História Begin Again - Capítulo 5


Escrita por:

Postado
Categorias Adam Lambert, Little Mix, Tokio Hotel
Personagens Adam Lambert, Bill Kaulitz, Georg Listing, Gustav Schäfer, Jade Thirlwall, Perrie Edwards, Personagens Originais, Tom Kaulitz
Tags Adill, Little Mix, Tokio Hotel
Visualizações 11
Palavras 2.119
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, LGBT, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, olá! Aproveitem o capítulo!

Capítulo 5 - Uma boa notícia em meio ao caos


Fanfic / Fanfiction Begin Again - Capítulo 5 - Uma boa notícia em meio ao caos

Cinco

 

Bill estava indo para mais um dia de exames, sua rotina acabou se tornando isso; acordar cedo, tomar café, remédios, ir para o médico, receber vários e vários choques, voltar pra casa, vomitar por conta das sessões - que o doutor já havia avisado que no começo isso seria normal -, comer e dormir. Era assim o dia todo, toda semana, com o tempo ele começou a se acostumar com isso; se encher de remédios e choques, tudo para poder sobreviver.

 

Adam e ele tinham uma boa convivência, com as sessões e consultas, doutor e paciente acabaram por ter uma pequena amizade; Adam gostava da presença do loiro, ele passava segurança e calmaria.

 

O ruivo sabia de toda a história do loiro, cada paciente que ele pegava, ele fazia questão de pesquisar tudo sobre o mesmo. Bill foi o paciente que ele mais sentiu pena, pena por ser um homem tão belo e jovem, e já havia passado por tanto sofrimento. Adam tentava ser cauteloso com Bill, sabia que ele se machucava fácil com palavras e ele não queria que seu mais novo “amigo” se sentisse mal por uma simples palavra solta de maneira errada.

 

Jade estava levando seu pai dessa vez, o silêncio do carro só não era tão grande pelo som que saía do rádio, que estava baixo.

 

— Então pai… — Jade resolveu quebrar o silêncio. — Como tá você e o Adam?

 

— Ah, acho que estamos bem. — Bill disse. — Ele é um homem gentil, educado e super atencioso. Temos uma boa convivência.

 

— Ele é bem bonito também. — Jade jogou no ar e conhecendo a garota mais que qualquer outra pessoa, Bill logo entendeu o conceito da frase.

 

— Sim, ele é um rapaz bem bonito e não, não estou interessado. — Bil foi curto e direto.

 

— Mas pai…

 

— Mas nada Jade, eu te conheço e entendi muito bem o que você disse. — Bill a cortou, estava sério mas por dentro estava morrendo de vergonha.

 

— Que mal tem achar um médico bonito? — Jade retrucou.

 

— Não tem mal algum, mas ele pode ser casado e eu não me interesso por pessoas comprometidas. — Bill disse. — Agora chega desse assunto, por favor querida.

 

Jade apenas assentiu acatando a ordem do pai, terminando o trajeto em silêncio.

 

Ambos chegaram no hospital no horário estipulado - como sendo alemão, Bill odiava atrasos -, Jade ajudou seu pai a sair do carro e o acompanhou até a sala do médico.

 

Adam já estava de prontidão esperando para atendê-lo, o homem tinha outros pacientes para atender, cirurgias para realizar, mas o caso de Bill era o mais complicado e que necessitava de toda atenção possível.

 

— Com licença doutor Lambert — Jade bateu na porta logo entrando com cautela, Adam estava sentado em sua mesa lendo alguns papéis. — Queria avisar que já chegamos.

 

— Ah, maravilha! — Adam exclamou levantando-se da cadeira e foi em direção da jovem. — Traga seu pai e o ajude a deitar na maca, hoje vou fazer mais alguns exames para ver se temos resultado.

 

Bill caminhou até a sala do homem; com ajuda de Jade, deitou-se na maca - já com as roupas hospitalares - e ficou lá esperando Adam aparecer.

 

O homem surgiu vestido na sua roupa azul, máscara cirúrgica, gorro e luvas. Jade estava o tempo todo ao lado do pai - usando uma máscara cirúrgica, já que ali dentro era obrigatório o uso dela -

 

— Certo Bill, hoje nós vamos realizar mais alguns exames de cardiograma e ecocardiograma. Dessa vez terei que seda-lo, mas não se preocupe; você ficará bem até o fim da tarde.

 

— Eu vou ficar o dia todo aqui? — Bill perguntou já demonstrando não ter gostado da ideia.

 

— Papai, é pro seu bem. — Jade logo o repreendeu. — Você nem vai ver o tempo passar.

 

— Como sua filha disse senhor Kaulitz, é pro seu bem. — Adam disse somente.

 

— Bom, tudo bem. — Bill se deu por vencido, aceitando a contra gosto. Ele ainda odiava hospitais.

 

— Senhorita Kaulitz, você tem um minuto pra se despedir. Quando estiver pronta nos avise. — Adam saiu da sala deixando pai e filha a sós.

 

— Ele falou como se eu fosse passar por uma cirurgia. — Bill comentou dando uma leve risada.

 

— Vai ser tipo uma cirurgia, papai. — Jade explicou ao mais velho. —  Ele vai abrir um pouco seu peito e vai examinar seu coração, pra vê se houve algum resultado.

 

— Como sabe disso? — Bill perguntou curioso.

 

— Eu andei fazendo o dever de casa. — Ela disse dando uma piscadela, recebendo uma risada do mais velho. — Eu vou indo papai, estarei aqui quando você acordar.

 

Bill assentiu e a garota levantou-se, beijou a testa do loiro e saiu. Adam estava lá fora no aguardo.

 

— Bom, ele tá pronto.

 

Adam assentiu e seguiu em direção a sala, mas antes parou para tranquilizar a jovem.

 

— Fica tranquila que ele está em boas mãos. — Jade assentiu soltando um sorriso leve para o médico, depois saiu do local, indo para a sala de espera.

 

Adam entrou na sala, com seu residente e mais dois internos. Bill ainda estava deitado aguardando.

 

— Bom senhor Kaulitz, está pronto? — Adam perguntou já preparando tudo que precisava, o residente estava ao seu lado preparando o braço que será aplicado a anestesia.

 

— Eu tenho que estar, né? — Bill disse tentando soar tranquilo, mas ele estava muito nervoso e ansioso.

 

— Fica tranquilo, senhor Bill, você não vai sentir nada. — Uma das internas disse recebendo um olhar de reprovação do residente.

 

— E quem é você, querida? — Bill perguntou virando sua cabeça para olhar a ruiva que estava encolhida no canto.

 

— Ela é apenas uma interna que devia manter a boca fechada. — O residente disse sério, enquanto passava o algodão molhado no antebraço do alemão.

 

— Ei, não precisa disso rapaz, ela só está tentando me tranquilizar. — Bill olhou seriamente para o homem, fazendo com que Adam o olhasse com atenção. — Não precisa tratá-la desse jeito!

 

— Me desculpe senhor Kaulitz… — O rapaz disse sem jeito.

 

— Qual seu nome, querida? — Bill retornou a olhar para a garota - que agora estava com seu coração acelerado, pois sabia que ia levar uma bela bronca do doutor -

 

— Meu nome é Anielle, doutora Anielle. — Ela respondeu de modo doce.

 

O residente aplicou a anestesia, Bill não havia percebido em nenhum momento.

 

— Anielle é um nome bonito.. — Bill disse já um pouco sonolento, soltando um pequeno sorriso para a garota. — E o da sua amiga?

 

— Doutora Bailey, senhor. — A morena respondeu.

 

Bill não conseguiu respondê-la, já que sua visão estava ficando turva e seus olhos ficaram pesados, aos poucos ele foi perdendo a consciência até apagar por completo.

 

— Pronto doutor Lambert, o paciente está devidamente anestesiado. — O residente disse checando os batimentos cardíacos do alemão.

 

— Pois bem, vamos começar. — Adam disse se posicionando ao lado do loiro já desacordado.  


 

As horas haviam se passado, Jade perdeu as contas das tantas vezes que ia na recepção e voltava para seu assento. Perrie havia ligado várias vezes para saber do pai, porém Jade estava na mesma situação que a mais velha; sem notícias nenhuma.

 

Depois de cinco horas de espera, o doutor finalmente havia aparecido. Jade suspirou aliviada ao ver a imagem de Lambert indo em sua direção, sua expressão era incógnita, o que deixava a morena apreensiva.

 

— Então, como ele está? Deu tudo certo? — Jade perguntou antes mesmo do homem abrir a boca.

 

— Ele está bem, acabamos de tirá-lo da anestesia, agora falta ele reagir. — Adam respondeu. — Os exames ficam prontos daqui há 30 minutos, mas ocorreu tudo bem.

 

— Eu posso vê-lo?

 

— Claro, me acompanhe.

 

Jade seguiu o homem até o quarto onde seu pai estava, Adam deixou a garota sozinha no local com o pai. Bill ainda estava dormindo, Adam disse que o efeito da anestesia acabava de modo diferente em cada paciente, por isso não era para se preocupar caso ele demorasse um pouco para despertar.

 

Sua preocupação na verdade eram os exames; a garota só sairia dali se tivesse a certeza que seu pai estava progredindo no tratamento.

 

Bill aos poucos foi despertando, sua cabeça girava e sua visão estava turva. Estava com a garganta seca e sua boca implorava por água.

 

— J-jade… — A voz grogue despertou a morena que levantou-se rapidamente quando ouviu a voz do pai. — Jade?

 

— Estou aqui, papai. — Jade disse. — Como o senhor está?

 

— Tonto e com sede. — Ele respondeu com os olhos semicerrados. — Eu já posso ir embora?

 

— Não papai, você acabou de sair da anestesia, precisa ficar aqui por enquanto. — Jade disse. — Quer que eu busque um pouco de água pro senhor?

 

— Por favor… — Bill disse fechando os olhos novamente, ele ainda sentia-se cansado.

 

Jade saiu a procura do doutor, ela não sabia se já podia dar alguma coisa pro seu pai, por tanto a resposta de Adam era mega importante.

 

Adam estava no balcão da recepção lendo alguns prontuários, não parecia estar com pressa para nada.

 

— Doutor Lambert! — Jade chegou atraindo a atenção do ruivo. — Meu pai acordou e pede por água, ele já pode beber alguma coisa?

 

— É claro, dê um pouco de água pra ele e fique conversando com ele. Vou verificar se os exames já ficaram prontos, então já vou lá falar com seu pai.

 

— Certo, obrigada. — Jade agradeceu retirando-se, foi até o bebedouro e pegou um pouco de água, voltando para o quarto de seu pai.

 

— Pai? — Jade chamou-o que resmungou em resposta. — Aqui, sua água.

 

Bill já se sentia um pouco melhor, seus olhos já aguentavam ficar abertos, porém ainda sentia-se um pouco tonto.

 

Bill sentou-se na cama - com a cabeça apoiada no travesseiro - e bebeu a água entregue pela morena.

 

— Se sente melhor? — A morena perguntou voltando a se sentar na poltrona.

 

— Sim, só estou um pouco tonto. — Bill respondeu.



 

Adam apareceu pouco tempo depois, os exames mostraram que Bill estava progredindo muito bem com o tratamento, a notícia foi uma maravilha para pai filha, principalmente para o loiro.

 

Bill ficou mais uma hora dentro do hospital, depois de já se sentir bem foi liberado. Adam ficou quase o tempo todo perto do homem, checando seus batimentos e fazendo várias perguntas. O ruivo gostava da presença dele, mesmo sendo da mesma idade, Bill demonstrava ter mais experiência de vida que Adam, o ruivo admirava pessoas assim; que mesmo com a pouca idade, transmitiam uma experiência que só quem viveu mais tem.

 

Jade e Bill retornaram para casa em silêncio, o alemão sentia-se cansado e só queria sua cama.

 

A morena ajudou o mais velho a entrar em casa, o resto da família estava na cozinha preparando o jantar. Ao ouvir a porta sendo aberta, Perrie correu em direção aos dois, seu pai estava apoiado no ombro da morena - sua bengala ficou em casa -

 

— Papa, como você está? — Perrie perguntou ajudando o mais velho a se sentar no sofá, a loira apoiou a perna do alemão com cuidado na mesinha de centro - em cima de uma almofada - — Eu soube do resultado dos exames, isso é ótimo!

 

— Eu me sinto bem querida, obrigado. — Bill agradeceu pela ajuda da loira. — Esses exames me deixaram mais tranquilo, tinha medo de que tudo isso não desse certo.

 

— Todos nós tivemos, papa. — Perrie disse e Jade concordou. — Mas agora vamos pensar no positivo, certo? E também na bela lasanha que vai sair em breve do forno.

 

— Vocês duas não existem mesmo. — Bill riu de leve. — E os rapazes?

 

— Estamos aqui, chefe! — Jed exclamou na cozinha. — Estamos ajudando na cozinha.

 

— Vamos ver se vai ter meu aval. — Bill brincou e todos riram.

 

— Vem Jade, vem me ajudar na cozinha. — Perrie puxou Jade para se levantar do sofá. — Qualquer coisa nos chame, tá bom?

 

— Tudo bem meu bem, vai lá. — Jade e Perrie saíram de mãos dadas indo até a cozinha, deixando o mais velho sozinho na sala.

 

Bill suspirou olhando ao redor, as vozes vindas da cozinha deixavam a casa mais luminosa.

 

O loiro fitou o quadro onde tinha sua bela esposa nele, a bela mulher sorria deixando sua beleza ainda mais destacada. Seu sorriso ainda vivia em Perrie, que puxou lindamente seu belo sorriso.

 

— É meu amor… — Bill disse pegando a fotografia em suas mãos, passando seu dedo em cima do rosto da mulher. — Seu Bill ganhou uma chance de viver, mas não sei se quero.

 

O alemão suspirou voltando a ter aquele ar depressivo de sempre, seu coração apertou enquanto admirava sua esposa pela foto

 

— Não sem você.. — Ele completou, abraçando o objeto com toda sua força. Depois voltou a admirá-lo, parecia que cada vez que ele olhava, a foto ficava cada vez mais bela. — Cada dia é mais difícil, complicado. Não sei se vale a pena continuar vivo.

 

Ele suspirou por fim colocando a fotografia no seu local de origem, depois pegou o controle remoto ligando a tv a sua frente.


Notas Finais


Tadinho do nosso menino :(

Até o próximo!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...