História Begin Again - Chaelisa - Capítulo 2


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Palavras 3.489
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


a eu vou sair postando tudo kkk

Capítulo 2 - Consequências


Chaeyoung irrompeu porta à dentro do seu quarto, indo direto para a sua cama e se jogando de bruços, chorando como se não houvesse amanhã.  

E na verdade, para ela agora que definitivamente tinha perdido sua líder preferida, não haveria amanhã.   

Não agora, quando ela chorava sem parar, tendo uma Jennie assustada, vindo em sua direção e com uma preocupação sem medida, sentou na beira da cama e começou a afagar as coisas da menor.   

- Chae, eu sinto muito que você descobriu tudo assim - falou baixinho.   

A nerd virou o rosto em direção a outra.   

- V-você sabia d-de tudo? - disse entre lágrimas.   

Jennie respirou fundo, trincando sua mandíbula. Era difícil dizer o que realmente aconteceu entre Jisoo e ela, após a coreana contar tudo enquanto que Lisa contava de uma vez também a Chaeyoung.   

- Jisoo me contou. Ela acabou de sair daqui - falou tentando aparentar confiança na voz, porém estava tão triste e chateada quanto Chaeyoung - ela sabia de tudo, Chae. Não só sabia como ajudou a Lisa.   

A mais nova fez uma careta, suas sobrancelhas se unindo em seu rosto vermelho de tanto chorar.   

- P-por que elas fizeram i-isso? - virou o rosto, não querendo encarar a outra - Ela foi embora Jen. Foi embora de v-vez.   

Jennie ouvia o choro baixinho de Chaeyoung, seu travesseiro agora encharcado pelas lágrimas que consumiam a menor. Percebeu que era ela que devia ser forte, porque sempre se viu como uma irmã mais velha e seria uma. Não iria se rebaixar ou se sentir uma bosta por causa de Jisoo e muito menos iria deixar Chaeyoung de sentir da mesma forma por conta de Lisa e sua insensibilidade, deixando a nerd que ela dizia gostar, a ver navios. Contornou a cama da australiana, se ajoelhando em frente a ela, na beirada.   

- Chae, lembra no começo disso tudo, quando inventei aquele maldito plano pra você se aproximar da Lisa?  A mais nova apenas assentiu calada, olhando para algum ponto fixo, seus pensamentos distantes dali.  - Eu disse que se tudo isso acabasse mal, eu me responsabilizaria - pegou na mão da nerd - e eu sou responsável por tirar você dessa, e eu vou. Me desculpe por envolver você nisso tudo. Por você ter conhecido a Lisa, por entrar nesse mundo popular e imbecil - Jen continuava a olhar seriamente para ela - você está livre pra ser o que realmente é, Chae. E eu vou estar com você em qualquer decisão que tomar. Seguirei você como um cachorrinho, só pra limpar a minha barra com você, eu prometo.   

As íris marrons e brilhantes encararam a outra, ainda triste e vazia.   

- E-eu não quero pensar sobre isso agora, Jen. Só quero f-ficar sozinha - falou em um fio de voz.   

Sua amiga franziu o cenho, em preocupação para com a menor, mas não disse nada ao beijar sua testa carinhosamente, saindo do quarto e fechando a porta atrás de si.   

***  

O olhar de Lisa através da pequena janela do avião estava pensativo, como milhões de fatos acontecessem em sua cabeça, sua respiração ainda acelerada, deixando Jinny preocupada com aquela reação da ex-líder.  Desde que saiu de Stanford, deixando sua nerd para trás, não falou mais nada, o silêncio predominando por toda a viagem.   

- Eu sinto muito, Lisa - falou ao seu lado da poltrona - mas você sabia que não poderia contar pra ela.   

A tailandesa nada disse, não se mexendo nenhum centímetro, continuando a mirar o nada, através do vidro escuro da janela.   

- Sua temporada em Londres comigo, vai ajudar a esquecê-la. Vai ver – disse. 

Jinny apenas queria vê-la bem.   

****   

Lisa estava mais desperta, por conta do fuso horário diferente, e da agitação nas ruas, porém ainda confusa com toda a informação que Jinny estava dando.   

Ela falava como um papagaio no ombro de um pirata, dando todas as observações necessárias para a tailandesa em seu novo lugar, enquanto Lisa andava a seguindo com dificuldade, esbarrando estre as pessoas, a sua maioria mais velhas, nas escuras mas reluzentes ruas de Londres, com sua mala na mão e uma velha guitarra do senhor Manoban em suas costas.   

Tocar guitarra era um velho hobby que esqueceu e deixou de lado, assim que entrou na faculdade, sendo uma antiga vida de colegial, onde tudo era uma música escrita no seu bloquinho, ou feita naquele instrumento.   

- Até agora não sei porque diabos você quis que eu levasse esse trambolho velho - falou, ficando cansada de tanto andar e nunca chegar em seu destino, desde que saíram do táxi.   

Jinny olhou para trás divertida, mas não deixando de olhar freneticamente ao seu redor, as luzes das ruas refletindo em seus cabelos loiros descoloridos, a névoa entre suas pernas que saíam dos becos gélidos.   

- Vai saber agora, Manoban - abriu os braços para falar, empolgada - Bem vinda a Hoxton! Lar da boêmia e noite de Londres - parou de repente em frente a um local onde sua aparência não dizia exatamente nada, apenas era uma porta de ferro escura, com barra de metais para abri-la - e bem vinda ao Welly's, meu lar.   

As sobrancelhas de Lisa se uniram, não prestando muito atenção ao que a garota loira estava querendo que ela visse, porque a movimentada e barulhenta avenida tocava músicas diferentes em cada bar ou boteco, com estilos diferentes e que prendia a atenção da ex-líder.   

Havia um saxofonista ao longe, com uma garrafa de vinho ao lado no chão, tocando seu instrumento em troca de moedas. Algumas pessoas passavam sem se importar, outras eram atraídas e tiravam fotos.   

Aquele lugar era completamente diferente do que ela esperava, como visitar e tirar foto do Big Ben. Porém fez uma careta, se auto reprovando, porque sabia que não estava ali pra passeio.    

Ao entrar no falado Welly's por Jinny, levantou as sobrancelhas em surpresa, largando a mala no chão, estática.   

-Wow! - deu um meio sorriso ao ver o local.     

- E então, o que achou? - perguntou com um tom avaliativo.   

- Isso aqui é incrível - falou dando um sorriso - não sabia que você tinha algo parecido com isso - falava ainda olhando os detalhes em mogno.   

- Tenho dois pubs além desse - Jinny foi em direção ao balcão pegando uma garrafa de água, e enchendo um copo com o conteúdo - essa área leste da cidade é cheia de lugares assim e você me ajudará manter principalmente o Welly's enquanto eu estiver fora - dizia seriamente - lembrando que você não está de férias Lisa.   

A tailandesa olhou para o chão sem jeito, a loira sabia que a ex-lider tinha noção da sua situação ali.   

- Vou fazer tudo sem reclamar, eu sei o meu lugar - disse friamente.   

Lisa sabia que os dias seriam cansativos, mas ela merecia concertar o estrago que era a sua vida atual.   

- Vem, vou te mostrar onde vai ficar - e estendeu um copo d'agua para Lisa que aceitou de bom grado - ah! Sem não antes conhecer Jeff! - disse empolgada ao rir de algo, olhando em direção a porta dos fundos.   

- Menina Jinny! - a tailandesa se virou e se deparou com um senhor de pele negra, de barba e careca, irromper pela porta, indo rapidamente em direção a loirinha - pensei que iria ficar lá de vez! Se fizesse isso, iria te sequestrar e te trazer de volta - sua risada ecoou no lugar 

O senhor a abraçou carinhosamente como se fosse seu pai. Jinny deu um largo sorriso.   

- É claro que eu não iria deixar vocês, Jeff - disse bem humorada, e em seguida olhou para Lisa e o apresentou.   

Jeffrey era o pianista responsável pela banda do welly's. Ele com mais três senhores tocavam jazz e blues no velho boteco.   

- Eles são realmente bons - Jinny deu um tapinha nas costas dele, brincalhona.   

- Apenas nos divertimos - Jeff deu de ombros, porém observou a guitarra pendurada nas costas de Lisa - pelo visto, você veio nos ajudar...   

A tailandesa levantou as sobrancelhas em espanto, coçando a nuca sem graça porque sabia que fazia tempo que não tocava e era algo impulsionado pelo seu pai.   

- Err...   

Jinny percebeu a insegurança da garota, e logo tratou de acalmá-la.   

- Depois conversamos sobre isso meu querido Jeff - lhe deu um beijo em seu rosto e olhou mais uma vez para a porta dos fundos, próximo ao palco - Não sabia que ele estava acordado ainda essa hora... - a loira foi em direção aos fundos e Lisa reconheceu um garotinho escondido, olhando pela fresta da porta.   

- Ele não conseguiu dormir sabendo que você estava chegando - a voz grave de Jeff dizia, indo sentar nos estofados ao canto do ambiente - ficou chamando por você à noite.   

Lisa observou a loirinha fazer uma careta em tristeza, abrindo a porta para encontrar a criança, e a pegou nos braços com um pouco de dificuldade, a trazendo para o balcão de bebidas e a sentando ali.  O garotinho falava o nome da loirinha sem parar e baixinho, enquanto que Jinny fazia sinais com as mãos, se comunicando com ele. O olhar da criança parecia estar distante, porém ele dava um meio sorriso tímido, tocando com as duas mãos no rosto da inglesinha.   

A ex-lider franziu o cenho ao ver a estranha interação entre eles, enquanto que sentava cansada próximo a Jeff, em uma poltrona.  O senhor dava uma longa tragada, vendo o olhar curioso de Lisa sobre Jinny e o garotinho branquelo de cabelos escuros e lisos.   

- O Luke tem autismo - Jeff concluiu as dúvidas da tailandesa - é desse jeito que ele se comunica com ela.   

- Oh! - franziu o cenho - Jinny nunca me contou sobre ele.   

Jeff observava a fumaça desaparecer no ar e disse:   

- Há muitas coisas sobre essa menina que você não conhece, Lisa - ele colocou os cotovelos sob a mesa ao dizer - Sr. Song a deixou com responsabilidades muito cedo. O unico momento em que tem folga é quando está em Stanford - ele voltou a observar a garota e o menininho ao longe, ela dava vários beijos em seu rosto - Jinny encontrou o Luke abandonado. As pessoas as vezes não entendem a condição de pessoas como ele. Elas não tem essa sensibilidade para ter alguém tão lindo como o Luke é.   

A voz grossa saiu um pouco embargada, mas totalmente respeitosa ao que dizia, como se o senhor fosse completamente devotado a Jinny e Luke. A verdade era que Jeff faria qualquer coisa por eles. Lisa sentiu o jeito afetuoso e amoroso que ele falou aquelas coisas e percebeu que Jinny tinha muito mais a lhe contar e mostrar do que ela sabia.   

****   

Quase três meses haviam se passado desde que a ex-lider havia ido embora de vez de Stanford.   

Em todos esses dias, a nerd imaginava o que Lisa estava fazendo, onde estava e com quem estava. Criava vários mundos paralelos delas juntas, a tailandesa ligando para ela de madrugada como sempre fazia, contando histórias aleatórias até que ela dormisse, ou abrindo a porta e dizendo que voltou pra ficar com ela de vez, ou que simplesmente ficaria com ela apesar da distância, que ligaria e trocaria mensagens todos os dias dizendo que a amava.   

Mas nenhuma dessas alternativas eram reais e aos poucos e gradativamente ela se sentia mais só, apesar de estar sempre com Jennie, Joy e Tzuyu. As três queriam apoiá-la naquele momento, mas sentia a menina mais nova cada vez distante. Suas notas nas matérias continuavam altas porque os estudos era a única coisa que a mantia com os pés no chão em Stanford.   

Sehun lotava a caixa de mensagens da nerd. O capitão e líder da fraternidade principal do Campus estava realmente preocupado com Chaeyoung mas respeitava o seu espaço. Ele sabia que ela tinha fortes sentimentos pela ex-lider da UKB, mas sabia também que não ia perder a oportunidade de fazer Chaeyoung ser o que realmente planejou que ela fosse. Porém esperaria essa fase de "luto" da menor acabar pacientemente. Enquanto isso, Jennie, Tzuyu e Joy ficavam cada dia mais preocupadas assim como Sehun e tristes pelo estado da menor, que andava com elas mas não parecia estar realmente ali.   

Em um certo dia aleatório de uma quarta, dia de um dos jogos principais do time de futebol, Jennie se despediu das duas como todos os dias fazia, e subiu para o seu dormitório. Ao abrir a porta, ficou parada por alguns segundos e piscando diversas vezes para realmente entender o que estava se passando no cômodo.   

- Chae? - franziu o cenho, ainda de olhos arregalados - mas que porra...   

A nerd havia encaixotado todos os seus livros e rasgados seus pôsteres do Ed, jogando no lixo junto com seus moletons e roupas antigas. A lente dos seus óculos estava quebradas junto com a armação grossa.   

Chaeyoung estava enfim se dando conta que sua vida deveria continuar, que tudo aquilo que sentia, o vazio e oco em seu peito deveria ter um fim.  Aquela velha pela de nerd fracassada e sem graça deveria ir. Ela não queria mais se sentir triste, se sentir ela mesma. Foi por ser uma nerd que se envolveu com a tal garota que agora estava criando nojo e antipatia só de pensar nela, foi por ser uma nerd que ela havia acreditado na pessoa errada.   

No dia anterior, assim como todos os outros em que se encontrava na merda, foi sem pensar pela parte das ruas em que os professores moravam, o Tom, seu carro, a levando para a casa do seu professor preferido que acenou assim que a viu chegar, o motor explodindo assim que parou em frente ao jardim da casa dos Manoban.   

- Menina Chaeyoung! - ele dizia enquanto que colocava água em umas plantinhas do seu jardim - pensei que só a veria na aula da próxima segunda - disse dando um largo sorriso.   

- Eu estava pela área - e deu um meio sorriso amarelo.   

O Carl franziu o olhar, notando o semblante cansado, suas olheiras abaixo dos seus olhos escuros, o aspecto de quem pouco dormia.   

- O que a traz aqui? - seu tom de voz saiu incerto porque no fundo já sabia.   

- Eu só... S-sinto falta dela - falou baixinho, se encostando em Tom.   

Carl se aproximou da nerd, apertando os lábios e enrugando a testa.   

- Eu sei menina - fez uma careta em reprovação - me desculpe em dizer isso pra você, mas precisa seguir em frente. Suas notas ainda estão tão bem quanto antes, porém eu sei que você está cada vez estranha e fechada - ele pegou carinhosamente na mão da mais nova - e eu não quero você assim por culpa da minha filha. Ela não iria querer te ver assim.   

O estômago da nerd se embrulhou ao ouvir sobre Lisa. O mesmo nervosismo, como se ela estivesse ali, seu coração apaixonado batendo acelerado do mesmo jeito.   

- Por que não me diz onde ela está? - sussurou fracamente.   

- Argh menina... Eu sinto muito mas são as regras de Stanford. Um aluno em exílio é proibido de ter contato com os alunos daqui.   

- Até com sua namorada?  Carl ficou em silêncio, pensando se talvez diria algo sobre Lisa.  - Só me diga que ela está bem.   

Ele apenas acenou em positivo com a cabeça.   

- Carl?   

Os dois se viraram e viram Cora ao pé da entrada.   

- Olá senhora Manoban - disse Chaeyoung timidamente.   

- Olá Chaeyoung - respondeu apenas.   

O senhor Manoban olhou desconfiado para sua esposa porém disse:   

- Cora, deixe Chaeyoung subir até o quarto de Lisa - disse, carinhosamente - há umas coisas que Lisa queria que você ficasse.   

Cora ficou em silêncio e apenas deixou a porta aberta para que a nerd entrasse. 

  - Ela disse isso?   

Carl respirou fundo, vendo que sua esposa já havia desaparecido indo para dentro de casa.   

- Na última ligação na semana passada, ela queria que você fosse no quarto. Que não se esquecesse... - falou tristemente.  

Chaeyoung nada respondeu, indo em direção à casa apenas notando o silêncio. Sua irmã Lie tinha voltado para o internato, o ambiente antes tumultuado pelos almoços de domingo, sendo substituído por algo sem graça e vazio.   

Subiu as escadas e abriu a porta do primeiro quarto do longo corredor.   

O quarto de Lisa estava do mesmo jeito que ela se lembrava. A cama de solteiro, o guarda roupa ao lado e tão diferente do enorme quarto que estava acostumada a dormir com ela na UKB. Mas o perfume amadeirado que exalava sempre dela ainda continuava ali, como se Lisa não estivesse realmente ido embora.   

Havia um retrato na pequena cômoda ao lado da cama e viu que era delas em um momento juntas na arquibancada da quadra de basquete, ela sentada em seu colo.   

Engoliu com dificuldade ao perceber uma lágrima caindo em seu rosto.   

A porta do guarda roupas estava entreaberta, mostrando algumas roupas dentro. Abriu e viu algumas camisetas e calças porém um único item a chamou atenção: uma jaqueta de couro.   

Ainda chorando, pegou e rapidamente a colocou e novamente sentiu aquele aroma que agora estava a sufocando, ao mesmo tempo em que amava aquela sensação de alívio imediato. Como se a mais velha estivesse com ela no quarto.  Fechou os olhos e encostou a testa na porta do guarda roupas em cansasso não so mental como corporal. Ela não conseguia dormir, não conseguia ser ela mesma por quase esses três meses. Gemeu baixinho em frustração, ela não conseguia superar isso.   

- Sabe que foi melhor assim não é Park? - ouviu a voz de Cora em suas costas - esse exílio de Lisa apenas vai ajuda-la a ser o que eu sempre sonhei pra ela.   

Chaeyoung se indireitou e virou seu corpo para observar a senhora, seu olhar avaliativo sobre a nerd.   

- E o que você sonhou pra ela, senhora Manoban? - perguntou sem vontade.   

- Que ela ficasse com a filha do Sr. Song. Lisa está com ela e aprendendo quais são suas prioridades na vida - Cora entrou no quarto e sentou na beirada da cama cruzando os braços, ainda observando Chaeyoung - ela nos ligou semana passada. Talvez, Carl tenha dito algo a você. Mas me lembro da coisa mais importante que ela me disse: "Estou realmente deixando tudo pra trás, mãe. As coisas aqui são realmente diferentes e sinto que estou mudando aos poucos." - Cora deu um meio sorriso satisfeita com o que disse - imagino o que são essas coisas que ela está deixando... Carl disse a você pra subir aqui porque Lisa queria que você não se esquecesse dela não foi? Quando se deixam pessoas pra trás, elas querem que essas pessoas fiquem com lembranças suas.   

Chaeyoung franziu o cenho em confusão, tentando absorver todas as informações.   

- Não sei onde quer chegar com tudo isso - disse a nerd ainda confusa mas lá no fundo sabendo.   

Cora deu um meio sorriso.   

- Ela quer que você a esqueça, Chaeyoung - e olhou para a jaqueta que a australiana vestia, enquanto que se levantava da cama - pode ficar com as sobras ou lembranças dela. Porque é a única coisa que terá - chegou ao pé da porta e não olhou para trás ao finalizar - nunca será como minha filha, Park Chaeyoung. Pelo contrário. Será uma eterna bolsista, com sua aparência desleixada e sem graça. Inferior a todos esses líderes de fraternidades.   

Foi a partir dali, que tudo havia mudado para Chaeyoung.   

Se deu conta que Lisa jamais a ligaria. Que a esqueceu e que estava deixando tudo para trás e a esquecendo.   

Não queria mais se sentir um lixo. Queria ser alguém nova.   

Ela deixava de ser a nerd fracassada e jurava pra si mesmo que nunca deixaria Cora e nem ninguém falar assim dela. Se tornaria alguém forte e começaria agora ao arrancar seus pôsteres do Ed Sheeran e empacotar seus livros de Jane Austin.   

- Chaeyoung? - Jennie ainda dizia confusa - o que demônios está fazendo?   

- Rosé, Jen. A partir de agora é apenas Rosé - disse, ao bater a porta e sair em seus saltos altos e vestido curto em direção aos vestiários se encontrar com Sehun e dizer a sua nova meta: ter tudo e ser tudo.  

Rosé seria líder da UKB e ainda mais superior a qualquer outro líder em Stanford.  E sim, ela conseguiria isso porque ela nasceu pra liderar porque Madame Meredith havia previsto isso pra ela e se lembrou naquele instante. Ela se tornaria a imagem principal do Campus, todos e exatamente todos a conheceriam naquele enorme lugar.   

E exatamente apenas por um nome: Roseanne Park, a rigorosa e forte líder da nova UKB.   

 


Notas Finais


Bem vinda Rosé


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