Ela entregou seu coração a ele, cada pedaço de seu coração agora fragmentado e, no final, suas promessas não tinham sentido.

Ele seria pai. Se Emily estava grávida, Sam provavelmente estava pulando nas paredes agora. Por um instante, Leah se perguntou se eles foram procurá-la ou se eles tivessem decidido deixá-la morrer sozinha à noite. Seu cabelo ainda estava ensopado, mesmo que a chuva tivesse parado horas atrás e havia sobrado apenas a umidade no ar. Não era nem uma noite relativamente ruim, considerando o clima em que La Push estava supostamente. Leah ouvia o mar distante, o pequeno canal do oceano Atlântico que cortava a terra. Ele provavelmente estava apenas a alguns minutos de caminhada, podia sentir o cheiro da brisa fresca e salgada misturada com o cheiro sujo de lama no solo.

Agora, mais do que nunca, Leah queria correr para a água, mergulhar e afundar até o fundo. Afundar até água penetrar cada fibra de seu corpo, tirando o resto de vida que ela ainda tinha.

Pelo menos, Leah não precisaria voltar a La Push, encontrar os olhos irritados de sua mãe, a raiva olhos de Paul e provavelmente os rostos sorridentes de Quill e Embry. Sim, eles estavam certos. Leah Clearwater é na verdade uma pessoa com sentimentos e ela chora também.

Puxando o celular do bolso quando sentiu uma vibração pela sexagésima vez, ela leu o nome de Seth e sentiu uma pontada de desprezo. Pobre Seth... Ela não tinha considerado como ele se sentiria ao desaparecer assim. Mas novamente, ninguém tinha pensado nela quando Emily entrou sorridente pela porta da frente para dar a nova noticia. Leah fechou o telefone novamente e o enfiou novamente nos bolsos ensopados.

Era uma maravilha que ele não tivesse sido arruinado, hoje em dia os telefones eram quase indestrutíveis. Ela até deixou cair da boca algumas vezes enquanto corria em forma de lobo.

Leah praguejou baixinho ao perceber que tinha deixado algo cair no caminho. Levantando-se e olhando em volta cuidadosamente pela área arruinada, os olhos castanhos tempestuosos de Leah procuraram seu iPod. O aparelho deve ter escorregado dos dentes ou caído do bolso quando ela se afastou e vestiu o short. Ela se amaldiçoou.

Ouvir uma música agora para calar seus pensamentos era tudo que ela precisava. Qualquer coisa para distrair Leah de imaginar Sam com aquele pequeno sorriso enquanto ele abraçava sua noiva.

Um galho estalou atrás dela e depois foi como ironia, o suave zumbido da música encheu o ar parado da floresta, junto com o trecho de Always do Bon Jovi. Virando-se rapidamente para trás, Leah deu de cara com Karl Flying.

Na mão, ele acenou com o iPod.

— Isso é seu querida? - ele perguntou sorrindo, Leah deu um passo para trás em choque - Minha nossa, você está uma bagunça Leah Clearwater. O que aconteceu?

Sua voz não parecia preocupada. Havia curiosidade, e isso fez Leah querer correr para as colinas. Ela lutou contra o instinto e se manteve firme.

— Uh... - ela limpou a garganta, os olhos se movendo para trás do alfa, onde a matilha dele se encontrava.

Ela viu o beta dele, qual era o nome mesmo? Bronson? Não, Brandon sair de trás das árvores. E ao lado de Brandon estava Keith e sua namorada, Janice. Todos eles inclinaram a cabeça para o lado enquanto a observavam toda encharcada. Leah se viu cruzando os braços sobre o peito apenas por respeito a si mesma.

— O que você está fazendo por essas bandas? - Brandon perguntou enfiando as mãos dentro do bolso. Os dedos dele estavam segurando algo dentro do bolso da calça, Leah percebeu, mas não sabia dizer o que era.

— Eu fui correr ontem à noite e fui pega pela tempestade. Por que se importa, afinal? - ela murmurou friamente olhando para os quatro pares na pequena clareira. Leah tentou se concentrar na corrente do mar que ela poderia ouvir para se distrair do olhar esquisito de Karl.

— Entendo...- Keith disse ignorando a pergunta e cruzando os braços.

Janice olhou para ele, antes de olhar para Leah. Ela parecia uma pessoa simples, como se estivesse assistindo a um filme tediante. Seus olhos estavam fixos em Leah novamente então e eles pareciam querer ver através dela. Um calafrio subiu pela espinha da loba.

— Então, você correu ontem à noite, enquanto acontecia uma tempestade horrenda. Sem mencionar que você correu por cinco horas, La Push está longe. - Brandon disse, viajando os olhos pelas pernas de Leah fazendo-a cruzá-las.

— Sim, isso mesmo. - ela disse odiando-se pelo leve tremor em sua voz - Obrigado por achar meu Ipod, pode me devolver agora. - ela dusse estendendo a mão e tirando o aparelho da mão do alfa, desligando a música.

— Sem problemas, Leah. - ele disse, Brandon se pois ao lado de Karl, ainda olhando para ela.

— Como você sabia que eu estava aqui? - ela perguntou lentamente, deixando os olhos passarem pelos quatros indivíduos misteriosos e não gostando da personalidade deles.

— Nos não sabíamos, até que...- Janice começou, sua voz estava mais entediada que o normal.

— Até? - Leah perguntou, levantando uma sobrancelha e esperando que ela não parecesse tão retardada quanto ela.

— Até sentir seu sangue. - Keith respondeu, dando um passo ao lado de seu Alpha e Brandon, ficando mais perto dela. - Tinha um rastro no chão, cerca de una milha. É estranho que a chuva não tenha lavado.

Leah olhou para baixo e, oh, merda, sua perna estava sangrando. Ela deve ter quebrado um galho ou talvez tenha tropeçado em algum lugar. Ela não sabia onde estava exatamente, mas ela percebeu que estava muito longe de casa.

— Droga, eu nem percebi. - Leah disse, avaliando a ferida.

Não foi tão ruim, era apenas um arranhão que acabaria em um dia ou dois devido a suas habilidades de cura.

— Tenho que dizer Leah, para um lobo como nós você tem um sangue de dar água na boca. - Brandon sorriu e Leah sentiu todo seu sangue gelar.

Eles eram assustador, esses caras estavam pior do que vampiros. Leah não conseguiu encontrar as palavras para rebater, então não disse nada, apenas se levantou novamente. Quando ela encontrou seus olhos novamente, todos eles, Janice incluiu, com o mesmo sorriso maligno.

— Na verdade, Leah Clearwater, todos vocês dão água na boca. - Brandon sorriu. Karl não disse nada, mas seus olhos de alfa o fazia parecer uma criança em um acampamento olhando para um bolo de chocolate.

— Leah, Leah, Leah. - Karl se aproximou.  - Presumo que você esteja sozinha. Estou certo?

O coração de Leah começou a martelar rapidamente contra o peito, a chuva começou a cair novamente e o vento rugiu alto em seus ouvidos. Ela poderia ouvir o mar furioso a sua distância.

Algo não estava certo.

 



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